"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!"

A fotografia ao lado dá-nos uma lição sobre como deveríamos agir com(tra) o Governo do Estado. Trata-se de uma informação publicada no site Alagoas em Tempo Real sobre uma sentença em que o Sindicato dos Jornalistas (da Imprensa Graciliano Ramos – antiga Sergasa) sagrou-se vitorioso contra o Governo Téo Vilela.
Detalhes dessa informação dão conta que os jornalistas saíram vitoriosos em quatro dissídios, correspondentes aos anos de 2007 a 2010. É bem verdade que os militares, bem dizer do soldado ao capitão, também moveram uma ação contra esse mesmo governo há alguns anos, tendo como causa de pedir basicamente o mesmo pedido feito pelos jornalistas, ou seja, a reposição salarial decorrente das perdas, sendo que no caso dos milicianos o diferencial foi o índice de correção aplicado no reajuste dos oficiais superiores (mais de 100%, na época).
Na ocasião, a contemplação da tropa militar foi superior a 80%, contudo isso nunca foi cumprido nos moldes em que foi estabelecido pela sentença, e isso (até a presente data) nunca foi cobrado novamente ao Poder Judiciário. Isso porque "algumas pessoas" visando a proximidade do momento político que poderia lhes ser favorável e os recursos judiciais que seriam movidos pelo Estado, temendo que "a coisa" fosse levada para mais adiante, "atrapalhando" as suas pretensões políticas, resolveram "negociar" com o governo em "suaves" prestações o que era para ser aplicado imediatamente e com efeitos retroativos.
O resultado disso foi a criação de uma lei (Lei 6.824, de 13 de Julho de 2007) confirmando esse acordo, que deveria ser concluído quando da aplicação dos 7% em conjunto com as datas-bases dos anos anteriores, tendo por referência para as datas-bases os índices inflacionários oficiais.
Apenas para nos situarmos, vale destacar que a lei em comento em seu artigo 3º assim estabelece:
"Art. 3º – O resíduo equivalente a 7% não incluso nos Anexos I a XI da presente Lei e as previsões gerais dos anos de 2006, 2007, e 2008 serão revistos pelo Poder Executivo no mês de abril de 2008, devendo para tal ser composta uma mesa de discussão entre o Governo do Estado e as Associações representativas dos servidores militares do Estado de Alagoas."
Nada disso aconteceu. E a situação ficou mais gravosa quando alguns militares se deram conta que na hora da negociação e da aplicação dos valores de cada posto e graduação, que contou com a presença assídua de oficiais superiores, um deles tido como expert em ciência contábeis, perceberam que havia sido ignorando os percentuais referentes ao quinquênio. "Trocando por miúdos", podemos dizer que até nisso os militares contemplados foram "ludibriados", para ficarmos em termos mais brandos.
Hoje, á menos de 4 anos da criação da Lei 6.824/07, que determinava que "os 7% residuais e as previsões gerais [as famosas datas-bases] de 2006, 2007 e 2008", e inclua-se a estes, os anos de 2009 e 2010 (totalizando 5 datas-bases), que deveria ter ocorrido em 2008, depois de tantas negociações furadas que não levaram a nada, estamos mais uma vez a contemplar as lideranças militares das associações fazendo as suas mobilizações com a mesma veemência dos seus anseios salariais. E a julgar pelo ritmo que os mesmos tem dedicado a esta situação (que caminha "com passos de preguiça e sem vontade" – parafraseando Lulu Santos), julgamos que a classe militar irá passar mais algum tempo na mesma situação, isto é, marcando uma reunião para hoje (véspera do 1º de junho), outra para "amanhã" (dia especulada "grande mobilização"), agendando reuniões com o político "A", "B", "C"...
Estamos á menos de um ano das prévias partidárias, e eu começo a pensar que se este ano fosse ano de eleições (para vereador, a grande "menina dos olhos") certamente as ações dos representantes militares seriam mais "contundentes", como bem nos mostra a história. Seja como for, independente de ser militar ou apenas um paisano, só nos resta esperar, pois todos nós temos interesse nos resultado do que possa acontecer. Afinal, todos nós estamos passivos de ser vítimas da violência, ainda mais nesses tempos onde cada vez mais o policial e o bombeiro se veem desmotivados.

Reciclando as ideias alheias

"A fervura está para entornar!" Foi com esta frase (dita por um alto assessor do Palácio República dos Palmares) que começamos o último final de semana. Com clima turbulento, devido aos últimos manifestos – que agora conta com os estudantes e a adesão também da sociedade, mesmo que de forma desorganizada – e a Polícia Civil que completa o seu primeiro mês em greve, o governo se vê apreensivo com os seus próprios aliados.
Nada poderia ser pior para a imagem do governador, já arranhada pela quebra de braço explícita do aumento de 2,91% – não aplicado este mês – do que mais uma declaração do Secretário de Defesa Social de que teria "recebido sinal verde para a realização de um concurso para delegados".
Não é à toa que o (quase demitido) secretário aparece com mais uma de suas soluções "mirabolantes". Afinal, ele precisa dizer alguma coisa ante a greve da Polícia Judiciária, frente a (já instituída) greve branca que a Polícia Militar faz há vários meses, e aos altos índices de violência apresentados pelo Estado, que, embora não sejam diretamente sua culpa, explodiram em sua gestão.
Mas, reparem bem nestas manchetes que nossa equipe apresenta. Veja que em 2008, o então secretário, o Delegado Federal Paulo Rubim, anunciava (e de forma bem mais incisiva) um concurso não só para delegados, mas para todos os setores da PC, o que representaria um reforço nos quadros instituição. Passados 3 anos, a realidade é que não ingressou um policial sequer, seja agente, seja delegado de carreira. E se contarmos com a data do último concurso (em 2001) temos a seguinte realidade: a de que em quase dez anos o efetivo da Polícia civil não aumentou, enquanto a criminalidade – alheia a esta situação – "deita e rola".
Perguntamos: Será que, nos cinco anos de governo do bem, a LRF não possibilitou investir de forma a contratar sequer um agente? E continuamos: Será que justamente agora, enquanto as delegacias estão extremamente sucateadas e os agentes ganhando miseravelmente, um concurso para delegado é plausível? Ideias "plagiadas" à parte, seria apenas uma falta de propostas e planejamento, ou uma tentativa de aparecer na mídia?
O secretário anterior, desde a sua posse até a sua "substituição" (bem dizer por quase três anos) falou sobre o suposto concurso agora em pauta. Contudo, o  governador já afirmou e reafirmou em várias entrevistas não possuir dinheiro em caixa para contratação de mais pessoal. Então, como pode o atual secretário anunciar um concurso para Delegado da Polícia Civil, "oneroso para os cofres públicos"?
A resposta pode parecer piada, mas supomos, pelas evidencias que nos sobejam mostrar, que trata-se de mais uma das manobras do Governo do Estado, que visa afastar-se cada dia mais do Secretário Dário, o Cesar, e deixá-lo só. O secretário gosta de exibir-se, e esta seria uma de suas principais fraquezas, junto com a imagem que tenta traspassar que tudo está sob controle. Notem que a divulgação da informação foi feita por ele, no seu twitter, sem a anuência do Governador. Lembrem-se que o nosso secretário de (in)segurança pública é mestre em antecipar as coisas que não são de sua alçada, e essa não é a primeira vez. Pelo contexto, por "acaso" esta seria a última?
Às vésperas de mais uma semana tensa, haja vista as reuniões agendadas pelas lideranças do Movimento Unificado dos Servidores Públicos, que prometem ser cada vez mais intensos nas reivindicações, imaginamos que o governador não cometeria a "displicência" de deixar a notícia de um concurso público escapar, ainda mais quando o mesmo só falta jurar de pés juntos que não tem como gastar nem mais um real além do que já tem gasto; ou, no caso específico do reajustes dos servidores públicos, "nem 1% a mais do que foi ofertado". Além do mais, se de fato essa informação fosse procedente, teria ele mesmo (o governador) divulgado através do seu Gabinete Civil ou mesmo pela sua Assessoria de Comunicação, e não de forma extraoficial. Desta forma, e "devido a umas manobras feitas", conforme nos foi passado por Beto (nossa fonte no palácio), o caminho estaria quase pronto para que a já carcomida imagem de Dadá fosse sobreposta e substituída pela do Delegado Barenco, o próximo nome para a SEDS.
Sondado pela cúpula palaciana, o interesse seria a de que o Diretor da PC consiga um acordo que ponha fim a greve em sua instituição e auxilie no que o atual secretário é menos capaz, ou seja, gerir uma secretaria e negociar com os funcionários, na base do diálogo aberto e franco. Existe o consenso de que a rejeição do comandante da pasta da segurança já teria ultrapassado o limite do tolerável e estaria trazendo muito mal a imagem do governador. Em meio a tudo isso, ou seja, a esta insatisfação geral, esta semana promete somente aumentar o clima tenso com a clara petulância de DC em manter o Cel Liberato na função de perito oficial, empurrando uma categoria qualificada para fazer parte do movimento de reivindicações dos servidores.
Com a queda de Dário, o César, (provavelmente tão melancólica quanto foi a "despedida" de Paulo Rubim) também chegará ao fim o reinado de Luciano, vulgo Malvadeza, no comando da Polícia Militar de Alagoas. Engraçado é relacionar o abandono explícito que o governador está submetendo o secretário ao mesmo abandono que este está impondo ao Comandante Geral. Nosso colaborador dentro do prédio da SEDS relata que o secretário Dário evita até receber o Cel Luciano, pois depois da suposta farsa na "noite dos coquetéis" não deseja que a sua imagem seja diretamente relacionada ao incidente e nem a do próprio Líder Máximo da PMAL. Ainda sobre o Comandante da PMAL, a nossa fonte palaciana revelou que "nem mesmo o Líder da Bancada Governista [o Joãozinho Pereira] conseguiu ser atendido pelo comandante, que alegou 'estar sem tempo' para atendê-lo". Vejam bem, meus caros, essa informação nos remete a duas situações. A primeira dá conta que "aquela história do combustível das prefeituras ainda paira no ar", e a segunda é se "nem mesmo" o Joãozinho foi atendido, "quem" mais não foi? Nós temos a resposta, mas por hora "vamos ficar na moita" pra não estragar a surpresa.
Aqui não fazemos oposição irresponsável e nem jogamos no time do "quanto pior melhor", até porque nada poderia ser pior para o Estado e melhor para a bandidagem do que nossos atuais gestores!

Convocação: 1º de junho (a hora é agora)

Todos os militares (PMAL e CBMAL) acompanhados de seus familiares e amigos, compareçam na Praça Deodoro, às 15 horas.
Atenção! Você, praça ou oficial, da PMAL ou do CBMAL,
VEM, VEM, VEM!!! Juntos somos fortes!
Você que tem fibra, moral, e não suporta mais covardias, venha ombrear com seus companheiros nessa luta por dignidade, melhoria salarial e condições de trabalho.
Tome por exemplo outros Estados onde os militares se uniram maciçamente e venceram. Não seja um mero expectador, mas um protagonista a compor essa história. Divulgue esse evento, repassem a foto da convocação, rapasse essa informação para os seus amigos.
SUA PRESENÇA É INDISPENSÁVEL

VAMOS À LUTA!

Antes de tudo, gostaria de prestar minhas honras aos meus superiores, que sempre contribuíram para a formação do profissional que sou hoje. É comum, que diante desta situação muitos se apresentem inertes ou reacionários diante do movimento tímido de valorização profissional que ocorre nos bastidores da Polícia Militar do Estado de Alagoas.
Falo em ser comum que nossos colegas não nos apoiem nesta empreitada, primeiramente pela condição de militar que nós somos e também por outras condições a qual me atrevo em falar. Comum, também, porque neste Estado já é um aspecto marcante da administração do governo, que oficiais do alto escalão sejam nomeados para cargos comissionados em diversas secretarias, órgãos de trânsito, como DETran e SMTT, e ultimamente a órgão pericial no Estado. Então, diante da desesperança e timidez do movimento, muitos oficiais e algumas praças não se sentem motivados em participar de um movimento como este, de oposição ao governo, pois talvez seja mais vantajoso apoiar o governo que ir de encontro a ele.
Chamei de tímido este movimento porque estou patrulhando rotineiramente as ruas da Cidade e não vejo meus colegas, praças ou oficiais, integrados na luta pela valorização do policial militar.
Contudo, quero deixar claro que não entendo nada de política, não faço à mínima ideia de qual seja o partido do governador e ao contrário de muitos colegas na corporação, não conheço nenhum político!
Foi-se o tempo em que ser policial militar era a última escolha profissional para um jovem estudante. Hoje, muitos anseiam pela realização de novos concursos para a Polícia Militar. Para exemplificar, o concurso para o Curso de Formação de Oficiais bateu recorde no vestibular da UFAL com 71,3 candidatos por vaga. Muitos colegas são graduados em diversas áreas do conhecimento, fato que comprova que o público miliciano está se modificando e para melhor.
Portanto, essa modificação fez emergir o conceito de valorização profissional, que abrange desde início a questão salarial. Quase que todos, com exceção os mais novos, vivenciaram a época que se faltava armamento, munição e colete nos batalhões operacionais do Estado, onde a praça que tirava P.O., carregava consigo um revólver e apenas mais quatro ou cinco munições no bolso. Hoje está mais viável o emprego do policial militar na rua, porque as condições melhoraram, tem-se pistolas, coletes, viaturas, mas ainda falta evoluir em muitos aspectos. É óbvio que o Estado tem que se desenvolver, afinal somos um país emergente, mas mesmo assim, Alagoas ainda lidera os piores índices do país. Porém, tem-se ainda privilégios para certas categorias, a exemplo dos tais 108% de aumento dos deputados e logo agora neste momento de crise. Pois é, ainda ouviremos um monte de gargalhada!
E o salário, aspecto primordial, foi esquecido completamente pelo governo. É muito frequente o discurso da questão salarial das polícias militares em todo Brasil. Fala-se da PEC-300, de Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Distrito Federal. Vejo que este é o momento propício para darmos início a um verdadeiro movimento.
Ouço alguns colegas comentarem que antigamente os policiais federais e rodoviários recebiam os piores salários do país, o que contrasta com a realidade dos mesmos nos dias de hoje, que percebem um dos melhores salários no âmbito da União. Creio que este grupo não permaneceu como a maioria de nós, omissos, alimentado a esperança de dias melhores em um pequeno grupo. Não me recordo, mas o efetivo da polícia militar segundo dados oficiais do ano de 2010, gira em torno de 7.700 homens e mulheres. Além do que, podemos contar com os heróis que estão em suas casas, depois de anos e anos de serviços prestados à sociedade alagoana, que porventura, sinto muito em dizer, é alienada. Alienada devido ao coronelismo que impera em todos os serviços públicos e privados nesse Estado. Podemos dar como exemplo: a imprensa, que é sabido por todos, por motivos ocultos não dá a devida cobertura ao movimento.
Entretanto, não precisamos contar com o apoio da imprensa, da sociedade ou dos nossos comandantes. Somos a tropa. Isso mesmo, tropa. Tropa essa que carrega a polícia militar nas costas, porque somos nós que estamos nas ruas, não foram os coronéis que desencadearam esse movimento, caso fossem, estaríamos diante de uma situação de total subserviência. Sirvo a PM, não a um Coronel. E devemos reconhecer nossa extrema importância. Somos o braço armado do Estado. O órgão controlador das tensões e conflitos públicos.
Nada mais do que justo, nós, policiais militares termos boa remuneração, haja vista de que nosso maior instrumento de trabalho é a vida. Estamos nos lugares onde ninguém desejaria estar, nas piores horas e piores circunstâncias. Sabemos da nossa importância. Trabalhamos em contato direto com os piores seres vivos na Capital e Estado mais violento do país. Onde nossa própria família é vítima. Não posso falar de mim, pois minha família e meu cargo ainda pode me oferecer uma condição de vida melhor. Mas falo dos meus amigos que moram na periferia e, por vezes, são vítimas das circunstâncias, tendo necessariamente que conviver lado a lado com a criminalidade.
Não quero desmerecer a importância dos outros serviços públicos, tais como a saúde e a educação. Mas se a saúde parar, o povo vai continuar morrendo mais e mais, se a educação parar, o povo não se desenvolve. Mas a segurança pública? Da mesma forma, se parar, o povo morre, se parar, o povo não se desenvolve, se parar, veremos o inferno vir a terra. Hoje em dia para haver saúde tem que haver segurança, grande exemplo é o SAMU que só realiza atendimento em determinadas localidades com a presença da polícia. O HGE, postos de saúde ou mini pronto socorros que só realizam atendimento se houver polícia. A educação que clama por polícia nas escolas. Exemplo maior que possa dar, foi o massacre de Realengo, que a meu ver não tem nada a ver com segurança pública, pois foi um ato isolado de uma pessoa com transtornos mentais seríssimos, mas esse momento serviu para a sociedade refletir a segurança nas escolas.
E que tipo de segurança é essa? Que polícia é essa? Pasmem os senhores, somos nós, a polícia militar, polícia ostensiva, preventiva e repressiva. A polícia que o cidadão conhece, bem ou mal, mas conhece.
Então, quero clamar a todos os policiais militares deste Estado, quero clamar aos meus subordinados, pares e superiores. Aos superiores, solicito-os que abram os olhos, pois vai chegar o dia em que os senhores serão homens comuns, com uma família, filhos, netos e um seguro de saúde caro pra pagar, pois a velhice chega. Quero lembrá-los que o cenário político se renova de tempos em tempos, hoje quem é amigo, em um futuro não muito distante, pode ser inimigo.
Imploro que todos participem. Temos que motivar nossos colegas e famílias em torno desta causa. A causa policial militar. Por um salário condizente aos nossos serviços. Precisamos antes de tudo, arquitetar o movimento, planejar ações que tenham real efetividade. Às associações, desculpem as críticas, só se organizam para as eleições, sejam elas para mandato eletivo classista ou eleições estaduais para deputados e vereadores. Nunca vi tanta organização numa eleição de associação como as que vi nos últimos anos, propaganda política, panfletagem, fiscais de chapa, etc.
Sendo assim, a culpa é nossa. Fomos nós que os colocamos naqueles cargos. Não cobramos a devida representatividade às associações. Ficamos inertes, que nem boi no pasto, parados, assistindo os telejornais, telefonando para os colegas que participam efetivamente do movimento e acessando os sites tudonahora ou alagoas24horas, alimentando as esperanças de dias melhores em um grupinho de cinquenta policiais militares, os quais estiveram presentes na última assembleia (25/05), que por sinal não deliberou nada.
A única forma de fazer valer nosso movimento é tomando uma atitude. Atitude esta que tem de surtir efeito e que precisamos criar coragem para levarmos adiante. Não é possível o Estado mandar punir quase que 8 mil militares. Vamos aos quartéis, aos gabinetes de nossos comandantes, buscar apoio com os oficiais intermediários e subalternos que estão à frente da tropa, orientá-la. Já me cansei de tanto falatório. Tenho certeza de que todos que estão esperam um posicionamento radical por parte das lideranças, pois essa é a única forma de tornar real o movimento. Tenho acompanhado os telejornais nos últimos dias e o único momento que mereceu destaque por eles foi a ação violenta e ilegal executada na assembleia legislativa. Mas não precisamos agir daquela forma, afinal somos agentes de segurança e zeladores da Lei. Temos que nos unir de forma estratégica, como foram os nossos colegas bombeiros e policiais civis que ainda estão em greve. União é a palavra chave.
Concluindo, quero afirmar que o tempo está se esgotando e poderemos perder a oportunidade. Precisamos mostrar nosso valor e aproveitar essa onda que está se dissipando em todo país – a onda de valorização do policial militar – que já atingiu muitos Estados da Federação.
Portanto, estejamos todos, na próxima quarta-feira (01/06), às 15h, com concentração na Praça Deodoro, para mais uma nova assembleia. Unidos venceremos.
Autor desconhecido (recebido por e-mail)

Fardas diferentes, problemas idênticos

Ainda é difícil de entender o que se passa na cabeça de nossos companheiros que fazem parte das Unidades Especializadas da PMAL, como por exemplo, o BOPE e a RP. Não entendemos como é possível esses nossos irmãos de farda ainda estarem leais a essa cúpula que tomou de assalto a PM e a Segurança Pública alagoana, fazendo dela uma "esculhambação", conforme bem qualificou o desembargador Washington Luiz. Não entendemos como, apesar de sofrerem inúmeras injustiças por parte desses amadores (Dadá, Lulu e Gilmar), ainda assim essas tropas em sua maioria não se juntaram ao restante da Corporação nas buscas pelos seus direitos.
A lealdade dos comandantes dessas unidades é fácil entender, pois muitos querem estar ao lado do Comando, defendendo-o com unhas e dentes, pois isso pode render ao final das manifestações uma boa promoção e na pior das hipóteses um "carguinho" comissionado, quem sabe até um CSP em outro Estado com diárias a mil...
Mas entender a submissão dos nossos companheiros do BOPE e RP, sem mostrar em nenhum momento indignação com as humilhações por nós (e por eles) sofridas e que são infligidas pelo governo, SEDS e Comando Geral, isso é dificílimo de se entender.
Vou contar uma pequena história, a qual pode servir de exemplo aos que ainda estão submissos a este comando farinha azeda. Era o ano de 2009, em um Estado pertinho das Alagoas, mais precisamente em nosso vizinho Sergipe. Começara o Movimento Polícia Legal da PMSE, muitos motoristas de diversas unidades da capital e interior entregaram as chaves e recusaram-se a dirigir as viaturas, pois muitas apresentavam irregularidade previstas no CTB e os motoristas não tinham curso para dirigir Vtrs. A repercussão já era grande em todo o Estado de Sergipe, contudo o Comando e o governo achavam que tinham um trunfo em suas mãos, pois acreditavam na lealdade cega das unidades tidas como de elite. Afinal, os "comuns" pararam, mas ainda tinham os "homens de preto" e a onipresente Rádio Patrulha. Ledo engano... Seguindo os passos de seus irmãos de farda e corporação, os policiais das especializadas da PMSE seguiram o mesmo caminho do restante da Corporação entregando as chaves e recusando-se a fazer o policiamento motorizado, e até a Companhia de Operações Especiais (COE), o suprassumo da tropa de confiança do comando, entrou de corpo e alma no movimento. De oficiais a praças, todos cansaram das humilhações e da má remuneração, e mostraram que as Unidades de Elite eram de elite, e deram o exemplo para um governo que não valorizava o Profissional da Segurança Pública. Simplesmente o governo viu que tinha perdido a sua última linha de defesa, seu último baluarte, e teve que ceder, vindo a negociar o histórico aumento de nossa coirmã, onde hoje na PMSE, um soldado recruta não ganha menos de R$ 2.400,00.
E nós em Alagoas, até quando iremos esperar nossos irmãos das especializadas aderirem ao movimento? Ou será que por causa da roupa preta ou do braçal suas famílias estão passando menos dificuldades e necessidades, ou estariam os senhores satisfeitos com o salário estagnado nesses últimos 5 anos?
Esperamos que nossos companheiros tenham a consciência que essa luta é por todos, e que todos devem aderir, não importando a cor da farda. Praças ou Oficiais, digo-lhes para terem amor próprio, pois as poucas migalhas lançadas pelo Comando (cursos, indicações para FN, diárias) não valem nada comparado com a honra em saber que não se venderam e lutaram por uma PM melhor para TODOS e não apenas para seus benefícios particulares.
Vejam o vídeo e sigam o exemplo desse policial do Choque da PMSE, onde ele desabafa: "Chega de humilhação!"

"Ser justo", "fazer média" ou "dar desdobro"?

Depois das nossas "observações" sobre as "atuações" do comandante do 6º BPM, nossa autoridade resolveu fazer a média com a tropa sob seu comando, ou seja, resolveu ser "cordial" para com os seus subordinados e, através de uma única canetada, fez publicar em BGO o que agora transcrevemos:
BOLETIM GERAL OSTENSIVO Nº 099 DE 26 DE MAIO DE 2011
Recompensa
a) NP nº 043/2011 6º BPM - Elogio de Praças: O Ten Cel Cmt do 6º BPM louva os Policiais Militares abaixo elencados, por terem desenvolvido excelente trabalho, junto a população e aos turistas que frequentam a orla da Cidade de São Miguel dos Milagres, coibindo e fiscalizando os acessos de veículos em toda a orla marítima, sendo, inclusive, elogiados por empresários e agentes turísticos, elevando o nome da Corporação Militar. Comportamento a ser seguido por seus pares e subordinados, sendo, portanto, merecedores do presente encômio individual.
Cb PM nº 4576.86 Mat. 77536 ADALBERON RICARTE DE LIMA;
Cb PM nº 4671.86 Mat. 77735 JOSÉ OZIAS DO NASCIMENTO;
Cb PM nº 8407.92 Mat. 81454 MARCUS LUIZ ARCANJO DE SOUZA;
Sd PM nº 9850.06 Mat. 113935 LUCIANO DO N. OLIVEIRA.
b) NP nº 044/2011 6º BPM - Elogio de Oficial e Praças: O Ten Cel Cmt do 6º BPM louva os Policiais Militares abaixo relacionados, por terem no dia 16 de abril do corrente ano, quando por volta das 15h30min, ao tomarem conhecimento de um latrocínio no interior de um ônibus, na Rodovia AL 101 Norte, nas proximidades da Cidade de Japaratinga/AL, em que foi vítima fatal o Cb PMSE GIVANILDO PASCOAL DA SILVA, conseguiram prender três meliantes e recuperar a arma do PM acima mencionado, encerrando os trabalhos por volta das 22h30min. Profissionais exemplares, compromissados com o serviço policial militar, que apesar das dificuldades não hesitaram em elucidar os fatos. Comportamento digno que deve ser seguido por seus pares e subordinados. Sendo, portanto, merecedores do presente elogio Individual.
2º Ten PM Mat. 74588 EDLENO JOSÉ DA SILVA;
Sub Ten PM Mat. 78403 JOSÉ RONALDO LUIZ DOS SANTOS;
2º Sgt PM nº 2972.84 Mat. 76121 EDVAN ALVES DO NASCIMENTO;
3º Sgt PM nº 4398.86 Mat. 77584 JOSÉ CHAGFAS SILVA LUCAS;
3º Sgt PM nº 4400.86 Mat. 77586 LAÉRCIO J. RIBEIRO ALBUQUERQUE;
3º Sgt PM nº 7121.91 Mat. 79944 AMARO DOS SANTOS SILVA;
3º Sgt PM nº 8789.94 Mat. 81912 GILBERTO DA SILVA OLIVEIRA;
Sd PM nº 9491.02 Mat. 97309 MANOEL SOUTO BARROS FILHO;
Sd PM nº 9615.02 Mat. 97021 SAMUEL MONTEIRO DA SILVA;
Sd PM nº 9902.06 Mat. 113792 FÁBIO HENRIQUE VIANA SOUZA;
Sd PM nº 10109.06 Mat. 113284 CLÁUDIO DE C. CERQUEIRA JR.;
Sd PM nº 10437.06 Mat. 113720 ALBERTO LUIZ PEREIRA LIMA;
Sd PM nº 10488.06 Mat. 113885 GLEIDSON CLEBER S. CHAVES.
c) NP nº 045/2011 6º BPM - Elogio de Praças: O Ten Cel Cmt do 6º BPM louva os Policiais Militares abaixo discriminados, pelo excelente trabalho desempenhado e zelo nas atividades auxiliares deste Batalhão, policiais dedicados, abnegados, sacrificando, inclusive, horas de folga, servindo de exemplo a seus pares e subordinados, sendo, portanto, merecedores do presente encômio individual.
1º Sgt PM nº 6289.89 Mat. 79239 CARLOS ALBERTO MARQUES PEREIRA;
1º Sgt PM nº 7761.92 Mat. 80764 ANA LÚCIA SANTOS DE OLIVEIRA;
2º Sgt PM nº 2690.84 Mat. 76009 MARCUS VINICIUS DA SILVA;
2º Sgt PM nº 7454.91 Mat. 80533 JOSÉ BELARMINO DA SILVA FILHO;
3º Sgt PM nº 5625.88 Mat. 78637 JOSÉ JUAREZ DE SOUSA RAMOS;
3º Sgt PM nº 6643.91 Mat. 79702 JAILSON VALDEMAR DE OLIVEIRA;
Sd PM nº 9342.02 Mat. 95631 ELIEL SILVA DE OLIVEIRA;
Sd PM nº 9387.02 Mat. 95579 WELIGTON FERREIRA DE SOUZA;
Sd PM nº 9481.02 Mat. 96116 JOSÉ ALEXSANDRO V. DA SILVA;
Sd PM nº 9520.02 Mat. 95869 EDSON LIMA DE MELO;
Sd PM nº 10201.06 Mat. 113531 MIZAEL ALEXANDRINO D. SANTOS;
Sd PM nº 10414.06 Mat. 113199 JEFERSON BARROS DE OLIVEIRA;
Sd PM nº 10643.06 Mat. 113757 JOSUEL PINHO.
Muito bem, Comandante do 6º BPM, parabéns, mas fique o senhor sabendo que estamos de olhos bem abertos (e bem assessorados sobre o que se passa por aí). Se o senhor voltar vacilar contra a tropa, a gente publica a(quela) gravação da reunião em que o efetivo levou aperto por mais de meia hora, bem como revela uns certos "desdobros". Por falar em "desdobro", o que o senhor fez para que a sua unidade fosse contemplada com duas das cinco Vtrs que foram destinadas para (todo) o interior?

QUEM TERÁ SIDO?

Uma importante liderança do Movimento dos Servidores Públicos fez relevante observação sobre "o episódio dos coquetéis molotov" jogados no prédio na 2ª Seção do Estado Maior da PM, mais conhecida como P/2. As ações engendradas naquela madrugada, já batizada de a "Noite dos Coquetéis", logo foram atribuídas ao Movimento de Servidores Públicos. Mas, como dizia anteriormente, a liderança entrevistada pela imprensa local levantou uma lebre: a de que a tentativa de incêndio pode ter sido forjada para incriminar as lideranças militares e retirar o caráter pacífico das manifestações.
"Isso é uma falácia. Uma mentira!" Foi assim que reagiu o Comandante da PM, Luciano Silva, o fiel escudeiro de Dário, o César. Um colega do 1º BPM, falando sobre o episódio, chamou-me a atenção dizendo que em momento algum a liderança do movimento afirmou à imprensa que o ato se tratava de uma farsa. Ele disse claramente que o ato "poderia ter sido forjado", um juízo de probabilidade, não de certeza. Mas o comandante se apressou a afirmar como "mentira" a hipótese levantada. Uma hipótese não pode ser tachada de mentirosa, no máximo, pode ser comprovada ou não!
Diante desse nebuloso quadro, resolvi colaborar com a discussão e fazer as observações abaixo, não sem antes dizer do cada vez menos disfarçado desespero de Dário, o César, para continuar no poder a todo custo. As más línguas dizem que o coronelão chegou até a conjecturar uma forma de "calar Pedro Collor" na época em que ele fez as denúncias contra o irmão presidente. Para isso, usaria das táticas aprendidas na SWAT. Não seria o caso de tentar calar a voz do movimento lhe atribuindo uma ação criminosa? Hitler (outras más línguas dizem que Dário é seu grande admirador) fez isso com os judeus. Mandou alguém tacar fogo no Parlamento Alemão e mais que depressa acusou os judeus. Depois disso, a tabica de cipó-fogo comeu no lombo do injustiçado povo judeu.
ANALISANDO O ATO DA "NOITE DOS COQUETÉIS" EM SEUS DETALHES, levantamos algumas observações:
1. Por que as câmeras do QG da PM que monitoram a área da P/2 estavam desligadas no momento em que foram atirados os coquetéis molotov?
2. Por que o policial de plantão (da guarda do QG) que fica na rua da P/2 não estava no local no momento da ação?
3. Por que os supostos incendiários atiraram os coquetéis em um local onde o fogo não se propagaria, e onde não havia documentos da P/2?
4. Por que o comandante se apressou a chamar a imprensa para dar divulgação tão célere do episódio atribuindo-o ao movimento dos servidores?
5. Por que o silêncio de Dário, o César, diante do episódio?
6. Quem "lucraria" mais com o incidente, Dário, o César (e por tabela o Comando da PMAL), ou o movimento?
Eis as indagações. Cada um faça sua análise e seu juízo. A polícia investigativa pode até usar essas indagações como pontos de partida. Elas não têm autoria. Nascem das desconfianças de uma classe que não confia de jeito nenhum no Secretário de Defesa Social, nem em seus fiéis escudeiros, menos – e muito menos ainda – no escudeiro-mor Luciano Silva, rebatizado DESUMANO SILVA, pelos bombeiros e PMs.
Corre nos corredores castrenses, entre sussurros e conversas de pé-de-ouvido, o informe de uma reunião havida entre o Secretário de Defesa, o Comandante Geral e o chefe da 2ª Seção logo depois da saída dos manifestantes da frente da SEDS, no dia 19 de maio, na noite anterior ao "atentado".
QUAL TERÁ SIDO A PAUTA DE TÃO APRESSADA REUNIÃO?

Subiu no telhado...

Os acontecimentos catastróficos – em relação aos servidores públicos – tem provocado um imenso mal-estar dentro do Governo do Estado, e mais especificamente na Segurança Pública. É tanto que a "batata" de alguns secretários está, literalmente, assando. E a que parece gratinar mais ainda a cada movimento é a do secretário de (in)segurança, Dário, o César.
Não poderia ser diferente: O homem não emplacou! Com pedidos não somente dos servidores da pasta, mas também de um forte setor político da câmara dos deputados – a sua saída da SEDS torna-se uma real possibilidade (quem sabe a sua cabeça aplaque a fúria dos policiais civis e militares – pensa o governador e seus assessores mais próximos) e seu caminho para fora do comando vai sendo pavimentado. E pior: suas ações à frente da mais trabalhosa secretaria, corroboram a insatisfação e a "queimação de seu filme".
A cada dia o homem atira pelo menos uma vez no pé, mesmo que em sentido figurado. Não bastassem as declarações sempre catastróficas e que jogaram combustível a inflamar a ira em todas as camadas da Policia Militar, e na Civil (que nunca aceitou ser comandada por um coronel da PM), a sua influência maléfica e inábil já se estendeu até a Perícia Oficial – cargo criado pela Lei Delegada – e eclodiu em uma crise no, até então, intacto Instituto de Criminalística (que agora está sem diretor), e IML. Tudo porque Dário, o César, decidiu destituir uma perita oficial e nomear quem supostamente entende realmente do assunto: o "Perito" Coronel Liberato (digo "perito" porque na mente de Dadá não há assunto que detentor do Curso Superior de Polícia não seja expert, e se for seu amigo então...), jogando querosene na sua relação com os peritos e legistas que não aceitam a sua indicação e ainda: aumentando o número de servidores do movimento unificado. Horrível!
E não é só: nem mesmo setores internos do próprio Palácio dos Martírios acreditam na estória (sic) do "incêndio" do prédio da antiga segunda seção por manifestantes (caso não lembrem, existem duas câmeras de vigilância supostamente ligadas 24 horas no lado do antigo CPC e portão adjacente, além de um posto da guarda no portão da DAL) e atribuem (ás más línguas) ter se tratado de uma armação para encobrir outro fato – a manifestação nas portas da SEDS onde mais de 3 mil servidores pediam a saída do secretário, de seu aliado coronel Luciano Silva (que anda calado e mais quieto do que nunca, sonhando, ou melhor: tendo pesadelos com a rasteira que vai levar de seu subcomandante e irmão do secretário, Cel. Dimas) e de toda a cúpula tem sido duro de engolir.
Além de ser um fato inédito na Historia do Estado (que mais tem status de província), esta é uma pequena, mas visível mostra de que Dário, o César, não tem o comando de sua secretaria e de seus subordinados, de que sua rejeição está acima do aceitável e que sua presença naquele setor não faz mais sentido. E o governador não deseja esta imagem para si. Cogita-se o nome do atual diretor da Polícia Civil, Dr. Barenco. Vale informar que Dário, o César, acabou com a OPERAÇÃO ASFIXIA, fato que desagradou de montão a PC e seu Diretor Geral. O motivo? As apreensões de maquinas caça-níqueis no interior do Estado, inclusive, o mesmo auxiliaria a negociação entre os servidores em greve, especialmente a instituição que hoje dirige. É, podemos contar com essa troca mais breve do que nunca.
É bom lembrar que Dadá, uma espécie de "fogo amigo" dentro do governo tucano, mais desestabilizou do que auxiliou – relembremos o episódio da prisão do Major Buriti – e tudo que o governador não quer agora é embate direto com os já revoltados servidores da Segurança Pública.
E, fazendo minhas as palavras da fonte (um servidor do alto escalão do palácio Floriano Peixoto – sim: temos colaboradores lá dentro) desta postagem: "quando se mata uma pessoa a pedradas a menos de 50 metros da SEDS e não se vê e nem se sabe de nada, é sinal que algo deve mudar".
É, secretário... Se eu fosse o senhor, eu preparava um curriculum o mais rápido possível, pois o senhor parece que vai precisar.

Sinceramente, eu esperava mais...

Hoje, mais uma vez, eu me decepcionei com a postura dos nossos presidentes das associações militares. Essa postura passiva de ficar sempre marcando reuniões para a semana seguinte é sinal de fraqueza. Pelo menos eu penso assim!
Engraçado, a vida é uma constante e os homens vivem na dependência de agradarem uns aos outros, tudo para serem aceitos e incluídos em um contexto hipócrita e falso moralista, de uma sociedade falida e corrompida pelos seus próprios interesses meramente individualistas. E pensar que eu quase caí nesse contexto, pois o mal sempre nos cerca e nós atenta para os desvios de nossos verdadeiros PROPÓSITOS, os da justiça e verdade, mesmo que custe decepções e injustiças!
DEUS SEMPRE SERÁ MEU PASTOR E MINHA VERDADE!
Aqui no Brasil, especificamente em Alagoas (para não dizer na PMAL) quando cobramos nossos direitos, esses constituídos em Leis, ou quando expomos nossas opiniões de uma forma que contrarie os interesses políticos, ou quando denunciamos uma instituição pública, bem dizer os seus administradores por agirem contrários aos princípios norteadores da administração pública, somos taxados de insubordinados, vagabundos, vândalos, desocupados, encrenqueiros, que não gosta da instituição, generalizando um caso isolado, e daí começam as perseguições a fim de nos calar para que não mais coloquemos em cheque "certas" administrações!
É O VELHO DITADO QUEM TEM PODER MANDA E QUEM TEM "JUÍZO" OBEDECE!

Assembleia Geral na quarta-feira‏

Na próxima quarta-feira, 25 de maio, haverá uma Assembleia Geral Unificada dos Policiais e Bombeiros Militares no Clube dos Sargentos, no Trapiche.
A ASSMAL convoca Oficiais e Praças que estiverem de folga para participar da luta por melhores salários.
Estarão coordenando a Assembleia: Associação dos Oficiais (ASSOMAL), Associação dos Oficiais da Reserva, Associação dos Subtenentes e Sargentos (ASSMAL), Associação de Cabos e Soldados (ACS), Associação das Praças da Reserva (ARPMAL) e Associação dos Praças (ASPRA-AL).
Campanha Salarial
Estamos em campanha salarial. As associações vêm buscando um acordo com o Governo para implementação do PISO DA CATEGORIA, que reponha perdas salariais e conceda ganho real razoável para enfrentar a inflação e conseguir manter seu padrão de compra e o mínimo conforto para si e suas famílias. Mas sabe o que ocorreu??? Sem mais nem menos, o Governador comunicou na imprensa que iria aplicar um reajuste de apenas 7% até 30 maio, sem respeitar nem associações e nem os trabalhadores. Esse valor é inferior à soma da data base (2010) e o resíduo da LEI 6.824 de 2007 (12,91%).
AS ASSOCIAÇÕES continuam abertas às negociações e ao dialogo. Já encaminhamos propostas protocoladas ao Governador, Sec. Gestão Pública, Sec. Defesa Social, Comandante da PMAL e Comandante do CBMAL, que sugere reajuste de 12,91%, correção dos quinquênios, gratificação de risco de vida, carga horária estabelecida em Lei e PISO de R$ 3.100,00.
AQUARTELAMENTO
As Associações não descartam a hipótese de uma greve. Só que dessa vez, os militares podem parar geral em todas as unidades (PM e BM) e quem vai decidir é você associado em Assembleia Geral.
REPETIMOS:
As ASSOCIAÇÕES MILITARES defendem uma saída negociada e de puro entendimento, visando à valorização profissional e salarial. A dignidade dos militares estaduais deve ser respeitada e reconhecida. Vamos continuar lutando e defendendo os direitos e a dignidade dos nossos associados.
"Aos companheiros do BPRP, BOPE e RPMON proferem que vocês são de unidades especiais e que são praças especiais. Não é verdade, a unidade que é especial, quando vocês respondem a IPM, Conselho de Disciplina ou Sindicância, vão ter a mesma regras dos companheiros do 1º, 4º e 5º BPM, BPEsc, BPGd, BPE, BPTran. Não existe Associação forte sem a participação eficaz dos associados, vamos todos juntos! Parabéns a todos Policiais e Bombeiros Militares, Oficiais e Praças, Reserva e Reforma que tiveram a coragem de lutar por dignidade e fizeram valer seu direito democrático de livre manifestação, participando das assembleias unificadas e da passeata na quinta, 19/05/2011, de maneira pacífica. Adito para registrada do meu repúdio aos atos atentatórios contra o patrimônio público (Secretaria da Fazenda) e principalmente ao ataque ao quartel geral da briosa Polícia Militar, ferindo o estado democrático de direito", disse Sargento Teobaldo de Almeida – Presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos da PMAL e CBMAL.
VEJA:
PISO DA PM/SE R$ 3.100,00 (HOJE)
PISO DA PM/PE R$ 2.800,00 (JANEIRO 2014)
MOVIMENTO UNIFICADO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MILITARES

Guarnição da bef

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