Subiu no telhado...

Os acontecimentos catastróficos – em relação aos servidores públicos – tem provocado um imenso mal-estar dentro do Governo do Estado, e mais especificamente na Segurança Pública. É tanto que a "batata" de alguns secretários está, literalmente, assando. E a que parece gratinar mais ainda a cada movimento é a do secretário de (in)segurança, Dário, o César.
Não poderia ser diferente: O homem não emplacou! Com pedidos não somente dos servidores da pasta, mas também de um forte setor político da câmara dos deputados – a sua saída da SEDS torna-se uma real possibilidade (quem sabe a sua cabeça aplaque a fúria dos policiais civis e militares – pensa o governador e seus assessores mais próximos) e seu caminho para fora do comando vai sendo pavimentado. E pior: suas ações à frente da mais trabalhosa secretaria, corroboram a insatisfação e a "queimação de seu filme".
A cada dia o homem atira pelo menos uma vez no pé, mesmo que em sentido figurado. Não bastassem as declarações sempre catastróficas e que jogaram combustível a inflamar a ira em todas as camadas da Policia Militar, e na Civil (que nunca aceitou ser comandada por um coronel da PM), a sua influência maléfica e inábil já se estendeu até a Perícia Oficial – cargo criado pela Lei Delegada – e eclodiu em uma crise no, até então, intacto Instituto de Criminalística (que agora está sem diretor), e IML. Tudo porque Dário, o César, decidiu destituir uma perita oficial e nomear quem supostamente entende realmente do assunto: o "Perito" Coronel Liberato (digo "perito" porque na mente de Dadá não há assunto que detentor do Curso Superior de Polícia não seja expert, e se for seu amigo então...), jogando querosene na sua relação com os peritos e legistas que não aceitam a sua indicação e ainda: aumentando o número de servidores do movimento unificado. Horrível!
E não é só: nem mesmo setores internos do próprio Palácio dos Martírios acreditam na estória (sic) do "incêndio" do prédio da antiga segunda seção por manifestantes (caso não lembrem, existem duas câmeras de vigilância supostamente ligadas 24 horas no lado do antigo CPC e portão adjacente, além de um posto da guarda no portão da DAL) e atribuem (ás más línguas) ter se tratado de uma armação para encobrir outro fato – a manifestação nas portas da SEDS onde mais de 3 mil servidores pediam a saída do secretário, de seu aliado coronel Luciano Silva (que anda calado e mais quieto do que nunca, sonhando, ou melhor: tendo pesadelos com a rasteira que vai levar de seu subcomandante e irmão do secretário, Cel. Dimas) e de toda a cúpula tem sido duro de engolir.
Além de ser um fato inédito na Historia do Estado (que mais tem status de província), esta é uma pequena, mas visível mostra de que Dário, o César, não tem o comando de sua secretaria e de seus subordinados, de que sua rejeição está acima do aceitável e que sua presença naquele setor não faz mais sentido. E o governador não deseja esta imagem para si. Cogita-se o nome do atual diretor da Polícia Civil, Dr. Barenco. Vale informar que Dário, o César, acabou com a OPERAÇÃO ASFIXIA, fato que desagradou de montão a PC e seu Diretor Geral. O motivo? As apreensões de maquinas caça-níqueis no interior do Estado, inclusive, o mesmo auxiliaria a negociação entre os servidores em greve, especialmente a instituição que hoje dirige. É, podemos contar com essa troca mais breve do que nunca.
É bom lembrar que Dadá, uma espécie de "fogo amigo" dentro do governo tucano, mais desestabilizou do que auxiliou – relembremos o episódio da prisão do Major Buriti – e tudo que o governador não quer agora é embate direto com os já revoltados servidores da Segurança Pública.
E, fazendo minhas as palavras da fonte (um servidor do alto escalão do palácio Floriano Peixoto – sim: temos colaboradores lá dentro) desta postagem: "quando se mata uma pessoa a pedradas a menos de 50 metros da SEDS e não se vê e nem se sabe de nada, é sinal que algo deve mudar".
É, secretário... Se eu fosse o senhor, eu preparava um curriculum o mais rápido possível, pois o senhor parece que vai precisar.

16 comentários :

Anônimo disse...

uai, e o homi vai ser espulso da PM ou exonerado do cargo?
vixi

Anônimo disse...

Será que ele vai levar uma banguela???? kakakakaakkakakakaka

vamos ajudar dario a levar essa banguela: vamos fazer zuada na porta da secretaria nesta quarta fera?????

Anônimo disse...

óia. quem é capitão anderson? q sempre tem esse nome em nos creditos de algumas imagens do blog...

Sd Bianca disse...

Deve de ser o colaborador neh?

Ai adorei saber que esse homi vai levar o troco! pense num caba que sempre foi ruim com a gente desde a epoca que a gente tava na reserva tecnica

xo nojento!

General Macaco disse...

Opa que excelente noticia! Pera la

E agora o que sera daqueles capitaes, tenentes, majores coroneis fechados ou meio abertos que sempre bajularam e apoiaram ele quando ele cair? sera que abandonarao o barco a partir de hoje como os ratos quando tudo naufraga?

Sera que o dada vai fazer que nem os QOA e meter requerimento pra voltar a trabalhar na PMAL ou vai voltar pra trabalhar com os inativos ganhando 600 reais pra tumar de conta do quartel?

seraaaaaaaaaaaa seraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Jenésio, o Pecador disse...

Caro Secretário, o que a sua família pensa disso tudo? Se fosse com o povo de Deus, vixi, estaria todo mundo horrorizado!

Major Medeiros disse...

Quem tem envergadura moral e deveria ser o comandante da PMAL deveria ser o Coronel IVON deveriamos abrir uma chance pra ele.

Pelo menos ele tem boas ideias e nao eh como estes porcos sujos.

Capitão Quirino disse...

Nesse caso, deixa a "caixa de benefícios" pra mim que eu sei muito bem o que fazer com ela!

Anônimo disse...

No tocante a morte de um morador de rua ao lado do QCG vcs precisariam ver a rapidez para que fossem tomadas todas as providências em tirar o corpo do local. Nunca vi tanta eficiência parecia pit stop de fórmula 1...

Anônimo disse...

ué, o quartel é vizinho da SEDS né não? blá blá blá...

Anônimo disse...

É só olhar pra o contador online aí do lado, hoje só tem um nome que possui alto índice de aceitação, a opção "nenhum deles" está em segundo lugar, francamente...a segurança nesse estado está vergonhosa, e atitudes como a do "Impera-Dor" César só enfraquecem nosso estado e nossa qualidade de vida com certeza a cabeça deles iria acalmar os ânimos das polícias e da polulação.

Seu Madruga disse...

Quem anda em cima do telhado ou é gato ou é gatuno!

Anônimo disse...

CABO, QUE VOCÊ ESTEJA FALANDO "PELA BOCA DE UM PROFETA"...
DIANTE DA FALTA DE MOTIVAÇÃO DA GALERA, FICO MEIO SEM ACREDITAR.

OBSERVADOR (parte 01) disse...

Nomeação de coronel da PM abre crise

Decisão representa retrocesso para investigações e gera repúdio nacional ao governo de Alagoas

| FELIPE FARIAS – Repórter

Dirigentes do Conselho da Associação Brasileira de Criminalística informaram aos colegas alagoanos que nos dias 6 e 7 de junho haverá uma assembleia em Alagoas. Mas a reunião não vem revestida do clima de evento ou convenção: tem o caráter pesado de convocação extraordinária, dessas feitas a propósito de crises, e é motivada pelo que a Secretaria de Defesa Social fez com a perícia oficial do Estado.
A exoneração da ex-chefe do setor e a nomeação de um coronel da Polícia Militar para o lugar dela foram tachadas de retrocesso, de militarização de uma área que precisa ter autonomia e motivaram críticas e notas oficiais levadas a público e remetidas ao governo de Alagoas por associações de classe dos peritos de todo o País.
“Não questionamos o ato da exoneração em si, porque não existe o apego aos cargos. Questionamos a nomeação de alguém estranho à atividade de perito. Isso fere a autonomia da perícia e que é recomendada pela ONU, por órgãos de defesa dos direitos humanos e tem sido uma tendência já adotada pela segurança pública de todo o Brasil”, disse Rosana Coutinho, diretora do Instituto de Criminalística (IC).

Um passo à frente e dois atrás
A nomeação do coronel Roberto Liberato para o cargo de perito-geral deu início a uma sucessão de reações que emprestaram tom de crise ao episódio. Mas, antes dele, a mudança realizada pelo governo foi, ao contrário, muitíssimo bem recebida pelo segmento.
Publicada na edição de 9 de abril deste ano do Diário Oficial, a Lei Delegada nº 44 criou, entre outros órgãos, a Perícia Oficial do Estado de Alagoas (PO/AL).
Entre diretores, coordenadores, gerentes e funções gratificadas, há um total de 107 cargos. Alguns deles com salários de R$ 7 mil a até mais de R$ 10 mil.
Além de cargos ligados a setores de Material, Patrimônio, Transportes e Informática, presentes em qualquer outra repartição ou empresa, a lei criou gerências de Perícia de Trânsito, Núcleo de Balística, de DNA Forense, de Fonética Forense, Fotografia e Desenho e de Custódia de Vestígios. Ou seja: dá estrutura administrativa a um órgão totalmente voltado para o trabalho de perícia.

Luta por autonomia prevalece
A sucessão de episódios que transformaram a mudança no comando da Perícia Oficial de Alagoas numa novela digna de série de televisão começou pela forma como se deu a exoneração da diretora do extinto CPFor: Ana Márcia Nunes Mello Mattos (assim como todos os demais peritos) soube da mudança pelo Diário Oficial, depois que a alteração já estava consumada.
Por estranho que pareça, isso pesou pouco na reação. Nas declarações e notas oficiais (daqui e de peritos de outros Estados) não há menção ao detalhe.
O que pesou mesmo foi a identificação de quem era citado na portaria de nomeação publicada na mesma edição do Diário Oficial que trouxe a da exoneração dela: um oficial da PM.
No mesmo dia, os diretores do IML e do Instituto de Criminalística entregaram seus cargos e a categoria fechou questão em torno da atitude que deveriam ter médicos-legistas e peritos criminais a partir dali: ninguém aceitaria os cargos vagos.

OBSERVADOR (parte 02) disse...

TEXTOS ENVIADOS POR PERITOS DE TODO O BRASIL AO GOVERNADOR

TEOTONIO VILELA FILHO
Após saberem da mudança, peritos de todo o País trocaram mensagens eletrônicas conclamando reação ou manifestando-a em textos ácidos. Nas primeiras, havia o endereço virtual do gabinete do governador de Alagoas, para onde os textos foram endereçados. A Gazeta teve acesso a alguns deles. Vejas trechos abaixo.
“Certamente Teotônio Vilela (pai), onde esteja, está envergonhado da atitude do seu filho Teotonio Vilela Filho, governador de Alagoas, por atitude tão antidemocrática e ditatorial ao ver seu nome sendo chafurdado na lama dos prepotentes”
Celito Cordioli
Perito criminal e presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais de Santa Catarina(Sinposc)

“Retrocesso na Segurança Pública, ou dizer, coronelismo atuando na área da Perícia Criminal”
“É, pois, um flagrante retrocesso e que, se não me falha a memória, não se viu nem na época dos anos de chumbo!!!”
Décio de Moura Mallmith
Perito criminalístico e presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais da Área Criminal do RS (Acrigs)


“Faltou àquele que aceitou tal encargo aquilo que se espera de um bom profissional: reconhecer a capacidade dos outros profissionais e, antes de tudo, restringir-se à atribuição do seu cargo de oficial da Polícia Militar, prevista constitucionalmente, que é o policiamento ostensivo”
Miguel Alves da Silva Neto
Perito criminal e ex-diretor do Instituto de Criminalística do Maranhão


“Mais sério que ser secretário de Segurança Pública, é um policial militar comandar ou gerir um Instituto de Criminalística Estadual, tal funcionário nunca executou um Laudo Pericial, quiçá, leu alguns. Então? Como terá o respeito dos colegas? Só se for à força”
“Por que não invertemos o raciocínio e admitimos um perito criminal comandar a Polícia Militar do Estado de Alagoas?”
A. Carlos de Castro Barreto
Perito (DF)


“Essa atitude vai na contramão de qualquer Estado Democrático de Direito e na reversão do processo de consagração e desenvolvimento da Perícia Criminal de todo o País”
Eliane Baruch
Perita (SP)


Organismos internacionais recomendam autonomia
No período de 2003 a 2009, o advogado alagoano Pedro Montenegro respondeu por dois cargos na Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República: ouvidor-geral e coordenador-geral de Combate à Tortura – no ano de 2006 acumulou ambos. Condições que o habilitam a cobrar a separação entre perícia e polícia.
“Uma perícia malfeita, que não significa nem que isso seja por má-fé, pode induzir o julgador – juiz, jurados, Ministério Público e até os advogados – ao erro”.
Ele admite que, na prática, há diferenças entre os tipos de prova, no curso de um processo: “No nosso sistema jurídico, não há valoração das provas, ou seja: uma prova testemunhal tem o mesmo peso de uma prova científica. Mas é indiscutível que existe a tendência de se dar mais valor à prova pericial porque a prova testemunhal sempre representará o ponto de vista de alguém, enquanto que a prova técnica, não. Por isso, a tendência é de dar mais valor à prova pericial”.

Não pedi para assumir, diz coronel
Nomeado por indicação pessoal do secretário de Defesa Social, coronel PM Dário César, o novo perito oficial-geral, coronel PM Roberto Liberato, diz que não pediu para assumir o cargo.
“Não pedi para assumir. Foi-me formulado um convite pela Secretaria de Defesa Social por conta da situação vivenciada por mim na corporação [Polícia Militar]. Nos 8 anos em que atuamos como subdiretor e diretor de Finanças fizemos várias gestões que dinamizaram o custeio da corporação. Por conta dessa atuação, nas áreas administrativa e operacional, e por ser médico, foi-me feito o convite”.
Ele fez um apelo para que a situação seja contornada. “Eu vim para agregar. Não quero dividir. O que quero é dar condições para que os órgãos que compõem a Perícia Oficial possam trabalhar, funcionar bem e prestar um bom serviço”.

Seu Madruga disse...

Diante das palavras do coronel PM Roberto Liberato, que disse: “Eu vim para agregar. Não quero dividir. O que quero é dar condições para que os órgãos que compõem a Perícia Oficial possam trabalhar, funcionar bem e prestar um bom serviço, nós podemos concluir que o mesmo disse que antes da sua chegada NÃO HAVIA CONDIÇÕES PARA QUE OS ÓRGÃOS DA PERÍCIA OFICIAL PUDESSEM TRABALHAR, FUNCIONAR BEM E PRESTAR UM BOM SERVIÇO.

Diante disso, pergunto: E VAI SER ESSE CIDADÃO QUE VAI SER O "SALVADOR DA PÁTRIA"?

Por fim, um conselho: coronel Liberato, se o senhor quer mesmo agregar e se realmente não quer dividir, PEÇA PARA SAIR!

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