Armamento, coletes, viaturas e alimentação balanceada

Outro dia eu entrei de serviço e não me dei conta que o armeiro havia reservado uma pistola para mim. Essa situação, a de que o armeiro tivera feito a reserva da arma "para o oficial", somente chegou ao meu conhecimento porque o motorista da viatura do oficial de operações me expos que o sargento que havia chegado antes, mas não recebeu a pistola do armeiro, tendo de ficar com um 357, estava chateado com isso. Aquele serviço, ainda mais porque em duas ocasiões eu estava com a guarnição do referido sargento fazendo abordagens, ficou com um clima pesado no ar. Tenho em meus princípios que quanto a equipamentos devemos todos ter a mesma qualidade, independente de posto ou graduação. Explico: como é que eu posso sair para combater um assalto a banco se apenas a minha pessoa na guarnição conta com pistola .40 e o restante da equipe se encontra de revolver 38 ou na melhor das hipóteses com algum 357? Aí amigão, é complicado pedir sangue no olho a qualquer um...
É muito fácil o comandante da Unidade pedir que o tenente pegue a guarnição e vá enfrentar uma gangue com cerca de 10 homens, mas esquece que difícil é ir ao confronto em uma VTR sem as mínimas condições de segurança, podendo quebrar a qualquer instante, e o que é pior, quebrar na hora do resgate a um companheiro ferido devido a esse confronto. Nessa questão de meios, deve-se ter a consciência que todos nós estamos no mesmo barco, e que se tiver que se atolarem até o pescoço na merda, todos vão ter de entrar também.
Quanto ao acautelamento de pistolas, em diversas coirmãs (PMPE e PMSE, só para citar exemplos mais próximos desse Estado miserável) e em destaque a PMSE, nossos irmãos de farda já andam com pistolas acauteladas. Mas existem diversos peixes e tubarões que andam com pistolas da PMAL, e olha que os tubarões ganham bem e poderiam teoricamente comprar suas pistolas particulares. Lembrando que não basta dar a pistola, deve-se dar todo equipamento de proteção individual aos PMs (EPI). Um kit de segurança pública, composto por uniforme, coturno (do bom, não aquele miserável Chebel, que arromba com nossas articulações; muito menos esse atual, que também não serve), pistola e colete balístico.
Colete balístico? Isso mesmo, pois é equipamento individual e não de uso coletivo, pois se a Vigilância Sanitária der uma batida em qualquer uma de nossas unidades vai notificar, pois é anti-higiênico ficar passando os coletes suados pós-serviços para os outros companheiros. Vocês já tinham pensando nisso? Quantos militares já não pegaram micoses usando esse material? Sem contar o cheiro... Mas como Alagoas é um Estado miserável, isso é uma coisa impensável na nossa Briosa, passível de punição disciplinar para todo aquele que tocar nesse assunto. Conversar para se chegar a solução? Zero!
É como alguém falou outro dia "não é 'bom' ficar expondo as nossas fraquezas para o restante da sociedade...", e a caravana passa...
No tocante a escalas de serviço, minha opinião é de que não existe mágica, pois se você tem poucos militares não vai ter jeito, não tem o milagre de extrair leite de pedra, alguém vai ter sua folga sacrificada. Só tem dois jeitos de mudar: ou com contratação de novos militares ou com a implantação de hora extra para os PMs, esta ultima acarretará na contratação de novos PMs.
O que? Sim! Você acha que o governo vai pagar todas as horas extras? Pois quando ele observar que saí muito mais barato contratar do que pagar hora extra, o governo vai abrir concurso rapidinho! Primeiro temos que focar na regularização de nossa carga de trabalho (30 horas, 33 horas, 40 horas semanais) e depois criar leis que definam o pagamento de hora extra. Todas as categorias tem direito constitucional de ter sua carga horária definida e não me venha com essa balela de que nos somos militares e somos diferenciados. Ei, representantes das associações, tenham peito e honrem as calças e mandem os projetos necessários para que a PMAL rompa os grilhões.
Infelizmente para os companheiros do interior não existe proposta, pois tal qual acontece com os equipamentos (no interior só recebe viaturas velhas, pistolas que eram do BOPE e da RP e o refugo dos uniformes), essa regulamentação de escalas extras vai demorar. Primeiro porque nossos batalhões do interior não tem o efetivo que é previsto (tem batalhões que o previsto é cerca de 600 policiais e têm 190, 200 policiais) e segundo porque a própria escala de serviço não deixa brechas para escalas extras de acordo com a nossa constituição e isso vale para todos, oficiais e praças.
Concluindo: outro dia, no site da PM, em uma nota de esclarecimento sobre a alimentação, quase morri de rir quando falaram que a nossa alimentação é balanceada e equilibrada, atendendo às necessidades básicas dos PMs que se encontram de serviço... Me façam uma garapa por favor!

PMs do sexo feminino sofrem assédios moral e sexual

Infelizmente o Comando da Polícia Militar de Alagoas não tem conhecimento por iniciativa interna, "atualmente", de nenhum caso de assédio moral, sexual, constrangimentos, transferências irregulares e humilhações a que são ou foram expostas policiais militares do sexo feminino, conforme as ações judiciais em andamento ou conforme as queixas que volta e meia sempre são divulgadas na imprensa.
Nosso comando, ao se referir à corporação, muitas vezes age ignorando a nossa presença, a presença das mulheres da Polícia Militar, ou quando o faz, não se toca da nossa condição de mulher, fato este que se evidencia nas aquisições de fardamentos e coletes inapropriados à nossa condição física, assim como nas condições estruturais das OPMs. Tais ações demonstram que, mesmo tendo passado mais de duas décadas do nosso ingresso na corporação, até hoje a PM não se adaptou a essa realidade; a realidade que cada vez mais mostra que nós somos submetidas a humilhações que se aproximam do sujo, do espúrio, do cínico, do macabro.
Situações estas que na grande maioria das vezes faz com que omitamos até mesmo para os nossos parentes o que vivenciamos dentro do ambiente de trabalho onde desempenhamos as nossas atividades. E tal afirmação, caros comandantes, não se baseia nas conclusões apenas desta policial militar, mas, sobretudo na realidade que salta aos olhos de qualquer um. Façam uma pesquisa de campo conosco, procurem saber o que nos aflige, procurem se inteirar das ações judiciais que estamos movendo contra oficiais... Faça o que fizerem, façam alguma coisa.
Quanto às questões de falta de infraestrutura das unidades da PMAL para acomodar as mulheres, melhor dizer, para nos acomodar, durante o desempenho de nossas atividades, até admitimos que umas poucas Unidades possuem dormitórios e/ou banheiros específicos para a utilização das mulheres, entretanto, independentemente desse fato, reconhecemos que nunca uma policial militar foi obrigada a dormir no mesmo ambiente que policiais do sexo masculino ou a utilizar os seus banheiros, isso porque dormimos no chão do corredor ou na sala da P1, como é o caso – a nível de exemplo – das companheiras do 9º BPM, ou sufocamos ao máximo a vontade de ir ao banheiro, situação esta que é de conhecimento de todos os comandos que passam pelas Unidades seja da capital ou do interior. E não venham dizer que nós não passamos situações vexatórias, porque só quem sabe o que passamos é nós mesmas.
O policiamento que nós realizamos, seja o PO ou o serviço motorizado, ou as esporádicas extras que "somente são realizadas de vez em quando", não é planejado com a previsão de banheiros químicos masculinos e femininos nos postos de trabalho, a exemplo das extras nos estádios de futebol, para uso exclusivo do policial militar que esteja de serviço.
E como isso tudo não bastasse, ainda querem nos tirar o direito de usarmos brincos e batons, sob o argumento que pertencemos a uma instituição que é militar e que o militarismo não admite certas "situações", tais quais as evidenciadas neste parágrafo. Mas por que eu estou falando isso? Por que essa semana ao passar pelo QCG eu tomei conhecimento por intermédio de uma colega que as policiais militares estão orientadas a não usar maquiagens, brincos e algumas tonalidades de batons, devendo passar a utilizar roupas mais folgadas para que não chamassem a atenção (?). E de quem está partindo essas "orientações"? Respondo: de ninguém mais, ninguém menos, que de alguém que não gosta de mulher. É, só pode ser... Afinal, quem gosta, gosta; e quem não gosta, desdenha. Mas não fique imaginando que eu quero que você goste de mim, não, dona "otoridade". Basta respeitar os meus direitos que isso já me realiza como profissional. E não pense você que o tal "circuito aeróbico" realizado semana passada na Academia de Polícia Militar, que dizem, foi feito em nossa homenagem, o qual tivemos de que comparecer para não ficarmos presas por 4 dias (no mínimo), foi uma forma de nos prestigiar porque não foi. Fomos obrigadas a ir para a tal comemoração, onde suamos, e no final nem água para beber tinha; banho então, só em casa. Ah, refirmo-me às Praças em geral. Tivemos de ir para casa (de ônibus) sujas. Nunca vi uma forma tão absurda de se homenagear alguém.
Fazendo um rápido adendo: ainda essa semana eu falei com uma amiga minha, que é casada com o (...) de uma certa Unidade (central) do interior. Essa "otoridade", por sinal, segundo ela, estava na APM no dia 15/03 participando de uma reunião... Eu faço questão de tocar nesse assunto, por uma simples razão: tem oficial se valendo dessa situação (a de oficial), ou outros instrutores, para dar em cima das alunas do curso de formação de praças, como sempre acontece. Essa amiga mesmo, passou por isso. Embora hoje ela se diga "bem casada", em contra partida ela também não nega que tenha dado inúmeros "foras" no "Ca"marada, somente tendo aceitando as suas investidas porque ele é "car"ismático e ela estava com medo de perder o curso. Eu entendo bem o que ela passou, porque comigo em Maceió não foi muito diferente. Aproveitando o momento, vou dar um recado: ei, "Ca"... "car"... PÁRA DE ABASTECER SEU CARRÃO NA BOMBA DO... Sua mulher finge que não se liga nisso, mas ela observa as coisas e também ouve os comentários. Outra coisa, modifica a sua forma de tratar os subordinados, ou então eu vou revelar o seu nome e os seus feitos aqui, Amigo, os quais garanto: virão acompanhados de nítida imagem da placa de um carro de cor escura que estava sendo abastecido interna corporis (o recado foi dado). Argh, tem horas que eu fico pê da vida!
Voltando ao nosso texto, diante de tudo o que foi exposto e dos contrapontos aqui elencados, considero que a única repercussão negativa que há de ficar é a do comando que primeiro ignora a realidade vivenciada por nós mulheres e que depois ainda tenta nos coibir do uso materiais que são praticamente parte do nosso DNA, se é que assim podemos definir. Tendo em vista que as próprias policiais militares de Alagoas hão de considerar, na sua grande maioria, que as informações desse texto não são exageradas e nem fantasiosas, reitero as afirmações. É claro, que as mulheres da PMAL não sofrem, a toda hora e a todo momento, assédio sexual, moral, constrangimentos e discriminações. Mas isso faz parte do nosso cotidiano na corporação.
Imagino que as informações aqui publicadas irão causar certo desgaste às nossas "otoridades", porém o desgaste maior é vivenciado por nós e pelas nossas famílias, as famílias das mulheres que labutam dia-a-dia na PMAL, posto que diante das horripilantes justificativas que possam ser utilizadas para justificar essa matéria, ou da repercussão que isso poss ter na imprensa, as policiais se veem agora na árdua tarefa de terem que tranquilizar seus pais, mães, irmãos, maridos, filhos, entre outros parentes ou afins, revelando a estes que a verdade profissional das mesmas não é tão assim como eu relatei, sendo que na verdade é bem pior e deixa traumas profundos.

Quem precisa da FN?‏

É impressionante a quantidade de informações suprimidas por nosso secretário e Comandante Geral. Mas na hora de propagandear, números são aumentados e inflacionados na tentativa de mostrar uma SEDS mais organizada, planejada e combativa a criminalidade que hoje assola Alagoas, fazendo uma verdadeira inversão do que é a realidade.
Quando se prioriza a propaganda detrimento da operacionalidade, temos então um verdadeiro engodo estatal, com o único intuito de enganar a sociedade. Todavia, nada que já não tivesse sido utilizado nos idos de 1930 pelo partido Nacional Socialista da Alemanha (Nazi, na língua alemã).
Utilizar a imprensa para divulgar que 55 militares da Força Nacional solucionarão a violência no Estado é querer zombar dos profissionais da segurança pública de Alagoas, chamando-os de incompetentes, esquecendo que esse mesmo governo nunca os valorizou.
Nosso governo esquece que hoje Alagoas tem muitos mais policiais cedidos à Força Nacional do que estes 55 que hoje que aqui estão (omitindo da sociedade a quantidade real de policiais alagoanos que estão fora do Estado, sem contribuir com o combate a violência que hoje agride os alagoanos, esquecendo-se, também, que o compromisso desses policiais é com a sociedade alagoana); então, se fosse só pelos números, era melhor chamar todos os policiais alagoanos que estão à disposição da SENASP que teríamos muitos mais policiais para combater a criminalidade. Contudo o comando não gostaria de retirar esses seus correligionários da FN, pois os "peixes" perderiam suas diárias de mais de 6 mil reais que hoje recebem. Isso, sem contar o salário pago pela PMAL, que continua a ser depositado mensalmente!
Se for aplicada a escala técnica e justa do coronel Luciano Silva CONSEG para estes militares da FN, então teremos menos de 15 policiais da Força Nacional por dia trabalhando no combate à criminalidade no Estado. Agora leitor, imagine o que 15 homens podem fazer para combater o crime em TODO O ESTADO DE ALAGOAS... Realmente, esse reforço irá levar Alagoas a ter índices de criminalidade padrão japonês. Agora, conta outra piada...
Com esses militares vindo de fora, o Estado terá que arcar com a alimentação, alojamento e outras coisas que a FN precisar durante sua estadia, gasto esse que não seria necessário, caso os militares alagoanos que estão na FN em Brasília retornassem para combater o crime aqui em Alagoas.
São justamente por não realizar esses questionamentos, que hoje o Estado de Alagoas gasta muito e gasta errado na área da segurança, sendo ludibriado por assessores que apenas querem levar "noticias boas" ao seu chefe. Tal qual acontecia com Hitler já no final da Grande Guerra, nos idos de 1945, onde já se sabia que a Alemanha estava derrotada, porém, os assessores mais perto do Fuher não relatavam nenhuma noticia ruim do front, pois temiam a reação exacerbada do líder quanto a noticias negativas, sendo que o mesmo não aceitava a derrota.
Hoje Alagoas está sendo derrotada pelo crime, e o governo não admite isso, e seus assessores temem relatar a verdade, e só quem sofre com isso é a população, que vêm sendo caçada pelos criminosos.
Quanto a FN, só tenho a dizer que é muito fácil ter policiais motivados para combater a criminalidade quando eles ganham no mínimo 6 mil reais, sem contar os salários. Tenho certeza de que se o governo tivesse uma política salarial condizente com os policiais alagoanos e associando-se a isso a realização periódica de concursos para as duas polícias, nossos índices de criminalidade seriam logo diminuídos a níveis aceitáveis.

A agonia do Pelopes: Outro Tendão de Aquiles da PMAL

Já faz quase dois anos e eu ainda não compreendo aquela presepada iniciativa de colocar a Segurança Pública em "estado de emergência", com o intuito de acelerar os processos de licitações e empenhos para a compra de materiais, pois o tempo acabou revelando que de nada adiantou. Isso porque nenhuma compra emergencial significativa foi feita e ainda continuamos na maior pindaíba, com falta de uniformes, viaturas, coletes, armamentos, munições e muitas outras coisas...
Bem, é preciso ressaltar que praticamente todas as "novas" viaturas locadas ficam na capital, Maceió, enquanto que raras viaturas vem para o interior recompor a frota dos BPMs que cuidam do agreste, sertão e litoral. A última remessa em quantidade expressiva (própria da PM) que foi enviada para os BPMs do CPI foi no ano de 2005, ainda no Governo de Ronaldo Lessa (OBS: não sou fã desse cara!), quando foram compradas inúmeras Blazers e Merivas que ainda hoje estão rodando pelos CPAs de Alagoas; "rodando" precariamente, que se frise. Depois dessas viaturas de 2005, fora as 10 Blazers que foram distribuídas em março do ano passado (das quais metade está parada por falta de manutenção ou peça), nunca mais foram vistas viaturas novas e decentes no interior de Alagoas...
Vamos em frente. Sabemos bem que em nosso Quadro Organizacional está previsto nos BPMs do CPI a presença de um Pelotão de Operações Especiais (PELOPES). Esses policiais que compõem os PELOPES são hoje em dia a Tropa de Pronto Emprego de todas as Unidades do Interior, destacando-se na cobertura de áreas e atuando em situações que precisem de uma resposta mais enérgica pelo "braço armado" do Estado em situações tais quais assaltos a bancos, sequestros, perseguições e outras ocorrências que exigem uma tropa mais disposta, e às vezes com armamento mais pesado do que o convencional.
Contudo, apesar dessas atribuições, não existe hoje na PMAL um PELOPES que tenha sua viatura em plenas condições de dar uma resposta rápida e imediata, COM SEGURANÇA, às ocorrências em que essa tropa necessita ser empregada. As Blazers que foram compradas em 2005 ainda estão no serviço, mas não mais oferecem segurança para as guarnições dos PELOPES, muitas já bateram os motores uma, duas e até TRÊS vezes; algumas têm problemas de freios, e outras tantas têm para-brisas trincados, sem contar os problemas de iluminação e pneus carecas. Essa realidade hoje presenciada parece que não irá acabar tão cedo, porque quase todas as viaturas Blazers compradas ou locadas vão para o BPRP e para o BOPE, sendo esta última unidade a mais agraciada – como foi diversas vezes, como no caso da "contemplação" com viaturas doadas do Pan (Nissan X-Terra).
Em situações de confronto, por estas bandas tão esquecidas, a chegada do BOPE só acontece depois da contenda ter se encerrado, ou com a fuga dos bandidos ou com a morte dos mesmos, depois do confronto com os PELOPES e as guarnições convencionais... Mas o BOPE precisa ir, ou seja, precisa vir, pois tem que aparecer na foto e de preferência com as viaturas novas; já que se vier com o Veículo Blindado Anticonflitos, vulgo "Pacificador" (que não pode passar de 60 Km/h, para não quebrar), das duas uma: ou não chega nem pra foto, ou não conseguirá retornar para casa.
Por ora, parece que o (novo) comando (também) não tem interesse em dar os meios necessários para que seja executado um bom serviço pelos PELOPES. E imagino que deva ser porque eles pensam que o BOPE terá condições de dar o apoio necessário no caso de uma ocorrência nos interiores afastados do nosso Estado – onde nosso conhecimento geográfico e a familiaridade sobre as rotas de fuga é amplamente maior. Lamentavelmente a realidade é bem diferente, pois somos relegados, e, nesse liame, não vem em minha memória um único assalto a banco no interior onde as guarnições do BOPE tenham conseguido chegar a tempo para dar a devida resposta aos assaltantes, ainda mais nesses tempos de assaltos a bancos com o uso de dinamites. Apesar de tudo, sempre nessas situações pudemos visualizar os "PELOPIANOS", muitas vezes apenas 03 homens na guarnição (nosso segundo maior problema), que vêm dar o apoio aos GPMs para enfrentar os novos "cangaceiros" que teimam em realizar assaltos em nossas cidades. "Teimam" porque conhecem bem a fundo as nossas fraquezas, ao contrário do nosso comando.
Pelo exposto, vê-se claramente duas frações especiais de uma mesma polícia. De um lado, na vanguarda das atenções e poucas vezes utilizado, o BOPE. No outro extremo, os verdadeiros PMs que dão a cara para bater os quais sempre se arriscam duas vezes: a primeira com a viatura caindo aos pedaços e posteriormente no enfrentamento aos assaltantes.
Será que é tão difícil assim o Estado alugar 30 viaturas – tipo Blazer – e enviá-las para as Unidades do Interior? Tenho certeza que se o nosso comando (Geral, CPI, CPAs e das Unidades) tivesse que dar uma voltinha nas Blazers em que rodam os PELOPES, eles declinariam o convite, com medo de sofrerem algum acidente. E para que não pensem que tudo são falácias, é só procurar saber como foi o acidente com uma Blazer do PELOPES da 1ª Cia/I há pouco mais de um ano, que veio a colidir com a traseira de um ônibus, onde o motorista não conseguiu frear a viatura por que só tinha freio em duas rodas... Não fosse a influência do "fator sorte" nesse caso, quase teríamos funerais com honras militares.
Enquanto "algumas pessoas" pensarem que a segurança de Alagoas se resume apenas à capital, essa violência que hoje assola Maceió só tenderá a aumentar e proliferar, porque o combate aos bandidos também necessita ser feito fora do eixo do CPC e – principalmente – nas nossas divisas com Pernambuco, Bahia e Sergipe. Nossas coirmãs desses Estados, sempre na vanguarda, já acordaram para essa problemática, e estão se movimentando e estruturando seus Batalhões de Divisa e Interior. Enquanto isso, a PMAL vai perdendo terreno para a marginalidade e os nossos PELOPES terão ainda que conviver com a sua agonia, a de ter lutar (também) contra sua própria viatura.

Consequências do Descaso

Eh, amigos, o negócio está ficando feio! Mais um agente da SEDS foi assassinado. A bandidagem está agindo escancaradamente e a nossa reação está sendo pífia. Nossos gestores da SEDS perderam o rumo, se bem que uma boa parcela de culpa é do governador, pois fica praticamente impossível trabalhar sem $$$ e sem efetivo. Tá na cara, todo mundo já sabe: não se faz Segurança Pública sem dinheiro ou com meia dúzia de gato pingado da Força Nacional (que nem comunicação via rádio com o CIODS mantém), porém nosso ilustríssimo governador acha que é possível...
Mas não é porque o governador não solta o dinheiro tem verba, que os nossos gestores devem ficar sempre dizendo "SIM" a todos os desmandos, pois tem que ter a honra de expor que não se faz um trabalho melhor por falta de recursos. Apesar disso a cúpula da SEDS prefere maquiar números e dados, mostrando que Alagoas está melhor, que a violência está decrescendo, bla, bla, bla... Tem que ter coragem, bater no peito e falar a verdade que o povo está morrendo sem a devida atenção, mesmo que isso custe o cargo comissionado (que teve 135% de aumento) e as regalias, uma vez que envolve uma coisa bastante séria, onde o que colocamos em risco com essas mentiras e dissimulações são as vidas humanas (em quantidade maior que os números apresentados), perdidas diariamente por causa da violência instalada no Estado.
Se fizermos um apanhado de notícias envolvendo militares, bombeiros, agentes prisionais e policiais civis, teremos um número considerável de agentes da lei mortos pela bandidagem. Nesse liame, o caso mais recente é o do nosso querido Macário, que foi morto em casa. Mas como as vítimas são apenas policiais, "peixes pequenos" do serviço público, isso não tem muita repercussão face às providências que seriam tomadas se fosse um "peixe grande". Será que teremos que esperar que morra alguém do "alto clero", um "graúdo", para que aí, sim, tenhamos alguma reação efetiva por parte do Estado?
Enquanto estiver morrendo apenas o povo e os "peixes pequenos", está tudo legal, está tudo bem. Se for um grande... Aí complica! Vide o exemplo da Barra de São Miguel, onde depois de um bandido invadir a casa de um deputado, criaram até uma Companhia Independente. De uma Companhia Independente para outra, a falta de efetivo na 5ª Cia – no último carnaval – não poupou nem o prefeito Cristiano Matheus, muito menos evitou que o seu agressor saísse impune. E assim caminha a violência em nosso Estado.
E o nosso querido Macário foi mais uma vítima de toda essa violência. Tenho certeza que se tivesse morrido (vítima da violência) um parente de deputado, teríamos um Novo Batalhão, e se fosse um deputado que morresse, teríamos a criação de uma Nova Polícia Estadual para atuar em todas as áreas, de norte a sul, de leste a oeste, por céu, terra e mar... Piada? Esperem só o dia em que isso acontecer para vocês verem como as nossas autoridades são eficazes!
A mesma caneta que cuidou de criar uma companhia para a Barra de São Miguel, não cuida de assinar nossas datas bases, promoções, aumento de 7% e efetivação de uma escala de serviço REALMENTE justa e técnica.
Será que acabou a tinta da caneta do Sr. Don Teotônius?
Hoje a cúpula da SEDS vive apenas de propagandas, querendo maquiar e fantasiar estatísticas, lembrando muito o que Goebles fazia na Alemanha Fascista, onde a propaganda servia para iludir boa parte da sociedade alemã, e no final, todos já sabem como acabou e quem mais sofreu (o que no caso foi a própria população da Alemanha). E a Briosa vai pelo mesmo caminho. No dia 18/03, poucas horas depois do assassinato do Macário, às 14:30, para ser mais exato, estava sendo divulgado no site da corporação a homenagem que o Coronel Luciano recebeu do Exército no dia anterior. Apenas para que se tenha uma ideia de como a PMAL está focando na propaganda, basta ver que existe uma Blazer zerada à disposição da Assessoria de Comunicação da Polícia Militar (ASCOM/PM), que diariamente fica estacionada no pátio externo do QCG ao lado de um Fiat Uno da Diretoria de Apoio Logístico (DAL), que está caindo aos pedaços, cheio de ferrugem, pneus carecas, foros dos bancos rasgados e com o para-choque emendado com arames. Noutros termos, o que eu estou dizendo é: até o setor responsável pelo apoio às demais unidades da PM perde em importância para a propaganda. Se realmente é intenção do comando combater a criminalidade, a prioridade deveria ser dada a área fim, isto é, o policiamento ostensivo preventivo e repressivo. Esta Blazer deveria estar na atividade operacional e não na atividade burocracional.
Enquanto isso, muitos GPMs do Estado nem sequer com viatura contam, e quando alguém incomoda o comando reivindicando as coisas ou falando a verdade, eles procuram intimidar a todo custo, seja com matérias na imprensa, processos, transferências, um verdadeiro assédio moral por parte da SEDS. No nosso caso, especificamente, por parte do comando geral da PMAL, que deveria ser conhecido como "Comando Boca de Forno". "Boca de forno? Forno! Faz o que eu mando? Faço! E se não fizer? Ganha um bolo: perde o comando e as futuras assessorias!"
E como o Cabo Montanna já citou na postagem "Lulu e 'A língua de Lagartixa'", temos uma "imprensa marrom" (yellow Jounalism, no seu termo em inglês), onde as pessoas que tem um pouco de influência dentro dessas organizações estão conseguindo abafar os erros de gestão na SEDS. Por fim, para não terminar este texto da forma como o comecei e vim conduzindo até agora, ou seja, falando pessimamente da Segurança Pública, recomendo que o amigo leitor pesquise a história do termo yellow journalism, a qual garanto: é bastante interessante.

Nós falamos alguma novidade?

Tudo que estamos falando aqui por acaso seria alguma novidade? A novidade seria se tudo fosse colocado em pratos limpos. O que eu acho muito difícil, por várias "razões"... Vou completar mais um ano nessa Briosa instituição, e se por ventura resolver contar o tempo que eu tive como militar do Exército, assim como o tempo das férias e das licenças que ainda não averbei, vou praticamente para a reserva, ou seja, estou dizendo que tenho quase os 30 anos de PM e até hoje eu não vi nenhuma tentativa interna de moralizar as inúmeras denúncias que são de conhecimento de todos.
Quando eu estava em um dos BPMs de área da Capital, passei uma fase terrível. Explico: eu era o comandante da P2 e o Comando da Unidade tinha acabado de mudar. Havia chegado um Major que queria "revolucionar" o serviço da Unidade. Começou com uma historia de blitz para apreender carros de "estouro", e a determinação que eu recebi foi que eu parasse todas as investigações em andamento e focalizasse apenas em nas questões determinadas, principalmente se envolvesse militares, ainda mais no âmbito da Unidade. Traduzindo: o popular "entregar os colegas". E não apenas isso, durante os serviços como supervisor a determinação foi de que deveríamos fazer blitz para pegar esses carros, que o dono do carro ao ser abordado deveria apresentar o carnê pago do financiamento! Fui contestar a ordem, pois era ilegal, além do que ninguém teria a obrigação de andar com o boleto pago dentro do veículo... A resposta que eu ouvi da referida autoridade foi: "Todos os outros oficiais fazem. Só você não quer fazer porque se acha melhor!". Não demorou muito e eu me vi perseguido e movimentado de Unidade, tudo porque eu não queria me sujar por causa de 10 ou 20% de comissão dado pela financeira como "recompensa" pelos carros recuperados. É, recruta, quando o Comando da Unidade foca nesse tipo de serviço é porque ele tá levando algum da financeira ou do atravessador.
Um dia eu disse para um parente meu que é praça: se eu fosse elencar todas as "bombas" que eu já presenciei nesta PM, somente nos últimos 10 anos, dava para fazer um filme muito pior (no sentido de mostrar a realidade nua e crua) do que o Tropa de Elite. Ou será que a tropa já se esqueceu dos seguintes casos:
- do coronel dos tênis Mizuno;
- do coronel taradão;
- do coronel que quebrou a Caixa beneficente;
- do coronel que teria 20 mil reais de diária para receber;
- do coronel (junto com um ex-major) que ganhou dinheiro na inauguração do Extra;
- do caso dos oficiais que "importaram" diamantes negros (não me confundam com o outro);
- e etc. e etc...
Todos estes fatos foram devidamente noticiados nos meio de comunicação e incrivelmente no fim não levaram às mudanças das antigas práticas em nossa corporação. O pior é que tem gente que acha normal essas práticas. E quando alguém não faz, até a tropa estranha.
Comandei uma Unidade da capital durante as férias do seu comandante, e fiquei surpreso com o arrego vindo de dois bancos e de uma loteria, que no fim não ficou na Unidade, pois a nossa autoridade fez questão de vir receber o valor integral das minhas mãos e ainda conferiu. O mais revoltante nesse episódio é que quando essa referida autoridade foi transferida, deixou para trás uma dívida para o BPM de mais de 2.000 reais em peças de carro que jamais foram destinadas às viaturas. Em meio às nossas dificuldades, fico imaginando como é que "não fechamos as portas?" Digo isso porque o material de limpeza, o que era destinado para Unidade, não passava nem 10 dias. Alimentação, então, se não "regrasse" não chegava aos 20 dias, conta de água e luz, nunca tinham sido pagas, e por aí vai...
Deus ouviu as nossas preces, e o comando mudou! Com o novo comandante as coisas mudaram, e ele não apenas pagou a "herança maldita", bem como até consegui reformar alguns PM BOX, dar uma pintura na OPM, consertar viaturas, banheiros, mudar ar-condicionado e resolver outros pormenores. O que fez a tropa questionar "de onde estava vindo dinheiro pra fazer tudo isso", pois nos antigos comandos não se comprava nada, não se fazia nada. Eu só fazia dizer que era com a verba que "entrava" na Unidade e que se esse pouco dinheiro fosse colocado no bolso não ia fazer diferença nenhuma para o comando, pois era muito pouco e, mesmo que não fosse pouco, não valia a pena se sujar por isso. Contudo, empregado devidamente, como estava sendo feito, o resultado era aquele. Assim: diante de um bom comando as faltas de serviço reduziram, os índices de homicídios no âmbito da OPM caíram, ocasião em que a nossa Unidade chegou a ser uma das que mais viaturas tinha em atividade, embora não tivesse a maior frota.
Dizem que em time que está ganhando não se meche, mas a PM(AL) não é um time. Um a um os bons oficiais da Unidade foram transferidos e eu fui no meio. Dessa forma, aquela ótima administração foi se desmantelando como uma torre de babel. Porém, antes de ser transferido eu fiquei sabendo o porquê das movimentações: "alguém" achou que o nosso batalhão era uma mina, e resolveu colocar os seus... Bem, para ser sincero, a mudança ocorreu porque o nosso comandante (um homem íntegro) não compactuou em repassar para o "baixo clero" parte do que era arrecadado pela Unidade, dinheiro este que eu nunca vi nos poucos mais de (...) meses do novo comando, e que não sei nem ao certo de quanto se tratava.
É claro que depois dessa experiência eu passei por outras "aventuras", e por este motivo não irei me abalar com a divulgação de quaisquer denúncias inerentes à nossa corporação. O que iria me surpreender é se realmente alguém fosse punido. E a minha parte, de uma forma ou de outra, eu venho tentando fazer, pois se não posso mudar toda a PM, pelo menos da Seção em que eu trabalho e nas coisas que eu posso ter influência, procuro manter a postura ética e honesta na condução do que é publico, e sobretudo sendo o que me propus a ser quando passei a integrar esta instituição, ou seja, SER POLICIAL.
Sempre digo que na PM precisamos respirar injustiças, mas na hora de expirar, devemos expirar justiça, se é que me entendem. E o que ainda me deixa um pouco motivado é saber que boa parte da tropa por onde eu passei, principalmente os bons policiais, sempre perguntam se algum dia eu poderei comandar aquela Unidade.
Meus caros, embora exista de quando em quando a gestão dos maus, da mesma forma também existe a gestão dos bons. E quando isso acontece, os comandantes verdadeiramente compromissados com a corporação, isto é, os honestos, sempre valorizam o bom trabalho e fazem convites, motivo pelo qual sempre digo: "se por hora não dá para voltar, mas quem sabe um dia não voltaremos a trabalhar juntos de novo, pois a PM é grande".
Muita esperança foi depositada no atual Comandante Geral. Eu tenho minhas ressalvas e sou sincero em dizer que não tenho esperanças de que o mesmo venha a lutar por melhorias na PMAL, tipo salário, efetivo, escala de serviço realmente justa, viaturas, equipamentos, bem como não tenho esperanças que o mesmo combata as mazelas que todo mundo sabe quem são. Espero estar enganado, mas a história de vida ajuda a definir a pessoa, e por isso penso que o melhor seria termos um coronel do Exército para comandar (por várias razões) a Nossa Instituição. Sei que essa é uma postura do passado, entretanto, de que forma poderíamos – por exemplo – coibir possíveis "desvios de conduta" que são acobertados por causa de amizades interna corporis? Em relação aos "desvios de conduta" existentes na corporação, assim como a estas "amizades", hoje o que mais vemos são as seguintes situações: "o cara roubou, mas é oficial superior igual a mim, não posso puni-lo, pois assim posso estar abrindo caminho para que no futuro isso também aconteça comigo".
E desse modo, vou fazendo o meu trabalho de formiguinha; e desse modo, vamos levando a vida...

Aqui, quem manda sou eu!

A mulher de meia-idade, com uma faixa de gaze no topo da cabeça, agredida, chega próximo à porta do CPC. Alguns metros à frente, caminha indiferente a ela um TC. Ela, apressando o passo, toma-lhe pelo braço e em ato contínuo lhe diz: "Coronel, preciso falar com o senhor...". A resposta da autoridade vem bem ao estilo descontrolado e crasso que lhe é peculiar: "Você marcou hora para falar comigo? Você está pensando que o MEU quartel é casa da Mãe Joana? Pois volte, e marque hora para falar comigo..." (na verdade, os termos foram outros, foram depreciativos, razão pela qual optamos por termos mais civilizados). Voltando-se ao seu sempre fiel segurança, dispara: "Mas esse povo tem cada uma..." A velha senhora, ainda agredida e agora humilhada, dá meia volta e atravessa a Praça do Montepio, indo ao gabinete do Coordenador de Direitos Humanos da OAB, Gilberto Irineu. Este episódio, uma semana antes do carnaval, mostrou o que todos nós antigões da Polícia Militar já sabíamos: que o controle emocional e a educação doméstica de uma das autoridades mais visadas no Estado nunca foram o seu forte. Quem é este? Ora! Gilmar Batinga, meus caros leitores!
Houve uma espécie de expectativa quando da assunção do Batinga ao comando da Capital, em lugar do teórico Coronel Mário "Menino" da Hora, por ser um homem de rua, alguém que a PMAL enviou a diversos Estados, pagou fortunas em diárias, tudo com o intuito de qualificá-lo com as melhores doutrinas de radio-policiamento. Triste decepção. Nos enganamos! Gilmar virou-nos as costas e começou a apertar a já combalida tropa como louco! "Coisas do cargo", defendem alguns. Mas não é de graça não, leitor. Aquele comando é na verdade uma mina de ouro. E conhecendo bem o histórico e a índole do nosso comandante da capital, e sabendo de quem o mesmo é parente, presumimos que a "indicação" do seu cunhado, o Deputado Estadual Marcos Barbosa, deve ter pesado na hora da escolha. E ainda querem que acreditemos que não há ingerência na PM.
Se a população não vê diariamente as viaturas rondando nas ruas, boa parte do crédito por isto deve ser creditado ao Sr. Gilmar. Sua ultrapassada forma de orientar o policiamento, com PBs (Pontos Base) fixos a cada 45 minutos, somado a cartões programa que engessam as guarnições de rua em rotas pré-programadas (a maioria passando longe de onde ocorrem as ações delituosas), as suas constantes invasões e interferências à sede do CIODS, as pirotécnicas operações matinais e noturnas sempre em pontos de fluxo de grandes comerciantes e faculdades influentes da nossa cidade (todas com o intuito de mostrar que o mesmo está "trabalhando")... Ações estas que se mostram em contraste com o que ele aprendera nos cursos que fez Brasil a fora, refletem no número assustador de mortes mensais: mais de 60 a cada mês, "somente na área de sua influência", conforme disse o próprio governador do Estado, Don Teotônius II. Isso tudo, para ficar num termo mais brando, é alarmante!
A imprensa – que sempre cobra providências e respostas ao Gilmar, devido aos alarmantes índices de violência e ao cargo que ele ocupa – também já foi, e ainda é, alvo das ácidas palavras do TC; que não raras vezes refere-se ao repórter policial da TV Pajuçara, Gernan Lopes, como "aquele filho da p..., canalha". No episódio dos moradores de rua, ocorrido em novembro passado, o mesmo disse a dois repórteres da GAZETA, a quem chamou de "CALHORDAS e COVARDES", que estava de "saco cheio" daquele assunto. E já avisou: "entrevistas, 'meus caros repórteres': só com hora marcada, afinal de contas, até a Mãe Joana deve ser poupada", referindo-se à caserna.

GREVE BRANCA‏

O carnaval acabou, e talvez o que mais tenha chamado à atenção da mídia não foram os blocos, bandas de frevo, fantasia e outras coisas inerentes à folia momesca. O que mais chamou à atenção da mídia alagoana foi quantidade inaceitável de homicídios acontecidos em apenas 6 dias, computando um total de 36 homicídios em Alagoas. Sem contar os que não foram ainda descobertos ou os que acabaram sendo acobertados pelos números oficiais.
Se apresentarmos os números oficiais de outros carnavais nordeste afora, aí sim é que a sociedade ficará horrorizada. Na terra do Axé Music, mais precisamente em Salvador, pelos números oficiais, não foi registrado nenhum homicídio nos sete dias de festa (o carnaval começou na quinta e terminou na quarta feira de cinzas) dentro dos circuitos festivos. Foram empregados cerca de 22 mil policiais militares, e tenham em mente que Salvador literalmente para nesses sete dias. Na terra do frevo, nosso Estado vizinho de Pernambuco também registrou um índice zerado de homicídios dentro dos locais de festa, onde os órgãos de imprensa alardeiam um público estimado de 400 mil turistas que visitaram as cidades de Olinda e Recife. Já no nosso outro vizinho, Sergipe, apenas um homicídio foi divulgado pela imprensa como sendo "do carnaval", onde o sobrinho do ex-pugilista e deputado federal Popó, foi morto a tiros no interior do Estado.
E pensar que ainda querem enganar a população com a velha historinha de que "estamos diminuindo os índices de criminalidade". O que não passa de pura enrolação, numa tentativa vã de agradar o governador e manterem seus cargos comissionados à custa do sangue dos alagoanos, passando uma falsa impressão de que os índices de violência estão sobre controle.
Mas como é possível que dois carnavais gigantes e tradicionais do nordeste tenham seus índices de violência referente a homicídios zerados? Ou o governo desses Estados comprou toda a imprensa local para que não noticiassem os homicídios ou os policiais trabalharam motivados e bem aparelhados para o combate a criminalidade. Acredito que seja a segunda opção a conclusão mais provável. Na Bahia, todo policial que trabalha em festas (ou serviços extras) recebe adicional, idem à PMPE, e em Sergipe existe até lei que ampara o pagamento desse adicional.  Por um acaso os leitores já viram a estrutura da PMBA? Da PMSE? E quem dirá da PMPE, onde as viaturas são novas e apenas em um único concurso foram contratados mais que o dobro dos três últimos concursos da PMAL? Pergunte se faltou policial em algum desses três Estados! Isso nada mais é que a Segurança Pública pensada e planejada.
A verdade é que o aparelho da segurança pública alagoana tirou o pé do acelerador há muito tempo, desmotivou-se absurdamente, e isso foi verificado nesse carnaval, resultando nesse enorme índice de violência. Ou o incrédulo leitor acha que a liberação do suspeito pela morte do designer Flávius Lessa Braga foi por pura ignorância dos policiais civis, IC e IML?
Na PM, as coisas também não foram diferentes! Muitos policiais passaram dois dias longe de suas famílias e sequer tiveram a compensação financeira prevista em lei, que é a diária, paga pelo Estado. Foram dependendo de alimentação e pousada (leia-se a velha penosa mal preparada e colchonete de outros carnavais) fornecida pela Briosa. Por isso é que muitos policiais foram para o serviço apenas com o corpo presente.
Hoje Alagoas enfrenta uma greve branca em suas policias, mas secretários, superintendentes e comandantes – que negam isso – acham que tudo está a mil maravilhas. Apesar de não ser algo organizado, pois não tem nenhuma associação ou qualquer liderança à frente, essa operação tartaruga já é visível em todo o Estado. E se algo não for feito em curto prazo, esse quadro caótico se repetirá nas próximas festas populares, e não vai adiantar perseguir, transferir ou prender. Apesar do governo não aceitar e não admitir esse quadro...

Enquanto isso, brinquemos de polícia…

Promoção, promoção, promoção… como claro reflexo de uma frustração, o círculo de oficiais da Polícia Militar de Alagoas, só pensa nisso, só fala disso e quando não, só não é em Segurança Pública que se pensa. Todos pensando em abandonar o barco, ou roer o queijo podre escondido no porão.
E eu devo ser de duas opções, uma: covarde-acomodado, por não ter se esforçado para tentar algo fora e passivamente ter ficado calado; ou então sou covarde-burro, por ter comido toda essa pequenez sem perceber o que estava acontecendo.
Oh, Instituição burra! Incrível, são pessoas fantásticas, inteligentíssimas, individualmente. Juntas sob a égide de uma cultura organizacional, com valores, crenças e mitos derrocados e combalidos, são uma massa acéfala, cabeça balançando igual a catenga. Quem quer que sente nas cadeiras de ouro e madeira da responsabilidade, apesar de saberem de tudo isso, mesmo querendo alterar, estarão literalmente "num mato sem amigos".
Um monumental desperdício de talentos, neutralizados, sufocados por um conjunto de forças que os fazem olhar para o próprio umbigo. Os olhares estão voltados apenas para o intramuros, para as medíocres questões internas, picuinhas, fofocas… Não conseguem se desvencilhar disso e olhar que ao redor a sociedade está em chamas, num incêndio do tamanho do descaso do Governo para com as políticas públicas de bem-estar e segurança, do tamanho do descaso do comando para com as pessoas que compõe o quadro operativo, do tamanho do descaso dos oficiais para com os dramas diários das praças, do tamanho do descaso do policial de rua para com os problemas da comunidade, compelindo a isso por toda a cadeia de desprezo.
Coloquem seus paletós e gravatas, viajem de avião e helicóptero e mandem essa massa de ignorantes se explodirem mesmo! E mais, calem a boca imediatamente desses doidos, que estão enxergando e ousando dizer, eles são perigosos!
Onde estão os jovens da década de 70, ingressos na Corporação no final da década de 80, início da de 90, que viram barbaridades acontecer, tiveram sangue e esgoto respingando em seus pés, mantiveram-se fortes e não cederam, e hoje deveriam ser os reformuladores? Meu Deus, ajude-me a não sentir saudade dos cardeais, esses aí, estão se prestando a um papel pior, pelo menos dos outros nós já sabíamos o que esperar.
Admiro alguns itens que estão sendo contemplados, nas recentes gestões, realmente algo de estrutura, principalmente de equipamentos, tem ocorrido uma melhora substancial. Mas isso é pouco, frente a um desafio que estão ignorando: o dilema do trato com as pessoas. É pessoas! Ou será que ainda não deram conta de que por baixo da farde tem pessoas? Pais, mães, filhos, anseios, carne, vontades, desgostos, cidadãos…
Se hoje eu tivesse que falar mais sobre a situação da Polícia Militar e em particular no nosso Estado, não poderia, por que alguém já escreveu tudo o que eu falaria (diferentemente de alguns colegas meus, que marcaram o texto com "apenas encaminhando", eu não só encaminho), faço do texto abaixo[i] palavras minhas.
Sem um profundo processo de valorização humana e um repensar no modelo de serviço prestado a sociedade, estaremos apenas brincando de fazer polícia.


[i] A Polícia Militar de Alagoas atravessa uma das maiores crises de sua história. Não se trata de uma crise institucional somente. O problema é mais agudo no tocante às relações humanas dentro da corporação, ironicamente comandada por um grupo de oficiais que se acreditava mais avançado em ideias. A PM segue com um enorme contingente de homens e mulheres desestimulados que simplesmente não pode mais ser ignorado. Homens e mulheres que, em sua maioria, contam nos dedos o tempo de protocolar o requerimento para ingressar na reserva e sentirem-se livres, não do trabalho, mas de grilhões forjados por regras e comportamentos rígidos e estranhos ao avanço democrático da sociedade brasileira. Há um descontentamento geral. As escalas de serviço são uma unanimidade em reclamações. Elas não respeitam o fato de que a categoria exerce a profissão mais arriscada do País, com um índice brutal de vitimização de policiais. Elas são feitas no velho molde "missão dada é missão cumprida". Mas, nesses novos tempos, uma pergunta não cala: que tipo de missão e quais as condições ideais para executá-la? As escalas se apoiam na indefinição injustificada de uma carga horária. Surgirá quem diga que "o militar é superior ao tempo", uma frase que poderia ter sentido somente no campo da mitologia. Por baixo da farda há carne e osso; há dor e sofrimento, e não deuses do Olimpo. As escalas igualmente ignoram outros fatores de risco: exposição a altas temperaturas dentro de viaturas e mini postos policiais (box), exposição ao sol, problemas de coluna causados pelo peso de equipamentos como armas, coletes, bastões e outros apetrechos bélicos e assentos inadequados, estresse causado pelo perigo de morte constante, problemas de audição resultantes da exposição ao trânsito, a sirenes e rádios das viaturas, e alimentação inadequada em certos turnos de trabalho, principalmente em regiões de difícil acesso. A corporação simplesmente ignora tais fatores. O mais difícil e angustiante é entender essa insensibilidade institucional. Os profissionais da PM, quando exigem respeito e segurança no trabalho, direito de todo trabalhador e dever do Estado, ao invés de atendidos, são criminalizados. Há uma inversão de valores. A hierarquia e a disciplina sempre foram mostradas como base da corporação militar. Ledo engano. Elas são à base da organização administrativa de qualquer corporação. A verdadeira base e esteio de uma instituição são os seres humanos. Sem eles nada faz sentido. Quem você levaria ao cinema? A hierarquia, ou a disciplina? Nesse caso, o homem é, de fato, "a medida de todas as coisas". Se as bases não estão firmes toda a estrutura corre perigo. Essa situação demonstra que o comando da corporação carece de um plano de gestão. O planejamento precisa envolver a todos, do contrário, não é um plano, mas a pura e simples vontade de quem manda. As perseguições aos que "alopram" demonstram isso. Um projeto de gestão amplamente discutido não tem lugar para perseguições. Tem lugar para ideias e práticas saudáveis e de caráter universal. Assim como em Alagoas, as demais polícias militares carecem de reformulação urgente. Toda a gigantesca estrutura dessas corporações se assenta no modelo de quartel herdado do Exército, cuja missão não é de segurança pública, mas de defesa da Pátria. Todas as policiais militares do Brasil, absolutamente todas, possuem uma percentagem de efetivos que não atua, nem nunca atuará diretamente na atividade fim. Tendo consciência disso, fica mais fácil não querer compensar essa evasão de contingente sacrificando os que estão encarregados do trabalho policial nas ruas. A crise na PM só será contornada - com claros benefícios para a sociedade - quando os homens e mulheres sentirem orgulho da profissão. A valorização é a condição sine qua non dessa transformação; o modo pelo qual a reserva virá naturalmente, e não como a única saída para os problemas dos policiais militares.


Nota: texto e foto enviados por e-mail.

Policial que rouba ou desvia recursos é o quê?

O texto "Senhor, tende piedade de nós", mesmo em tom hilário, é uma boa denúncia sobre muitas coisas vigentes na PMAL, mas lhes asseguro que esses tipos de situações inerentes a recursos que foram expostas são mais comuns do que se imagina, e não vão parar por aí. Ninguém quis ou vai querer colocar pra frente ocorrências como as apresentadas, por causa daquela velha história: "o cara também é coronel, se eu mandar apurar e o cara for punido, vou dar brecha para que em um futuro próximo isso possa acontecer comigo..." Entendeu a mensagem "subliminar", Zezinho?
Eu me lembro bem que no ano de 2005, quando o Cel. Coutinho assumiu a APMSAM, o antigo comandante era o Cel. Goulart. O Cel. Coutinho teria recebido a APM sem dinheiro em caixa, sem verba quase nenhuma e com a estrutura defasada. Decidiu-se então que seria feita uma auditoria sobre a receita da (famigerada) Taxa Acadêmica, pois "por baixo" a APM teria uma verba de aproximadamente 20 mil reais, fruto de: 33 cadetes 3º ano, 46 cadetes 2º ano, 46 cadetes 1º ano; sendo que nessas turmas tínhamos cerca de 25 cadetes de Sergipe, que pagavam DOBRADO. Então, na prática, eram mais 25 cadetes, além de cerca de 30 capitães do CAO e mais 30 oficiais superiores fazendo CSP, fora os delegados da Polícia Civil. Os cadetes pagavam 80 reais e nós, oficiais, pagávamos 120 (o que em outros termos é dizer: eu paguei mensalidade para estudar em uma "faculdade pública"). Façam as contas, somente com os alunos, e vocês vão saber de quanto era a "renda" da Academia...
Falou-se que iriam descobrir onde foi gasto toda essa verba gorda, sobre a qual não existia controle, nem prestação de contas para o comando e muito menos para os alunos. Pois bem, abafou-se o caso!(?) E nunca se descobriu aonde foram parar os quase 20 mil por mês ("vinte mil por mês", VÍRGULA, multiplique esse valor por 12 meses e se assuste com a cifra). Bem, teoricamente não se sabe aonde esses valores foram parar... Se é que eles "pararam" em algum lugar. O que é certo, e aí eu falo com propriedade e conhecimento de causa, é que até por xerox nós alunos (independente do posto ou do curso) tínhamos de pagar...
Uma das poucas prestações que eu tive acesso, isso porque um colega de uma PM coirmã que estava fazendo o curso comigo, me mostrou surpreso e perguntando a respeito do assunto, me assustou. Isso porque entre os pagamentos efetuados estava o gasto com "Herba Life" (isso mesmo, você não leu errado, Herba Life!). O engraçado é que eu não me lembro de ter consumido nenhum Shake da Herba Life no período do Curso (...) na APM...
Eu não entendo como, mas havia pessoas estudando conosco que sabidamente não se preocupavam com o assunto "destino das mensalidades". Tal situação chegou a ser interpretada, à boca miúda, como: "esse aí não deve estar pagando as mensalidades". Ironia do destino, tempos depois uma dessas pessoas ocupou o cargo de Comandante Geral e mais uma vez continuou sem se preocupar com o assunto. Meia década depois, podemos assim sintetizar esse episódio: entra ano, sai ano, entra turma, sai turma, e a história está se repetindo. Então, são por estas circunstâncias que eu sei que quem pegou o dinheiro das torres da TIM, por exemplo, por muitos anos vai continuar sem se preocupar com a justiça. Infelizmente!

No aniversário da PMAL, a tropa é que leva o bolo

No aniversário dos 179 anos de história da PMAL a tropa não teve muito o que comemorar... As promoções há muito estão atrasadas e para sufocar a tropa, cito, as praças, apenas os oficiais foram promovidos. Para tentar calar alguns que se rebelam contra o comando a solução é instaurar Procedimento Disciplinar, sindicância, movimentar, oprimir... Diante desses requintes, ainda dizem que estão fazendo de tudo para estimular a tropa. E pensar que ainda terei de ficar por aqui por uns tempos, só Deus sabe quanto, e pensar que se a minha promoção a cabo não vier com os dez anos de serviço meu plano de carreira ficará seriamente comprometido...
Temos muitas necessidades, em amplo sentido. Eu fico na espera dessa bendita PEC 300, que parece que está de rosca, e não quer sair. Falta um pouco de empenho de nossos representantes? Creio que sim. A nível local eu penso que falta aos nossos gestores (Secretário da SDS e Comandante Geral) tocarem no assunto que todos querem saber: "nossos 7% e as nossas datas bases", pois ninguém fala nada, um silêncio total. Todos nós estamos aflitos. Nunca ouvi nenhum comentário de nosso Comandante Geral em apoio a nenhuma dessas PECs que beneficiem a tropa. Na verdade, nunca vi nosso comandante tomar uma posição favorável a nada dentro da Corporação. Acho que é porque eu não me ligava muito nessas coisas.
E o carnaval está aí. Acho que vamos bater o recorde de homicídios do ano passado. Nesse período, como sempre acontece todos os anos, começam as especulações sobre paralisação de policiais, coisa que eu discordo, pois no fim vai acabar no mesmo desfecho dos anos anteriores. Especular não leva a nada, ações medíocres, como aquela famigerada tentativa de doar sangue em 2009 que não surtiu o efeito desejado, onde a rebordosa foi grande, também não...
Na minha opinião devemos criar um movimento de Polícia Legal, onde só sairíamos às ruas com coletes individuais, viaturas em conformidade com o CTB, motoristas habilitados e com carteira. Aí, sim, seria uma pressão grandiosa no Governo e na Cúpula da SDS. Mas enquanto ficarmos pensando em apenas querer parar e alguns companheiros entrarem nessa só para dar o macete, nada vai mudar.
Mudando de assunto, é triste ouvir determinadas coisas de Comandante de Unidade, ou dos que pensam que são alguma merda de autoridade, ainda mais quando se é mulher... "Investimentos nos próprios interesses", esse é o grande lance dos gestores da Segurança Pública do nosso Estado. Falta seriedade e honestidade, e sobre tudo decência. Será que existe algum jeito de se mandar uma carta denúncia, com gravação, sem que isso me comprometa e o acusado seja responsabilizado? Pense como eu tenho vontade de distribuir as coisas ridículas que ouvi só nos últimos dias. Se eu tivesse coragem para me expor revelando o que está acontecendo, juro que jogava essa merda no ventilador, ou seja, ia na Auditoria Militar e denunciava, e ainda deixava um montão de provas, só para ver esses idiotas responderem por assédio... Uma bela manhã eu vou amanhecer do avesso e nem "cloridrato de papaverina + dipirona sódica + extrato fluído de Àtropa Belladona Linné" (remédio para cólicas menstruais) vai fazer efeito e vai sobrar até pra quem não deve. Eu tô avisando...
Bom, voltando ao texto, rs... Vamos agora preparar o próximo aniversario da PMAL, jogando as sujeiras para baixo do nosso tapete e sendo relegados a segundo plano pelo Governo do Estado, que finge que investe em Segurança Pública.
E a Festa de Momo continua. Diária de carnaval? ZERO! O governo mais uma vez tenta economizar, prejudicando os policiais militares que como eu foram enviados para o interior e o nosso comando nada faz... Economizar assim é fácil demais. Já que é assim, eu pago a "retribuição" tanto do comando quanto do governo na mesma moeda, ou seja, fazendo o básico do básico!

Guarnição da bef

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