Outras estratégias para reduzir a violência

Desde que Dário, o César, assumiu a SEDS dezenas de milhares de alagoanos foram assassinados, torturados, desapareceram, foram estuprados ou foram expulsos de suas casas, num terrível momento em que se encontra o Estado de Alagoas, referência nacional e internacional nestes crimes.
A repressão das forças de segurança pública para minimizar a crescente onda de criminalidade no Estado, mostra-se incapaz de surtir qualquer efeito esperado. Aliás, para sermos mais exatos, a única eficácia no que tange à repressão, é a que a cúpula da SEDS usa para silenciar o efetivo dos que ousam se manifestar contrários às ações orquestradas por Dário, ainda que estas ações sejam pacíficas e estejam respaldadas pela democracia. O governo do Estado sabe disso tudo, mas respalda as ações do seu secretário de segurança pública, que cada vez mais desrespeita direitos constitucionais, revela-se "inoperante" ante os crescentes índices de violência, fazendo com que a revolta da tropa contribua com o atual quadro de caos.

Apesar de todos os recursos federais e estaduais destinados ao combate da criminalidade, seis meses da gestão de Dário à frente da SEDS já se passaram e o que vemos são dados horríveis, que nos fazem crer que a política de "administrar a segurança pública como se fosse uma empresa privada" (filosofia de trabalho de DC), é ineficaz, inoperante...
Em seu pouco tempo à frente da pasta mais importante do Estado, Dário, ao contrário de agregar apoio com as demais secretarias, acumulou inimizades, tanto na área de criminalística, quanto no Conselho de Segurança, e principalmente das tropas militares.
Pouco mais de 24 horas da divulgação que os índices de homicídios aumentaram em 10%, "coincidentemente" de janeiro a 13 de junho corrente, onde até o momento da divulgação haviam acontecido 809 assassinatos, eis que Dário (durante uma reunião que acontecia no mesmo instante em que um cidadão era assassinado no Mutange) surge com outra ideia mirabolante capaz de trazer resultados. Apenas para lembrar: não faz muito tempo, Dário disse que "em Alagoas não há assassinatos, há CVLI, e somente a perícia, a polícia judiciária (e em alguns casos a justiça), 'após longa investigação' podem fazer essa afirmação".
Já foi dito aqui em outra postagem que não fazemos parte da política do "quanto pior melhor". Porém, parece que vamos ter de chegar aos 5 mil mortos por ano para que "alguém" se toque que alguma coisa precisa(va) ser feita há muito tempo. Sem investimentos sérios e, sobretudo, sem o apoio das tropas, nenhuma política de segurança pública será eficaz.
A maior parte dos efetivos dos órgãos que compõem a SEDS é desfavorável às medidas adotadas por Dário, o César, assim como os seus comandantes, a exemplo do coronel Luciano Silva; que usa de fortes práticas para pressionar todos aqueles que demonstram alguma insatisfação contra a opressão. Se Alagoas quiser modificar o atual quadro e que se encontra, terá de coibir as ações isoladas de seus secretários e muito provavelmente tem de investir em políticas públicas que envolvam também os efetivos dos órgãos incumbidos de combater a criminalidade.
Hoje, conforme divulgado amplamente pela imprensa:
A Secretaria de Estado da Defesa Social (SDS) definiu, nesta quinta-feira (16), as estratégias para reduzir a violência em Alagoas. Uma reunião, com a participação dos órgãos que vinculados à SDS e principais diretores dos setores do órgão, apresentou 14 estratégias propostas pelo Governo como decisivas para alcançar metas de redução do crime.
Confira as "estratégias":
– Intensificar ações coordenadas de combate à criminalidade, com ênfase nas ações de prevenção nos locais mais críticos e junto às populações mais vulneráveis;
– Integrar as políticas públicas para atuação articulada nos territórios, em particular nos socialmente vulneráveis;
– Disseminar os princípios e práticas da gestão para resultados no Estado;
– Estimular a criação de empregos e a empregabilidade, sobretudo dos jovens;
– Implantar a educação integral no ensino;
– Ampliar, capacitar e fortalecer os sistemas de respostas às ocorrências de eventos críticos;
– Promover ações de inclusão produtiva voltadas para a população carente, com ênfase no acesso ao mercado, ao crédito, à assistência técnica, extensão rural, à inovação e à qualificação;
– Ampliar a oferta de equipamentos de esportes, lazer e cultura nas áreas mais vulneráveis da capital e interior;
– Implantar políticas públicas para o fortalecimento da ética, da cidadania e dos direitos humanos;
– Fortalecer o ciclo de planejamento e gestão com ênfase na modernização e informatização dos serviços públicos.
A Secretaria da Defesa Social propôs três estratégias para serem inseridas entre as propostas do Estado, que são:
– Fortalecer e ampliar as políticas de ressocialização dos reeducandos;
– Inserir a escola no contexto formador de uma cultura de paz e de redução da violência;
– Fortalecer a política de trânsito, integrando-se aos demais órgãos e entidades, na busca de um trânsito seguro e com fluidez.
Cá pra nós, se Alagoas quer mesmo sair da situação em que se encontra, só tem uma escolha: defender os direitos humanos da sua população começando pelo respeito aos direitos humanos dos componentes dos órgãos de segurança, o que envolve coibir toda e qualquer brutalidade inimaginável contra seus próprios agentes. Sabemos que o governador e os demais secretários são sensíveis à pressão pública, bem como sabemos da situação delicada em que se encontra o Estado. Mas não podemos permitir que os nossos governantes continuem assessorados por pessoas descompromissadas com a causa pública, bem como fiquem indiferentes diante de um número estarrecedor, cada vez mais crescente, composto de homens e mulheres, e até mesmo crianças, que estão sendo mortos, muito mais vítimas da falta de competência de quem deveria fazer algo que dá própria violência.

6 comentários :

Assessoria BEF disse...

Não seria nenhuma majoração falar em "dezenas de milhares" de vítimas da violência (e do descaso), pois qualquer um sabe que menos de 5% dos crimes são levados aos conhecimento das autoridades competentes, constituindo assim o que a Criminologia chama de "Cifra Negra". Por tanto, é perfeitamente correto falar que temos "dezenas de milhares" de vítimas...

Anônimo disse...

AGORA DARIO, O CESAR JUNTO CM CEL-LUCIANO, QUER IMPLANTAR UM NOVO TIPO DE POLICIAMENTO COPIADO DE UM ESTADO VIZINHO, SO QUE LA O SALARIO JA SE ANTECIPA A PAC-300. QUEREM COLOCAR VTR COM DOIS POLICIAIS ALMENTANDO ASSIM O NR DE LUZES PISCANDOS NAS RUAS ISSO SE CONSEGUIREM FAZER FINALMENTE A REVISAO DAS VTR QUE ESTAO PARADAS MAIS DE 5 MESES, ORA IMEGINE DUAS VTR EM OCORRENCIA COM 02 PMS CADA, QM VAI GUARDAR AS DUAS ENTAO LOGO SE VER A NAO PREOCUPAÇÃO CM A QUALIDADE DO SERVIÇO E SEGURANÇA DA GUARNIÇÃO E SIM A QUANTIDADE PASADA COM A FALSA SENÇÃO DE ´POLICIAMENTO POR VTR NAS RUAS,AS ASSOCIAÇÕES DEVERIAM COBRAR QUE SEJA SEGUIDO O REGULAMENTO SORE O QUANTITATIVO DE PMS POR GUARNIÇÃO MOTORIZADA.

OBSERVADOR disse...

Moradores de Coruripe protestam contra onda de violência na cidade

A população de Coruripe está revoltada com a violência que invadiu a cidade. Em menos de três meses, a cidade registrou só na grande Coruripe cerca de três assaltos, dentre eles em duas igrejas, Barro Preto II e Lagoa do Pau. No último domingo (12), o jovem Anderson Amaro da Silva, 20 anos, voltava para casa acompanhado de um tio e uma prima, quando foram abordados por dois homens encapuçados que levaram o tênis do tio de Anderson e a vida do jovem, que ao tirar o celular do bolso para entregar aos assaltantes, levou dois tiros, uma na nuca e outro no pescoço.

Já na segunda-feira (13), no centro da cidade, na loja Ariska, 4 homens armados entraram no estabelecimento, amarram 4 funcionários e uma cliente no estoque, levaram roupas, pratas e itens da loja, por volta das 17h. Fora as tentativas de homicídios e outras mortes ocorridas nesse período. Na mobilização, será cobrada resposta acerca da morte das irmãs Beatriz dos Santos e Samara Oliveira.

Esta semana a dona-de-casa Edleuza Alexandre, diz que sua filha, Rosiane da Silva de Carvalho, de 13 anos, saiu de casa a caminho da escolha, mas nem chegou ao local, na quarta-feira (15). Desesperada, ela considera a filha desaparecida.

Coruripe é o maior município em extensão territorial de Alagoas, de acordo com dados, o município conta com apenas uma viatura, sete policiais civis e 25 militares. Por dia o número de policiais trabalhando é muito pequeno.

Sócio da ASSOMAL disse...

PEC 300 será debatida na TV Câmara

Assunto será abordado no Programa Expressão Nacional com a participação do SD Almança


Nesta terça-feira (21), às 21h, o Programa Expressão Nacional da TV Câmara irá debater um assunto pertinente e que tem mexido com a corporação militar há algum tempo, a PEC 300.

O programa de debates abordará o tema ao vivo e terá a participação de dois deputados, um advogado especialista em Direito Constitucional e o Policial Militar Fernando Almança, representando os policiais e bombeiros de todo o Brasil.

PARA MAIORES INFORMAÇÕES, ACESSE: http://www.assomal.com.br/noticia.php?id=00000000436

Filho de Jorge disse...

Mais uma falácia desse cidadão!
Observa-se nessas 14 estratégias que, além de não conter novidade alguma, ainda por cima, em sua maioria , são estratégias de médio e longo prazos. Ou seja, vai continuar a morre muita gente ainda.
Tenho certeza que a pemanência desse cidadão à frente da pasta mais importante do Estado faz parte parte do rol de idéias do Sr. Governador que visam, tão somente, afrontar a opinião pública(em especial de nós militares) com uma demonstração clássica do "quem manda aqui sou ".
O ministro mais forte de Dilma caiu. Aqui, nessa província liderada por(literalmante)coronéis, o governador faz queda de braço com aqueles que clamam com saída desse cidadão da SDS, ou seja, quase toda a população alagoana.

Anônimo disse...

Estes estalionatarios politicos tomaram de assalto a nossa bela alagoas, em especial este cidadao chamado dario cesar, que nada fez ou faz para o bem do povo.

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