A Alagoas‏ da Ditadura

Os livros de história dizem que oficialmente a Ditadura Militar do Brasil acabou no ano de 1985, com a eleição de Tancredo (sendo que José Sarney assumiu efetivamente a presidência). Os anos de chumbo se findavam naquele momento, e com a CF de 88, nossa democracia afirmava o novo horizonte a ser seguido.
Aqui em Alagoas, parece que o vento do governo de exceção está retornando, e nossos ditadores estão rasgando a nossa Carta Magna. A Constituição Cidadã é um papel sem valor e muito abaixo do RDPMAL, às vezes até abaixo de certos interesses particulares.
Estamos vendo um verdadeiro estupro à CF de 88, sendo que os autores dessa barbárie são os coronéis Dário (o) César e Luciano, que querem de todo jeito calar suas tropas através de medidas de coação, perseguições e assédios morais.
Desde que esses neoditadores assumiram cargos de direção dentro do organograma da SEDS e da PMAL, presenciamos diversos atos de soberba e demonstração daquela velha prática "QUEM MANDA AQUI SOU EU!". Mas que por detrás disso tudo, esconde-se apenas o jogo pelos seus interesses pessoais, a defesa pelo dinheiro que entra e que entrará em seus largos bolsos.
A prisão do capitão Marcelo, nada mais foi que a tentativa de salvar um comando que já agoniza, sem apoio da tropa (oficiais e praças) e sem o carisma de outros setores do governo. O recolhimento do capitão deve-se principalmente a omissão desse comando, que deveria estar à frente de sua tropa, na busca pelas melhorias salariais, mas que – contudo – se abstém de fazer cobranças ao governo, com medo de perder a boquinha.
E essa ira de mandar prender será levada a todos aqueles que vierem a se manifestar de maneira favorável a uma melhor remuneração e dignidade para a tropa alagoana. E esse caso de abuso de poder se juntará ao do major Burity, preso por determinação do Secretário de Insegurança Pública. Afinal, para esses loucos, ninguém, repito, NINGUÉM, pode falar das mazelas da corporação. Ou os senhores acham que se descobrissem os mais de 10 autores desse Blog, não nos prenderiam exemplarmente, pois o que falamos é o que não pode ser dito. Por estes motivos, o anonimato não é covardia, é amor próprio, é a tentativa de fazer esse sistema injusto e corrupto sofrer algum revés.
Nos bastidores do Palácio de Vidro, o comentário é de que a cada ato que ganha a imprensa e repercute de maneira negativa, o governador é aconselhado por assessores e secretários que exonere o Secretário da SEDS e o Comando da PM, pois eles estão jogando contra a imagem do governo.
No meu entender, o comando perdeu o juízo, perdeu a razoabilidade, assim como perdeu a honra e a moral (em troca de dinheiro e cargo comissionado), e hoje podemos dizer: temos uma Rainha Louca no Comando da Briosa, vendo inimigos em todos os cantos (se bem que é verdade que temos leitores dentro do gabinete do comando e demais assessorias de Staff do Comandante, e muitos de nossos leitores nos fornecem informações preciosas do que acontece dentro das paredes do gabinete).
No mais, vai um recado para o Coronel Ronaldo, abra o olho, velha guarda, pois tem gente louca para puxar o seu tapete e ficar com sua vaguinha no Gabinete Militar. Ganha um doce se adivinhar quem é...

9 comentários :

R LESS MARKETING disse...

NO RIO DE JANEIRO TODOS ESTAVAM UNIDOS E ESSA SEMANA É A NOSSA VEZ - VAMOS MOSTRAR AO BRASIL QUE OS BOMBEIROS DO RIO NÃO ESTÃO SOZINHOS - LEVEM SUAS FAIXAS DE SOLIDARIEDADE - ESSA SEMANA NA PRAÇA DEODORO SERÁ O NOSSO GRANDE DIA. OU VAI OU RACHA !!!!!!!!

Amanda disse...

O tempo da ditadura e da opressão já passou e a atitude o coronel Luciano Silva só irá acirrar os ânimos entre os militares e o Governo do Estado.

Anônimo disse...

é isso ai, vamos mostrar nossa força essa semana e mostrar que dessa semana não passa - estamos com vc tb R less marketing

Uma Policial disse...

"Seis coronéis mais outros dez, não podem prevalecer sobre seis mil policiais e mais outros milhares de servidores", vamos derrubar esse ditadores!

Seu Madruga disse...

Amanhã, mais uma vez, vamos registrar presença na assembléia que vai levar a nossa resposta (negativa) a estes ditadores.

Tenente Melquisedeck disse...

A subserviência do Comando da PMAL ao governo é tão grande que até para "apertar a mão" o Coronel Luciano "se abaixa", como bem pode ser visto na foto, que ao fundo nos mostra o Delegado Barenco, de fora desse puxassaquismo.

Tenente Melquisedeck disse...

A subserviência do Comando da PMAL ao governo é tão grande que até para "apertar a mão" do Governador o Coronel Luciano "se abaixa", como bem pode ser visto na foto, que ao fundo nos mostra o Delegado Barenco, de fora desse puxassaquismo.

Guilherme Silva disse...

Militares radicalizam e pedem a saída da cúpula da segurança

As lideranças das associações militares decidiram radicalizar. Ontem, anunciaram o fim das negociações com o governo e, agora querem, além do aumento, a queda de toda a cúpula da Secretaria de Defesa Social (Seds). A mudança de postura veio depois de um dia de espera por uma decisão judicial, favorável a libertação do capitão Marcelo Ronaldson, recolhido no Quartel Geral da Polícia Militar.

Durante todo o dia, o presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas, major Wellington Fragoso, tentou juridicamente reverter a situação do capitão. Conforme alegou, a prisão do companheiro de diretoria é uma arbitrariedade, já que exerce mandado representativo, além de não ter havido flagrante. “Foi retaliação mesmo e, lamentavelmente, não conseguimos revertê-la”, disse Fragoso.

Como primeiro ato de radicalização, as lideranças militares, por conta própria, organizaram uma carreata e um “buzinaço” pelas ruas da cidade.

Estrategicamente pararam diante da sede do Comando da Polícia Militar e do cruzamento que dá acesso ao Palácio República do Palmares, provocando congestionamento.

Cabo Véio disse...

Na época da ditadura podíamos acelerar nossos Mavericks acima dos 120km/h sem a delação dos radares, mas não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos cortar a goiabeira do quintal, empesteada de taturanas, sem que isso constituísse crime ambiental, mas não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos tomar nossa redentora cerveja após o expediente, sem o risco de sermos jogados à vala da delinqüência, mas não podíamos falar mal do presidente.

Não usávamos eufemismos hipócritas para fazer referências a raças (ei negão), credos (esse crente aí) ou preferências sexuais (fala sua bicha) e não éramos processados por isso, mas não podíamos falar mal do presidente.

Íamos a bares e restaurantes cujas mesas mais pareciam Cubatão em razão de tantos fumantes, os quais não eram alocados entre o banheiro e a coluna que separa a chapa, mas não podíamos falar mal do presidente.

Cantava a menina do contas a pagar ou a recepcionista sem medo de sofrer processo judicial por assédio, mas não podia falar mal do presidente...

Hoje a única coisa que podemos fazer é falar mal do presidente, pois nem do governador de Alagoas e nem do comando da PMAL a gente pode falar!
Que merda!

(Autor desconhecido)

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