Terror nas condições de serviço

No cenário geral da Polícia Militar de Alagoas muitos são os problemas que precisam de solução, mas um, que diz respeito aos direitos dos policiais militares praças, tem se mostrado grave e de urgente necessidade de resolução.
Para começar, na Polícia Militar de Alagoas o relacionamento profissional entre Policiais Militares, praças, a instituição e o Estado, por mais que tentem fazer parecer, não caracteriza relação de empregado e empregador, pelo fato de não haver uma legislação sobre escala de serviço e folga, ficando essa parte importante da vida dos praças totalmente a mercê dos caprichos dos comandantes, tais quais: Batinga, Luciano, Dário César.
A ausência de uma legislação específica para a nossa carga horária de trabalho, faz esse relacionamento torna-se um verdadeiro tormento para nós praças, que diante das dificuldades resultantes no dia-dia, salvo nas dispensa médica por motivos de saúde, não temos no que nos apegar. Veja-se, sobre este fato, o que tem sido divulgado na imprensa sobre a imensidão de LTS ao longo do ano passado.
Nessa situação os comandantes se apegam a todo o tipo de artifícios para fazer parecer simpático suas ações aos olhos do público civil, nas atitudes tomadas no que diz respeito à escala, para demonstrar boa prestação de serviço a sociedade, com policiais nas ruas e com sacrifício de sangue no tocante aos direitos humanos dos praças, o que não existe, quando decretam por conta própria, sem observar a dignidade do ser humano, como necessidade de serviço, qualquer evento extra fora da escala normal como jogos de futebol, sobreaviso para cobrir a falta de alguém (como ocorre no CIODS), ou com as pouco divulgadas OPOs, para cumprir ofícios com pedidos de policiamento que chegam de última hora. E pensar que quando o Gilmar era capitão na RP vivia reclamando das extras que vinham do CPC... Gilmar, quem te viu e quem te vê!
No interior do Estado, então, nos longínquos GPMs, melhor dizer, para os praças lotados nesses locais a aproximação de certas datas do ano representa verdadeiros tormentos, como foi no carnaval, como será nas festas juninas, férias de julho, natal e ano novo; quando a minguada folga da escala de 12/24 X 12/48 horas é quebrada baseada unicamente na vontade pessoal do comandante para cumprir a demanda operacional, sem nenhum direito garantido, em contrapartida do sacrifício, como o pagamento de hora extra e a opção do voluntariado.
Intencionalmente ou não, o sistema institucional está montado assim, e a escala de serviço é transformada num monstro que não reconhece a dignidade de ninguém. Nós, praças, somos submetidos a serviços extras sem nenhuma consulta como se fossemos autômatos. Total desrespeito aos profissionais que o governo, por razões eleitorais, comumente insiste em chamar de "policiais cidadãos", como se os direitos de cidadania do policial militar praça fosse respeitado. Os praças da PMAL são os únicos cidadãos sem cidadania, um fato inédito no mundo, ainda mais quando somos a única polícia a ter ganho o reconhecimento internacional pelos respeito aos Direitos Humanos (dos marginais).
E diante dessa situação, não esquecendo outras mais que já citamos, em pleno século 21, as autoridades não parecem nenhum pouco preocupadas com nossa situações profissionais, se contentam em nos cobrar o cumprimento dos direitos dos criminosos, ou seja, o cumprimento de direitos que a nós nos são negados. Lamentavelmente ainda não há nenhum debate no sentido de regulamentar a escala de serviço da Polícia Militar de Alagoas. Parece piada, em pleno ano 2011, mas a Polícia Militar de Alagoas está na Idade da Pedra.
Nada será resolvido na Segurança Pública enquanto as autoridades não atentarem que a boa polícia é o ser humano em estado de satisfação profissional e pessoal, o que gera a vontade de cumprir, a todo modo, mesmo diante das dificuldades, a sua missão. "AVANTE BRASIL", não espere por Alagoas, porque nós ainda continuaremos atrasados por muito tempo.
Enquanto alguns comandantes fingem que estão preocupados com as nossas aflições (em amplo sentido), enquanto nossos irmãos de armas agonizam o terror das condições de serviço (em amplo sentido), nossos abnegados e bravos presidentes de associações dão mais um pelo exemplo de cidadania e democracia ao comprovarem mais uma vez que a conversa mole e a flexibilidade ante ao descaso do Governo do Estado são uma boa alternativa, mesmo quando outras categorias de servidores, em especial os Policiais Civis, caminham em passos largos em suas greves. Que a Polícia Militar é o patrimônio do povo, disso não há dúvidas, o problema é que esse patrimônio está desvalorizado há muito tempo.
Talvez eu seja muito emotiva nos meus textos. E dai? Eu tenho sentimentos e apenas estou falando a verdade. Assistam ao vídeo do abastecimento de uma Vtr (com pneus carecas) do Raio que os Parta, onde até o frentista se arrepiou com vazamento de combustível e tratou logo de jogar água, como se isso fosse surtir algum efeito!
PS: texto sobre a PMPI com adaptações.

10 comentários :

INIMIGO DO PM QUE FOI DE FALSO HERÓI A CORONEL DE POLÍCIA disse...

GUERRA DA BÓSNIA – O INÍCIO DA FARSA
A MENTIRA QUE TRANSFORMOU UM TENENTE EM CORONEL DE POLÍCIA
Esta história aconteceu na década de 90, mais precisamente depois da guerra da Bósnia (abril de 1992 a dezembro de 1995 na região da Bósnia e Herzegóvina), onde diversos países enviaram para aquela nação devastada pelos conflitos armados contingentes de forças militares para participar de uma força de paz.
Força de Paz (são organizações militares multinacionais, com delegação de organismos internacionais legítimos, destinadas a atuar junto aos negociadores diplomáticos a fim de impedirem que os conflitos de maior gravidade se alastrem e ponham em perigo a paz mundial ou regional e também servem para administrar o trânsito, organizar a distribuição de gêneros alimentícios, remédios, agasalhos e ainda transmiti ao povo a sensação de tranquilidade).
Diversas nações amigas entre elas o Brasil, mobilizaram efetivos para enviar à Bósnia com a finalidade de integrar a força de paz, entretanto, o contingente ao chegar o armistício já estava assinado (armistício: ocasião na qual as partes envolvidas num conflito armado concordam com o fim definitivo da guerra). Dentre tantos militares do mundo e de diversas polícias militares do Brasil, fora indicado o então 1º tenente PM de Alagoas – IVON BERTO TIBÚRCIO DE LIMA, tendo o nome de guerra IVON (foto ao lado).
Diante de uma das missões em que se encontrava o Tenente IVON (aeroporto da Bósnia) com a finalidade de embarcar para outro local dentro do mesmo território em companhia de diversos militares, ocorreu em uma rua próxima ao aeroporto um barulho de uma explosão, que depois de averiguado se tratou de uma explosão de uma granada.
Por medida de segurança as pessoas que estavam no aeroporto (funcionários, militares, passageiros, etc.), ficaram impedidos de saírem do aeroporto com a finalidade de preservar a integridade física das pessoas. Que depois de averiguado o acontecido tratou-se de uma explosão de uma granada, não atingindo ninguém, apenas causando certa apreensão aos transeuntes. Que uma hora após a explosão todas as pessoas do citado aeroporto e ruas circunvizinhas foram liberados para suas rotinas normais.
GRANADA - A granada de mão é um artefato bélico com uma câmara interna que leva uma carga de arrebentamento, o qual em geral se lança a pequena distância com a mão ou com o auxílio de uma arma de fogo ou fuzil.
Depois desse pequeno incidente que não colocou em risco a vida de ninguém, até porque onde ocorreu a explosão estava desabitada, o citado tenente PM IVON BERTO pediu para retornar ao Brasil por motivo de medo. Sua ida a Bósnia não tinha como caráter prestar serviços humanitários àquela população carente e sim receber milhares de dólares em diárias (pago pela ONU e pelo Estado de Alagoas).
DIÁRIA: É o ganho correspondente a um dia de trabalho para o servidor que se deslocar da sua repartição em objeto de trabalho, a título de indenização das despesas de alimentação, hospedagem e locomoção nas localidades para onde for viajar.
Foi a partir daí que ao retornar ao Brasil, especificamente no estado de Alagoas, ao se apresentar ao seu comandante Coronel PM – JOÃO EVARISTO, Cmt Geral da PM que teve início a concretização da figura do “herói”.
Diversas entrevistas foram realizadas com o Tenente PM IVON e o Coronel JOÃO EVARISTO, onde propagavam que o tenente teria sido feito refém por diversos dias por forças antagônicas (forças militares inimigas na Bósnia).

INIMIGO DO PM QUE FOI DE FALSO HERÓI A CORONEL DE POLÍCIA disse...

A partir desse ponto poderíamos questionar: Se dezenas de pessoas que estão em um aeroporto (funcionários, militares de diversas nações amigas, passageiros, trabalhadores vários, etc.) e, após escutarem um barulho oriundo de uma rua distante de onde estão (aeroporto), e por questão de segurança as pessoas ali são orientadas para não circularem na parte externa do aeroporto até a liberação de forças militares amigas isso se caracteriza refém de forças militares inimigas?
Tal liberação para todos continuassem suas rotinas só demorou apenas uma hora isso significa ficar refém?
REFÉM: - Pessoa que se entrega ao inimigo como uma espécie de garantia da execução de um tratado.
- Pessoa que é sequestrada e detida para obrigar outrem a ceder a exigências dos que a sequestraram.
Diante da farsa do falso herói, a carreira do Tenente IVON BERTO começou a decolar, onde se passou a ideia que o militar se tratava de um exemplo para todos de maneira positiva e que atualmente já não podemos tratá-lo como tenente e sim como Coronel IVON BERTO!
Você concorda com o título de herói ou apenas um oportunista?

Briosa em Foco neles (parte 01) disse...

Vejam só o que foi publicado no: BOLETIM GERAL OSTENSIVO Nº 064 DE 05 DE ABRIL DE 2011:
NP nº 017 – Solução de Processo Disciplinar Ordinário
Portaria nº 003/2011 – PDO-SEC/CPC
Encarregado: 2º Ten QOA PM Benedito Barbosa Filho
Acusados: 3º Sgt PM nº 5012.87 Everaldo Ferreira; Cb PM nº 1878.82 Luiz Claudio Gouveia dos Santos
Defensor: 1º Ten QOC PM Victor Luis de Almeida e Silva
Motivo: Apurar os fatos contidos na reportagem da Tribuna Independente de Alagoas, do dia 29 de dezembro de 2010, a qual versa sobre declarações prestadas por Policiais Militares a respeito dos Postos Policiais da Guaxuma e da Colina.
Parecer do Oficial Encarregado:
Considerando que os acusados realmente encontravam-se de serviço no dia anterior a publicação da matéria do Jornal Tribuna Independente de Alagoas, no dia 28 de dezembro de 2010, no horário e 07h às 19h, no PM Box da Guaxuma;
Considerando que os acusados em seus Termos de Declarações afirmam ter recebido a presença de uma repórter da Tribuna Independente de Alagoas, no PM Box da Guaxuma;
Considerando que os acusados afirmam ter conversado com a referida repórter no interior do PM Box sobre assuntos pertinentes a Corporação, no entanto, sem saberem que estavam sendo entrevistados;
Considerando que os acusados após a chegada da imprensa, deixaram de comunicar de imediato ao Oficial de Operações ao BPE sobre a presença da imprensa;
Considerando que os acusados mesmo após a saída da imprensa deixaram mais uma vez de comunicarem ao Oficial de Operações ao BPE;
Considerando que o acusado, o Sgt PM Everaldo já foi punido por fatos semelhantes, que comprometem o prestígio da Corporação, conforme cópia da ficha disciplinar do acusado;
Considerando o Oficio nº 001, datado de 11 de janeiro de 2011, onde foi solicitada a presença da referida repórter da Tribuna Independente de Alagoas, no dia 13 de janeiro de 2011, às 10h para prestar esclarecimentos sobre os fatos que deram origem ao presente PDO, deixando a mesma de comparecer, conforme fl. 07;
Considerando que mesmo com o não comparecimento da referida testemunha, este Oficial encarregado do presente PDO compareceu a redação da Tribuna de Alagoas por duas vezes tentando conseguir contato, não obtendo êxito, conseguindo apenas contato via telefone, onde a mesma informou que só poderia falar sobre o assunto com a autorização do seu chefe Diretor;
Considerando que posteriormente este Oficial ligou várias vezes para o celular da testemunha, onde não mais conseguiu contato;
Considerando que mesmo que os acusados tivessem uma conversa informal com a repórter, não deveriam expor assuntos referentes à corporação.

Briosa em Foco neles (parte 02) disse...

Face ao exposto e diante da apuração feita, este Oficial encarregado SUGERE, salvo melhor juízo, que os acusados sejam punidos a luz do RDPMAL.
Solução do Comando do Policiamento da Capital:
Considerando que mesmo sem terem sido consultados quanto à divulgação de suas declarações, expuseram informações sobre o serviço que exerciam naquele PM Box, fizeram comentários críticos e degradantes a imagem da Corporação;
Considerando que os acusados com suas condutas feriram os preceitos éticos, reprimíveis pelo art. 31, inciso XLVI do RDPMAL;
Considerando que a ética profissional deve está sempre presente na vida de qualquer Policial Militar, e que é inconcebível a divulgação de assuntos inerentes à administração PM, ou mesmo que sejam proferidas críticas que prejudiquem a imagem da Corporação.
1. Concordar com o parecer do Oficial encarregado do PDO;
2. Não acatar as razões de defesa e punir o 3º Sgt PM nº 5012.87 Everaldo Ferreira e o Cb PM nº 1878.82 Luiz Claudio Gouveia dos Santos, conforme Art. 31 inciso XLVI: ser indiscreto em relação a assuntos de caráter oficial cuja divulgação possa ser prejudicial à disciplina ou à boa ordem do serviço, com atenuante do Art. 36, Inc. I, estar no comportamento bom, ótimo ou excepcional;
3. Puni-los com 04 (quatro) dias de detenção;
4. Encaminhar cópia da solução a corregedoria;
5. Arquivar os autos do presente PDO na secretaria do CPC.
2. NP nº 029/2011 – P/1 - Retificação de Publicação: Na publicação da escala de serviço de Coordenador Operacional do CPC, editada no BGO nº 060, de 30 de MARÇO de 2011, páginas 26 a 28.


Meus caros, vamos usar o anonimato, façam como o pessoal desse blog: fica da moita denunciando.

Anônimo disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
se essa moita falasse....

Sargento Luiz Carlos (9117-3700) disse...

C O N V O C A Ç Ã O

O Secretário Dário Cesar, juntamente com os Comandantes da PM e BM, afirmam para o Governador que a tropa está satisfeita e, que a questão de AUMENTO é enxame das ASSOCIAÇÕES.
- Não vamos ficar calados, nem aceitar a imposição dessa aberração de 5.91% de aumento.

O Governo nos deve:
7% restante de uma negociação feita no início de 2007, + as Datas Bases referente aos anos de 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 + AA Correção dos qüinqüênios até fevereiro de 2012.

Nossa proposta: É que tudo esse atraso seja transformado em um piso salarial no valor de R$ 2.800 até Dezembro de 2011, para o Soldado com zero ano.

Junte-se a nós:
- No próximo dia 12 de Abril vamos levar o maior numero de Policiais a paisana, para uma concentração praça Deodoro, às 16:00. De lá marcharemos rumo a Secretaria de Gestão Pública, para só sair de lá com uma resposta positiva.

LUTAMOS JUNTOS E UNIDOS OU PERDEREMOS A BATALHA.

Cabo Montana disse...

Ainda dirão que estamos mentindo??

Anônimo disse...

Ana, você é muito inteligente, mas parece estar revoltada. Certamente você não deve ser lotada em uma burocracia qualquer é por isso é assim. Relaxe, mulher, "procure um lugar à sobra", que vai ser melhor para você; vai por mim.

Jenésio, o Pecador disse...

"AVANTE BRASIL", não espere pela PMAL, porque nós ainda continuaremos com o Batinga e o Luciano por muito tempo.

Anônimo disse...

KKKKKKKKKK

Postar um comentário

Comente, opine, se expresse. Este espaço é seu!
Não se omita, deixe a sua participação.

Se quiser fazer contato por e-mail, escreva para contatobriosaemfoco@gmail.com

Guarnição da bef

Destaque nos últimos 30 dias

 
Meu Profile: Área Restrita - Somente PESSOAL AUTORIZADO pode ver