Após
semanas em silêncio, trabalhando em nossa revolução (de forma silenciosa), o
momento de voltarmos às nossas manifestações aqui pelo BEF chegou. A razão para
termos dando um tempo foi porque estávamos “estudando” o mudus operadi que vamos adotar a partir dos próximos dias.
A
gente sabe que muita gente ficou chateada com a nossa ausência, e a estes
pedimos desculpas, bem como sabe que muita gente também vibrou achado que
tivéssemos chegado ao fim... Mas, amigos, compreendam: quase três anos falando
dos problemas da nossa corporação, apontando soluções, criticando uns, mal
dizendo outros, trazendo à tona a forma precária com que a Polícia Militar (e
de igual modo a Polícia Civil) atua no interior do Estado, provando que a Segurança
Pública como um todo é/está mal administrada, dentre outras coisas, ou seja,
enchendo o saco dizendo o que todo mundo está cansado de ouvir... Tínhamos que
dar um tempo, até mesmo para analisar e rever algumas coisas.
Nesse sentido, chegamos a seguinte conclusão: O Cel/RR Dário César (“ainda”
Secretário de Segurança Pública) e seu
irmão o Cel. Dimas Cavalcante (“ainda” Comandante Geral da PMAL), assim como o Cel. Mário da Hora (“ainda”
Subcomandante Geral da PMAL), juntamente
com o Cel. Luciano Silva (atual chefe do Gabinete Militar), não precisam mais
da gente para revelar o quanto eles são incompetentes e malquistos; um
verdadeiro retrocesso para a instituição Polícia Militar de Alagoas e a
Segurança Pública em si.
Contudo, apesar dos pesares, o que a gente não
entende é porque a tropa se sujeita à opressão e tirania dessa corja.
Agente vê as pessoas dizendo que deveríamos fazer “isso”,
“aquilo”, que as associações deveriam fazer “assim”, “assado”, mas são essas
mesmas pessoas que se sujeitam a trabalhar nas atuais escalas de serviço com “direito”
a serviço extra, bem como andar em viaturas sem condições de serviço.
Todos os dias nos chegam diversas informações e
reclamações que vão desde a ausência de manutenção em computadores da Corporação
– ou um serviço de internet que os mantenha interligados aos sistemas de
informação para que o pessoal da administração possa fazer consultas e bem
desempenhar o seu mister –, passando pela ausência de uniformes para Cabos e Soldados
até as famosas “parecerias”... Mas, espera aí! Como é que a Tropa se sujeita a
isso tudo e ainda fica dando “um jeitinho”, fazendo as vezes do Estado ou, em
conivência ou omissão, fazendo vista grossa?
A nosso ver, a Tropa também a sua parcela de culpa!
Pois, a exemplo do que acontece com os famigerados serviços extras, a maioria
dos policiais reclama que não recebe nenhuma remuneração por estes serviços,
mas até agora ninguém não moveu nenhum Mandado de Segurança visando coibir a
imposição de tais serviços, muito menos cobrou algo nesse sentido aos Presidentes
das Associações.
Além disso, os mesmos policiais que reclamam que os
seus superiores locupletam-se dos cargos que ocupam, são os mesmos que ficam horas
e horas na Seção da Unidade olhando as redes sociais da internet ou
fazendo negócios particulares no telefone institucional.
Meus caros, a Tropa reclama da falta de
equipamentos que julga ser essencial para a Polícia Militar (e olha que falta
equipamento mesmo), mas eu já vi muito Praça sair pra diligências desarmado. Contudo,
se por um lado nem lanterna tática a gente tem... Por outro é comum vermos os
nossos colegas andarem a mais de 100km/h e sem o cinto de segurança da viatura!
De um extremo a outro, se de fato existe um cunho
de razão nas reclamações dos policais que não se sentem valorizados pelo seu
tempo de serviço, é notório que estes mesmos policiais pouco ou nada fazem no
sentido de qualificar-se profissionalmente. Então fica assim: como é que o
antigo pode querer ser valorizado se ele não se qualifica, não quer fazer um
curso, não quer aprender a preencher a COP (Comunicação de Ocorrência Policial),
fazer um BO ou um TCO?
Depois, ainda quere “andar na janela”...
Outro ponto bem curioso é o seguinte: a Tropa reclama
do planejamento “mal feito”, mas quando está na preleção do serviço e tem a
oportunidade de dar uma parcela de contribuição, fica o tempo todo calada,
emburrada, mal humorada e querendo que a mande logo a destino. E quando o
Oficial pergunta se alguém tem sugestões, se o pessoal mais experiente gostaria
de fazer alguma colocação... Todo mundo fica ca-la-do!
Procure nos jornais, rádios, sites e tudo mais: todos os dias a imprensa veicula alguma
informação prestada por nós, o Briosa em Foco. A gente sabe que a forma que
a gente usa aqui no BEF para tentar minimizar os problemas da nossa Corporação
não é a ideal, mas o que nunca faltou na gente foi vontade de querer que as
coisas positivas acontecessem, apesar dos riscos que corremos.
Por fim, concluo afirmando: Dário César, Dimas Cavalcante,
Mário da Hora e Luciano Silva não me representam, pois, para mim, não são nenhum
referencial. Todavia, estas não são as únicas pessoas que estão acabando
com este órgão, esta belíssima instituição chamada Polícia Militar de Alagoas.

30.11.13
Tenente Stive


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