A hipocrisia nossa de cada dia

Após semanas em silêncio, trabalhando em nossa revolução (de forma silenciosa), o momento de voltarmos às nossas manifestações aqui pelo BEF chegou. A razão para termos dando um tempo foi porque estávamos “estudando” o mudus operadi que vamos adotar a partir dos próximos dias.
A gente sabe que muita gente ficou chateada com a nossa ausência, e a estes pedimos desculpas, bem como sabe que muita gente também vibrou achado que tivéssemos chegado ao fim... Mas, amigos, compreendam: quase três anos falando dos problemas da nossa corporação, apontando soluções, criticando uns, mal dizendo outros, trazendo à tona a forma precária com que a Polícia Militar (e de igual modo a Polícia Civil) atua no interior do Estado, provando que a Segurança Pública como um todo é/está mal administrada, dentre outras coisas, ou seja, enchendo o saco dizendo o que todo mundo está cansado de ouvir... Tínhamos que dar um tempo, até mesmo para analisar e rever algumas coisas.
Nesse sentido, chegamos a seguinte conclusão: O Cel/RR Dário César (“ainda” Secretário de Segurança Pública) e seu irmão o Cel. Dimas Cavalcante (“ainda” Comandante Geral da PMAL), assim como o Cel. Mário da Hora (“ainda” Subcomandante Geral da PMAL), juntamente com o Cel. Luciano Silva (atual chefe do Gabinete Militar), não precisam mais da gente para revelar o quanto eles são incompetentes e malquistos; um verdadeiro retrocesso para a instituição Polícia Militar de Alagoas e a Segurança Pública em si.
Contudo, apesar dos pesares, o que a gente não entende é porque a tropa se sujeita à opressão e tirania dessa corja.
Agente vê as pessoas dizendo que deveríamos fazer “isso”, “aquilo”, que as associações deveriam fazer “assim”, “assado”, mas são essas mesmas pessoas que se sujeitam a trabalhar nas atuais escalas de serviço com “direito” a serviço extra, bem como andar em viaturas sem condições de serviço.
Todos os dias nos chegam diversas informações e reclamações que vão desde a ausência de manutenção em computadores da Corporação – ou um serviço de internet que os mantenha interligados aos sistemas de informação para que o pessoal da administração possa fazer consultas e bem desempenhar o seu mister –, passando pela ausência de uniformes para Cabos e Soldados até as famosas “parecerias”... Mas, espera aí! Como é que a Tropa se sujeita a isso tudo e ainda fica dando “um jeitinho”, fazendo as vezes do Estado ou, em conivência ou omissão, fazendo vista grossa?
A nosso ver, a Tropa também a sua parcela de culpa! Pois, a exemplo do que acontece com os famigerados serviços extras, a maioria dos policiais reclama que não recebe nenhuma remuneração por estes serviços, mas até agora ninguém não moveu nenhum Mandado de Segurança visando coibir a imposição de tais serviços, muito menos cobrou algo nesse sentido aos Presidentes das Associações.
Além disso, os mesmos policiais que reclamam que os seus superiores locupletam-se dos cargos que ocupam, são os mesmos que ficam horas e horas na Seção da Unidade olhando as redes sociais da internet ou fazendo negócios particulares no telefone institucional.
Meus caros, a Tropa reclama da falta de equipamentos que julga ser essencial para a Polícia Militar (e olha que falta equipamento mesmo), mas eu já vi muito Praça sair pra diligências desarmado. Contudo, se por um lado nem lanterna tática a gente tem... Por outro é comum vermos os nossos colegas andarem a mais de 100km/h e sem o cinto de segurança da viatura!
De um extremo a outro, se de fato existe um cunho de razão nas reclamações dos policais que não se sentem valorizados pelo seu tempo de serviço, é notório que estes mesmos policiais pouco ou nada fazem no sentido de qualificar-se profissionalmente. Então fica assim: como é que o antigo pode querer ser valorizado se ele não se qualifica, não quer fazer um curso, não quer aprender a preencher a COP (Comunicação de Ocorrência Policial), fazer um BO ou um TCO?
Depois, ainda quere “andar na janela”...
Outro ponto bem curioso é o seguinte: a Tropa reclama do planejamento “mal feito”, mas quando está na preleção do serviço e tem a oportunidade de dar uma parcela de contribuição, fica o tempo todo calada, emburrada, mal humorada e querendo que a mande logo a destino. E quando o Oficial pergunta se alguém tem sugestões, se o pessoal mais experiente gostaria de fazer alguma colocação... Todo mundo fica ca-la-do!
Procure nos jornais, rádios, sites e tudo mais: todos os dias a imprensa veicula alguma informação prestada por nós, o Briosa em Foco. A gente sabe que a forma que a gente usa aqui no BEF para tentar minimizar os problemas da nossa Corporação não é a ideal, mas o que nunca faltou na gente foi vontade de querer que as coisas positivas acontecessem, apesar dos riscos que corremos.
Por fim, concluo afirmando: Dário César, Dimas Cavalcante, Mário da Hora e Luciano Silva não me representam, pois, para mim, não são nenhum referencial. Todavia, estas não são as únicas pessoas que estão acabando com este órgão, esta belíssima instituição chamada Polícia Militar de Alagoas.
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Nenhum passo daremos atrás! (Parte 03)

Quando um grupo de militares resolveu “usar o sistema contra o sistema”, isto é, quando nós resolvemos usar a marca criada por Dário César para revelar a podridão que assola a Polícia Militar do Estado de Alagoas (clique aqui), porque nem mesmo o Comandante Geral respeita as leis, este, por sua vez, além de inúmeros ofícios encaminhados à PGE (vide foto), resolveu também instaurar um IPM contra a gente. Vejam:
BOLETIM GERAL OSTENSIVO Nº 042 DE 01 DE MARÇO DE 2011
Designação de Oficial – IPM
1.1 Portaria nº 010 - IPM-CG/CORREG, de 23 de fevereiro de 2011: O COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE ALAGOAS, no uso de suas atribuições e considerando o que prescreve o Art. 10, letra “b”, do CPPM, RESOLVE designar o Oficial abaixo para, através de IPM, apurar suposta prática de crime militar por Integrante(s) desta Corporação, conforme demonstra documento em anexo.
Oficial Designado: Ten Cel QOC PM mat. 78389 JOSÉ LUCIANO DE ALCÂNTARA NASCIMENTO
Documento Anexo: Memo nº 030/2011-GCG/ASS e demais documentos.
Em consequência, o Encarregado pelo IPM compareça à Corregedoria no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, para o recebimento da Portaria e demais documentos.
Depois disso, foi a vez do GCOC entrar em cena para tentar nos localizar. Só que investigou as pessoas erradas (Será que investigar o alvo errado foi acidental ou proposital? Com a resposta: O Dr. Alfredinho!).
BOLETIM GERAL OSTENSIVO Nº 205 DE 29 DE OUTUBRO DE 2012
NP nº 286/2012 CG/CORREGEDORIA/ SPJ – APRESENTAÇÃO DE POLICIAIS MILITARES
Determino aos Comandantes de OPM apresentarem mediante ofício os policiais militares abaixo relacionados, DEVENDO INFORMAR À CORREGEDORIA GERAL E AO ÓRGÃO REQUISITANTE, EM TEMPO, QUALQUER FATO QUE SIRVA DE OBSTRUÇÃO. NOS CASOS EM QUE AS TESTEMUNHAS SE SENTIREM INSEGURAS DEVERÃO SEUS COMANDANTES PROVIDENCIAR A DEVIDA ESCOLTA, INCLUSIVE INFORMANDO À CORREGEDORIA EM TEMPO HÁBIL.
1º BPM
Cb PM Mat. 95460 nº 9665.02 LUIZ ALBERTO ALVES TEIXEIRA, como testemunha, fardado e desarmado, no dia 30 de outubro de 2012, às 11h, ao Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas – GECOC.
6º BPM
Sd PM Mat. 96372 nº 9556.02 EDUARDO ITALO BASTOS DE OLIVEIRA, como testemunha, fardado e desarmado, no dia 30 de outubro de 2012, às 11h, ao Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas – GECOC.
DP
Sd PM R/R Mat. 95569 AGENÁRIO VELAMES DE ALMEIDA, como testemunha, desarmado, no dia 30 de outubro de 2012, às 11h, ao Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas – GECOC.
3ª CPM
Cb PM Mat. 96478 nº 9706.02 ABDI FERREIRA FELIX, como testemunha, fardado e desarmado, no dia 30 de outubro de 2012, às 11h, ao Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas – GECOC.
É claro que somente os Praças foram “convocados” para prestar depoimento como “testemunhas”. O Oficialato, por sua vez, foi “convidado”, mas na condição de “colaboradores”. Perceba-se que a coisa toda foi muito tendenciosa, pois na condição de “testemunhas” os Praças tinham a obrigação de falar a verdade de tudo aquilo que soubessem sob pena de serem indiciados por “Falso Testemunho” ou até mesmo de “Condescendência Criminosa”.
Passados alguns meses depois disso, e longe de qualquer risco à integridade dos nossos membros ou colaboradores (apesar das dezenas de ataques cibernéticos que sofremos), continuamos atuando firme e forte. E a cúpula, por sua vez, resolveu instaurar um novo IPM. Vejam:
BOLETIM GERAL OSTENSIVO Nº 197 DE 18 DE OUTUBRO DE 2013
PORTARIA nº 065-IPM -CG/CORREG., DE 14 DE OUTUBRO DE 2013.
O COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE ALAGOAS, no uso de suas atribuições e considerando o que prescreve os artigos 7°, h, 8°, a, e 10, b, do Código de Processo Penal Militar (Decreto-lei n° 1.002, de 21.10.1969), RESOLVE designar o Cap QOC PM, mat. nº 82.037, SIDNEY PONTES VIANA, para, através de Inquérito Policial Militar (IPM), apurar supostos crimes militares cometidos por meio do blog Briosa em Foco, tendo na condição de ofendidos vários policiais militares e autoridades civis, conforme se observa nos DVDs em apenso, condutas que, em tese, se subsume ao tipo penal constante do artigo 166 (Publicação ou crítica indevida) e artigo 298 (Desacato a superior), todos do Código Penal Militar.
Em consequência, o Encarregado pelo IPM compareça à Corregedoria no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, para o recebimento da Portaria e demais documentos.
Bem, diante de tantos riscos, diante de quase nenhuma apuração das nossas denúncias, vocês podem se (ou até mesmo nos) perguntar: por que nós ainda insistimos em continuar? No entanto, a resposta é simples: somos policiais militares por vocação, e não estamos gostando de desempenhar as nossas atribuições da forma e nas condições de serviço que nos são ofertadas. Muito menos estamos aceitamos a elevada quantidade de sérvios a que somos submetidos semanal ou mensalmente, e, o que pior, pelo que estão nos ofertando como pagamento.
Em decorrência dessas afirmações e da forma que nos prevalecemos para externar publicamente a nossa indignação, o nosso inconformismo, muitas perguntas e respostas poderiam advir disso tudo! Contudo, independente dos meios que utilizamos para soltarmos o nosso grito de revolta, independente da forma, os nossos motivos os justificam.
E por mais que nos digam que estamos errados, por mais que nos digam que existem outras formas de nos manifestamos, nós lhe dizemos: tudo isso já foi tentado antes e não surtiu nenhum efeito; muito pelo contrário, apenas resultou em punição para os reclamantes.
Nossas ações são frutos de vivências e frustrações no âmbito corporativo castrense, e se optamos pelo anonimato – a arma dos covardes, conforme dizem alguns – é porque sabemos perfeitamente como é que as coisas funcionam.
Por fim, se ainda assim algumas pessoas dizem que estamos agindo contra a lei, concluirmos com o que dissemos em “Gênesis da BEF (256)” (clique aqui):
“– Ora a lei, que se dane o sistema... O que é a lei, quando nem mesmo o Comandante Geral a respeita?”

Nenhum passo daremos atrás! (Parte 02)

Quando o presidente de uma recém-criada associação se manifestou, falando a verdade, eles fizeram isso:
Conseg abre processo disciplinar contra coronel Ivon Berto
Militar denunciou cúpula e ingerência política em matéria veiculada na Gazeta de Alagoas
Consta no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (16) portaria do Conselho Estadual de Segurança Pública Pública (Conseg) para instauração de processo disciplinar contra o coronel Ivon Berto, chefe do Estado Maior Geral da Polícia Militar de Alagoas. O oficial denunciou suposta ingerência política na indicação de comandantes de batalhão.
Segundo trecho publicado no DOE, o objetivo é apurar eventual afronta aos pilares básicos da corporação da Polícia Militar de Alagoas, hierarquia e disciplina. O coronel teria, segundo avaliação do colegiado, promovido a notícia de divulgação não autorizada de assuntos relacionados à corporação policial militar. Ivon teria feito críticas à instituição e a autoridade civis.
Cita a portaria e justifica a instauração de processo quando ‘considera que a notícia foi veiculada em meios de comunicação de grande propagação e que o oficial superior da ativa concedeu entrevistas e tratou de assuntos ligados à Corporação Militar, fardado e sem autorização’.
No início deste mês, o coronel Ivon Berto denunciou a cúpula da Polícia Militar de Alagoas e o vereador por Maceió, Silvânio Barbosa (PSB), que, de acordo com ele, estaria usando o cargo para promover mudanças no comando do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), que cobre a região do Benedito Bentes, tendo o pedido acatado pela PM.
Em entrevista à Gazetaweb, o coronel Ivon Berto afirmou que não tem dúvida de que a abertura de processo deve-se às suas declarações à Gazeta de Alagoas e que não vê, nesse fato, transgressão militar. ‘Entendo ser um ato legítimo, mas acredito que todo cidadão tem direito a defesa. Não vejo irregularidade. Apenas informei à imprensa alguns fatos’, disse o chefe do Estado Maior.
O coronel disse que vai aguardar a manifestação do relator para se defender. ‘Apenas falei do Plano Brasil Mais Seguro, que corre o risco de não dar certo, e sobre ingerência política no 5º BPM. Mostrarei que o que falei é pura realidade. Estou tranquilo. Não posso me calar’, disse.”
Contudo, se esqueceram que, segundo o entendimento do atual Auditor Militar, “presidente de associação não é punido por manifestar o seu pensamento quando do desempenho das atribuições classistas”. Vejam:

Continua...

Nenhum passo daremos atrás! (Parte 01)

Quando os presidentes das Associações Militares se manifestam em prol do realinhamento, eles fizeram isso:
SOLUÇÃO DE INQUÉRITO POLICIAL MILITAR
PORTARIA Nº 032 - IPM - CG/Correg., de 11 de maio de 2011.
ENCARREGADO: Ten Cel QOC PM, mat. n° 79.547, Thúlio Roberto Emery dos Santos.
ESCRIVÃO: Cap QOC PM, mat. n° 793.434, Mário Henrique de Oliveira Assuncão.
INVESTIGADO: Maj QOC PM, mat. n° 73.919, Wellington Rodrigues Fragoso e outros.
OFENDIDA: Administração Pública Militar Estadual.
MOTIVO: Apurar autoria e materialidade de crime militar atribuído ao indiciado.
Em razão do que restou apurado, este Comando RESOLVE:
1. Discordar do Relatório do Encarregado do IPM, o qual concluiu pela inexistência de indícios de crime militar com relação ao investigado, Maj QOA PM, mat. nº 73.919, Wellington Rodrigues Fragoso, porém restou evidente, nos autos, que o Oficial em referência estimulou os manifestantes na medida em que, publicamente, propôs aos policiais militares presentes, as opções de “aquartelar” ou “desaquartelar”, ou seja, havendo o “aquartelamento”, os policiais militares iriam para as respectivas Unidades, no entanto não trabalhariam, ao passo que o “desaquartelamento” ninguém iria para o quartel, subsumindo tal conduta ao tipo penal previsto no artigo 155, do Código Penal Militar (Incitar à desobediência, à indisciplina ou à prática de crime militar);
2. Destacar que os policiais militares, Cel QOC PM Ref., João Matias Barros, Cap QOC PM, mat. nº 81.774, Marcelo Ronaldson Nascimento Costa Júnior, 1º Sgt PM, mat. nº 79.408, Carlos Henrique Teobaldo de Almeida, 1º Sgt PM, mat. nº 81.848, José Heleno da Silva Santos, Cb PM, mat. nº 73.831, José Cezário de Oliveira, Cb PM, mat. nº 78.009, Wagner Simas Filho, e Cb PM, mat. nº 77.467, José Soares Cordeiro, também, em tese, praticaram a conduta prevista no art. 155, do Código Penal Militar (Incitar à desobediência, à indisciplina ou à prática de crime militar), pois, conforme se observa nos autos (Disco nº 01), os policiais militares acima incentivaram, em público, o “aquartelamento” ou o “desaquartelamento” dos companheiros de farda;
3. Indiciar o Sd PM Reformado, mat. nº 42.065, José Élcio Martins Sarmento, pois se observam, nos autos, que o policial militar proferiu palavras ofensivas a seus superiores hierárquicos (Governador do Estado de Alagoas e outras autoridades, consoante se vê no Disco nº 01), conduta correspondente ao tipo penal incriminador do art. 166, do Código Penal Militar (Publicar o militar ou assemelhado, sem licença, ato ou documento oficial, ou criticar publicamente ato de seu superior ou assunto atinente à disciplina militar, ou a qualquer resolução do Governo);
4. Determinar à Corregedoria que remeta os autos do IPM ao Núcleo de Inquéritos Policiais da Capital, reservando cópias para acervo e controle do órgão;
5. Publicar esta Solução em BGO.”
Contudo, se esqueceram que, segundo a Constituição Federal, é livre a manifestação do pensamento sendo vedado o seu anonimato! E mesmo sob os princípios norteadores das instituições militares (hierarquia e disciplina), nenhum uniforme tem o condão de calar o cidadão que o veste! Pois ele não o torna num ser abúlico, anímico e autômato!
Continua...

Revoltante

Depois de termos denunciado, em 13 de setembro de 2011 (clique aqui), que os alunos (“precários”) do CFP estavam sem aula e que por conta disso, como forma de ocupação, estavam tendo de passar o dia capinando, eis que a PMAL inovou e como forma de “estágio” nas ruas, colocou os policiais para recolher o lixo das arquibancadas do Estádio Rei Pelé.
O fato, lamentável por sinal, aconteceu ontem, domingo (13), após a vitória do CRB contra o Baraúnas. E apesar da polêmica que gerou, ainda veio um de Tenente Cardoso, da Assessoria de Comunicação da Polícia Militar dizer o seguinte: “Nós separamos 17 policiais militares que ainda são alunos do Curso de Formação para realizarem a coleta do lixo”.
Para esse tenente, dotado da inteligência de um babuíno, com todo respeito à espécie desses animais, “não foi exatamente uma faxina” o que os PMs estavam fazendo. “Eles ‘apenas’ recolheram o lixo”, complementou.
Diante do exposto, “obrigado”, coronéis Dário César, Luciano Silva e Dimas Cavalcante, vocês, canalhas, estão jogando na lama a instituição Polícia Militar do Estado de Alagoas. Em breve, seus vermes, vocês serão removidos dos cargos que ocupam como o lixo que são.
Alguém tem dúvida sobre a necessidade de eleger um Deputado Estadual para nos representar?

“Farra” no 9º BPM

Atendendo à solicitação de outro leitor, divulgamos o seguinte e-mail:
“Gostaria que vocês divulgassem esse relato sobre os ‘Irmãos Guerra’, Marcos e Marno, velhos conhecidos por arrumarem tudo  o que os oficiais corruptos querem.
Os dois estão respondendo sindicância por ‘retirarem’ (depenar) veículos detidos no 9º Batalhão, mas por azar em uma dessas roubadas, o plantão da 2ª Cia, colocou no livro que os dois teriam retirado peças de um automóvel.
Por conseqüência, o dono do veículo ao regularizar as pendências e retirar o mesmo do pátio da companhia, claramente deu por falta das peças e assessórios do seu veículo e de imediato denunciou o ocorrido para o MP, que determinou a abertura de uma sindicância, e agora os dois irmãos estão ameaçando o cidadão para que o mesmo retire a denúncia.
Porém, como a impunidade é fato mais que corriqueiro por estas bandas, talvez seja por isso que o Cb Marcos Guerra, prevalecendo-se de sua função no BPM, anda pra cima e pra baixo com uma VTR reserva, levando e buscando todos os dias seu filho e outras crianças na VTR que era para estar a serviço da sociedade em nome do Estado.
Ainda sobre esse fato, o de referido cabo desfilar pelas ruas da cidade com crianças, essa semana, como de costume, ele deixou as VTRs nas mãos de mecânicos, que desfilaram com as mesmas pela cidade, bem como entregou uma VTR para um menor de idade, que tranquilamente guiou a viatura pelo Centro de Delmiro com o rotativo ligado e tudo mais (parecia até que estava em ocorrência), fato que o TC Joás Fontes, Cmte da unidade, tomou conhecimento e nada o fez.
Provavelmente ou estava com medo ou com peninha do cabo ‘enrascado’.”
Mais uma razão para defendermos a tese:
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses*!
*No presente caso, cobrar providências para que, em sendo confirmada essa denúncia, o culpado seja punido.

Antônio Marcos X Dimas Cavalcante

Senhores, para conhecimento de todos, solicito que publiquem o seguinte:

Em seu Regulamento de Disciplina (aprovado pelo Decreto 37.042/96), a Polícia Militar estabelece no art. 5º que: “A hierarquia e a disciplina constituem a base institucional da Polícia Militar, devendo ser mantidas, permanentemente, pelos policiais militares na ativa e na inatividade.”

No referido artigo, em seu § 2º, é estabelecido que: “A disciplina policial militar é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis, regulamentos, normas e disposições, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes do organismo policial militar.”

Logo em seguida, no § 3º, é estabelecido que: “São manifestações essenciais de disciplina:a) a correção de atitudes;b) a obediência pronta às ordens dos superiores hierárquicos;c) a colaboração espontânea à disciplina coletiva e à eficiência da instituição;d) a consciência das responsabilidades;e) a rigorosa observância das prescrições regulamentares; f) o respeito para com a ética policial militar.

Apesar disso, o Comando da Polícia Militar, dando continuidade à violação das garantias individuais à sua tropa, conforme assegura a legislação pátria, em explícita perseguição ao – ainda – Capitão Antônio Marcos (ex-Capitão Rocha Lima), teima em não lhe conceder o direito de adquirir uma arma para a sua defesa pessoal.

Segundo nos foi informado, o referido policial, que por sua própria natureza é visto e reconhecido como um dos poucos oficiais operacionais da ativa, encontra-se armado com uma pistola de água (que solta bolinhas de sabão), fazendo crer que “não está descoberto”!

Sabemos que Capitão Antônio Marcos vive se envolvendo em problemas, mas, independente disso, se ele está “apto” para o serviço policial militar, podendo usar e portar armas da corporação, tendo por pressuposto que os processos a que responde não lhe retiram a condição de adquirir uma arma de fogo, ou até mesmo de portar, resta acreditar que tudo isso tem por cunho apenas uma coisa: perseguição. Um absurdo!

Vejam, na íntegra, o documento encaminhado ao comando geral da PMAL requerendo esse direito.


A vida militar, como cediço, é uma estrada sinuosa com perigos e problemas desconhecidos, mas não devemos apenas esperar pela providência, sua segurança e seus cuidados, quando nós mesmos não fazemos a nossa parte. Repetindo: “a vida militar é uma estrada sinuosa com perigos e problemas desconhecidos...”

Eis mais uma razão para que nós sustentemos a seguinte tese:

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Valle “parcerias”

Dizem as más línguas, mas que na verdade são boas línguas, que o efetivo do 7º BPM está indignado com a ligação entre o prefeito da cidade de Santana do Ipanema, no longínquo interior de Alagoas, e o Comandante do 7° Batalhão, onde um fica favorecendo o outro com serviços... Aquelas velhas “parcerias”.
Dizem que o Major Valle organizou o trânsito da cidade e por conta disso isso recebe diárias para serem pagas aos policias do Batalhão, porém há muito mais nomes na lista de diárias que as que são realmente repassadas aos “peixes”, diga-se, pois nem todos recebem as diárias que são passadas.
Dizem que o Major Valle tem cargo na Prefeitura Municipal da cidade e que sua esposa também tem um cargo lá dentro, ou seja, os dois ganham salários que são decorrentes do cargo do major, o que caracteriza corrupção passiva. Queria eu ter mais informações sobre esse caso para poder informar com precisão os valores, mas basta os interessados verificarem o portal da transparência para confirmar esse fato.
Dizem, também, que esse mesmo major tem “convênio” com outras prefeituras, como, por exemplo, São José da Tapera, Major Isidoro, Pão de Açúcar, que lhe ajudam onde, de alguma forma, só ele é beneficiado...
É por essa razão, que mesmo contando com o efetivo de apenas 11 militares em São João da Tapera, 02 em Major Isidoro, 26 em Pão de Açúcar, o Major Valle faz até o impossível para, em contra partida por tudo o que recebe das referidas prefeituras, dar uma maior atenção nestas cidades.
Creio que não será preciso dizer que as cidades que não ajudam “no Valle” são deixadas de lado. E é justamente nelas que estão acontecendo os maiores atentados a estabelecimentos bancários.
É por essas e outras que defendemos a tese:
Precisamos eleger um Deputado Estadual para defender os nossos interesses!

Reforço na escala de “Lavador de Viatura”

Enquanto a sociedade padece com a falta de policiais nas ruas, eis que os nossos gestores da coisa pública dão a sua parcela de contribuição com a má distribuição do efetivo. Dito isto, pergunta-se: você, amigo leitor, sabe quantos militares do 1º BPM são necessários para lavar uma viatura? Resposta: um sargento e dois cabos!

 

Parece piada, mas essa é uma realidade que reflete bem o que está acontecendo em todas as Unidades da Polícia Militar. Ainda no que se refere à escala de serviço para lavador de viatura do 1º BPM, observe-se que a mesma é “devidamente” assinada pelo 1º Tenente Luiz Gonzaga, o P1 do 1º Batalhão.

Imaginem quantas guarnições poderiam ser formadas se a PM, ao invés de empregar o seu efetivo na lavagem de viatura, os utilizasse na área fim. Vê-se, com isso, um verdadeiro desvio de finalidade, um verdadeiro desperdício com a mão de obra, se assim pudermos colocar.

...E ainda dizem que a escala está apertada por “falta de efetivo”.

Levando-se em conta que na área do 1º BPM quase todas as noites apenas 2 ROCOMs (Rondas Ostensivas Comunitárias) saem para o serviço, as quais fazem a área da praia completa, com esse efetivo da escala de “lavadores” poderia ser feito mais uma guarnição.

Por fim, quero fazer uma singela observação sobre algo que está acontecendo em toda a Polícia Militar, pegando por amostragem apenas o pessoal do 1º BPM. É o seguinte: enquanto está na condição de soldados e cabos, a maioria dos praças ainda trabalham no serviço motorizado, mas depois que vão a sargento, bem dizer assim que recebem promoção, acontecem o contrário, pois rapidamente eles um jeito de ir para o PO do Centro ou entram em algum tipo de escala que o tirem do serviço motorizado, como essa escala sebosa de “lavador de viatura”.

É por essas e outras que a gente defende a tese:
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Guarnição da bef

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