SOBERBO

Tem coisas que nos deixam enojados, melhor dizer revoltados, com uma imensa vontade de tentar fazer algo para resolver ou minimizar a situação. Tem horas, que mesmo com uma imensa vontade de tentar fazer algo, o mais sensato é não fazer nada. Sabemos de muitas coisas que manchariam a história da Polícia Militar [capazes de destituir qualquer comando soberbo e temos como provar], mas nem tudo que nos chega ao conhecimento [apesar da robustez de provas] é sensato divulgar; afinal, mesmo em meio às ações de mazelas, por mais deploráveis que sejam essas ações, não é sempre que devemos expor as nossas vísceras.
O que temos a divulgar nessa postagem merecia ter sido divulgado há mais tempo, mas acontece que até a presente data a situação era delicada e as coisas ainda estavam "tramitando". Pois bem, o que eu vou lhes contar era de conhecimento apenas uns poucos oficiais e mais um cabo, mas acontece que alguém resolveu escrever pra gente relatando o episódio, fazendo apenas uma ressalva: a de que só divulgássemos após alguma publicação inerente em BGO (o que aconteceu no BGO nº 092, de 17/05/11).
É o seguinte:
Um certo cabo muito conhecido e bem quisto estava de folga quando foi chamado para ajudar a resgatar um caminhoneiro que havia se acidentado (vejam bem: ele estava de folga e foi para ajudar os colegas, devido ao baixo efetivo presente na Cia). Chegando no local da ocorrência, o mesmo ajudou a retirar o condutor das ferragens, ocasião em que se sujou de sangue e lama. Depois disso, enquanto aguardava o resgate do SAMU, ficou com os colegas na pista fazendo a segurança da carga contra possíveis saques.
O proprietário da carga chegou horas após o SAMU ter partido para Arapiraca, e muito preocupado com o funcionário acidentado, pediu para que o cabo (que estava de folga) o acompanhasse até aquela cidade, pois ele era do sul e não conhecia nada na região, nem sabia para onde ia.
Avisados os familiares do cabo, foram os dois até a unidade de emergência de Arapiraca ver a situação do caminhoneiro, momento em que deixaram telefones para contato, providenciaram a vinda dos familiares do acidentado para aquele local e, após essa assistência, o cabo foi convidado para almoçar com o empresário, o que foi educadamente aceitado.
O empresário perguntou "onde é que tinha um bom restaurante", um do tipo: padrão "TOP". O cabo então indicou o Labaredas, pois ele sempre ia lá com a sua família quando estava de folga. Assim, foram os dois até o restaurante, só que o cabo ainda estava fardado (sujo de sangue e lama na sua gandola) desde a noite anterior, e – com vergonha – decidiu tirar a parte de cima do uniforme, ficando com a camiseta interna, para adentrar no estabelecimento. Almoçaram e, ao término, quando o cabo já se prepara para ir embora, foi surpreendido com o seguinte recado do garçom: "o coronel Luciano quer falar contigo". O cabo indagou: "que Luciano?" Recebendo como resposta: "O COMANDANTE GERAL". O cabo então visualizou em uma mesa ao fundo do Labaredas, almoçando, toda a Alta Cúpula da SEDS, Dário Cesar, Luciano Silva e demais seguidores  (que houveram comparecido à formatura dos recrutas no 3º BPM).
Em seu deslocamento até a mesa onde as autoridades estavam, há poucos metros de chegar lá, foi subitamente interpelado pelo ajudante de ordens: "o que você está fazendo aqui no restaurante?". O cabo respondeu: "estou almoçando"! E seguiu-se outra pergunta: "de onde você é?" Foi respondido, e logo em seguida foi perguntado "porque ele estava fora da área de seu batalhão", e o cabo respondeu que "estava de folga". Questionado sobre a alteração do uniforme, pacientemente o cabo explicou a situação do resgate. "Isso não justifica, não era para você estar aqui. Pode se retirar!"
O cabo saiu do restaurante sentindo-se discriminado... Na mesma hora o Comandante Geral ligou para o Comandante do [11º] BPM e o mandou fazer a Parte do cabo e "puni-lo por alteração de uniforme" (mas que na verdade é apenas pelo fato de ter dividido o mesmo ambiente com uma praça, pois todos os outros praças de sua segurança se encontravam do lado de fora do restaurante). O comandante do BPM questionou a ilegalidade de ser dada a Parte pela Unidade, pois se foi o Comandante Geral quem primeiro verificou a transgressão, então deveria ser o próprio comandante que deveria fazer a Parte e após o devido processo legal, ver se o cabo justificava ou não a transgressão (...). Desligou-se o telefone, e como o mesmo era O Excelentíssimo Senhor Comandante Geral (nota da foto para ele), não iria dar uma simples Parte em um simples cabo, resultado: o cabo foi transferido para capital como punição por ter tido a ousadia de ter almoçado no mesmo local da Alta Cúpula da Segurança Pública.
Agora, vejamos o que foi publicado no BGO anteriormente citado:
Portaria de Processo Disciplinar Ordinário
Portaria nº 014/11-PDO-CG/CORREG, de 10 de maio de 2011: O COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE ALAGOAS, no uso de suas atribuições e considerando o que prescreve o inciso I do Art. 11 do RDPMAL (Regulamento Disciplinar da Polícia Militar de Alagoas), aprovado pelo Decreto nº 37.042, de 06 de novembro de 1996, RESOLVE designar o Maj QOC PM mat. 79327 Joás Barbosa Fontes, para apurar possível transgressão disciplinar ocorrida no dia 18/04/11, na cidade de Arapiraca/AL, atribuída ao Cb PM mat. 79762, João Teixeira de Melo Filho, pertencente ao 11º BPM, o qual trajava o uniforme 4º M fora do aquartelamento, contrariando o que prescreve o inciso IV do artigo 15 do Decreto nº 3.483, de 21/11/2006, conforme Parte nº 001/2011 - QCG. Conduta abstratamente prevista no art. 31, XXVII do RDPMAL (desrespeitar regras de trânsito, medidas gerais de ordem policial, judicial ou administrativa).
Em consequência, o Encarregado compareça à Seção de Polícia Disciplinar da Corregedoria, no prazo de 48h, para recebimento da Portaria e demais documentos.

11 comentários :

Highlander disse...

Cara, o q dizer numa situação dessas... ??? nem sei...

O q fazer numa situação dessas..?? Eu sei, mas acho melhor não falar pra não incitar a violência...

O q sei tb é q Deus é justo e q um dia nos dará a oportunidade da justiça ser feita...

Ps.: Acho q eu vou ter q mostrar a esse pseudo-comandante soberbo e idiota pq me chamam de Highlander...

Anônimo disse...

Meu, esse luciano é muito Viado...comportamento típico de viado mesmo...

Anônimo disse...

Eu nao sabia que o Lulu Malavadeza era viado!!!!!Será???? Affff!!!!!!!

Seu Madruga disse...

Quem não é sou Eu!

Uma Policial disse...

Nem euzinha.

Jenésio, o Pecador disse...

Eu, e o povo de Deus também não!!

CABO QUE NÃO É BAÚ disse...

ENTAUM SOBRÔ MESMO PRO CEL LÚLÚ

CABO LOSO disse...

Realmente LULU não gosta de homens fardados, mas de homem nus sim...

Anônimo disse...

Tá com medo Lampiano? Sabe o que é isso? São as duas populações que existe em nosso estado: uma que passa fome e a outra que tem medo dos que passam fome.

Uma Policial disse...

Este é um bom espaço para (que cada um que faz comentários) propor, sugerir, trazer ideias, mas ninguém fala nada nesse sentido, muito pelo contrário, apenas avacalha. Todos nós sabemos que é fácil criticar e apontar os defeitos ou erros, mas também é fácil termos ideias (construtivas) e apresentá-las aqui. Assim sendo, eu proponho que se formos - de fato - fazer aquartelamento, que isso seja feito pelos intatos, e que isso seja feito dessa forma: depois que for declarado pelas associações o aquartelamento, o pessoal dos inativos devem esperar a mudança de turno das principais unidades da capital (1º, 4º e 5º BPM, juntamente com o BPRp e o BPE), montar barracas na frente da Unidade obstruindo a entrada dos militares que eventualmente queiram sair para trabalhar; estando à frente da Unidade, é só levar cadeiras, mesas, água e lanche, baralho ou dominó (para quem queira jogar), e se for o caso as esposas com as suas panelas. Feito isso, com a paralisação das Unidades da Capital, é só esperar que o Governador chame para "negociar". Duvido que ele fique uns 2 dias sem fazer tal negociação. Ah, enquanto isso, caso venha o BOPE, será que os militares das Unidades "fechadas" vão deixar que os bons velhinhos sejam MASSACRADOS POR UM COISA QUE É BENÉFICA PARA ELES também?
No mais, a outra ideia que trago, e essa até seria uma ação de repercussão internacional, é que os militares (policiais civis e bombeiros também), peguem as viaturas e estacionem na pista do aeroporto e não saiam de lá, até que o governo chame as lideranças para "negociar".
Viu só como podemos fazer coisas construtivas aqui, ao invés de ficar escrevendo um monte de coisas ridículas sobre pessoas que eu nem conheço?
Gente, é difícil suportar todas essas situações que nos oprimem, mas fazer coisas que não nos edificam não nos leva a lugar nenhum, ainda mais quando somos perseguidos; por outro lado é doloroso vermos fortunas sendo gastas com propaganda em detrimento do bem estar do povo, em especial do servidor público, mas como eu disse lá no início "é fácil criticar e apontar os defeitos ou erros, mas também é fácil termos ideias (construtivas) e apresentá-las aqui".

Lucas disse...

Quanto maior o bem, maior o mal que da sua inversão procede.

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