Desrespeito Estatal

Em meio às mobilizações da sociedade Brasil à fora, clamando por moralidade, respeito às leis e à sociedade, dente outras reivindicações, aqui em Alagoas, mais uma vez a CESP/Unb, organizadora do Concurso da Polícia Militar (2012), juntamente com outros responsáveis, quer seja no governo ou na própria PMAL, pela divulgação e celeridade do certame, deixam a desejar. E o governo, por sua vez, em suas milionárias campanhas publicitárias, ludibria a sociedade afirmando que os novos policiais já estão sendo preparados para combater a criminalidade.

Acontece que, no tocante à convocação dos novos soldados, a falta de informação é o que reina. E, com isso, infelizmente centenas de candidatos ficaram reféns do descaso dessa cúpula nojenta. Isso porque, os prazos divulgados no edital não foram cumpridos, a exemplo de outros Estados.

Dito isto, pergunta-se: em que outra unidade da federação o CESP/Unb realizou concurso público para Polícia Militar, tal qual realizou aqui? Resposta: Em nenhum outro lugar!

Nos demais Estados, sempre que é realizado esse tipo concursos público, ou seja, concurso para a função policial, o mesmo é executado e finalizado em seis, sete meses, no máximo. Enquanto que aqui no Estado de Alagoas, estamos às vésperas de completar um ano da realização do concurso. E a julgar pelo que estamos vendo e pelo que conhecemos dos nossos governantes, e da atual cúpula, certamente esse será o primeiro aniversario de uma longa jornada. Pois um ano não será o bastante para ter todas as suas etapas realizadas, visto que até hoje os candidatos ao cargo de soldado combatente esperam a divulgação do resultado provisório da avaliação medica.

Não sabemos quais os reais fatores que levam tanto o gestor público quanto os governantes a agirem com tamanha morosidade. Contudo, a julgar pelo clima politiqueiro que sempre envolve concursos de grande expressão, a exemplo do concurso para Polícia Militar, deixamos no ar a pergunta: será que tamanha morosidade não está relacionada com o ano eleitoral que se aproxima?

Senhores, lembrem-se que, quando da primeira campanha para o governo do Estado, o governador Téo prometeu a investidura de 1.000 novos policiais por ano... Sendo que agora o que se vê é a atual “dificuldade” de empossar os atuais mil do último concurso, sem contar no cadastro reserva que se forma.

Inobstante a isso, um outro assunto é de grande preocupação: no caso, as baixas decorrentes das aposentadorias. O atual governo finge não ver (mesmo porque ele só tem mais um ano e meio), e o atual Comandante Geral, o Coronel Dimas (o “ofuscado”), não gosta nem de tocar no assunto, mas fato é que a convocação dos 1.000 novos soldados deste concurso não suprirá a lacuna decorrente das aposentadorias nos últimos dois anos. E mesmo que sejam convocados mil policiais pelos próximos quatro anos, ainda assim não atingiremos o contingente estipulado na LOB da PMAL. E foi o Dário César, quando da sua passagem pelo cargo de Comandante Geral da PM, quem disse: “hoje contamos com uma tropa velha, doente, que está às vésperas da aposentadoria”.

No próximo dia 20, por volta das três horas, no entorno da Praça do Centenário, em Maceió, a população alagoana irá se mobilizar e clamar, novamente, por segurança, saúde, educação, etc. Na ocasião, os candidatos do último concurso se farão presentes, mais uma vez, cobrando a nomeação, não apenas porque foram aprovados no concurso, mas também porque estão ávidos para darem a sua contribuição para a construção da nossa sociedade. Porém, como não nenhum tipo de notícia é prestada quanto à convocação dos soldados, como não julgamos que o governo e o comando estão agindo com um total descaso com os futuros policiais?

Tentamos saber com os nossos contatos quando é que, se é que existe alguma previsão exata, os novos soldados iniciarão o curso de formação, e a resposta foi evasiva: a prioridade agora é a convocação da primeira turma do Curso de Formação de Oficiais (CFO). Por falar nisso, cabe observar que mesmo os candidatos do CFO tendo feito o concurso na mesma data que os candidatos do Curso de Formação de Praças, o futuros oficiais já estão prontos com resultado final (para o cargo de oficial) divulgado só esperando o início das aulas.

Por todo o exposto, pode se dizer que: enquanto os rumos da convocação dos novos soldados está aí, preso pelas suas teias burocráticas, e emperrado pelos interesses pessoais politiqueiros, as pessoas estão morrendo, sendo assaltadas em plena luz do dia, crianças estão sendo violadas, e Alagoas está apenas acendendo uma vela para uma dela.
Resta aos pobres “monges candidatos”, fazer a única coisa que têm feito desde o inicio:  meditar e exercitar uma virtude que muitos não sabiam que possuíam, a paciência.

ASS: Toda a população alagoana e todos os futuros policiais que estão fora das ruas!

Ofuscado

Assaltos, sequestros, arrombamentos a estabelecimentos bancários, estupros, depredação e arrombamento de escolas, etc., tudo isso (em grande escala) já faz parte do cotidiano do alagoano há muito tempo, mas parece ser um fato típico para os gestores da segurança pública alagoana. E grande parte da sociedade atribui tais ocorrências à falta de policiamento, bem dizer “da ausência da polícia”.

Enquanto isso, o Comandante Geral, o Coronel Dimas, quando não está circulando em sua lancha mar ou rios a fora, está por aí tomando todas com o seu irmão, Dário César, esquecendo-se da segurança pública. Por conta disso, uma “fonte” palaciana revelou que o Chefe do Gabinete Militar, o Coronel Luciano Silva, está sendo cotado para substituir o Coronel Dimas no “relançamento” do Plano Brasil Mais Seguro – que vai ocorrer agora em julho.

“O Coronel Luciano fez uma boa gestão. É claro que houveram erros e acertos em seu comando, mas ele sabe perfeitamente onde errou, e sabe muito bem o que deve ser feito com uma nova oportunidade. Todos sabem que o Coronel Luciano deixou o Comando da Polícia Militar por questões políticas e pressões internas, mas agora ele está com uma boa imagem perante estes grupos, ao contrário de antes. Além do que, devido a sua bagagem como comandante, ele apresenta o perfil mais qualificado para os projetos do governo nos próximos meses. Tenha certeza que sua indicação goza de grande simpatia, ainda mais devido à gestão ofuscada do Coronel Dimas”, disse a fonte.

Em recente reunião entre o Comando da Polícia Militar e um grupo de professores, o diretor de uma escola arrombada (oito vezes somente este ano) comentou para a imprensa que está cansado de participar de reuniões infrutíferas com o Comando da PM. Ele disse que se não fosse as luvas diferenciadas que o Comandante Geral ostenta nos ombros, não saberia distingui-lo dos demais oficiais presentes à reunião, devido a sua “invisibilidade”.

O Coronel Dimas, por sua vez, ao saber desse fato, tratou de reunir-se com os Comandantes de Batalhões onde existem Bases Comunitárias de Segurança (BCS), e com membros do Núcleo de Policia Comunitária, para “estabelecer diretrizes”, ou seja, dar aperto e cobrar mais empenho do policiamento, numa típica “mijada” (lembre-se que o mijo sempre desce a escada).

“Todos as Unidades, nas pessoas dos seus comandantes e comandados, precisam se envolver, pois quando a sociedade é molestada quem responde não é a Polícia Militar ou os policiais que estão nas ruas, e sim a minha pessoa”, disse o coronel Dimas ao completar que outras reuniões acontecerão visando uma maior efetividade nas ações da Polícia Militar.

Só que aí tem um problema: o Coronel Dimas não pode jogar para a tropa o resultado da sua gestão ofuscada, marcada apenas por resultados pífios ou catastróficos, bem como não pode exigir que a tropa cumpra o seu mister, quando ele, a maior autoridade da nossa Polícia Militar, não faz as vezes de Comandante Geral, nem muito menos dá o exemplo. Por falar em exemplo, que moral o Comandante Dimas tem para cobrar algo dos subordinados ou falar de “Polícia Comunitária”, quando ele mesmo – locupletando-se de diárias – foi para um Congresso de Polícia Comunitária, no Rio Grande do Sul, e deixou de assistir as palestras do curso para ir ao Beira Rio, antigo estádio do Internacional, para assistir Inter X Santos?

É por essas e outras que estamos batendo na tecla:

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Coautora do assassinato do Cabo Da Silva

As investigações que visam prender todos os integrantes da quadrilha responsável pelo assassinato do Cabo José Wellington da Silva, já deram o primeiro resultado. Neste domingo, dia 9, os abnegados policiais da 5ª CIA/Ind. conseguiram localizar a safada mulher que deu a ordem para o seu comparsa atirar no cabo.

Maria Flaviana dos Santos (“Flavinha”), 21, foi presa na Avenida São José, no bairro Poeiras, em Marechal Deodoro. Ela, tentando dar uma de esperta, quis convencer os policiais que era “de menor” e se chamava Fernanda (“Fê”). Mas no final acabou confessando que faz parte de uma quadrilha, que é formada por vários bandidos de alta periculosidade; e, sem nenhum remorso, assumiu ter mandando seu “amigo” matar o Cabo Da Silva.

Depois de algum tempo “conversando” com a bandida, a surpresa maior foi quando – de forma fria – Flaviana relatou outros crimes que ela e seu bando já praticaram, entre eles o que vitimou o tenente da reserva, Manoel Cavalcante da Silva (que foi executado dentro de um ônibus)...

Agora que já pegamos a pessoa que “vai transmitir” a mensagem, falta “encontrar” o restante dessa quadrilha.

Precisamos eleger um Deputado Estadual que defenda a legitimidade das nossas ações!

Cabo Da Silva (outra estatística...)

Mais um policial militar foi assassinado. Dessa vez, foi o Cabo José Wellington da Silva, que era lotado no Batalhão Ambiental. Ele foi assassinado durante mais um assalto a transporte alternativo no Estado, mesmo não tendo esboçado nenhum reação. Durante o assalto a sua arma foi levada pelos assaltantes.

De acordo com os passageiros que estavam na van, ele foi assassinado por um trio (dois homens e mulher participaram) durante o assalto. Sendo que antes do assassinato o motorista foi obrigado a entrar em uma estrada secundária, no canavial, onde percorreu muitos quilômetros.

Após os disparos, os criminosos recolheram pertences dos passageiros e fugiram. Como o Cabo Da Silva ainda estava com vida, os próprios passageiros começaram a prestar socorro a ele, que ainda chegou com vida ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas faleceu logo depois.

A família do cabo, desolada, desabafou:

“Até agora não apareceu ninguém dos Direitos Humanos, nem da OAB, nem um Coronel da Polícia para perguntar como estamos. Mas se fosse o meu irmão que tivesse matado um bandido desse estava tudo mundo aqui para afirmar que ele não era preparado...”.

A gente sabe que muito do que está acontecendo é fruto da falta de uma política de segurança pública séria, com profissionais qualificados e vocacionados com o seu mister, bem como da falta de investimentos em setores prioritários, como, por exemplo, a educação e a própria segurança pública, dentre outros. Mas nem por isso a gente vai aproveitar o momento, com a morte de um companheiro, para fazer as devidas cobranças ao governo, mesmo porque a gente sabe que não surtiria efeito algum.

A gente sabe que nada do que for feito, seja individualmente ou até mesmo no âmbito corporativo, vai amenizar a dor da família, mas ainda assim, como no caso do Soldado Valter Sá (outro policial que foi assassinado em uma van, com um tiro na cabeça), bem como no caso do Tenente Manoel Cavalcante (que foi assassinado dentro de um ônibus, também com um tiro na cabeça), uma coisa é certa: vamos agir, seguindo os nossos instintos mais primitivos, da mesma forma como fizemos pelos irmãos de farda citados. Vamos em busca de justiça! E no final, como sempre, vamos deixar alguém – o menos culpado – para contar a história aos demais.

A propósito, agora restam apenas dois envolvidos no assassinato do Cabo Da Silva (um já era).

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Oportunistas

Recentemente foi aprovada no plenário da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas uma indicação de autoria do Deputado Estadual Jeferson Morais (DEM), que sugere ao Governo do Estado uma mudança na estrutura organizacional da Polícia Militar (art. 17, da Lei nº 6.399, de 15 de agosto de 2003 – LOB da PMAL), através da criação da função militar motorizada para policiais militares e bombeiros.
Através da proposta do deputado, policiais militares e bombeiros condutores de viaturas, motos e embarcações passarão a receber gratificações, o que, noutros termos, corresponde ao devido reconhecimento da importância da função.
Na prática, se esse projeto for aprovado acreditamos que isso irá resolver um grande problema para as instituições militares, pois atualmente a maioria dos militares que desempenham a função de motorista o fazem a contra gosto, pois não recebem qualquer incentivo por isso, o que frequentemente resulta na prisão de algum militar por insubordinação.
E já que o assunto é mudança na legislação castrense, o Cabo Simas, que cada vez mais anda ofuscado perante a tropa, preocupado com a sua carreira política, tem procurado contornar essa situação fazendo “articulações” e aparições midiáticas, tratando de diversos temas de interesse da tropa.
Sendo assim, não faz quinze dias ele apresentou ao governador um projeto para alterar a Lei de Promoções, através do qual o interstício da promoção de Soldado para Cabo deveria ser reduzido de 10 para 5 anos (60 meses), e o de Cabo para Terceiro Sargento de 5 para 3 anos (36 meses).

Paralelo a isso, o Cabo Simsa tem procurado se reunir com os representantes de diversos sindicatos (a exemplo do Sindpol, Sinteal, Urbanitários, Sindsmejal, Sindvigilantes, Sindnutri e Sindbancários). A “desculpa”, para reunir-se com os representantes de outras categorias, tem a ver com o momento: “a avaliação do índice inflacionário (IPCA), autorizado pelo governo como reajuste e aprovado pela ALE no percentual de 5,83%, que ficou abaixo da deflação real e sem a aplicação do ganho real”.
A meu ver, e eu posso até estar errado, o Cabo Simas coligou com os políticos errados, e age mais errado ainda quando ignora os representantes das demais associações militares. Inobstante a isso, se realmente houve-se interesse dele em fazer coisas relevantes pela Tropa, e não em prol de si mesmo, ele as teria feito quando teve oportunidade, ou seja, quando de sua passagem pela ACS, e não agora quando a sua importância e utilidade é menor que a das mercadorias de resto de feira.
Ainda relação à passagem do Cabo Simas pela ACS, há quem diga que por ele não “gerenciar” grandes cifras atualmente, como fazia outrora, aja vista que entidade por ele presidida não arrecada tanto assim, está depressivo agora resolveu investir na TELEXFREE (clique aqui).
E para que depois ninguém venha dizer que estamos inventando coisas tendenciosas contra o Simas, encerro esta postagem com a seguinte informação:
BGO nº 096 de 23 de maio de 2013
IV - Corregedoria Geral
a) Seção de Polícia Disciplinar
1. DESIGNAÇÃO DE OFICIAL
1.1. Portaria nº 045-Sind-CG/Correg., de 21.05.13
O Cmt Geral, no uso das atribuições que lhes são conferidas, de acordo com o artigo 14, § 1º, I, do RDPMAL, aprovado pelo Decreto nº 37.042, de 06.11.1996, designa o Maj QOC PM mat. 82154 José Daniel de Lima Neto para através de Sindicância apurar possível transgressão disciplinar entre os anos de 2008 a 2010, atribuída ao Cb PM mat. 78009 Wagner Simas Filho, Adido Especial à CCSv/Ajd. Geral, à época Presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM e CBM/AL, por suposta administração fraudulenta (não prestação de contas) e desvio de recursos financeiros para a ASPRA em 2010, conforme Requerimento firmado pelo Cb PM mat. 77467 José Soares Cordeiro, Presidente da ACSPMCBM/AL, e Ata da 1ª Assembleia Geral Extraordinária da ACSPMCBM/AL. Conduta, abstratamente, prevista nos artigos 33, 34 e 35 da Lei nº 5.346/92 (Estatuto dos Policiais Militares do Estado de Alagoas) c/c art. 31, inc. XXVII, e art. 32, inc. XIX, XXV, XLV e LVIII, do RDPMAL.
Em consequência, o Sindicante compareça à Seção de Polícia Disciplinar da Corregedoria, no prazo de 48h, para recebimento da Portaria e demais documentos, ficando desde já orientado que o(s) Sindicado(s) deve(m) estar acompanhado(s) do(s) respectivo(s) defensor(es), em conformidade com a Portaria nº 001/2000-ASS-CG, de 04 de janeiro de 2000, e com a NP nº 146/12-CG/CORREG, publicada no BGO nº 088 de 10/05/2012, páginas 11 e 12.
Em resumo é mais ou menos assim: “a criatura devorou o criador” (isso porque, o Cabo Soares era o Secretário Geral da ACS, no período dos desvios, aprovando tudo o que Cabo Simas, presidente, fazia; sem falar, que ele mesmo, o Soares, assumia a presidência da entidade sempre que o Simas se afastava).
Eis mais uma razão para defendermos a tese que:
Precisamos eleger um Deputado para representar os nossos interesses!

“Falta de Interesse da Corporação”

Senhores, em nome de todos os integrantes do Briosa em Foco, venho convocar a comunidade policial (amigos e familiares, bem como os leitores deste blog) a colaborar com “a realização do sonho do Soldado Wistefânio”, que pratica Tae-kwon-do (arte marcial coreana) e pretende disputar os Jogos Mundiais de Policiais e Bombeiros (Word Police and Fire Games), que vai acontecer entre os dias 1º e 10 de agosto deste ano, em Belfast, na Irlanda do Norte.

Entenda o porquê dessa convocação

O soldado, que é lotado no BPRp, solicitou uma ajuda financeira à Diretoria de Finanças da Polícia Militar porque, como profissional amador, não está conseguindo patrocínio para disputar os Jogos Mundiais de Policiais e Bombeiros, na Irlanda do Norte, mas a solicitação de custeio foi indeferida sobre os argumentos de que “não havia previsão legal para tanto”, bem como “que não era de interesse da corporação”.

Diante disso, o Soldado Wistefânio resolveu buscar ajuda perante a imprensa, ocasião em que revelou que já tem 65 títulos, sendo três internacionais. E que devido ao seu desempenho foi convocado para representar o Brasil na disputa mundial, mas não teve apoio do Governo Estadual – este mesmo que gasta milhões com publicidade enganosa.

Numa de suas entrevistas à imprensa, Wistefânio Mota disse que “Isso é um sonho, uma conquista pela qual batalho há 20 anos”. Que comprou a passagem aérea no cartão de crédito de um amigo pelo valor de R$ 5.000,00 e, agora, está procurando apoio para arcar com a despesa. “Consegui um albergue para me hospedar, que custa R$ 100,00 a diária. Serão 12 dias de hospedagem. Além disso, gastei R$ 456,00 com a taxa de inscrição nos Jogos”. E já prevendo que talvez não consiga a ajuda de que tanto precisa para custear as despesas, o soldado colocou o seu carro à venda.

A Polícia Militar e a Guarda Municipal

A Prefeitura de Maceió, em contra partida, quando procurada pela Inspetora da Guarda Municipal Simone Maria Alves, que também participará do mesmo evento que o Soldado Wistefânio, não criou embaraços ou inventou desculpas financeiras ou normativas: liberou R$ 5.330,00 para que a sua servidora participasse do evento e, visando um melhor desempenho da inspetora, ainda ajustou a sua escala para que ela pudesse treinar.

A Associação de Cabos e Soldados – ACS

A ACS, entidade que representa os Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, segundo alguns militares integrantes da ROCAM, é sabedora da situação do Wistefânio, mas porque gastou uma certa quantia com os militares do BPRp e o próprio batalhão, e porque o seu presidente está em campanha para manutenção do seu grupo à frente da entidade, alega que não tem um centavo. Razão pela qual o seu presidente colocou um “aviso” na porta da sua sala com a seguinte mensagem: “Estão suspensas toda e qualquer ajuda financeira por tempo indeterminado”.

Do que se deduz que: dinheiro para umas coisas a ACS não tem, mas para outras até que sobra. A propósito, Cabo Soares, para quem estava recebendo metade do salário há dois anos atrás, por conta dos empréstimos e das pensões alimentícias, “bonito carro”.

Diante do exposto, convocamos aos amigos leitores, e em especial a comunidade policial, que ajude, que colabore com “a realização do sonho do Soldado Wistefânio” (contato: [82] 8878-2874 ou 9304-6926).

Eis mais uma razão para defendermos a tese que:

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Uma família da pesada - 3ª Parte

O Secretário de inSegurança Social, Dário César, tem se mostrado um bandido muito bem articulado. A capacidade que lhe falta para gerir a segurança do Estado parece ser compensada pela facilidade que lhe sobeja para aparelhar a Segurança Pública e consequentemente algumas empresas privadas de foco estratégico, com a imprensa falada, escrita e digital.

Dário, o astuto, parece conhecer como ninguém os meandros do poder, inserindo seus parentes em cargos e posições vitais, para destes blindar-se e, por conseguinte, captar poder e relacionamento. Antes fosse somente isso. Há, nas práticas de Dário, um objetivo escuso – do qual certamente não opera sozinho – em dilapidar recursos públicos em seu proveito, usando como comparsas parentes diretos, como vamos demonstrar com fartura de provas nesta nossa última postagem da série.

Existe a máxima popular de que “por traz de um grande homem, existe sempre uma grande mulher”. Estes devem sempre aparceirar-se dividindo além da alcova, seus segredos mais íntimos e suportar-se mutuamente. Devem ser confidentes no amor, na dor e até mesmo nas coisas erradas.

O Estado de Alagoas, ao menos no governo Teotônio tem investido maciçamente em propaganda enganosa. No quesito enganação, a nova propaganda do Estado é surpreendente: Busca esconder o Estado de falência e explosão a violência em que nos encontramos, mesmo com a abundância de recursos federais advindos ao Estado (que dizem serem da ordem de R$ 200 milhões). Tornou-se unânime a opinião social de que a “propaganda das velas” é um insulto ao povo Alagoano.

Há um cérebro por traz desta: o publicitário paulistano Einhart Jacome da Paz. Proprietário e criador da Paz Propaganda e Marketing”, este – embora viva e tenha a sede de seus negócios no sul do país – em oito anos do governo PSDBista já abocanhou contratos que superam os valores de R$ 200 milhões, quase o valor a ser investido em Segurança pelo Governo Federal.

Há outra agência que também locupletava-se de contratos milionários no campo da propaganda estatal. A Novagencia Propaganda (ainda que em menor número de cifras) também abocanhou recursos polpudos durante a vigência do governo tucano atual.

Sua sede:

O que estas empresas (a Novagencia Propaganda e a Paz Publicidade e Marketing) têm em comum? Conheçam a senhora Gisele Acioli, ou melhor: A senhora Dário César Cavalcante Barros.

Ela se auto define como uma “Publicitária Carioca apaixonada por propaganda, comida japonesa, cachorros e futilidades de grande impacto” (sic). É atualmente uma das sócias de Einhard Jacome em Alagoas, comandando as operações da “Paz Propaganda” representando os interesses desta junto ao executivo estatal, capitando – desde a sua chegada – recursos em propaganda na ordem de mais de R$ 3 milhões dentre diversas secretarias, inclusive a da DEFESA SOCIAL, conforme os dados fornecidos pelo próprio poder público através do portal da transparência.

A sabedoria da publicitária não é por acaso. Ela atuou anteriormente na Novagência Propaganda, outra empresa privada que capta dinheiro público para fornecimento de serviços de mídia e, observando que o filão era muito maior na agência de Einhard Jacome (a Novagencia tinha contratos de valores irrisórios, na casa dos R$ 200 mil), largou a carne magra daquela agência para abocanhar o filé saboroso da associação milionária.

Lembrando que isso é dinheiro público. Dinheiro de um Estado pobre, como o nosso, que financia propagandas estatais que temos que engolir, beneficiando financeiramente parentes de autoridades públicas – e por tabela estes mesmos – que deviam zelar pela probidade. Merece uma investigação séria por parte dos órgãos competentes, pois há claros indícios de desvio de dinheiro público para favorecimento pessoal.

Por fim, vemos como a família Barros Cavalcante atua de forma articulada, similar a uma organização criminosa, dominando a parcela da Segurança Pública do governo na Polícia Militar e na Secretaria de Defesa Social, avançando pela imprensa televisionada e escrita – anteriormente a PSCOM (Sistema Pajuçara) e atualmente a TV ALAGOAS – manipulando as informações, e esgueirando-se sorrateiramente pela captação de recursos de dentro do próprio Estado, de forma quase que exclusiva e milionária beneficiando diretamente a família através de um ardil escuso e imoral.

Uma picaretagem desse tamanho, tão bem feita e articulada, merece até um brinde:

E a tropa, cada dia mais massacrada pelo sistema e seus gestores, catam as migalhas que caem da mesa destes.

É por estas e outras que mais do que nunca...

...precisamos eleger um Deputado Estadual para representar nossos interesses!

Uma família da pesada - 2ª Parte

Como vimos anteriormente, a Família Barros Cavalcante, através dos irmãos Dário e Dimas controlam o aparato de Segurança Pública de forma direta, favorecendo a si mesmos e àqueles dispostos a pagarem o preço da lealdade a estes.

Sem propostas nem metodologia a ser aplicada para a repressão do delito, suas funções bem definidas quanto ao Estado são simplórias: Locupletar-se das diárias e subsídios altos que o cargo lhes concebe, sem a contraprestação ao serviço e acompanhando indiferentes a escalada da violência que transforma nosso Estado em uma localidade equiparada à países africanos, onde a guerra civil derivada das etnias radicais mancham de sangue o solo.

Diante deste quadro, a sociedade alagoana observa, atônita, a banalização da violência, sendo incitados a crer através do discurso do secretário que tudo não passa de ilusão. De forma irresponsável, buscam fazer o povo crer que o número de mortes violentas guarda uma relação direta com a família e não é diretamente responsabilidade destes. O crime é, na visão destes canalhas, um problema do povo.

Entretanto, torna-se dificultoso explicar a uma imprensa cada vez mais ativa e participativa as mortes por disparos acidentais, os homicídios encobertos, as mortes de adolescentes vítimas do crack. É difícil lidar com a imprensa e a repercussão da ineficiência do “trabalho” da Defesa Social, incapaz pela inaptidão do seu secretário e a Greve Branca da polícia militar, engessada ante a preguiça e morosidade do mister de seu irmão Dimas, e seus cochilos diários.

A extrema publicidade dos crimes precisava ser contida e era necessária da mesma sorte, uma reafirmação de atitudes estatais que mostrassem que algo estava sendo feito. Controlar determinados e estratégicos setores da mídia era para estes, vital. Era preciso também abrir espaço para que o ignorante secretário – cuja sofrível dicção e a dificuldade para concatenar pensamentos faz nos custar acreditar que este tenha sequer o segundo grau completo – adentrasse a casa dos alagoanos e buscasse a venda de uma imagem de uma segurança que só existe nas propagandas governamentais.

O leitor atento já deve ter se perguntado: Por quê a imprensa não noticia os desmandos cometidos pela cúpula da insegurança? Por quê não é divulgado – sobretudo para a imprensa do sudeste – os movimentos de revolta deflagrados pela tropa? Por quê a imprensa omite-se desta forma?

A resposta simplória é que a Família Cavalcante, atenta a esta necessidade, já estendeu seus tentáculos dentro da imprensa, buscando com isto blindar as críticas e enaltecer as ações desastradas e insuficientes do Governo, da Polícia e da Secretaria de Insegurança, além de minimizar os insucessos que se sucedem. Dito isto, apresentamos Dalton Barros Cavalcante.

Anteriormente, Dalton era um dos diretores do Sistema Pajuçara de Comunicação – grupo que engloba a TV Pajuçara, as Rádios Pajuçara AM e FM, o Portal Tudo Na Hora (TNH1), dentre outros. Este “Irmão Cavalcante” atuava nos bastidores do TNH1 (grupo que pertence a João Tenório, primo do Governador Teotônio Vilela Filho), contando com a amizade de André Vajas (Diretor Geral da PSCOM), de Rachel Fiúza (Diretora de Jornalismo) e de demais caciques da empresa de mídia e “censurava” – na cara de pau – toda e qualquer notícia prejudicial ao Governo e a Defesa Social, bem como inseria matérias oriundas da ASCOM daquela secretaria. Uma moleza!

E hostilizavam qualquer um que ousasse ir de encontro a estes, vedando qualquer notícia que tivesse o condão sociopolítico prejudicial aos “Neo Cavalcantes”. Postura diferenciada que não existia quando Wadson Regis era o Diretor daquela Empresa de Comunicação.

Também fazem parte desta sistemática a cunhada de Dário César, a Jornalista Telma Cavalcante, cuja menor expressão não lhe permite influenciar positivamente, restringindo seu modus operandi em apenas falar bem e enaltecer os feitos dos cunhados nos corredores da emissora.


Faz alguns meses, Dalmo Cavalcante deixou o Sistema Pajuçara e passou a integrar o staff da TV Alagoas. Especificamente, influindo diretamente nas pautas e na condução de programas como o Plantão Alagoas (apresentado pelo Jornalista Sikêra Junior) repetindo a mesma sistemática que adotava na empresa anterior: enaltecer e mentir – como palavra de ordem. A mudança na linha adotada pelo programa é perfeitamente visível (clique aqui).

Como recompensa, o irmão menos favorecido da Família Barros Cavalcante é convidado frequente das mesas palacianas, desfrutando das benéficas viagens (com dinheiro público?), numa prova de que para se dar bem e enganar a população, basta apenas saber relacionar-se bem e estender seus domínios em setores importantes do poder – e fora dele.

Na próxima postagem – a ultima da trilogia –, vamos fazer uma séria denúncia que precisa ser investigada pelo Ministério Público Alagoano, mostrando como o “Clã Barros Cavalcante” beneficia-se das verbas de propaganda do governo (através de um parente direto do secretário Dário César), avançando tanto no setor público como no privado em beneficio direto, auferindo lucros exorbitantes com todas estas propagandas exibidas em favorecimento da Defesa Social, provando que nosso Estado é verdadeiramente uma teta gorda para se mamar.

Continua...

Uma família da pesada - 1ª Parte

Tradicionalmente o Nordeste é por si uma região arraigada em valores familiares. Tal tradição estende seus designíos às parcelas do poder privado, interferindo desde os primórdios no poder estatal. Somos – aqui em Alagoas – um produto de décadas destas tradições familiares. Passadas de pai para filho, desde as capitanias hereditárias.

Quando ainda éramos um Estado agrícola (mais do que hoje, até), sentíamos a força de um poder politico de base representativa: o tal coronelismo que os livros de história contam. Eram, a grosso modo, uma forte manifestação de uma esfera privada sustentando o poder público – e vice versa.

Os compromissos, o “toma lá, da cá”, as tais trocas de proveito eram a tônica deste regime político, onde os tais coronéis prestavam serviços a políticos, e, com isso, conseguiam progressivamente fortalecer e colher destes os frutos doces em forma monetária.

Valores familiares corrompidos. A família inserta na corrupção de forma a tirar destas vantagens indevidas. Nesta esteira vislumbra-se a pior face do poder quase feudal arcaico: O Mandonismo, o Filhotismo, o Esposismo, o Irmanismo (atualmente sintetizados no Nepotismo), e por resultante disto temos a total falência e desorganização de um sistema público, como produto final.

Nos dias de hoje, na nossa Alagoas, esta relação escusa de reciprocidade nojenta ganha novos contornos e amplia a sua esfera maligna, transpondo com seus tentáculos instituições públicas e privadas, assemelhando-se a uma organização criminosa cujo formato mais aparenta com as conhecidas máfias italianas das décadas passadas, ou até mesmo as máfias de séculos passados, a exemplo da família espanhola-italiana Os Borjas (clique aqui).

Temos por dogma compreender como facção criminosa um emparceiramento de malfeitores lombrosianos, associados para o crime comum e banal: traficantes, assaltantes, assassinos. Esquecemos por esta lógica viciante que aqueles que cometem desvios do erário também são criminosos. Até mais que aqueles. Quando associam-se para a prática reiterada de fraudes, favorecimentos, benesses do poder, temos a nosso ver uma facção criminosa tal qual as anteriores. O colarinho branco não exclui o banditismo, por certo.

Numa série de três postagens vamos passar a limpo a pequena trajetória de membros de uma facção criminosa que atua em nosso estado. Uma facção que atua de forma dissimulada, inserindo seus membros em setores estratégicos e vitais do sistema, agindo de forma orquestrada e com atribuições específicas, onde o bem estar da coletividade é o que menos importa.

Conheçam – e repudiem – a Família Barros Cavalcante.

Conhecemos como o atual secretário de Defesa Social, Dário César Barros Cavalcante, chegou a ocupar o atual cargo. Uma negociata eleitoral o alçou ao cargo atual, onde segredos de seu antigo patrão (o Senador Fernando Collor de Mello) foram moeda de troca.

Alertado por caciques de seu governo (visto ser Dário a pior das opções possíveis) Teotônio Vilela decidiu pagar o preço político da escolha e desta virou refém.

Sabemos também como mantém-se no cargo. A prisão do filho do Governador em uma operação policial resultante da prisão de traficantes de droga gerou um crédito profícuo do qual o secretário não se furta em cobrar a todo instante. E assim, entre trapalhadas, tropeços, incompetência para gerir a pasta e um pouquinho de falcatruas, o inábil gestor vai equilibrando-se na corda bamba comissionada ainda que ante a total reprovação social que atravessa. Por vaidade e apego a um cargo em que nunca fora uma unanimidade.

Durante estes dois anos em que encontra-se destruindo a Segurança Pública do Estado, Dário buscou, em troca de favores, colocar nomes de sua indicação em posições estratégicas no organograma da Defesa Social. Foi assim com Luciano Silva (no Comando da PMAL) e com o ex-coronel Roberto Liberato, na Pericia Oficial. O objetivo com este último era apenas um: dominar toda a verba federal advinda através de convênios direcionados a perícia. Eliminar a autonomia desta era, para este, vital.

Quanto a Luciano, este fora por um tempo apenas usado para “pacificar” a tropa, subjugando setores que lhe poderiam manifestar qualquer oposição. Por ser arraigado a valores das fortes tradições militares, tornou-se facilmente manipulável. Porém, desde o início o intuito de Dário para com Luciano era claro: desgastá-lo, e inserir seu irmão Dimas Barros Cavalcante no controle do maior contingente da Segurança Pública de Alagoas.

A Família Barros Cavalcante agora controla a Secretaria de Defesa Social – com dotação orçamentária própria – e a Polícia Militar de Alagoas. E assim, além de ditar as normas na Perícia Oficial e na Intendência Penitenciária, com a saída de Marcírio Barenco, agora, através de Dário, controla todo o aparato de Segurança Pública Estadual. Um ótimo começo.

Agora, Dário faz jus ao nome e seu poder é o deu um verdadeiro César!

Na próxima postagem vamos mostrar como a Família Barros Cavalcante estendeu seus domínios para dentro da imprensa local, visando blindar as criticas ao insucesso e ao caos que instalou-se em Alagoas.

Continua...

Guarnição da bef

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