Em meio às mobilizações da sociedade Brasil à fora, clamando por moralidade, respeito às leis e à sociedade, dente outras reivindicações, aqui em Alagoas, mais uma vez a CESP/Unb, organizadora do Concurso da Polícia Militar (2012), juntamente com outros responsáveis, quer seja no governo ou na própria PMAL, pela divulgação e celeridade do certame, deixam a desejar. E o governo, por sua vez, em suas milionárias campanhas publicitárias, ludibria a sociedade afirmando que os novos policiais já estão sendo preparados para combater a criminalidade.
Acontece que, no tocante à convocação dos novos soldados, a falta de informação é o que reina. E, com isso, infelizmente centenas de candidatos ficaram reféns do descaso dessa cúpula nojenta. Isso porque, os prazos divulgados no edital não foram cumpridos, a exemplo de outros Estados.
Dito isto, pergunta-se: em que outra unidade da federação o CESP/Unb realizou concurso público para Polícia Militar, tal qual realizou aqui? Resposta: Em nenhum outro lugar!
Nos demais Estados, sempre que é realizado esse tipo concursos público, ou seja, concurso para a função policial, o mesmo é executado e finalizado em seis, sete meses, no máximo. Enquanto que aqui no Estado de Alagoas, estamos às vésperas de completar um ano da realização do concurso. E a julgar pelo que estamos vendo e pelo que conhecemos dos nossos governantes, e da atual cúpula, certamente esse será o primeiro aniversario de uma longa jornada. Pois um ano não será o bastante para ter todas as suas etapas realizadas, visto que até hoje os candidatos ao cargo de soldado combatente esperam a divulgação do resultado provisório da avaliação medica.
Não sabemos quais os reais fatores que levam tanto o gestor público quanto os governantes a agirem com tamanha morosidade. Contudo, a julgar pelo clima politiqueiro que sempre envolve concursos de grande expressão, a exemplo do concurso para Polícia Militar, deixamos no ar a pergunta: será que tamanha morosidade não está relacionada com o ano eleitoral que se aproxima?
Senhores, lembrem-se que, quando da primeira campanha para o governo do Estado, o governador Téo prometeu a investidura de 1.000 novos policiais por ano... Sendo que agora o que se vê é a atual “dificuldade” de empossar os atuais mil do último concurso, sem contar no cadastro reserva que se forma.
Inobstante a isso, um outro assunto é de grande preocupação: no caso, as baixas decorrentes das aposentadorias. O atual governo finge não ver (mesmo porque ele só tem mais um ano e meio), e o atual Comandante Geral, o Coronel Dimas (o “ofuscado”), não gosta nem de tocar no assunto, mas fato é que a convocação dos 1.000 novos soldados deste concurso não suprirá a lacuna decorrente das aposentadorias nos últimos dois anos. E mesmo que sejam convocados mil policiais pelos próximos quatro anos, ainda assim não atingiremos o contingente estipulado na LOB da PMAL. E foi o Dário César, quando da sua passagem pelo cargo de Comandante Geral da PM, quem disse: “hoje contamos com uma tropa velha, doente, que está às vésperas da aposentadoria”.
No próximo dia 20, por volta das três horas, no entorno da Praça do Centenário, em Maceió, a população alagoana irá se mobilizar e clamar, novamente, por segurança, saúde, educação, etc. Na ocasião, os candidatos do último concurso se farão presentes, mais uma vez, cobrando a nomeação, não apenas porque foram aprovados no concurso, mas também porque estão ávidos para darem a sua contribuição para a construção da nossa sociedade. Porém, como não nenhum tipo de notícia é prestada quanto à convocação dos soldados, como não julgamos que o governo e o comando estão agindo com um total descaso com os futuros policiais?
Tentamos saber com os nossos contatos quando é que, se é que existe alguma previsão exata, os novos soldados iniciarão o curso de formação, e a resposta foi evasiva: a prioridade agora é a convocação da primeira turma do Curso de Formação de Oficiais (CFO). Por falar nisso, cabe observar que mesmo os candidatos do CFO tendo feito o concurso na mesma data que os candidatos do Curso de Formação de Praças, o futuros oficiais já estão prontos com resultado final (para o cargo de oficial) divulgado só esperando o início das aulas.
Por todo o exposto, pode se dizer que: enquanto os rumos da convocação dos novos soldados está aí, preso pelas suas teias burocráticas, e emperrado pelos interesses pessoais politiqueiros, as pessoas estão morrendo, sendo assaltadas em plena luz do dia, crianças estão sendo violadas, e Alagoas está apenas acendendo uma vela para uma dela.
Resta aos pobres “monges candidatos”, fazer a única coisa que têm feito desde o inicio: meditar e exercitar uma virtude que muitos não sabiam que possuíam, a paciência.
ASS: Toda a população alagoana e todos os futuros policiais que estão fora das ruas!