A realidade das Escolas de Alagoas

Depois que a atual cúpula da SEDS passou a "gerenciar" a segurança de Alagoas, muitas ações inerentes à forma de policiamento foram modificada. E desde então a cada dia os números da violência só tem crescido. Vejamos algo que aconteceu hoje (15.08.11) em duas escolas de Maceió – cada dia pior:
Suposto acerto de contas deixa dois feridos em Escola na Jatiúca
por Emanuelle Oliveira com Jonathas Maresia [Cada Minuto]
Um suposto acerto de contas na tarde desta segunda-feira (15) terminou com duas pessoas feridas, na Escola Rosalvo Lobo, localizada no bairro da Jatiúca. O porteiro Janilson Alves Pinto, 43, foi atingido por dois disparos de arma de fogo e uma adolescente de 16 anos acabou baleada.
De acordo com as primeiras informações, um jovem identificado como Rafael, integrante da Mancha Azul foi até à escola procurar de outro rapaz, em companhia de dois adolescentes, identificados como Lucas e André, que conseguiram sair do local. Ao tentar entrar, Rafael foi impedido pelo porteiro, que tentou desarmá-lo e foi atingido.
Em meio à confusão, a adolescente também foi atingida. No momento do atentado, um capitão da PM entrava no local e também foi alvo dos disparos, mas não foi atingido. A escola estava lotada e alguns estudantes desmaiaram.
O rapaz que Rafael procurava, que teria começado uma briga com ele na rua, devido a uma rixa de torcida organizada  conseguiu pular o muro da Escola e fugir. O acusado de efetuar os disparos fugiu em uma bicicleta.
Janilson foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e levado para o Hospital Geral do Estado (HGE) em estado grave. Sangrando muito, a adolescente recebeu os primeiros atendimentos ainda na Escola.
Boletim Médico
Por volta das 19 horas o Hospital Geral do Estado emitiu o primeiro voletim médico sobre o estado de saúde dos dois.
1. Janilson Alves Pinto (aproximadamente 35 anos)
O paciente deu entrada no HGE hoje (15), às 17h20, vítima de agressão por arma de fogo, com ferimentos na mão direita e na região abdominal. Encontra-se no centro cirúrgico em procedimento.
2. T.A.S. (15 anos)
A paciente deu entrada no HGE hoje (15), às 17h21, vítima de agressão por arma de fogo, com ferimento no membro inferior esquerdo (perna). Encontra-se na área vermelha sendo avaliada pela equipe de plantão. Consciente e orientada.
E agora, a notícia que não gostaríamos de dar:
Subtenente da PM é baleado na Escola de Magistratura
O subtenente Roque, lotado no Batalhão de Policiamento de Guarda (BPGd), mas à serviço na Escola de Magistratura, localizada no bairro do Farol,  foi baleado no início da noite desta segunda-feira, 15, no local de trabalho. Os autores dos disparos foram, segundo testemunhas, três homens que ocupavam um Chevette de cor verde.
O militar foi socorrido por colegas de farda da Radiopatrulha (RP), mas entrou em óbito a caminho do Hospital de Urgência e Emergência (HUE). Um dos criminosos foi identificado como "Dubi".
A polícia não obteve informações sobre os motivos que levaram o subtenente à morte.
Diante do exposto, exortarmos à nova gestão do CONSEG, que irá tomar posse em 16.08.11, a analisar com atenção a situação das escolas do nosso Estado, em especial as escolas da capital. Mais que isso, esperamos que a nova gestão do CONSEG haja – finalmente – com a altivez que se espera desse egrégio colegiado.
Em tempo: externamos os nossos pêsames à familia e aos amigos do Subtenente José Roque Carlos (19.12.1961 - 15.08.2011). Que Deus conforte a todos nós!

12 comentários :

Anônimo disse...

Morreu um Homem de bem vai em Paz sub Roque

Sócio da ASSOMAL disse...

Meu Deus, até quando teremos que conviver com essas situações em nosso Estado?

sgt lima disse...

o sub Roque era um homem de bem mesmo, até qd vamos trabalhar sozinhos e sem coletes neses postos isolados, um hoem sozinho não da segurança nem a si mesmo.

Sargento Gilberto disse...

Conhecia o Roque... Ele era uma cara pacato.
Agora vem uma situação que todos deveriam analisar: esse serviço que o Sub Roque estava desempenhando era serviço de subtenente? Embora não seja nenhum demérito um sub fazer o serviço dos mais modernos, mas essa função era para soldados ou no máximo cabos, e não para um subtenente. Atenção, ASSMAL, cobre isso do comando!

Anônimo disse...

Trabalhar sem colete e sozinho não é serviço pra ninguém companheiro!!! Não é poque o serviço é peste que tem que ser de soldado! Quer dizer que seria melhor se tivesse morrido um soldado?!?!? Muito pelo contrário companheiro, não deveria ter morrido ninguém! ISSO NÃO É SERVIÇO DE POLÍCIA! Todo local público tem o dever de contratar segurança PARTICULAR para guardar o patrimônio! Isso é serviço de vigilante, não de polícia. Polícia tem que estar é na rua, dentro de uma viatura, bem equipado e com 4 homens em cada viatura!!!

Sargento Gilberto disse...

Companheiro, quando eu me referi ao fato de que o Sub Roque estava desempenhando uma função tipicamente de cabos ou soldados, minha análise se deu tendo por pressuposto o fato de que cabos e soldados pelas suas faixas etárias são os militares que desempenham as funções delegadas. Nesse liame, cabe aos sargentos intermediarem as ordens emanadas pelos oficiais as quais são dirigidas aos elementos e execução (que são os cabos e soldados), os auxiliando, e desta feita cabe aos subtenentes coordenar e monitorar as atividades desempenhadas pelos sargentos. Em resumo, era para o Sub Roque estar lotado em uma atividade essencialmente burocrática, ou seja, dentro do quartel, e não na rua. Vou reafirmar o que falei anteriormente: cabos e soldados, pela sua faixa etária, em tese, estão mais "antenados" e mais "dispostos" às atividades de execução, isto é, que são ordenadas. Em nenhum momento eu disse ou dei entendimento de que devesse morrer este ou aquele militar. Um dia, meu caro, quando você tiver alguns postos a mais do que você ocupa hoje, você certamente vai entender que "antiguidade é posto", e que "as prerrogativas de cada posto fazem parte do que chamamos militarismo".

Anônimo disse...

1º Quem te falou que eu sou soldado???
2º O que importa aqui não é a patente, mas sim a opinião exposta;
3º O que deixo bem claro é que isso não é serviço pra polícia militar, independentemente da patente do executante.

Briosa em Foco disse...

Saiu no blog do Ricardo Mota:

AS CONTRADIÇÕES DO SECRETÁRIO DÁRIO CESAR

Uma das melhores frases que eu ouvi, nos últimos anos, sobre o sistema prisional tem o atual secretário de Defesa Social, coronel Dário Cesar, como autor.

Então dirigente do Sistema Prisional, ele afirmou que “não se pode falar em ressocialização do preso se a sociedade não conseguiu socializá-lo” (é mais ou menos assim, espero). Um soco na hipocrisia nossa de cada dia.

Eis que agora me deparo com uma declaração perigosa, tão ao gosto popular, do mesmo secretário. Ele trata de um crime bárbaro, inaceitável – a decapitação de uma mulher -, por um menor, e no seu twitter deixa clara a sua posição em defesa da redução da menoridade penal.

É uma declaração duplamente perigosa. Primeiro, porque parece ter sido feita com o “fígado”, no calor do acontecimento. Se esta é a posição dele, que seja levada a debate em instâncias que possam se manifestar a partir de estudos consistentes, que deem sustentação a opiniões embasadas não apenas no sentimento de vingança.

Segundo: quando a manifestação veemente do “chefe” aponta para a possível impunidade – por ser o criminoso um menor-, seus subordinados podem “ganhar ar” e buscar outras formas de fazer “justiça”.

O secretário não pode – como fazem, aliás, outros colegas dele de governo – navegar no senso comum, se pronunciar qual um adolescente que não detém maturidade, ou o cidadão que se sente acuado pela violência.

Espera-se dele uma opinião mais centrada, ponderada, deixando os desabafos para aqueles que não possuem outros meios de manifestação – e até de ação – contra a violência. Ele é secretário de DEFESA SOCIAL – nunca pode esquecer esta condição.

Sei que o coronel Dário Cesar não é “raso”, do ponto de vista da formação intelectual, como foram quase todos os seus antecessores. Mas que não se dispa da maturidade e se nivele ao cidadão exausto, apontando uma única solução – a diminuição da idade penal – para um problema tão complexo.

Encerro parafraseando-o: como se pode pensar em segunda chance de aprendizado – na cadeia – para quem não teve nem a primeira?

Fonte: Blog do Ricardo Mota

Anônimo disse...

esse sgt. gilberto é um babaca.com certeza não manda nem em casa ,ai quer mandar no quartel.e esse sub. se envolveu em uma confusão no final de semana próximo a casa dele.

Jenésio, o Pecador disse...

Que Deus console a família do Sub Roque, que está sofrendo nesse momento!

ASCOM da PMAL disse...

BOPE PRENDE TRÊS SUSPEITOS DE ENVOLVIMENTO NA MORTE DE SUBTENENTE

Denúncia anônima levou polícia aos três homens, um deles informou ser menor


Gazetaweb - com Roberta Batista

Uma denúncia anônima levou à prisão de três pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato do subtenente José Roque Carlos, que ocorreu na última segunda-feira, na Escola Superior de Magistratura (Esmal). Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) prenderam Rodolfo Marques do Nascimento, de 18 anos, José Wellington Bispo da Silva, de 18 anos e o menor L.F.O., de 17 anos, numa casa, que funcionava como boca de fumo, no Cleto Marques Luz, na noite desta sexta-feira (19). No local, a polícia apreendeu um revólver de calibre 38, cinco munições intactas, dois estojos de munições deflagradas, cinco cigarros de maconha e 72 bombinhas de maconha.


Segundo o tenente Patrick Oliveira, a droga e a arma foram encontradas na casa de Wellington, uma boca de fumo, próximo ao Campo do Cruzeiro, no Cleto Marques Luz. O oficial informou que os três traficam na região em que foram presos. Rodolfo, Welligton e o menor foram autuados em flagrante por tráfico de entorpecentes e posse ilegal de arma.

De acordo com o oficial, o serviço de inteligência do Bope recebeu uma denúncia de que três homens envolvidos na morte do subtenente José Roque Carlos estariam no local em que Rodolfo, Welligton e o menor foram presos.

José Welligton Bispo da Silva chegou à Central de Polícia, no bairro do Prado, acusando Rodolfo de ter atirado no subtenente Roque. E que os três estariam drogados no momento em que cometeram o crime.

Na central, os três foram ouvidos pelo delegado Nilson Alcântara. Lá, Rodolfo e o menor negaram que participaram do assassinato do militar Roque. Uma testemunha foi à Central de Polícia e reconheceu Wellington como o homem que atirou em Roque, quando já estava no chão. A mesma testemunha não reconheceu os outros dois como autores dos disparos que atingiram o subtenente da Polícia Militar(PM).

Até o final da noite desta sexta-feira, a polícia não tinha afirmado se L.F.O. é mesmo menor. Os três presos serão encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para realizar exame de corpo de delito.

Na manhã deste sábado, os maiores serão levados à Casa de Custódia, no bairro do Jacintinho. Se ficar comprovado que L.F.O é menor, ele também será encaminhado à Casa de Custódia. Mas se ele for realmente tiver menos de 18 anos, terá como destino a Unidade de Internação Masculina (UIM), no bairro do Tabuleiro do Martins.

O assassinato do PM Roque está sendo investigado pelo delegado Alcides Andrade.

A Assessoria da Polícia Militar reforçou a importância de uma denúncia anônima. Qualquer informação sobre o assassinato do subtenente Roque pode ser repassada à polícia pelo Disque Denúncia (3201-2000).

Gazeta de Alagoas disse...

07.07.13:

Escolas continuam abandonadas no interior do Estado

De Piranhas a Maragogi, situação é considerada crítica por professores e alunos

Até o final do ano passado, a Secretaria de Estado da Educação (SEE) promoveu reforma em 173 unidades de ensino em Alagoas, dez delas escolas indígenas. O número, por si só, pode impressionar, principalmente levando em consideração a crise agravada pelo desabamento de salas de aula em Maceió e em Campo Alegre, que fizeram o Estado decretar situação de emergência na Educação em 2011.

Na época, uma comissão foi formada na SEE para avaliar a estrutura de todas as escolas da rede estadual e foi responsável por definir quais as unidades seriam prioridade para reforma. Entre as que ficaram de fora, no entanto, algumas estão em situação extremamente precárias. Em uma ponta do Estado, a Escola Estadual Batista Acioli, em Maragogi, tem ratos e gabirus dividindo o espaço que alunos e professores chamam de “presídio”. Na outra ponta, no município de Piranhas, como o muro da Escola Estadual de Xingó II (EEX II) está há muito tempo violado, foi necessário tapar janelas e rodear todo o pátio com grades para evitar o tráfico de drogas.

Apesar da grande distância entre as duas escolas, a precariedade da estrutura física provoca problemas semelhantes, que vão desde a baixa estima dos estudantes e desmotivação dos professores à queda nas notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e à evasão escolar.

FALTAM PROFESSORES

Na Escola Xingó II, a turma do segundo ano do Ensino Médio iniciou com 22 alunos, mas, no final de junho, a caderneta de um dos professores tinha asteriscos após vários nomes da lista de chamada, simbolizando os desistentes. No decorrer do segundo bimestre do ano letivo, restam apenas sete alunos. E no dia que a Gazeta de Alagoas visitou a escola, apenas uma estudante continuava esperando pela terceira aula, já que as duas primeiras foram vagas devido a falta de professores.

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