O "Calcanhar de Aquiles" do governador

"Demorou mais caiu! Depois de diversas denúncias de irregularidades e má gestão de recursos, entre outros fatos desabonadores para a instituição de tamanha importância para a sociedade alagoana, finalmente o governador tomou a medida correta e trocou o Comandante Geral!"
Calma, leitores, não estou falando do Comando da Briosa, mas aqui, trata-se do (ex)Comandante Geral do CBM/AL, que após inúmeras denúncias, foi afastado do cargo para a felicidade geral dos bombeiros que têm honra.
Mas afinal, por que se demorou tanto para realizar essa mudança, se as denúncias eram contundentes? Vamos relembrar: "desvios dos donativos para os desabrigados", "incêndio que destruiu toneladas de donativos", "escândalos das diárias", "empréstimo de uma viatura do CBM para alguns pastores fazerem turismo na Bahia" e, por fim, "confecção de um documento forjado para promoção de um capitão CBM". Por si só, qualquer uma dessas acusações seria um motivo justo para afastamento do Comandante Geral dos Bombeiros. Porém, tanto o governo quanto a cúpula da SEDS achou por "bem" mantê-lo no cargo, afinal, não se pode admitir erros na área da Defesa Social, quanto mais recuar diante de uma má escolha.
O maior prejudicado de toda essa incompetência foi o próprio CBM – como instituição – e a sociedade alagoana, que passou por mais constrangimentos, alguns a níveis nacionais. Todavia, para afagar o ego de nossos gestores, o privado ficou a frente do interesse público, e deu no que deu, jogando o nome do CBM/AL na lama.
Vejamos então outra situação bastante embaraçosa, resultante de denúncias que não param de ser reveladas, porém mais uma vez, para afagar egos, nada é feito, e só quem sofre é a sociedade. Aqui temos o caso da PMAL, onde diversas denúncias contra o comando e seus fieis escudeiros são feitas diuturnamente por nós, que, no entanto, ninguém quer investigar, com medo de dar um tiro no próprio pé. São denúncias diárias de "abusos contra subordinados", "desvios de verbas", "prevaricação", "apropriação indevida", "desvio de funções" e "corrupção". Tudo isso denunciado com provas, sendo muito fácil comprovar, bastando a quem de direito, ir in loco averiguar a veracidade das denúncias.
E o que o nosso nobre Ministério Público tem feito com inúmeras denúncias aqui apresentadas? NADA, calou-se diante de inúmeras irregularidades. E o governo do Estado? Não apura, e sequer tem coragem de afastar os acusados até o término das investigações. E a PMAL continua sendo o "Calcanhar de Aquiles" do governador, pois apesar de anunciar diversos investimentos, a criminalidade não para de crescer em todo o Estado, fruto da falta de motivação da tropa em ter gestores e comandantes afundados em graves denúncias, sem contar a falta de valorização salarial deste governo para com os agentes da segurança pública.
Será que o governador irá esperar uma denúncia ainda mais grave para afastar toda a cúpula da SEDS e PMAL? Ou irá esperar mais alagoanos serem mortos pela violência galopante hoje presente em Alagoas? Não custa lembrar, que nosso governador não mais concorre ao executivo estadual, então terá de mirar em uma cadeira rumo ao senado em 2014, e se nada for feito urgentemente para conter essa apatia da segurança pública e o crescimento vertiginoso da criminalidade, nosso atual governador poderá dar xauzinho para o senado... E aí Téo? Vai segurar esses pepinos chamados Dário Cesar e Luciano, colocando em risco a sua vaga ao senado em 2014? O tempo urge e medidas devem ser tomadas antes que o barquinho azul naufrague.
OBS: a palavra "denúncia" foi repetida diversas vezes neste texto para que "alguém", finalmente, se toque do que realmente está acontecendo.
Agora uma "fofoquinha palaciana": o secretário do Gabinete da Casa Civil adora nossas denúncias, e faz questão de comentá-las com outros secretários (Álvaro Machado odeia o secretário neófito, e só espera o momento certo para queimá-lo perante o governador, e sempre que pode o faz), dizem – as pessoas próximas – que a postagem sobre a vida do Dadá durante o governo do presidente Collor (clique aqui para ver) causou risos e bons momentos de diversão dentro do Gabinete Civil.

6 comentários :

Tenente Stive disse...

Hoje, lá no QCG, pude ver três lindas pecinhas (Lima Junior, Lovercir e Wilson). Com certeza, pela delonga, os mesmos estavam "conspirando". Como diria os integrantes da novela "O Clone", "conspirando contra Alah". Que Alah diminua os dias dessa corja na corporação!

Jenésio, o Pecador disse...

E que todos digam "Amém!"

Sócio da ASSOMAL disse...

PT é o único partido que se opõe a PEC 300

Com a presença maciça de militares de todo país e deputados federais no auditório Nereu Ramos, situado na Câmara Federal, nesta terça-feira (09), inclusive com uma delegação de Alagoas, desta feita representada pelos diretores da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (ACSPMBMAL), Associação dos Praças de Alagoas (Aspra), Associação dos Subtenentes e Sargentos Militares de Alagoas (Assmal) e Caixa Beneficente da Polícia Militar de Alagoas, a PEC 300 foi debatida pelos líderes militares com o intuito de rever os rumos a serem tomad os pela classe.

A iniciativa tem o apoio da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e conta com a presença de diversas entidades nacionais como a Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) e a Associação de Ativos, Inativos e Pensionistas das Polícias Militares, Brigadas Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (Assinap).

De acordo com o deputado federal Mendonça Prado (PFL/SE) que está apoiando desde o início a PEC 300 e liderou boa parte do debate dos militares, o que é necessário para concluir o processo legislativo é uma única votação. “A PEC 300 não deveria ser submetida a duas votações, já deveria ter sido aprovada em primeiro turno. Só temos a necessidade de uma única assinatura que é a do deputado federal Paulo Teixeira (PT/SP), mas está sendo muito difícil obtê-la”, disse.
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Anônimo disse...

Ten Stive, diz em qual escola vc estudou que eu não passo nem perto. Vá aprender a escrever!

Assessoria BEF disse...

PT é o único partido que se opõe a PEC 300

Com a presença maciça de militares de todo país e deputados federais no auditório Nereu Ramos, situado na Câmara Federal, nesta terça-feira (09), inclusive com uma delegação de Alagoas, desta feita representada pelos diretores da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (ACSPMBMAL), Associação dos Praças de Alagoas (Aspra), Associação dos Subtenentes e Sargentos Militares de Alagoas (Assmal) e Caixa Beneficente da Polícia Militar de Alagoas, a PEC 300 foi debatida pelos líderes militares com o intuito de rever os rumos a serem tomados pela classe.

A iniciativa tem o apoio da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e conta com a presença de diversas entidades nacionais como a Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) e a Associação de Ativos, Inativos e Pensionistas das Polícias Militares, Brigadas Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (Assinap).

De acordo com o deputado federal Mendonça Prado (PFL/SE) que está apoiando desde o início a PEC 300 e liderou boa parte do debate dos militares, o que é necessário para concluir o processo legislativo é uma única votação. “A PEC 300 não deveria ser submetida a duas votações, já deveria ter sido aprovada em primeiro turno. Só temos a necessidade de uma única assinatura que é a do deputado federal Paulo Teixeira (PT/SP), mas está sendo muito difícil obtê-la”, disse.

Diante da não obtenção da assinatura que falta para que o presidente da Câmara, o deputado federal Marco Maia (PT/RS) cumpra sua palavra de colocá-la em pauta, o presidente da Assomal, major PM Wellington Fragoso, disse: “Interessante é que o PT nos últimos anos esteve envolvido em vários escândalos no serviço público, mas hoje se diz um partido preocupado com a economia brasileira. E ainda vem com um discurso de que está sofrendo pressão dos governadores dos estados para colocar a PEC em votação, desconsiderando todos os outros partidos existentes no Brasil que assinaram o documento para ir à votação, ferindo de morte a democracia brasileira”.

A busca pela assinatura do deputado Paulo Teixeira (PT/SP) é grande para o sucesso da PEC 300. Os militares e os deputados aliados se articularam e decidiram adotar uma sistemática, optando pela tranquilidade para resolver este assunto, pois todos os policiais e bombeiros militares do Brasil acreditam na aprovação da PEC.

Para o presidente da ACS, cabo PM José Soares, existe uma grande tensão com relação à assinatura por parte do petista Paulo Teixeira para a votação da PEC. “Espero que esta mobilização possa servir como pressão para que a votação saía o mais rápido possível, pois está sendo protelada demais”, desabafou Soares.

O coronel PM Rabelo do Rio de Janeiro afirmou que o país nunca teve tanto recurso financeiro como agora. “A aplicação deste recurso não é gasto, mas investimento na segurança pública. Os trabalhadores do seguimento estão sendo muito injustiçados, queremos que as autoridades reconheçam a necessidade da aprovação da PEC.”

Continua...

Assessoria BEF disse...

Continuação


Os salários dos militares são miseráveis, com exceção de Brasília, contou. As categorias pressionam por um piso de pelo menos R$ 3 mil para trabalhadores de nível médio e R$ 7 mil para os de nível superior. Nas últimas semanas, o grupo tem reunido assinaturas de líderes partidários na tentativa de garantir a inclusão do texto na pauta do Plenário.

Comissão Especial

Criada para analisar as PECs relacionadas à segurança pública, a comissão especial está sendo esvaziada aos poucos como estratégia dos policiais e bombeiros, pois esta tem objetivo de obstruir e protelar a votação da matéria em segundo turno. Os deputados Lincoln Portela (PR/MG), Otoniel Lima (PRB/SP) e Delegado Protógenes (PCdoB/SP) não fazem mais parte da comissão, procedimento este que será adotado pelos demais membros.

PEC 300

Com o intuito de constituir uma remuneração base para os militares, alterando a Constituição Federal, a PEC 300, se aprovada irá garantir que nenhum policial poderá receber menos do que os do Distrito Federal, que tem o maior salário do Brasil. O projeto foi aprovado pela Câmara em março de 2010, em primeiro turno, o que definiria piso salarial para os policiais civis, militares e bombeiros de todos os estados. O piso seria de R$ 3,5 mil para os militares de menor graduação, no caso dos soldados, e de R$ 7 mil para os de maior posto.

A deputada estadual Janira Rocha (PSOL/RJ), ressaltou em seu discurso que não está para discordar de ninguém, mas que todos deveriam se reunir e decidir o que realmente querem fazer em um espaço político e de legitimidade. “A população deste país está dando carta branca a vocês em busca da dignidade de todos. A presença de todos é muito forte aqui. Estou com vocês e sei que serão vitoriosos”, finalizou.

Os policiais civis, militares e bombeiros decidiram ficar acampados no auditório Nereu Ramos, na Câmara Federal até a aprovação da PEC 300. Enquanto isso uma comissão com um representante de cada estado foi tentar conversar com o presidente da Câmara, o deputado federal Marco Maia (PT/RS) que teria adiantado receber a comissão às 10h desta quarta-feira. O deputado federal Paulo Teixeira (PT/SP), disse após pressão no Salão Verde da Câmara que não poderá decidir sozinho, somente após conversar com a bancada do PT.

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