O Soldado

A história que vamos apresentar nesta postagem – foi enviada por e-mail e confirmada por uma pessoa que trabalha na Corregedoria da PMAL – nos apresenta um fato pior que as falcatruas que temos apresentado e está sendo "abafada" pelo Comando. A referência para o nosso enredo é o BOLETIM GERAL OSTENSIVO Nº 170 DE 15 DE SETEMBRO DE 2010, páginas 33 e 34.
O soldado, integrante da PMAL há mais de 8 anos, casado, vivia bem com sua esposa grávida de uns três meses, que saiu do emprego e estava em casa há dois meses para poder ter uma gravidez tranquila. O soldado, certo dia, como qualquer outra pessoa, adoeceu, foi ao médico, foi medicado, foi dispensado. A caminho de casa ligou para o supervisor da unidade em que era lotado, alertou sobre a sua doença e avisou da dispensa médica. Ao término da dispensa, o soldado se apresentou na unidade, foi notificado por "falta ao serviço", não gostou (óbvio), chamou o oficial que estava de serviço no dia da falta, fez ver que estava dispensado, apresentou a dispensa médica, foi tranquilizado com um "você está coberto, pra mim está tudo resolvido". Parte justificada, cópia da Solução em mãos, o soldado esperava a Publicação da Solução em BGO da Corporação.
E a publicação veio com uma PUNIÇÃO DE QUATRO DIAS DE PRISÃO. Antes da publicação, algo aconteceu, o capitão encarregado do procedimento procura o soldado. Motivo: o Comandante do CPC, na época, determinou que o capitão pedisse a punição do soldado. O capitão tremeu, não teve personalidade para dizer que sua decisão poderia ser discordada, ficou mais gago que o de costume, procurou o soldado, pediu para que o mesmo "o considerasse" devolvendo a cópia da solução que lhe houvera fornecido, pois ele havia – de acordo com a ordem recebida – trocado a Solução da Apuração. Não houve acordo! O capitão suplicou, chorou, alegou que aquela situação poderia comprometer a sua carreira, sua promoção, prometeu até pagar advogado para que o soldado recorresse da punição na justiça, perguntou o que o soldado queria, mas não houve acordo!
A publicação dos QUATRO DIAS DE PRISÃO teve efeitos muito mais gravosos que apenas o cerceamento da liberdade e a degradação do comportamento. A esposa do soldado soube do ocorrido, ficou nervosa passou mal, foi para o hospital, não aguentou e teve aborto "espontâneo"! O soldado, que tem uma arma, surtou! Teve de ser contido pela família e pelos amigos para não fazer "justiça". Doente, o soldado foi encaminhado a um médico, e mais a outro, até chegar ao psiquiatra. O soldado recorreu do ato punitivo, denunciou o fato na Corregedoria, apresentou provas, NADA FOI FEITO! Desde então a vida do soldado, que passou a tomar diversos medicamentos diariamente, e da sua esposa nunca mais foi a mesma. Mesmo porque, quem poderá devolver o filho perdido? Quanto aos oficiais que erraram contra o soldado, NADA FOI FEITO! E pra completar, o soldado, que ainda continua com a punição em sua Ficha Disciplinar, terá que cumprir a reprimenda assim que cessar a LTS.

12 comentários :

Amanda disse...

Esta situação tem que ser divulgada, não pode apenas ficar contida aqui no blog. Devemos fazer uma campanha EM FAVOR DA MORALIDADE E DO RESPEITO, pois a qualquer momento pode acontecer algo parecido com um de nós.
Eu já divulguei entre os meus contatos. Faça o mesmo, faça a sua parte, não demora nada. Vamos circular essa postagem!

Storm disse...

Infelizmente essa é uma constante no nosso cotidiano profissional. Sinto muito pelas perdas do soldado, mas não creio mesmo que possa haver mudanças, pq é a estrutura, a idiossincrasia, o "regulamento disciplinar" que promove essas situações. Ficamos dependentes da boa vontade de pessoas como a Ten Noemi, por exemplo. Alvos da mesquinhês e baixesa de alguns (nem todos, claro) que se sentem donos de nós.
A cada dia me sinto mais desestimulada e decepcionada com esse ambiente a mim hostil. Sinto como se o tempo que ainda tenho que trabalhar aqui fosse uma pena a ser cumprida quando vejo injustiças como a que foi feita a esse soldado e sua família.

Sócio da ASSOMAL disse...

Os abusos dos comandantes contra subordinados acontecem de diversas formas, e muitas desses abusos levam a consequencias graves para saude do policial e sua familia. Muitas vezes quem está no comando não se coloca no lugar do subordinado, não pensa que por destrás da farda existe um homem e um pai de familia, que uma simples perseguição pode tomar rumos desastrosos para aquele que é coagido moralmente....

Anônimo disse...

Se cortarem a sua cabeça, vc tem que ir com a cabeça debaixo do braço pra homologar a dispensa. Pq só os super médicos da briosa que sabem das coisas, os médicos mortais (civis) não entendem nada: "PM's são de aço", e dispensa é macete.

Cabo Êta disse...

Pensamento do dia:

"Ninguém é tão feio como na identidade,
tão bonito como no Orkut,
tão feliz como no Facebook,
tão simpático como no Twitter,
tão ausente como no Skype,
tão ocupado como no MSN,
tão bom como no Curriculum Vitae,
nem mais fofoqueiro que o Briosa em Foco!"

Uma Policial disse...

Nossa, não sei nem o que dizer diante dessa postagem.

Jenésio, o Pecador disse...

Eu sei: entrega tudo na mão Deus, e o mais Ele o fará!

Anônimo disse...

rapaz como pode ter ocorrido tal fato e nenhum orgão ter feito nada a favor do soldado.kd as associações pra que servem .será que só pra ganhar dinheiro e servi como cargos politicos?como podem existir pms idiotas que ainda são socios dessas associaçôes.....que pena que poucos servem para opinar como se fosse a opoinião de todos os outros que não compartilha dessa safadeza que se chama associação

Rafaela de Almeida disse...

Quanto mais a gente sabe das coisas podres da nossa instituição, mas a gente se dá conta que não sabe realmente como ela é!

Anônimo disse...

UM ABSURDO!

Anônimo disse...

Meu Deus, que terrível!! TAdinho do Italo e sua familia passando por tudo isso.. Força companheiro!

Anônimo disse...

ALAGOAS... TERRA SEM LEI...

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