Os julgamentos precipitados da imprensa

Quando a Polícia Militar do Rio de Janeiro agiu contra o matador de Realengo, imediatamente apareceram diversos setores da imprensa para dizer que houve excessos na ação do sargento que estava à frente da ação policial, bem como para questionar se o mesmo não teria executado o meliante. Algum tempo depois, quando a verdade veio à tona, chegou-se à conclusão que a ação do sargento foi correta, foi moderada e pautada na legalidade, e que a sua atitude evitou uma tragédia de proporções maiores.
Quando várias vítimas deram queixa de roubos praticados por marginais em uma moto, placa NME 1610/Arapiraca-AL, a imprensa logo tratou de cobrar engajamento das autoridades policiais, simplesmente porque soube que os dados no RENAVAN apresentavam um sargento, lotado no 3º BPM, como sendo o proprietário do veiculo denunciado. Imediatamente, a polícia tratou de mandar recolher o seu proprietário e apresentá-lo na Delegacia, atendendo ao "apelo" midiático. Dias depois, numa abordagem de rotina, a moto clonada foi localizada, e o sargento foi finalmente inocentado.
Quando da morte do PC, em junho de 1996, em menos de uma semana a imprensa "investigou" e concluiu que se tratava de crime passional, sendo que a Suzana, então namorada do PC, o tivera matado antes de cometer suicídio. Dias depois, estava sendo divulgado pela Revista Veja (e posteriormente por boa parte da imprensa nacional) que "o caso estava encerrado". Essa reportagem influenciou decisivamente a conclusão do inquérito policial e a opinião pública, à época, assim como alguns setores da justiça. Hoje, mais de 15 anos após o fato, o entendimento final do STF é que tivera ocorrido um "duplo homicídio", razão pela qual os supostos coautores vão a júri popular – provavelmente ainda este ano.
Bem, mas aonde é que queremos chegar com tudo isso? A resposta vem a seguir.
Quando o soldado J. Brito efetuou disparos contra o veículo placa MVG 5256/Maceió-AL, a imprensa presente no local do evento logo tratou de divulgar que "Soldado atira em tenente a acerta jovem de 16 anos", "PM se confunde e atira contra inocentes", "Soldado aceta jovem de 16 anos"...

Que nós temos uma imprensa marrom, disso não resta dúvidas. Outro ponto sobre esta situação é que quase toda imprensa é sensacionalista. Nesse sentido, já dizia o velho ditado: "quem conta um ponto aumenta um ponto". Logo, para que não comentamos o erro de divulgar algo equivocado ou tendencioso, vamos divulgar o que conseguimos apurar através do Termo de Declarações do soldado J. Brito:
Que ele estava saindo de casa pra pegar a mulher no ponto do ônibus, no pinheiro, quando ela foi assaltada por três elementos num corsa branco com a mesma placa do corsa do subtenente. Que ele pegou a moto e foi atrás dos meliantes e não tardou a encontrar os mesmos próximo ao CEPA, numa daquelas ruas intermediarias que liga o Mutange ao Farol. Que emparelhou com o carro dos suspeitos e sinalizou para o motorista parar o veículo, quando o passageiro no banco de trás fez menção de pegar algo similar a uma arma. Que então ele reduziu a velocidade, sacou da sua arma e abriu fogo contra o carro. Que somente tomou essa decisão porque sentiu que estava em perigo e para que alguém não atirasse nele, e por ter a certeza de que era o carro. Que nesse instante, o carro parou e dois elementos (o condutor e o que estava na porta junto a ele) saíram correndo e desceram uma favela em direção ignorada. Que o elemento que vinha no banco de trás, do lado do motorista, não conseguiu empreender fuga porque foi interceptado, reagiu e por isso levou uma coronhada que abriu a cabeça, sendo determinado que ele ficasse deitado no chão. Que logo após, enquanto ele tentava ligar para o CIODS, chegou as equipes do 4º Batalhão no local, e que vários minutos depois disso chegou o subtenente em uma outra vtr do 4º BPM. Que com a chegada do supervisor do 4º BPM, o capitão Viana, o subtenente, contrariando as recomendações dos policiais presentes, retirou o carro sob o argumento de que iria leva-lo para a Central de Polícia. Que ele disse que o procedimento a ser adotado era que a perícia fosse acionada para o local dos fatos e não o que estava sendo feito pelo subtenente, e nesse instante um cabo do 4º BPM lhe deu uma mãozada no peito, na presença do capitão Viana que nada fez. Que o pessoal do 4º BPM, após tranquilizar o sub, informou ao CIODS que na ocorrência da soldado Thays Oliveira a mesma teria passado uma placa diversa. Que este fato (o equívo da placa) não era verdade. Que chegando à Central de Polícia, as testemunhas foram categóricas ao afirmar que o subtenente não estava no carro. Que o delegado, pela divergência de informações, e uma vez que a soldado assaltada afirmou que o elemento que levou a coronhada teria sido um dos que a assaltaram, por conta disso, e por ter se apresentado como condutor do veículo uma pessoa diferente (que em nenhum momento participou dos fatos), resolveu apreender a sua arma e encaminhar o procedimento para a delegacia de área, liberando as partes envolvidas. Que o tenente-coronel Thúlio, mesmo após a liberação pelo delegado, determinou o seu recolhimento ao CFAP.
Não conseguimos o teor do que foi revelado pelas demais partes, em especial o subtenente Almeida, que saíram sem falar com a imprensa nem mesmo com os demais Policiais Militares presentes. Mas pelo que nos foi revelado por um dos componentes das primeiras guarnições a chegar no local dos eventos, "complicaram pro lado do Brito. Ele deu uma coronhada no cara e a imprensa disse que ele deu um tiro que pegou de raspão; procurem saber do pessoal da SAMU se o cara foi atingido por algum projétil. Violaram o local da ocorrência e pra ferrá-lo mais ainda, mesmo depois do delegado ter liberado ele, o coronel Thúlio resolveu prendê-lo, não sei por qual acusação".
Procuramos saber com os nossos contatos na Central do SAMU qual foi o tipo de ocorrência que eles atenderam no Pinheiro, na tarde do último dia 24, e a resposta foi: "ligaram pra cá e informaram que uma pessoa havia sido baleada na cabeça, no Bairro do Pinheiro, e imediatamente acionamos uma USA (Unidade de Suporte Avançado), porém ao chegar no local a equipe se deparou com uma ocorrência envolvendo uma lesão leve, decorrente de ação contundente. Depois dos primeiros cuidados a pessoa foi levada para o HGE para que fosse feito um raio-x da cabeça".
Procuramos saber junto ao serviço de assistência social do HGE qual o tipo de ferimento apresentado pelo paciente C.S.S, de 15, e fomos informados que se tratava de uma "lesão por ação contundente".
O que nós achamos disso tudo, é que o caso envolvendo o soldado J. Brito vai além do que o apresentado pela imprensa, que manipulou as informações divulgadas. Além do mais, tanto as ligações inerentes à ocorrência que foram feitas ao CIODS quanto o testemunho das pessoas que presenciaram o episódio ajudam a confirmar isso.

18 comentários :

Assessoria BEF disse...

Policiais cobram 'anistia' negociada com governo para o fim da greve

Cerca de 15 dias depois do fim da greve dos policiais civis e militares as categorias cobram o cumprimento de um dos principais pontos do acordo firmado com o governo: a "anistia" para os líderes do movimento grevista, que tiveram seus nomes em processos administrativos disciplinares. As entidades que representam os policiais afirmam que os procedimentos nas corregedorias não foram trancados como havia sido combinado.

O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar, major Wellington Fragoso, liderança que negociou o reajuste de 7% para a categoria que levou ao fim da greve, ressaltou que um dos pontos do documento assinado entre servidores e governo foi justamente a "anistia", ou seja, não punição de qualquer grevista e o abono das faltas.

"Mas até esta semana, os policiais que respondem a processo administrativo por conta da greve continuam sendo convocados para prestar esclarecimentos nas sindicâncias instauradas na Corregedoria. Não foi isso o combinado, mas sim o trancamento dos procedimentos", frisou Fragoso.

Segundo o presidente da Assomal, a resposta dada pela cúpula da Segurança Pública é de que o procedimento será arquivado, mas somente no final. "Qual a utilidade de gastar tempo e dinheiro do Estado em processos que não darão em nada. Só se estão pensando em descumprir o acordo", disse.

Na Corregedoria da Polícia Civil, as sindicâncias disciplinares instauradas contra os líderes do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol) também ainda não foram arquivadas. Elas investigam principalmente as faltas ao trabalho, bem como ofensas verbais contra autoridades.

"Também já cobramos o arquivamento das sindicâncias até mesmo porque ela gera prejuízos ao servidor. Por exemplo, não é possível se aposentar ou pedir licença se estiver respondendo a processo disciplinar", disse um dos integrantes do Sindpol, que preferiu não ter o nome revelado, até mesmo para evitar polêmicas que possam levar a um novo processo.

Anistia só por lei

Através da assessoria, o secretário de Defesa Social, Dário César, voltou a afirmar que os processos não serão arquivados até mesmo porque investigam fatos que não estão relacionados apenas com a greve, mas também são tipificados como crimes, a exemplo dos danos causados na invasão da Secretaria da Fazenda e o incêndio no quartel do Comando-geral da Polícia Militar.

Ao falar sobre a não punição dos grevistas, logo após o fim da greve, Dário César havia dito que anistia somente quem pode dar é o Congresso Nacional através de uma lei específica para extinguir a punibilidade dos policiais que praticaram algum crime durante a greve. "Por isso não falo em anistia", afirmou o secretário.

O termo "anistia" para a não punição de policiais grevistas ganhou força na mídia nacional depois do episódio da invasão do quartel do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro por mais de 400 integrantes da corporação. Todos foram detidos e ao sair carregavam faixas e pintaram o corpo pedindo anistia pelos atos praticados por melhorias salariais.

Uma Policial disse...

A contribuição que vocês têm dado à tropa miliciana, em especial à corporação, revelando-nos as coisas que, ou eram escondidas ou então corriam abertamente sem que ninguém ousasse falar, é de uma enormidade tão grande, que até cúpula da PM está preocupada com cada postagem que surge, assim como com os comentários que possam revelar alguma falcatrua. Este texto revela-nos o quanto temos de ter cuidado com a podridão da imprensa. Ainda bem que nem todos são iguais e que temos pessoas como você para olhar por nós, como nem mesmo as nossas associações olham. Parabéns a todos vocês pelo conjunto da obra.

Seu Madruga disse...

Eu fui vitima de uma informação mentirosa da imprensa e por isso estou sendo perseguido. Por isso eu recomendo ao colega J. Brito que tenha paciência, pois logo-logo eles vão arranjar outra pessoa para pegar no pé, pois eles vivem disso, tanto é que a maioria das matérias que são publicadas tem sempre que envolver a polícia. E quando a polícia figura como acusada, então, é um prato cheio. Por isso eu digo a todos: cuidado com a imprensa, e se possível, evitem dar entrevistas e até chama-la nas ocorrências de vulto.

Cabo Êta disse...

Esse tal de Thúlio parece que se satisfaz em prejudicar vários colegas, mas se esquece que ele mesmo estava com um carro roubado, e que o dono do carro foi recuperar o veículo na porta do BOPE. Uma vergonha! Nós até compreendemos que ele estivesse cumprindo ordens, mas se ele fosse faze o que é certo, duvido que ele respondesse por isso.

Seu Madruga disse...

Gente, se o delegado liberou o soldado, por que então a PM teria motivos para prendê-lo?

Uma Policial disse...

Por pura ilegalidade! E não tenham dúvidas que assim que a nossa rainha for indagada por isso, ela virá com a clássica resposta: "foi uma resposta à sociedade", ou então, "a Polícia Militar é regida pelos pilares da hierarquia e da disciplina"...

Rafaela de Almeida disse...

Este blog realmente tem contribuído para esclarecimentos e exposições de entendimentos para um bom debate a cerca dos assuntos atinentes à nossa caserna. As postagens, como esta, trazem à tona questões que mal ouvíamos nos corredores das unidades. Um grande problema que tínhamos na corporação era uma referencial de lutas, que representasse os nossos interesses as nossas reivindicações. Eu endosso o coro dos que os parabenizam pelo conjunto da obra.

Sócio da ASSOMAL disse...

Um dos grandes problemas da nossa corporação é que não aproveitamos nossos valores a favor da instituição. Aliás, o comando não aproveita os nossos valores a favor da instituição, em prol da sociedade. Contrário a isso, o que vemos são situações onde cotidianamente as pessoas que nos comandam só querem se locupletarem, esquecendo o juramento que fizeram, traindo não apenas a instituição e a sociedade, mas principalmente as suas famílias.

Sócio da ASSOMAL disse...

Com base na informação do primeiro comentário, o que vemos (desde há muito tempo) são presidentes de associações muito mais preocupados consigo mesmos, que com o reajuste salarial da classe que representam. Lamentável!

Jenésio, o Pecador disse...

Pensei que os nobres companheiros tivessem esquecido do Thúlio... Uma pobre alma que nunca fez mal a ninguém. Comdante Thúlio, estamos torcendo por você: "bem longe do Povo de Deus".

Radio Patrulha disse...

Conheço o Brito, e acho também que essa história está muito mal contada.

Renato disse...

Amigos, continuem postando nesse blog, as suas postagens tem relevância de grande valia para nós. Infelizmente quem mostra a cara sofre essas consequências, por isso compreendo que vocês se resguardem, bem como compreendo que os nossos colegas que conhecem este espaço sejam receosos de deixar algum comentário, pois todos nós sabemos como a covardia e a perseguição rola solta no nosso meio. Mas, mesmo com toda pressão que vocês devam sofrer, pelo receio de serem descobertos, não desistam, continue postando essas informações maravilhosas, abraço.

Assessoria BEF disse...

Soldado acusado de atirar em carro do subtenente deixa Academia Militar

J. Brito cumpriu prisão disciplinar de 72h, após determinação do Comando

O soldado da Polícia Militar (PM) J. Brito, lotado no Quartel do Comando Geral, acusado de atirar no carro do subtenente PM Almeida, do 4º Batalhão, na tarde do último dia 24, deixou neste domingo (26) a Academia de Polícia Militar para onde havia sido recolhido por determinação do Comando-Geral da Polícia.

Para a história foram apresentadas duas versões e o caso repassado pelo delegado Aydes Ponciano para as mãos do delegado Denisson Albuquerque, do 7º Distrito Policial. Contra o soldado será instaurado inquérito disciplinar.

J. Brito teria ido apoiar sua esposa, a também soldado Thaís, lotada no Centro Integrado de Operações da Defesa Social (CIODS) que sofrera um assalto. Ao atirar na direção do Corsa Classic de placa MVG-5256, do subtenente, o adolescente CSS, de 16 anos, foi atingido na cabeça.

Fonte: Gazetaweb

Thiago disse...

Por que em todas as PMs tem sempre um FDP que se mete a ser metido a brabo com os subordinados, e lá fora, nas ruas, não tem a mesma coragem? Quem conhece o Thúlio, e outros mais como o Jairisson, o Batinga, o Mário “menina”, dentre tantos outros, sabem do que eu estou falando. O dia a dia na caserna tem nos revelado muitas coisas sobre essas pessoas que vestem as mesmas fardas que a gente.

Sócio da ASSOMAL disse...

Assomal parabeniza decisão em favor de capitão da PM

Por unanimidade, Câmara Criminal absolveu Rocha Lima de processo de expulsão da Polícia Militar; Associação cobra cumprimento de acordo com Governo

O presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), major PM Wellington Fragoso, vem a público parabenizar a decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), que, no último dia 22 de junho, decidiu, por unanimidade, confirmar a decisão do Conselho de Justificação da Polícia Militar de Alagoas, desconstituindo o ao de expulsão lavrado pelo então comandante da Polícia Militar, o coronel PM Dário César, em virtude de crimes que estavam sendo imputados ao capitão.

Votaram favoravelmente à decisão do capitão os desembargadores Orlando Manso, Otávio Praxedes, Edvaldo Bandeira Rios e José Carlos Malta Marques. Na decisão, a Câmara Criminal decidiu que, caso a expulsão visse a ser efetiva, o oficial fosse reintegrado aos quadros da Polícia Militar, considerando improcedente as acusações contra Rocha Lima – que chegara a ser acusado, por exemplo, de formação de quadrilha.

O julgamento contou, inclusive, com parecer favorável por parte do representante do Ministério Público no Pleno do Tribunal de Justiça, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque.
"Opino pelo conhecimento da presente remessa necessária, para o fim de julgá-la improcedente em sua conclusão de demissão, quer pelo acolhimento da inexistência de provas da participação do oficial de justificante nos fatos objeto da instauração do conselho de justificação, quer pela incidência do ‘in dubio pro reo’, a teor do artigo 439, alíneas do código de processo penal militar, respectivamente, acompanhado o entendimento dos membros do conselho de justificação, que, à unanimidade de votos, opinam pela absolvição do justificante quanto aos fatos que haviam sido objetos da instauração do conselho", diz o parecer.

Com a decisão, o capitão Rocha Lima deve permanecer exercendo normalmente suas funções na corporação. "Se a Câmara Criminal assim decidiu é porque não há indícios de envolvimento do capitão nos crimes relatados. E confiamos na seriedade dos desembargadores", comentou o major Wellington Fragoso.

O presidente da Assomal também afirma já cobrar do Governo do Estado o cumprimento de acordo firmado quando do fim do movimento grevista, já que o Executivo garantiu não mais dar prosseguimento a inquéritos e sindicâncias abertos contra policiais que se engajaram na luta por melhores condições de trabalho.

"Este ponto do acordo está sendo descumprido já há três semanas. Ou seja, o Governo está expondo indevidamente os militares e deslocando policiais para uma função que não deveria estar ocorrendo, retirando-os de outros serviços", comentou o major.

Fonte: GW

Assessoria BEF disse...

Interessante: depois que divulgamos essa postagem "coincidentemente" a Gazeta de Alagoas divulgou uma matéria com o seguinte trecho:

"O caso exige uma investigação criteriosa", afirma o delegado Aydes Ponciano, acrescentando que já encaminhou ao colega Denisson Albuquerque, delegado do 7º Distrito Policia (7º DP), a quem cabe investigar o caso, os depoimentos e todas as informações referentes aos primeiros procedimentos na área da Polícia Civil.

Veja essa matéria clicando aqui.

É, briosos companheiros, na hora de publicar uma matéria tendenciosa, sem embasamento técnico e dando conta que o "soldado atirou em um tenente e acertou um adolescente", rapidinho a imprensa foi "eficaz". Hoje, longe do calor dos acontecimentos e com as coisas vindo à tona, timidamente a imprensa dá ares de imparcialidade; porém o estrago feito jamais poderá ser remediado.

Assessoria BEF disse...

Hackers X Ratos

Em meio a uma avalanche de ataque de hackers a diversos sites de órgãos públicos, em todas as esferas, onde nem mesmo os sites do governo federal, os sites oficiais de alguns Estados e o site da PM do Rio grande do Sul e até mesmo o site da Prefeitura de Maceió foram as vítimas mais recentes, eis que alguns ratos estão tentando invadir a nossa página.

Muito bem, seus ratos, continuem, mas desde já saibam que temos outros blogs, os quais são acessados por contas diferentes das que usamos nas postagens da BEF. E paralelo às ao postamos na BEF, simultaneamente também publicamos o mesmo em outros blogs nossos ou de terceiros (a exemplo do UNIBLOGBR). E a razão para tanto é bem simples: caso o nosso blog saia do ar por algum motivo, usaremos os blogs paralelos um após o outro...

Essa não foi a primeira vez que as nossas contas foram alvo de investidas no intuito de descobrir as senhas que utilizamos. Para falar a verdade, somente este mês, antes de hoje, foram sete tentativas de acessar a BEF, sendo que na presente data foram três tentativas.

Para ver as tentativas de ataque dos ratos acessem os links abaixo:

Número de Tentativas
Tentativa 01
Tentativa 02
Tentativa 03

Percebam que os horários com as tentativas de acesso são diferentes, e que somente hoje foram três. Ratos, é perda de tempo querer descobrir as nossas senhas, ou tentar apagar as postagens, pelos motivos que já expomos acima.

Como já foi dito em outra postagem: "os cães ladram, mas a caravana não para". E assim, vamos seguindo a nossa jornada.

Soldado Inconformado! disse...

Quero aproveitar este espaço para fazer valer nossos direitos e demonstrar não só o meu descontentamento como o de todos os praças lotados no RPMON - Cavalaria, sobre alguns que vem acontecendo por lá. Sobre a escala de e que serviço, todo mundo sabe que depois que o agora coronel recruta Gilmar Batinga assumiu o comando do CPC, que a escala de serviço virou uma escravidão, e está aí um dos verdadeiros motivos para as constantes baixas de militares, mas, em se tratando de escala não tem pior do que a do RPMON, que é conhecida como a escala iô-iô, que essa semana é de 12X36 com horário absurdo de 15:00h às 03:00h, e quem não tem carro tem que dormir por lá e ir embora de manhã, por que no BPRP tem a escala de 12X36, mas com horário de 13:00h à 01:00h e após o serviço a viatura leva o militar em casa, voltando ao RPMON, na outra semana muda de novo, o serviço passa a ser de 12X24/12X48, e mais uma vez na outra semana muda novamente, volta para 12X36, e na outra semana muda de novo, dessa vez o horário esse o pior que tem, com início às 19:00h, pior por que o início é de 19:00h, mas como estamos falando de cavalaria, temos que chegar às 17:30h, isso por que temos que limpar o cavalo e selá-lo, para depois tomarmos banho vestir a farda, por que 19:00 não é o horário para chegar no quartel e sim para já está pronto com cavalo selado em forma ás 18:50h para embarcar no caminhão, para quem tem carro e mora próximo que é meu caso, posso sair de casa às 17:00h, mas para quem não tem e mora longe que é o caso de alguns colegas, eles tem que sair de casa às 16:00h, e pior de tudo isso é que lá no RPMON, nós não temos direito a rancho, na escala já está logo escrito, o regimento não disponibilizará comida, portanto venham de barriga cheia de casa, hora sair de casa às 16:00h ou 17:00h e ficar até às 07:00h da manhã do outro dia sem comer, isso dá de 14 a 15 horas, nem os cavalos aguentam isso, e enquanto nos negam um jantar no rancho, os oficiais que tiram expediente, chegam às 07:00h e vão embora às 13:00, quando não vão mais cedo, quer dizer, isso dá 6 horas por dia, e eles têm direito a café da manhã e almoço, o que me deixa inconformado com a situação, se não quer dar comida ou não tem dinheiro para comprar, que mude a escala e que seja ela definitiva, por que o que não dá é ficar sem comer por 15 horas, das quais metade é trabalhando em cima de um cavalo, depois não quer que o praça venha a adoecer, a baixar, isso sem contar que essa época de chuva, o material do cavalo como a sela e outros por serem de couro não pode molhar, coisa que está acontecendo constantemente, por que o certo é se tiver chovendo nem é pra sair do quartel, mas o que está acontecendo é o contrário o oficial de dia espera estiar um pouco e manda a gente pra rua, e chegando lá o que acontece, ficamos debaixo de chuva, o material está se deteriorando, e em se tratando de policia militar, fica difícil de adquirir outros, não é por manos que os militares mais antigos, quando vão para o serviço, é como eles dizem é só para passear de cavalo, por que não temos incentivo por parte de quem comanda, e por fim em relação aos uniformes, que na cavalaria é diferente, e a bota que também e diferente, o que ouvimos é era pra ter chegado a trinta dias atrás e nada, e a bota, o que ouvimos é que temos que nos virar e comprar do próprio bolso, coisa que era para polícia fornecer a nós praças, e sabe quanto custa, em torno de R$ 300 a R$ 400, e só de encomenda, e de quem é a culpa de tudo isso, é culpa nossa mesmo que apanhamos e ficamos calados, mas, se falarmos somos perseguidos, levamos baquela, tudo culpa do "RDMAL", e por último os oficiais que quiserem trabalhar na RPMON, não hesitem vão, lá vocês não vão limpar cavalo tem gente pra fazer isso pra você, e lá é o melhor lugar para um oficial trabalhar, é claro depois dos gabinetes oficias do governo, mas, um dia isso tudo vai mudar, afinal já tem 20 anos que dizem isso, e só esperar pra ver... daqui há mais uns 20 anos quem sabe!!!

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