A Avenida abandonada

Semana passada foi meu aniversário. Como "folguei" justo na data posterior, depois de tirar aquele cochilo revigorante, decidi aproveitar as horas que faltavam até entrar novamente de serviço para tomar uma cervejinha junto da patroa e dos meninos.
E, como o salário de Cabo não chega ao final do mês, fui conhecer a recém inaugurada Pichilau Bebidas, que fica próximo ao Hiper Bompreço da Gruta.
Enquanto pegava algumas latinhas e uns refrigerantes, pude perceber que os funcionários me olhavam apreensivos. Pensei ter sido uma corriqueira impressão minha, mas observei quando a operadora do caixa cochichou alguma coisa com um homem gordo de terno que ficava à porta do estabelecimento. Ele aproximou-se e perguntou, em tom firme:
– O senhor é policial, não é?
– Sou sim – respondi. Algum problema?
– Não, é que depois do último assalto aqui, os funcionário andam muito nervosos – falou o segurança da loja.
Não à toa! A verdade, confidenciada por eles, é que a Avenida Fernandes Lima está entregue aos bandidos! Território esquecido. Por lá, a tal da "Ronda Cidadã" ainda não deu as caras. Também pudera: não existe nenhuma "contrapartida" dos comerciantes da região para ofertar as unidades de área e nem vales alimentação. O Interesse é mínimo. Frisou a atendente do balcão. A solução achada pelo dono, que disse pretender fechar a loja por falta de segurança pública, foi contratar quatro seguranças, que se "revezam" numa escala de 12x48 cada – que é melhor do que a praticada na PMAL a um valor de R$ 450 reais por mês. Isso para eles, pois o "patrão" (que é oficial da PM e iremos revelar nas próximas postagens) fica com a maior parte.
Enquanto isso, os assaltos, homicídios, furtos em geral, estes seguem de vento em popa. A rota de fuga para bandidos que desejam cruzar a cidade para cometer os mais diversos ilícitos continua aberta e funcionando a todo vapor.
Paguei a conta e enquanto saia com a sacola, disse a eles num tom confortador:
– Não se preocupem pessoal, o secretário disse que tomará conta dessa situação!
– Qué que é isso, "Seu Zé"? Um homem que nem fala "grosso" nas entrevistas, tem moral pra bandido? Esse só tem moral pros "pulícia" dele, e olhe lá – rebateu a atendente.
Nisso, acho que ela tinha toda razão.

Quem será o oficial que é "proprietário" desta "firma de segurança informal", hein? Aguardem!
E quem andar errado, que se quebre!

9 comentários :

Anônimo disse...

rsrsr. é o cap lisiario,kkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

desculpa ai cabo amigo, mais precisa de cinco seguranças para haver um revesamento de 12 por 48. fostes mal nessa.

Irmão Sadan, vamos passar a sacolinha. disse...

Concordo com o "Anônimo", mas tenho que reforçar: revezamento tem a "letrinha" Z no lugar da "letrinha" S, tá bom?

Irmão, quando fores tirar o argueiro do olho de teu irmão, primeiro tirai a trave de teu próprio olho.

Sócio da ASSOMAL disse...

Bancada do PT quer discutir piso de policiais com governadores

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Teixeira (SP), diz que a bancada petista quer discutir com os governadores a Proposta de Emenda à Constituição 300, que estabelece um piso nacional salarial para policiais e bombeiros.

“A bancada, neste diálogo, achou importante chamar os governadores para debater o tema da segurança”, disse Teixeira após almoço entre a bancada do PT e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

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Jenésio, o Pecador disse...

O Povo de Deus tem olhado para tudo e todos. Às vezes se manifesta, às vezes não se manifesta, às vezes faz como eu faço...

ASCOM da PMAL disse...

Taxistas de Maceió vão usar frequência de rádio da PM

Os taxistas de Maceió poderão utilizar a frequência da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) para comunicar assaltos, roubos e tentativas de homicídio. A autorização foi publicada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e depende, agora, de um parecer técnico do Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciods).

Com esta medida, o presidente do Sindicato dos Taxistas de Alagoas (Sintaxi/AL), Ubiraci Ramos, acredita que a violência contra a categoria deve diminuir. Isso porque, segundo o sindicalista, os taxistas terão uma ponte direta para fazer denúncias e evitar mortes, como a ocorrida no dia 7 deste mês, quando o taxista Luiz Henrique de Souza dos Santos, 25 anos, foi morto a facadas por dois assaltantes que viajavam como passageiros.

Com a morte dele, o Sintaxi/AL já contabiliza quatro assassinatos de profissionais da categoria. Além disso, pelo menos dois assaltos a taxistas são registrados a cada final de semana. "Não suportamos essa violência", desabafa Ubiraci. "Nós ficamos vulneráveis, até porque não está escrito na cara do passageiro que ele é honesto ou tem más intenções ao entrar no táxi".

Mas ele salienta que a medida não deve se estender a todos os cerca de 3 mil táxis cadastrados na Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) de Maceió. A princípio serão 1.500 táxis vinculados a cooperativas, e mais as três empresas de rádio-táxi da capital, de acordo com o presidente do Sintaxi/AL.

O que falta

De acordo com o coordenador do Ciods, major Luiz de Souza, o órgão já tomou conhecimento da portaria da Anatel que autoriza os taxistas a utilizarem a frequência da PM. "Já encaminhei o comunicado ao coordenador de Políticas da Secretaria da Defesa Social, coronel Edmílson Cavalcante, e estamos realizando os últimos ajustes para liberar a frequência", assegurou.

Ele preferiu não adiantar um prazo para que todos os procedimentos que asseguram a liberação da frequência sejam concluídos. "Mas estamos trabalhando para que, até o início do próximo mês, todos os trâmites já tenham sido resolvidos", salientou o major Luiz de Souza.

Anônimo disse...

Só praça que não pode fazer bico, né?

CBMAL disse...

Ser bombeiro: um sonho de criança realizado há 51 anos

Cabo Brito sente orgulho de ter feito parte da história de uma Corporação tão respeitada como o Corpo de Bombeiros

Stephany Domingos

Quando perguntadas sobre o que querem ser quando crescer, são inúmeras as respostas das crianças que sonham em um dia vestir o uniforme de bombeiro, nem que seja para salvar a vida de um pequeno animal que esteja em perigo. Mas, quantas pessoas conseguem realizar este sonho tão corriqueiro entre as mentes infantis? No caso do Cabo reformado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL), Nilton de Brito Sampaio, conhecido como Cabo Brito, seu sonho se tornou a realidade mais importante de sua vida.

Nilton tem 73 anos de idade e entrou para a Polícia Militar de Alagoas (PMAL) em 1º de setembro de 1960, há 51 anos. Depois de três meses inserido nas fileiras da PM, Brito foi o primeiro voluntário a transferir-se para a então Companhia de Bombeiro, criada 13 anos antes de sua entrada para a Companhia.

Com 25 anos, Brito já havia servido ao Exército e conhecia bem as rigorosidades da vida militar. E quando escolheu ser bombeiro sabia o que o esperava dentro de uma Companhia criada há pouco tempo e descriminada diante dos outros militares que faziam parte da Polícia Militar. “A ‘caxiagem’ era muito grande e tudo era motivo para ficarmos de pernoite ou revista. A Companhia era uma verdadeira escola e parecíamos estar em curso constantemente”, falou o Cabo, enfatizando que mesmo assim, o amor pela farda e pelo salvamento eram maiores.

Em 1960, o Corpo de Bombeiros de Alagoas era pequeno, possuía poucas viaturas e os serviços operacionais executados eram apenas de segurança do Quartel, combate a incêndio e salvamento aquático. Brito diz que na época não era muito comum mandar as praças fazerem curso na área de bombeiro, e que foi um dos privilegiados com um curso de combate a incêndio no Rio de Janeiro: “o curso foi de duas semanas, mas pude aprender muito do serviço que eu, mesmo sem saber muito, executava com tanto amor”, citou.

Muitas foram as experiências vividas por este militar durante o período que esteve no Bombeiro, entre elas, ele citou alguns incêndios nos quais teve que entrar sem máscara para tirar vítimas do local, em que, algumas vezes, quase se tornou outra vítima. “As condições de trabalho eram difíceis, e só melhorou quando eu estava quase me aposentando. A escala era 24h por 24h e na folga ainda ficávamos o dia todo de expediente, marchando, fazendo faxina ou treinamento, para no dia seguinte assumir o serviço novamente. A gente trabalhava dobrado, e além das funções de bombeiro, quando a polícia precisava, chamava os poucos que éramos, 48 militares para toda a Companhia, para executar alguma função por lá. Mas mesmo assim, o amor pelo Bombeiro sempre foi maior e nunca pensei em sair. Sabia que as coisas iam melhorar”, se emocionou o Cabo.

Como um sonho de criança, Nilton de Brito Sampaio sonhou, transformou o sonho em realidade, esteve na ativa para ver o bombeiro ir se equipando aos poucos e em 1982, por problemas de saúde, foi aposentado depois de 22 anos de pleno exercício da profissão Bombeiro Militar, e com todo o orgulho que consegue expressar diz: “o Bombeiro foi tudo na minha vida, na ativa fui herói e mesmo esquecido depois que me aposentei, tenho orgulho de dizer que sou bombeiro”.

Anônimo disse...

cabo véio, quer ganhar os mesmos R$ 450,00 pela mesma escala de 12x48?

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