Militares decidem hoje Segurança em Alagoas‏

Caso algum militar que participou do desaquartelamento, da liderança ou da base, seja punido pela Secretaria de Estado da Defesa Social (SEDS), o movimento vai continuar paralisando os serviços, mesmo com o atendimento às reivindicações da categoria. Essa é a posição sustentada pelos militares após o anúncio de abertura de inquéritos contra o major Wellington Fragoso e o cabo Wagner Simas, e discutida em reunião realizada na manhã de ontem, na sede da Associação de Subtenentes Sargentos Militares de Alagoas, localizada no Trapiche.
O primeiro atingido pela medida a chegar à reunião foi o major Fragoso, presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal). Visivelmente irritado com a determinação da SEDS, o militar classificou a abertura do inquérito como desrespeitosa e irresponsável, e se defendeu da acusação de que teria incentivado manifestantes a depredar o prédio da Assembleia Legislativa (ALE) na manifestação da última terça-feira (10).
"Nós que fomos impedir que eles entrassem na assembleia, tentamos acalmar as pessoas mais irritadas. E não tinha somente policial militar na manifestação, mas várias categorias do serviço público e a sociedade civil organizada", se defendeu. Ele anunciou que o assunto agora passa a fazer parte da pauta de reivindicações da categoria: ninguém vai ser punido, ou os transtornos vão continuar.
Ele chegou a acusar o coronel Dário César, secretário de defesa social, e o coronel Luciano Silva, comandante da Polícia Militar (PM), de despreparo na condução da gestão da segurança pública. "Eu, quando falo em público em uma manifestação, falo em nome da tropa, da associação, não sou eu sozinho que estou afirmando nada. E eles não entendem isso", reclama.
Por telefone, Wagner Simas, presidente da Associação dos Cabos e Soldados de Alagoas (ACS), revelou que já foi chamado para prestar esclarecimentos. O depoimento ocorrerá hoje de manhã, às 10h, na sede da Rádio Patrulha (RP). O cabo foi mais comedido em sua defesa, mas afirmou que a postura do Estado é "DITATORIAL". "O que a gente gostaria é que tivesse uma convergência, mas o que ocorreu foi o contrário", lamentou, lembrando ainda que o comando seria beneficiado pela conquista do reajuste salarial.
No local, integrantes da base atribuíam o procedimento a uma tentativa de perseguir as lideranças e amedrontar a tropa que aderiu a greve. Muitos estavam preocupados, também, com a punição aos faltosos. Entre aqueles que defendiam a radicalização contínua do movimento, alguns oradores da reunião chegaram a comparar a situação atual com a crise que levou o ex-governador Divaldo Suruagy a sofrer um impeachment. "O Suruagy não caiu? O Téo também vai", disse um dos mais agitados.
Muitos ressaltaram, no entanto, que temem que o movimento se transforme em uma oposição ao comando. "Nós não temos nada contra os comandantes, inclusive o coronel Neitônio [comandante do Corpo de Bombeiros] vem dialogado conosco. O que exigimos é o cumprimento da lei, é o reajuste salarial", explicou um bombeiro. No entanto, o comentário geral é que as medidas punitivas uniram ainda mais o pessoal.
O presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Isac Jacson, esteve na reunião de avaliação promovida pelos militares. Ele anunciou que a entidade vai auxiliar juridicamente as associações envolvidas no imbróglio, e garantiu que tem gravações que mostram as lideranças tentando impedir os manifestantes de depredar a Assembleia. "A TVCom era a única lá, e nós temos as filmagens. Dá para ver claramente que nós tentamos impedir que os ânimos se acirrassem".

Ele também criticou o secretário de defesa civil. "Ele é um militar competente, mas para atuar em outro local, onde precise usar a força", alfinetou. Ele também comparou o excesso dos manifestantes ao comportamento dos deputados estaduais em conceder reajustes a si mesmos, de 109%. "Foi uma atitude irresponsável, em meio a uma crise na segurança pública e a 200 metros de uma assembleia que ia deliberar pelo aquartelamento", avaliou.
Segundo o sindicalista, o programado para o dia era seguir em passeata pacífica até o Palácio do Governo, mas, antes que saíssem á rua, a informação de que o legislativo havia derrubado o veto do reajuste salarial dos deputados chegou até a assembleia, provocando uma mudança nos planos e uma insatisfação geral nos presentes.
Nota: recebido por e-mail

5 comentários :

Anônimo disse...

So falta agora o JOJO (TC Jordanio), dono da bicicleta que o coronel Pinheiro costuma pedalar, expulsar todos e ficar com a PM so pra ele.

Anônimo disse...

parabens bm voces são de coragem sou pm e estou com voces vamos comersa afazer policia legal o governador merece ter uma policia legal.

Sócio da ASSOMAL disse...

Movimento Unificado repassa nova proposta em Assembleia

Em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (13), na Praça Deodoro, situada no bairro do Centro de Maceió, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais apresentaram a proposta que foi repassada ontem ao Governo do Estado e divulgaram novas assembleias de suas categorias.

Após breve reunião ocorrida na Praça Deodoro entre os líderes do Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais, Isac Jackson, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmou que agora é necessário trabalhar em cima do cenário que surge e, a partir disso todos devem fazer algumas avaliações, mas mantendo a atividade de hoje. “Estamos pensando em grupo e as direções precisam de um prazo para serem discutidas e deliberadas. Nossas atividades se mantêm vivas. Precisamos nos resguardar um pouco, mas a proposta continua a mesma”, explicou.

Os líderes do movimento disseram

Para maiores informações, clique: http://www.assomal.com.br/noticia.php?id=00000000391

Sócio da ASSOMAL disse...

Benedito de Lira apóia militares em movimento

Os líderes militares e o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Izac Jackson, se reuniram, na manhã desta sexta-feira, 13, no Clube dos Subtenentes e Sargentos, situado no bairro do Trapiche da Barra, com o senador Benedito de Lira (PP-AL) para discutir as questões acerca do desaquartelamento, como também com relação ao apoio que o senador irá prestar aos servidores públicos estaduais.

O intuito principal da reunião foi à discussão sobre o posicionamento do secretário de Defesa Social, Dário César, o Comandante Geral da PM, o coronel Luciano Silva e o governador Teotonio Vilela Filho que puniu alguns líderes militares, entre eles: o major PM Fragoso e o cabo PM Simas, que foram indiciados por suposto crime militar.

Para maiores informações, clique: http://www.assomal.com.br/noticia.php?id=00000000390

Corpo Mole disse...

Bandidos fazem "arrastão" em cinco empreendimentos na Grande Maceió

A Polícia Militar (PM) registrou cinco assaltos a estabelecimentos comerciais em menos de seis horas, nesta sexta-feira (13), em Maceió e em Rio Largo. Em todos os casos, os acusados fugiram e não foram detidos pela polícia.
O primeiro assalto ocorreu às 13h45 e teve como vítima o depósito de água mineral Pingote, na Jatiúca. Segundo a PM, três indivíduos armados levaram uma CPU de computador, cinco aparelhos celulares, vários documentos e uma quantia em dinheiro não informada. Os acusados fugiram a pé, sem ser identificados.
Três horas depois, a agência de financiamento Microcred foi assaltada por dois indivíduos portando armas de fogo , que roubaram uma câmera digital, um notebook, três netbooks, cinco aparelhos celulares e duas carteiras porta cédulas com documentos. O fato aconteceu no prédio Maria Amélia, no Centro de Maceió, e os acusados fugiram.
O terceiro assalto da sexta-feira ocorreu no Centro de Rio Largo. Dois indivíduos portando armas de fogo roubaram a drogaria Aerofarma, levando aproximadamente R$ 380,00 e oito aparelhos celulares. O fato foi registrado às 18h21.
A quarta ocorrência foi registrada novamente no Centro de Maceió e ocorreu em frente à maternidade Paulo Neto. Dois indivíduos em uma moto não identificada roubaram sete pessoas que estavam no Atacadão do China. Os bandidos levaram seis celulares, um notebook, e uma quantia em espécie de aproximadamente R$ 5.000, além da a chave de um veículo Idea, de propriedade do dono do estabelecimento comercial.
O último assalto, registrado às 19h41, foi praticado por três homens armados, que roubaram a drogaria Olifarma, obrigando os funcionários a se deitar no chão. Depois, roubaram um anel de ouro, cinco relógios de pulso, uma corrente de preta, oito aparelhos celulares, cinco notebooks, uma caixa contendo ferramentas e a quantia aproximada de R$ 450. Além disso, eles levaram vários documentos das vítimas. O fato foi registrado na rua do Aeroclube, no Tabuleiro do Martins.

Fonte: Tudo na Hora

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