Mais do Mesmo?

Uma portaria publicada no Diário Oficial do Estado proíbe os novos soldados militares (da PM e do CBM) de atuarem na área administrativa das respectivas corporações. Segundo a publicação, os recrutas terão que prestar dois anos de trabalho ostensivos completo, para poderem ser remanejados para algum setor interna corporis. Será?
De acordo com o "idealizador do decreto", que não passa de uma reedição de outros já criados num passado não muito distante, a intenção é aumentar o efetivo policial nas ruas no combate à criminalidade e consequentemente evitar que os militares se formem e não exerçam as suas funções.
Mas tem um detalhe crucial que não foi levado em consideração. Onde, como, e de que forma estes novos soldados vão desempenhar as suas funções se nem de viaturas suficientes a PM disponibiliza? Condições para o desempenho das atribuições, esse é o ponto crucial.
Para provar que estamos falando as coisas com fundamentação, revelamos que tem batalhões de área aqui na capital que estão contando com apenas uma ou duas viaturas por serviço. Para ser mais específico sobre essa afirmação, trago à tona a seguinte situação: no mesmo dia da publicação da referida portaria do nosso ilustre secretário, o Oficial de Operações do BPE não pode desempenhar as suas atribuições porque não tinha Vtr. Aliás, viaturas no Batalhão de Eventos até que tinha, mas sem condições de serviço.
Caro secretário, a atuação direta dos soldados nas ruas depende de Vtr, ao menos para lhes dar apoio nos POs. Se "o seu principal objetivo era diminuir a defasagem operacional da PM quando ainda era seu comandante", Coronel Dário César, lembre de colocar em sua pauta, PRIORITARIAMENTE, a aquisição de viaturas e em número suficiente, bem como coletes e armamento (para não passar outra vergonha como a da semana passada, quando os recrutas ficaram mais de quatro horas parados por falta de material), depois disso lembre da sua entrevista ao Jeferson Morais em dezembro passado, quando você nos disse que preferia uma tropa sem um grande número, mas bem remunerada. No tocante à remuneração, faça ver ao governador que o percentual apresentado por ele refere-se ao ano de 2010, ou seja, está faltando o percentual dos anos anteriores, o que segundo o secretário de Gestão Pública corresponde a 23% entre os anos de 2006 a 2009, e que não abrimos mão disso e muito menos dos 7% (que ele finge que esqueceu).
Aproveitando a ocasião, quero informar que temos muitos amigos em vários setores da nossa corporação os quais estão nos deixando a par de muitas coisas que estão acontecendo, tal qual aquele acidente lá no Trevo do Polo, o que fizemos questão de repassar para a imprensa. Assim, será um desprazer muito grande mostrar que essa determinação, a de que os novatos não devam ser colocados na burocracia até que tenham dois anos de tropa, não foi cumprida como das outras vezes, mesmo diante de outros decretos de iguais teor.
Em tempo: na formatura dos novos soldados estivemos a pouco menos de 4 metros um do outro, secretário. Entre nós estava o Governador e o Comte Luciano. Se não fosse a presença do Téo eu juro que teria puxado conversa com os senhores e indiretamente lhes perguntado sobre a gente, a Briosa em Foco. Queria fitá-los nos olhos, sentir todo ódio que vocês têm com cada postagem que publicamos aqui. Mas foi melhor ter acontecido como aconteceu.
Imagino o quanto deva ser ruim possuir "inimigos" dos mais ardilosos, que usam estratégias de combate das mais variadas, provocando muitas baixas nas pretensões sorrateiras e tirando do sério todos aqueles que têm sempre "um rabo" a esconder. Deve ser uma sensação desesperadora receber "tiros" certeiros e não saber de onde parte a munição que atinge. Deve ser realmente uma ânsia enorme tentar abrigar-se de um lado, e receber mais um ataque por aquele lado. Pensar que toda essa situação se trata das ações de uma pessoa, de duas pessoas, de quatro, de cinco, de oito, de uma fração, de uma facção, de um circulo propriamente dito ou de vários. Nossa! Essa sensação é uma das quais eu nunca, jamais mesmo, gostaria de sentir.
Se é que vá servir de consolo, nada do que fazemos aqui é pessoal. Seria muita pequenez fazermos tudo isso apenas para atingir "A", "B", "C" ou "D". O que nós fazemos vai além disso, fazemos pela Corporação e sobre tudo pela sociedade por quem juramos morrer.

5 comentários :

Anônimo disse...

Essa é a verdadeira razão de existir da BEF. Deixar os inconpetentes, propineiros e macetosos com medo de serem expostos para todos saberem de suas coisas erradas. Dou graças a deus todos os dias por hoje existir esse blog, que fala oq muitos de nós queriamos dizer, mas não podemos dizer por causa das represálias. Vida longa a BEF!!!

Anônimo disse...

Vamos entregar tudo o que soubermos e municiar a imprensa porque estas cachorradas precisam acabar de uma vez!!!!

Cabo Montana disse...

Amigo Major! Também estive la e foi como sempre um prazer cumprimenta-lo, amigo de armas!

SALATIEL disse...

MEUS AMIGOS NO TERCEIRO BPM DE ARAPIRACA CONTINUA A SAFADEZA DE SEMPRE O SETOR ADMINISTRATICO ESTA SURPER LOTADO COM RECRUTAS QUE SAIRAM DIRETO DA SALA DE AULA PARA A BUROCRACIA NÃO TEM GEITO ENQUANTO ESSE CAPITAÃO ESTIVER NO COMANDO DESSE BATALÃO É DISSO A PIOR

Anônimo disse...

Não vejo mal algum em um soldado recém formado assumir uma função administrativa!!

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