O pescador de ilusões e a destruição de sonhos

Meus dois neurônios se agitam. Enquanto um tenta entender o que está acontecendo com a nossa corporação e os rumos que ela deveria tomar, algo que nos decepciona e entristece quase que todo dia, o outro briga com a música e chora.
Se meus joelhos
Não doessem mais
Diante de um bom motivo
Que me traga fé
Que me traga fé
Antes de ser policial eu conclui um curso de nível superior, bem como fiz outros cursos de menor importância e expressividade, ou seja, eu procurei me qualificar para me inserir no mercado de trabalho assim como para me realizar profissionalmente, e somente depois que agreguei esses valores à minha vida é que eu decidi ingressar na Polícia Militar para realizar um sonho de infância.
Se por alguns
Segundos eu observar
E só observar
A isca e o anzol
A isca e o anzol
A isca e o anzol
A isca e o anzol
Eu me tornei uma policial porque acreditava na justiça, porque eu pensava em ajudar as pessoas, porque eu pensei que poderia aplicar o conhecimento acadêmico, porque o meu pai despertou em mim tudo de bom que eu imaginei que a polícia fosse.
Ainda assim estarei
Pronto pra comemorar
Se eu me tornar
Menos faminto
E curioso
Curioso...
Durante o meu curto tempo na PM eu me dediquei de corpo e alma à atividade policial, abdicando de todos os valores que ralei para agregar nos cursos que fiz, relegando todo o investimento sacrificado que a minha família fez na minha formação, isso porque nada do que eu aprendi é aproveitado pela Corporação. Infelizmente, algumas pessoas do meu próprio ambiente de trabalho conseguiram destruir a vontade que eu tinha em seguir carreira.
O mar escuro
Trará o medo
Lado a lado
Com os corais
Mais coloridos
Em relação ao fascínio que eu sentia em ser da Polícia Militar, hoje eu penso muito mais em sair assim que tiver uma chance que seguir carreira, independente do valor que eu possa ter como aposentadoria.
Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões
Hoje eu penso que poderia ser muito mais útil à Corporação se os nossos comandantes realmente tivessem uma visão de otimização e aproveitamento dos valores acadêmicos que parte da tropa tem, ao contrário das diretrizes adotadas. Eu desempenho as minhas funções nas ruas, basicamente tirando PO, sendo assim um "arquivo morto". E a fundamentação para esse entendimento é bem simples: temos bons soldados nas ruas defendendo a sociedade, o que para tanto não é preciso conhecimentos acadêmicos e sim práticos, mas não temos profissionais verdadeiramente qualificados em setores estratégicos, tais quais o CHPM, onde apenas três praças que são lotados lá tem formação superior na área de saúde, e a corregedoria, onde menos de 5% do seu efetivo tem formação jurídica. Isso nos revela que há um sub-aproveitamento dos valores inatos na caserna em diversas áreas.
Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões
Eu desisti de tentar ser transferida para o setor onde tenho qualificação acadêmica. Eu aprendi que, no caso das mulheres, a corporação prima mais pelos valores estéticos ou então submissíveis, que pela formação que a tropa venha a ter. Por essa razão, hoje eu apenas cumpro a carga horária. "Mas então por que você escreve neste blog?", irão perguntar. Simples! Apenas para desabafar meu descontentamento e a minha decepção, e talvez, quem sabe, fazer algo de bom enquanto estiver por aqui. "E então porque você não larga a polícia?", perguntarão outros. Esse momento está pra chegar, tenham certeza. Falta apenas mais um pouco até que o concurso que eu estou esperando abra inscrição, e então até nunca mais, PM.
Se eu ousar catar
Na superfície
De qualquer manhã
As palavras
De um livro
Sem final!
Desde que eu me tornei policial militar eu fiz tudo que pude para ser uma boa policial, inclusive até investi na realização de diversos cursos, aquisição de material tático e treinamento. Mas, para quê, se nem mesmo quando a gente tenta fazer Estágio de Adaptação pela Força Nacional a gente consegue, pois só quem vai são os peixes? Como tudo tem um preço, o preço que a Corporação vai pagar pela gestão dessas pessoas que estão aí comandando atualmente/ultimamente é a perda de valores que, mesmo não ganhando tão bem como policial militar, fazem o que fazem pelo amor que tem pela profissão. Pode ser que um dia isso mude, até lá muitos sonhos já terão sido sepultados, muitos militares terão ido buscar a felicidade em outras instituições que certamente os valorizarão.
Sem final!
Sem final!

TODOS DE BALACLAVA!

Conversando com um colega que trabalha no "palácio de cristal", ele se disse indignado de não poder participar ativamente do movimento, pois temia as famosas e certas "represálias". Disse ainda que estava se roendo de vontade de participar do movimento no dia da manifestação em frente ao palácio do desgoverno TÉO. De repente, meu velho amigo disse: "Já sei, vou de bala-clava". Batata!
Dito isso, BRIOSA EM FOCO lança a ideia do colega em uma campanha para que todos os militares possam participar das manifestações contra a frieza descarada do desgoverno TÉO e contra a profana inquisição medieval da dupla DADÁ/LULU, sem se expor à espada do HE-MAN às avessas. Se você for para a manifestação, tanto a do dia 1º de maio, em frente à casa do "cara de buraco" (é assim que as pessoas do povo o chamam), quanto a manifestação do dia 02 ou qualquer outra, VÁ DE BALACLAVA E A CAMISA DE DENTRO DA FARDA (sem o seu nome, naturalmente). Covardia? Não, é uma operação pela sobrevivência. É uma "Operação Valquíria" contra a tirania. Covardia é o comando usar o poder da administração pública para perseguir pessoas simples que só querem ver declarados e respeitados os seus direitos de cidadão.
Portanto, não titubeie. Se você não quer mostrar a cara, VÁ DE BALACLAVA!
Vamos chamar isso de OPERAÇÃO NINJA! Deixe o Comando e o Dário César Collor Vilela no escuro. Vamos que a vez é nossa. Salário, carga horária de polícia (e não de vigia), e dignidade. Ou isso, ou nada!
Mas não esqueça, balaclava é nosso preservativo, nossa "camisinha". Seja prevenido, traga sempre a sua no bolso.

Proibido Adoecer

Recebemos dois e-mails solicitando nossa ajuda contra "supostos" abusos dos Comandantes do 6º BPM e do BPTran. Para preservação das identidades dos nossos colegas substituímos todas as palavras que pudessem identificá-los. O texto a seguir é praticamente desnecessário, pois as fotos falam por si só.
Boa Tarde, gostaria de pedir apoio de vocês para divulgarem o que está acontecendo na minha unidade, pois vocês são a nossa voz contra os abusos que estão sendo cometidos em diversas unidades da PMAL. Assim como os colegas que aparecem com os nomes na foto, eu adoeci e tive de "repor" o dia não trabalhado sob a ameaça de responder um PDO e ser punido com quatro dias de prisão. Eu acho isso um absurdo, pois estão, de certa forma, querendo nos provar até do direito de adoecer. Eu nunca vi em minha vida essa de o comando da unidade IMPÔR uma ordem na qual o policial que por ventura sofrer alguma moléstia e não puder trabalhar na sua escala ordinária naquele dia (militar faltar serviço e pegar atestado medico) seja obrigado a ter de cumprir expediente no dia seguinte e ainda pegar serviço extra. Tenho pensado seriamente em levar essa situação ao MP, assim como também à imprensa, mas temo por represálias, com certeza serei perseguido pelos superiores se isso ocorrer, por isso optei por escrever para vocês, a quem solicito: DIVULGUEM ESSA SITUAÇÃO.
Na minha unidade tem muitos militares com problemas de saúde e que já estão com uns 4 ou 5 serviços extras para tirar. E se os mesmo faltarem a estes serviço irão responder ao procedimento diretamente.
Eu pergunto: onde estão as associações nessas horas? O que será preciso acontecer para que alguma autoridade ou algum presidente de associação se mobilize a respeito?
O P1, quando indagado sobre a legalidade dessa situação, disse: "você só não poderia cumprir a ordem se ela fosse ilegal, (...) você ganha o seu salário para trabalhar a sua carga horária semanal, se estiver achando ruim vá para justiça, ou então saída da PM".
Um total desrespeito, um absurdo. Nem edital do concurso, nem no Estatuto da PM existe essa previsão de que devamos repor o dia que não trabalhos por motivo de doença. Acho que isso configura abuso de autoridade e falta de humanismo por parte dos comandantes.
Divulguem este relato para que possamos revogar esses tipos de atitude arbitraria.
Deus proteja todos vocês.

O espaço está aberto para que o Comandante do 6º BPM (mais uma vez), assim como o comandante do BPTran se manifestem sobre o assunto.

Lutar não é crime!

O governo nos acha tolos... E tem razão nisso. Acha-nos tolos e nós somos os principais responsáveis por isto. E somos mais ainda quando nos submetemos ao Regulamento Ilegal. Somos tolos quando defendemos uma hierarquia e disciplina desvirtuada que não existe mais. Quando não invadimos o Gabinete do Comando Geral e exigimos mais moralidade no trato com o que é publico, quando não exigimos de forma mais enérgica o tratamento digno que nos deve ser dispensado. Quando nos submetemos a ir às ruas com coletes vencidos e armas sem condições de uso ou se muito, suada e suja, sem as mínimas condições de higiene; com viaturas mal conservadas, com problemas de freios, tanques de combustível furados e expondo aos riscos desnecessários; quando chegamos em nossas residências pela manhã cansados de um plantão noturno e faltam itens em nossa casa que nosso salário não pode custear.
E porque temos que obedecer a um regulamento que está em baixo do braço de alguém que está sendo bonificado em quase R$ 30 mil reais para nos oprimir e nos segurar? É fácil massacrar aqueles que não têm voz? Até quando os companheiros serão feitos de capachos e de palhaços para não perderem uma famigerada classificação, para não serem transferidos de unidade? Até quando não se revoltarão e colocarão para fora estes inimigos da nossa polícia, e por tabela da sociedade como um todo? De fato, a Polícia Militar de Alagoas atravessa a sua maior crise moral, de descrédito total e falência já decretada por antecipação. Sena, Luciano e Dário destruíram o poder dos cardeais da PM e tornaram-se piores que eles. Depois que saírem, deixarão para nós uma PM pior do que a que usurparam. E longos anos se passarão para limpar as sujeiras e consertar seus malfeitos.
Face às ilegalidades, abusos de poder, negociações inescrupulosas, desentranhamento de partes viciadas nas apurações disciplinares viciadas, benefícios a amigos em detrimento aos profissionais de valor, temos que responder a altura e AGORA! Temos que PARAR NOSSAS ATIVIDADES IMEDIATAMENTE, não aceitar as esmolas que o governo está nos dando, expulsar os feitores da SEDS e do Gabinete do Comandando e iniciar uma nova era na nossa caserna, sob pena de, agora, sermos mais massacrados do que nunca.
Aos senhores oficiais, não se acovardem diante dos poderosos: é tempo de mostrar hombridade e compromisso com o povo. Lembrem-se de que os senhores também são as vítimas do atual estado de desgoverno e escândalos dentro de nossa (já esculhambada) corporação. Nossos atuais comandantes riem de nós, ignoram nossas súplicas e duvidam de nossa força: não somos covardes e provaremos. Vamos fazer de Alagoas uma nova Sergipe, onde lá o governo não suportou a força da Polícia Militar. Façamos isso ou continuaremos numa situação pior que ser quintal de Pernambuco. Unamo-nos aos agentes penitenciários, aos policiais civis (já em greve) e vamos à luta, com paralisação total de nossas atividades.
Companheiros é hora de ter vergonha na cara, hombridade e ir às ruas!
Conclamo novamente a toda a família miliciana, praças e oficiais, esposas, maridos, parentes, filhos, familiares e amigos que se façam presentes no próximo domingo, a partir das oito da manhã, na praia da Jatiuca e transformar aquele pedaço de Alagoas num mar de servidores insatisfeitos, pais e mães de família com voz ativa e lutar por nossos reais direitos, pois lutar não é crime. Eles estão amedrontados, senhores! Não sabem o que fazer e não podem prender a todos nós. Agora é a hora, somos mais de 7.000 servidores insatisfeitos e com salários defasados e eles, são apenas três.
Daremos um basta nestas arbitrariedades, e deixaremos de ser feitos de palhaços. Estaremos lá, e contamos com o apoio de toda FAMÍLIA POLICIAL MILITAR de ALAGOAS.
Veja a imagem abaixo, de como nosso (des)governador está preocupado com a nossa questão salarial:

A CONSTITUIÇÃO FEDERAL x RDPMAL

O Ajudante de Ordens entra na sala do CMT Geral e diz: – Ó, honorável Comandante Geral, tem uma senhora aí na sala de espera querendo falar com o senhor.
– Quem é? - Pergunta o Comandante.
– É uma tal de CONSTITUIÇÃO FEDERAL. O senhor vai recebê-la? – indaga o ajudante.
– CONSTITUIÇÃO? Quem é essa mulher?
– Diz ela que é a Lei Maior do País, nobre Comandante... - responde o Ajudante de Ordens, meio sem graça.
– Maior do que o RDPMAL? Ora essa! Diga a ela que eu não a recebo, e que ela não volte a entrar no meu quartel - determina o Comandante.
– Sim senhor, senhor, me desculpe pelo incômodo.
No dia seguinte, o Ajudante de Ordens entra na sala do comando e diz: – Oh, honorável Comandante, está aí fora o RDPMAL... Ele tem audiência marcada com Vossa Excelência.
– Mande-o entrar imediatamente! - determina o Comandante, que depressa passa a se ajeitar.
O RDPMAL entra na sala do Comandante e depois de algumas horas de conversa, a autoridade resolve perguntar: – Meu corretíssimo e alteroso RDPMAL, me diga uma coisa: por acaso você CONHECE uma tal de CONSTITUIÇÃO FEDERAL?
– Deixa ver... Acho que não, que eu me lembre não. Por acaso é alguém ligado a algum novo programa do Governo da Dilma?
– Não sei - diz o Comandante - mas não deve ser ninguém importante. Você acredita que ela ontem veio aqui para falar comigo e se disse maior do que você?
– Mas, é cada uma - diz o RDPMAL - imagina se o senhor vai ficar aqui recebendo qualquer um... Manda esse povinho pastar Comandante.
– Pois é - responde o CMT - e ainda entrou no quartel sem minha autorização. Essa guarda do quartel...
– Faz o seguinte, senhor Comandante, pra isso não acontecer de novo, pega aí um dos meus artigos, incisos e alíneas, e manda punir o pessoal da guarda...

O descaramento dos tratamentos desiguais

Alguns dias faz, os amigos devem ter lido a respeito do João, Soldado PM que foi para o exterior fazer seu mestrado em direito e que teve, após necessitar ir até a instância judiciária buscar seu direito, por conta da inércia do nosso "supremo líder", seu desejo sustado pela Procuradoria Geral, em conluio com uma obscura decisão de um desembargador reformando a decisão anterior, cujo comando-geral, "mordidinho de raivinha", procurou cumprir a risca, inclusive determinando o retorno do Soldado (num prazo de 72 horas) imediatamente ao seu serviço.
Ao mesmo tempo, e diverso a isso, o tratamento aos "mui amigos" e aliados continua causando arrepios a todos os que andam corretamente na caserna e que agora têm a certeza de que esse pessoal não tem mais limites: o nefasto e detestado (palavras de vários colegas de farda do terceiro batalhão que já estão dando graças a Deus pela chegada do humano TC Bittencourt, apesar de lamentarem que junto as transferências de praxe o "Capitão Anax" não tivesse ido no bolo) Tenente-Coronel Sampaio foi (sem objeções, evidentemente) frequentar o CSP – Curso Superior de Polícia – no Rio Grande do Norte, mas que acontece concomitantemente em Alagoas e levou consigo na bagagem além de seu salário de R$ 10 mil reais, mais R$ 45 mil limpinhos, limpinhos sob a forma de diárias para custear a sua "estadia". Esta hora deve estar feliz e contente surfando sobre as dunas do morro do careca, em Natal. Pois é... PEIXE é PEIXE!
Não bastasse os fatos anteriores, hoje mais um escândalo cantou em BGO, especificamente o BGO 079 de 28 de Abril, rasgando os regulamentos da quase Bicentenária pMAL e debochando visivelmente de todos os membros da Briosa: a viagem da "comadre" TC Fátima Escaliante para "frequentar o Curso de Polícia Comunitária em Israel". Pior que isso, somente a justificativa para o afastamento da "comadre" do País, que não poderíamos deixar de postar para os amigos leitores:
Trocando em miúdos: a "Comadre Fátima", TC promovida por ESCOLHA, está indo para Israel realizar um curso de Polícia Comunitária, em detrimento ao profissional que realmente implantou o sistema de Polícia Comunitária (mas que não faz parte da panelinha do comandante-geral), o Major Casado, e ainda frisa a assessoria do comando que "...a capacitação profissional, hoje, é a alavanca propulsora de qualquer instituição." (grifo nosso)
Pode parecer piada, mas não é. E se o for, os palhaços somos nós, praças e oficiais que não fazemos parte da cúpula e dos amigões que circulam e enchem a barriga com o poder que desfrutam na nossa instituição e nos meandros do governo.
Por entender pouco de Leis, telefonei para nosso advogado, o Doutor Júlio, que me explicou e me relembrou que no nosso estatuto e em nosso regulamento disciplinar existem as seguintes partes:
No EPMAL (Estatuto da PMAL)
CAPÍTULO II
DOS DEVERES E OBRIGAÇÕES
Art. 31. São deveres dos militares aqueles emanados de vínculos racionais e morais que os ligam à comunidade e a segurança, compreendendo essencialmente:
...
IV - probidade e lealdade em todas as circunstâncias;
...
(Probidade, o doutor me explicou que seria a honestidade e a honradez)
E no RD para o Mal
CAPÍTULO III
DA ÉTICA POLICIAL MILITAR
Art. 8.º - A honra, o sentimento do dever, o pundonor policial militar e o decoro da classe impõem-se, a cada um dos integrantes da Polícia Militar, conduta moral e profissional irrepreensíveis, com a observância dos seguintes preceitos:
I - amar a verdade e a responsabilidade como fundamento de dignidade pessoal;
II - exercer, com autoridade, eficiência e probidade, as funções que lhe couberem em decorrência do cargo;
...
V - ser justo e imparcial no julgamento dos atos e na apreciação do mérito dos subordinados;
VI - zelar pelo preparo próprio, moral, intelectual e físico e, também, pelo dos subordinados, tendo em vista o cumprimento da missão comum;
...
Então, cuidado comandante! Pois o mesmo regulamento que o senhor usa para punir seus subordinados se levado ao pé da letra mostra que o senhor fere a ética, o sentimento do dever e o pundonor policial militar com suas atitudes e que, se levar mesmo ao pé da letra, o senhor deveria ser afastado de suas funções como comandante geral e ser submetido a conselho de justificação para avaliar as suas condições de permanecer na PM. Já pensou senhor comandante, o senhor ser submetido a aquilo que o senhor gosta bastante de fazer com os seus subordinados e até deseja fazer com seus pares? Pense um pouco, comandante! Pensar não dói e nem paga imposto.
E para ilustrar como o trato do "todo poderoso" é distinto entre amigos e outros (para não dizer entre oficiais-peixadas e praças) veja a publicação, também em BGO:
Portaria nº "X"/2011 -CG/DP/2
O Comandante Geral no uso de suas atribuições legais e considerando a decisão judicial exarada nos autos do Agravo de Instrumento pelo Desembargador Dr. "X", tombado com o nº "X", onde revoga imediatamente a concessão de Licença para estudos – Curso de Mestrado em Direito na Universidade de "X", em Portugal, pelo período de 1 ( um) ano e 6 (seis) meses. Resolve: revogar a licença para estudo do Sd PM Mat. "X", nº "X", João pertencente ao "X", devendo o mesmo apresenta-se num prazo de 72 horas a sua OPM de origem. Em consequência a Diretoria de Finanças e o CFAP tomem conhecimento e adote as providências pertinentes ao referido Policial Militar.
Quartel em Maceió/AL, 07 de abril de 2011
Luciano Antônio da Silva – CEL PM Comandante Geral da PMAL
O que me leva a crer, leitores, que as leis para os donos da polícia, servem apenas para os que não fazem parte de seus círculos de poder, e que o direito de se capacitar é válido apenas para os amigos e agregados do Supremo Mandatário da pMAL.
Agora, mais do que nunca, devemos nos mobilizar e cobrar a IMEDIATA SAÍDA tanto do Secretário de Defesa Social, quanto do Comandante Geral e em acontecendo isso, torcer para que muita água e sabão, acompanhados de vergonha na cara, ética e dignidade próprias sejam para nós suficientes para limpar a podridão de nossa instituição.

Chegou a nossa vez!

Todos estão acompanhando os últimos acontecimentos na Segurança Pública de Alagoas. O que chama a nossa atenção é o nível de comprometimento que o Comando Geral e – em um nível acima – o comando da SEDS mantêm com o irredutível governo estadual, que insiste em nos insultar com sua proposta ridícula de 2,96% (isso mesmo companheiro militar, dois vírgula noventa seis por cento) referentes à primeira parcela do reajuste que ocorrerá no mês de maio, e em segunda parcela, conforme o mentiroso governo adepto da política do AUMENTO ZERO, a ser aplicada em novembro / dezembro. Tal qual o acordo feito por de lei estadual referente às nossas datas-bases atrasadas, este dificilmente será cumprido.
Este comprometimento, senhores, se dá por conta de que o Secretário Dário, o César (que tem salário de secretário nível SE, de R$ 15.300,00 + salário de coronel com 30 anos, R$ 10.952,34 acrescido de 20%, por ter sido Comandante Geral, que aproximadamente é R$ 13.150,00, o que dá um total de R$ 28.450,00 – fora as diárias). Nessa linha segue o "todo-poderoso" Comandante Coronel Luciano Antônio "Malvadeza" da Silva (que tem salário equiparado ao de secretario nível SE por ser o Comandante Geral (de R$ 15.300,00, apenas para lembrar – fora, também, as diárias, como é o caso das diárias pela sua viagem ao Distrito Federal esta semana); e seus comandantes intermediários, que já receberam seus aumentos no valor percentual de 35%, como forma de "segurar a tropa" de toda a forma possível. Toda essa situação causa a nós, membros subalternos da PMAL, revolta em ter pessoas (se é que podemos chamar estes baluartes da improbidade administrativa e da perseguição explicita) tamanhamente descompromissadas com a combalida e massacrada tropa.
Já que a mão que afaga é a mesma que apedreja, convém lembrar que: o mesmo Luciano "Malvadeza" que encabeça a perseguição no ambiente da PMAL a todos nós que lutamos pelo nosso direito a ter uma reposição salarial isonômica e justa foi o mesmo Luciano "Todo Bondade" que liderou a associação dos oficiais da Polícia Militar em várias manifestações classistas. Êta Lulú... Quem te viu e quem te vê, hein?
A prova de nossa força foi a manifestação ocorrida no dia 26, e a quantidade de militares que marcharam em direção ao Palácio dos Martírios, ocasião em que realizamos o abraço simbólico ao prédio do governo, um ato que amedrontou os inimigos da sociedade. O Secretario de Defesa e o Comandante Geral estão assustados com a eminência de perderem seus cargos e estão preparando uma ofensiva para minar nossa reivindicação justa e legal.
Por isso, quero conclamar a cada Militar que esteja de folga, bem como seus filhos, familiares, esposas, amigos, parentes de qualquer grau para se fazerem presentes à manifestação deste domingo 1º de maio, pela manhã, com a concentração na Jatiuca, para mostrarmos a nossa indignação e dar o primeiro explicito NÃO; no que desejo que seja o nosso primeiro grito de socorro. Mostrando, enfim, toda a incompetência do governo e a nossa insatisfação com o nosso atual comando, externando o quanto a FAMÍLIA MILICIANA é forte e não tolera o descaso e a mordaça que estão tentando nos impor!
Em defesa de nossos salários, estaremos todos unidos, Praças, Oficiais, Policiais Civis, Agentes Penitenciários, servidores da saúde, Professores e demais profissionais do Estado de Alagoas:
Essa é a hora, precisamos de cada um de vocês!

A "Banda Boa" da pMAL

Poucas coisas orgulham um homem na vida, fazendo-o chorar. Dos poucos dias em que pude estar em casa, quando não estou respondendo pelas escalas arbitrárias de 12x24h e 12x48h, mal armado, em uma viatura sem as mínimas condições e num batalhão sem infraestrutura básica, com banheiros imundos e colchões fétidos e sujos, quando não (também) me vendendo em horas de folga num arriscado "bico" para poder pagar o colégio dos meus dois filhos – meus únicos tesouros e reais compromissos – me surpreendeu a figura do meu mais velho, à beira da minha cama, me pedindo com doçura:
"Papai, o senhor compra para mim um livro?"
Nossa! O quanto isso me orgulhou; mas me pôs a pensar: "E se um dia eu escrevesse um livro?". Quantas mazelas expostas e que já tive o desprazer e o nojo de presenciar haveria para ser ditas! Entre elas, cito a sensação horrorosa de ter dividido meu local de trabalho e compartilhado a mesma farda que hoje ostento com as piores "almas sebosas" que possa o amigo leitor imaginar! A saber: O (hoje sargento) que furtava combustível de viaturas pela mangueira do motor; ou o sargento que negociou a liberdade de um traficante por 2.500 reais; o Cabo que fazia PB noturnos em pequenas biroscas do interior e bebia a noite inteira, intercalando com os intervalos das rondas (e, como motorista da guarnição, arriscando a vida de todos os componentes). O soldado rapidamente promovido a cabo, porque toda a quarta-feira ia ao CFAP e buscava a feira que a DAL comprava com dinheiro público e entregava na casa do coronel (já reformado) e, aproveitando da oportunidade de ouro que tinha nas mãos, servia de pedreiro, encanador e marceneiro, até de copeiro e garçom nas festas da vassalagem explícita com o dinheiro do povo chegou a atuar, ficando sempre fora de escala e sendo, ao final, agraciado com a bela graduação.
Mas não é só no círculo das praças que sinto asco em ter partilhado o serviço, não senhor. Também já tive a desmoralizante missão de trabalhar com a aspirante FEM de Paripueira que tomou a pistola de um civil e tentou ficar com ela para si; com o Tenente (já é capitão) Ladrão de Cargas no alto sertão; com o Capitão que já faz vários anos vive na Assembleia Legislativa encostado, e de lá organizando a sua milícia de "bicos", arregimentando outros PMS, policiais civis e agentes penitenciários; Com o Capitão cujo sobrinho, soldado PMAL foi duas vezes preso em assaltos a casas lotéricas e ele acobertou e foi até a corregedoria tentar abafar; Com o Capitão "esquisitão" de Pilar, que quase causou o capotamento de uma Meriva ao apalpar as partes intimas de um soldado que estava dirigindo a viatura; Com o capitão noieiro do 1BPM e seus maus modos, frequentador assíduo (ele e seu Ford KA vermelho) das bocas de fumo do Vilage Campestre, fumando tranquilamente seu "cigarrinho de palha"; Com o Major Taradão do CFAP que assediava as FEMs, mesmo sendo ele casado.
Seguindo pela mesma linha de caracterização, e não poupando o restante: Com o Major (hoje Tenente Coronel em Maragogi) sempre fiel escudeiro do ex-proprietário do CPC (hoje governador-geral da PMAL) e seu principal elo entre os comerciantes de Maceió e a as "curucas" recebidas; com o TC "porta voz" da SEDS e sua língua ferina, sempre sobre o ombro direito do grande e supremo césar e sempre o acompanhando em suas viagens (sabe-se lá para que), a desrespeitar e desmoralizar ofendendo com palavras o comandante do corpo de bombeiros de Alagoas.
Com a TC comadre do "governador-geral" e seu capitão a tiracolo organizando as escalas com "muito carinho e equidade" fazendo seus subordinados trabalharem em desvio de função; com o Coronel Fechadíssimo que governa o CPC com sua "mão-de-ferro" de um lado, e com a sua "esperta e ligeira mão" de outro. Com o teórico coronel fechado e suas cartilhas mirabolantes e suas matérias orientadas à imprensa, a circular pela praia da avenida com sua moto pelas noites tépidas e a procura de um "ombro amigo" para conversar, quem sabe?
O que vale a pena salientar é que estes citados JAMAIS foram punidos, e fazem parte da chamada "banda boa" da PMAL. Existem outros, que ficaram fora dessa pequena lista, e aos que nesta condição se encontram, peço paciência, pois a memória deste cabo é falha, mas a língua, esta sim, continua afiada e quente de gemer!
E por último, mas não menos importante: Com o "Governador" Geral, Luciano Malvadeza e o "Dono da Bola", Dário, o César! Estes últimos principais responsáveis pelo acobertamento destes e de outros desmandos dentro da nossa caserna, abrindo seus PDOs, sindicâncias, conselhos de justiça e disciplina e licenciamentos "ex-oficio", estes sempre orientando a chamada "banda podre", que na cartilha destes neo-cardeais, são todos aqueles que não comungam e não cooptam com seus desmandos.
Saí ontem ao comércio e comprei enfim, o livro que meu filho pediu. Custou R$ 30,00, o resto do dinheiro que tinha no bolso para as eventuais despesas. Saí da livraria feliz e satisfeito, pois, apesar do mês continuar e do meu dinheiro ter acabado, ainda possuo a vergonha, o caráter, a dignidade profissional e o respeito dos meus pares, superiores e subordinados, algo que os integrantes da "banda boa" da nossa briosa já abandonaram a muito.

Mais do Mesmo?

Uma portaria publicada no Diário Oficial do Estado proíbe os novos soldados militares (da PM e do CBM) de atuarem na área administrativa das respectivas corporações. Segundo a publicação, os recrutas terão que prestar dois anos de trabalho ostensivos completo, para poderem ser remanejados para algum setor interna corporis. Será?
De acordo com o "idealizador do decreto", que não passa de uma reedição de outros já criados num passado não muito distante, a intenção é aumentar o efetivo policial nas ruas no combate à criminalidade e consequentemente evitar que os militares se formem e não exerçam as suas funções.
Mas tem um detalhe crucial que não foi levado em consideração. Onde, como, e de que forma estes novos soldados vão desempenhar as suas funções se nem de viaturas suficientes a PM disponibiliza? Condições para o desempenho das atribuições, esse é o ponto crucial.
Para provar que estamos falando as coisas com fundamentação, revelamos que tem batalhões de área aqui na capital que estão contando com apenas uma ou duas viaturas por serviço. Para ser mais específico sobre essa afirmação, trago à tona a seguinte situação: no mesmo dia da publicação da referida portaria do nosso ilustre secretário, o Oficial de Operações do BPE não pode desempenhar as suas atribuições porque não tinha Vtr. Aliás, viaturas no Batalhão de Eventos até que tinha, mas sem condições de serviço.
Caro secretário, a atuação direta dos soldados nas ruas depende de Vtr, ao menos para lhes dar apoio nos POs. Se "o seu principal objetivo era diminuir a defasagem operacional da PM quando ainda era seu comandante", Coronel Dário César, lembre de colocar em sua pauta, PRIORITARIAMENTE, a aquisição de viaturas e em número suficiente, bem como coletes e armamento (para não passar outra vergonha como a da semana passada, quando os recrutas ficaram mais de quatro horas parados por falta de material), depois disso lembre da sua entrevista ao Jeferson Morais em dezembro passado, quando você nos disse que preferia uma tropa sem um grande número, mas bem remunerada. No tocante à remuneração, faça ver ao governador que o percentual apresentado por ele refere-se ao ano de 2010, ou seja, está faltando o percentual dos anos anteriores, o que segundo o secretário de Gestão Pública corresponde a 23% entre os anos de 2006 a 2009, e que não abrimos mão disso e muito menos dos 7% (que ele finge que esqueceu).
Aproveitando a ocasião, quero informar que temos muitos amigos em vários setores da nossa corporação os quais estão nos deixando a par de muitas coisas que estão acontecendo, tal qual aquele acidente lá no Trevo do Polo, o que fizemos questão de repassar para a imprensa. Assim, será um desprazer muito grande mostrar que essa determinação, a de que os novatos não devam ser colocados na burocracia até que tenham dois anos de tropa, não foi cumprida como das outras vezes, mesmo diante de outros decretos de iguais teor.
Em tempo: na formatura dos novos soldados estivemos a pouco menos de 4 metros um do outro, secretário. Entre nós estava o Governador e o Comte Luciano. Se não fosse a presença do Téo eu juro que teria puxado conversa com os senhores e indiretamente lhes perguntado sobre a gente, a Briosa em Foco. Queria fitá-los nos olhos, sentir todo ódio que vocês têm com cada postagem que publicamos aqui. Mas foi melhor ter acontecido como aconteceu.
Imagino o quanto deva ser ruim possuir "inimigos" dos mais ardilosos, que usam estratégias de combate das mais variadas, provocando muitas baixas nas pretensões sorrateiras e tirando do sério todos aqueles que têm sempre "um rabo" a esconder. Deve ser uma sensação desesperadora receber "tiros" certeiros e não saber de onde parte a munição que atinge. Deve ser realmente uma ânsia enorme tentar abrigar-se de um lado, e receber mais um ataque por aquele lado. Pensar que toda essa situação se trata das ações de uma pessoa, de duas pessoas, de quatro, de cinco, de oito, de uma fração, de uma facção, de um circulo propriamente dito ou de vários. Nossa! Essa sensação é uma das quais eu nunca, jamais mesmo, gostaria de sentir.
Se é que vá servir de consolo, nada do que fazemos aqui é pessoal. Seria muita pequenez fazermos tudo isso apenas para atingir "A", "B", "C" ou "D". O que nós fazemos vai além disso, fazemos pela Corporação e sobre tudo pela sociedade por quem juramos morrer.

Desorganizados X Organizados

Os ataques no Rio de Janeiro representam a total desorganização das forças públicas contra o crime, que de forma até cômica, carrega o nome de organizado. As forças policiais trabalham de forma extremamente "independente" umas das outras; e isso é, claro, em todos os Estados desta República Federativa.
As Polícias Militares e as Polícias Civis, ou vice e versa, se comportam como concorrentes nas ações de combate a criminalidade, e isso não é exclusivo do Estado do Rio de Janeiro. Cada uma delas possui desejo exacerbado, de estar cada vez mais nas capas dos jornais televisivos, escritos e até eletrônicos. E isso sem falarmos da "divindade" das ações da Polícia Federal. Dessa somos meros mortais, e quem somos nós pra ousar comentar.
Cada uma das instituições buscando um espaço cada vez maior na mídia nacional. E Sem contar os representantes do povo, que a frente dessas forças, querem aparecer mais que todo mundo, e principalmente quando estamos perto de períodos eleitorais. O antigo "Capitão Nascimento", hoje "Coronel" que o diga.
E quem sofre com isso? Eu repondo! O povo, que de certa forma, e às vezes obrigatoriamente, financia tanto o “lado dos desorganizados, quanto o lado dos organizados” dessa moeda. E no final, sem obter benefício algum de ambas as partes.
Um país que avança, a passos largos, para fazer parte do grupo dos países desenvolvidos do mundo, não pode morrer nesse confronto contra a criminalidade e não abrir mão desse modelo de segurança pública, arcaico e ultrapassado.
A unificação das forças policiais é, na visão dos maiores especialistas de segurança pública desse país, o primeiro passo para virarmos esse jogo. Só dessa forma o título desse artigo mudaria para: "Organizados X Desorganizados", e nesse caso, a ordem dos fatores alteraria muito o produto.
E pra não ser tido como parcial, nem vou comentar a valorização, dos que estão servindo de blindagem, para os poderes públicos e seus representantes, nessa guerra eterna e desleal.
Por fim, não creio, nem na valorização desse artigo por parte dos que representam a segurança pública nacional, e muito menos na solução desse problema, e fim dessa terna guerra civil, que o Rio de janeiro e muitos outros estados da federação vivem. O que eu espero é que o povo, verdadeira riqueza de qualquer nação, aguente o sofrimento, até não sei quando.
José Gilson Silva de Siqueira – Sd PM/AL (recebido por e-mail)

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