Ser desprezado e desprezar

Até as pedras do calçamento de frente à SEDS sabem e comentam da preferência de Teotônio Vilela pela ascensão do Delegado Marcílio Barenco a atual cadeira de Vossa Reverendíssima Santidade Dário, o César. São favas contadas: preferido é preferido. Agora só resta a escolha do momento adequado. Afinal de contas, Dário é, e sempre, foi um "pé rapado" sem nobreza alguma e nem muita formação cultural que o valha; conquanto que Barenco é de família jurídica, estudado e conceituado e, sem sombra de dúvidas, na visão do chefe do poder executivo, o melhor representante para a pasta, dentre os possíveis.
De sua nomeação até os dias de hoje, Teotônio, que parecia acreditar de início no trabalho do "César de Oxalá" foi percebendo que havia atirado no próprio pé com a forma arrogante de gerir e a capacidade de "enaltecer o nada" de Dário.
À medida que os meses foram se passando, essa necessidade da exclusividade da casta na secretaria foi acentuando-se ao invés de decrescer – uma reação inflexível e arqui-reacionária a uma sociedade mergulhada na crise e cujos gritos claros por reforma eram emitidos e ouvidos em todas as outras partes e incluso no próprio governo que não o toleram, chegando ao cúmulo de evitarem até em serem fotografados ao seu lado. Dário é o típico homem sem "simancol" que força as situações para aproximar-se dos nobres por essência, leia-se os demais secretários acostumados desde o berço com o poder.
Quando ingressou no oficialato, o jovem de origem humilde se refugiava na fileira menos graduada. Ele sabia que, em seu crescimento na corporação militar, na melhor das hipóteses, um ou dois acabavam servindo a patente de coronel ou no máximo comandando uma assessoria militar palaciana, e isso só longos e inúteis anos depois que seus confrades de sangue mais azul o faziam. Não podia ter escapado ao Esperto Dário, em suas leituras de historia antiga, o fato que Alexandre, o Grande, era filho de rei, enquanto que César nascera no patriarcado e casara-se no mais ilustre circulo social, a republica. E que sem isso esses heróis não teriam tido acesso a estrada principal da história do mundo. Dadá, em contraposição, tinha de encarar a possibilidade de não poder avançar na hierarquia militar apesar de seu celebrado talento para malandragens e falcatruas e por mais árduo que fosse o seu trabalho em levantar o tapete alheio e tirar vantagens de tudo.
Foram seus protestos contra esse preconceito social que o mantiveram em divergência e conflito com seu meio fardado de escola, mesmo que dia-a-dia o oficial progredisse bem seu Metier – os arrumadinhos politiqueiros que o trouxeram aonde ele agora se encontra.
Em termos psicológicos, o neófito secretario Dário, o César, foi apanhado num círculo vicioso de ser desprezado e desprezar; e reagia a seus algozes e ao sistema exclusivista que os sustentava com provocação: aceitava a identidade militar de segunda categoria que lhe era impingida. Não só aceitava como se ufanava dela.
A identidade de servir a todo custo e tirar proveito disto pertencente a Dário era uma reação a um sistema social que ele encontrou instalado nos governos e corporações que fez parte e que frequentou uma resposta raivosa – mas frágil e recente – de emoção e temperamento. Consta que ele exclamou quando da assunção ao Comando da PMAL: "Farei a meus inimigos todo o mal que eu puder". Talvez possamos ver nisso uma declaração ditada pela emoção, os inimigos a que se referiam não eram os militares, mas o bando de almofadinhas que lhe desprezavam. Certo dia ate referiu-se a si mesmo, quando já Secretário de Estado: "Não sou militar, sou um gestor, fui criado na iniciativa privada e com liderança, portanto sou gestor como meus colegas..." Tornou-se então o que mais admirava: um homem poderoso, mas frustrado pelos obstáculos que lhe bloqueavam o progresso e a aceitação na sociedade estatal.
Mas disso não pode escapar: é de seu berço e não há como mudar.
E seu processo de "fritura", vem chegando ao fim.
Alguém tem dúvidas de quem será o novo ocupante da Defesa Social?

10 comentários :

Anônimo disse...

Eu queria o Tiririca!
Pois: "pior do que tá não fica!"

Anônimo disse...

Se vcs observarem o BGO do dia 31/08, temos que andar com um kit, ou melhor cada policial tem que ter uma balança de precisão para pesar a droga apreendida nas operações, será difícil na hora da partilha. kkkkkkkkkkkkkk, o governo deve valorizar o Policial Militar com reajuste satisfatório não dando esmolas ao PM por apreensão.

Anônimo disse...

BARENCO E DÁRIO :FARINHA DO MESMO SACO.DOIS DITADORES.E BARENCO EM SUAS AÇÕES E APARÊNCIA PARECE ATÉ RITLER.COITADO DOS POBRES POLICIAIS, AINDA VÃO SOFRER MUITO COM ESSES CARAS NO PODER. QUE NOJO!!!!!!!!!!FORA DÁRI0!FORA BARENCO!!!!!!!!!

OFICIAL QUE FOI PRESO PELA PRF disse...

O NOVO SECRETARIO DE SEGURANÇA PUBLICA VAI SER O EX-CORONEL CAVALCANTE,QUE DISSE PARA O EX-GOVERNADOR MANO PARA SER BANDIDO TEM QUE TER DIGINIDADE,AQUARDE.

Seu Madruga disse...

Se segura, Dadá: sua batata tá queimando.

Anônimo disse...

Fiquei sabendo ontem que o Dario Cesar não cai mais nunca durante o governo Teo, segundo fontes seguras o Dario fez uma acordo com o Teo para economizar 11 milhões de reais até dezembro (por isso o Dário foi contra aumento para os policiais), e de acordo com as mesmas fontes até o mês passado ele já economizou 10 milhões as nossas custas, então o Teo tá feliz da vida com ele... o Dário agora só sai no final do mandato... e nós que peçamos esmolas...

Anônimo disse...

com toda desgraça é melhor um civíl mesmo,já que os estrelados são farinha do mesmo saco,pelo menos ainda existe a chance do cmt geral ficar do nosso lado pelo menos por interesse próprio,mas do nosso lado.não babar o secretário e mandar p2 pra ver quem reivindica um direito seu,previsto na constituição,uma vez que todo cidadão é igual em direitos e deveres.somos militares mas somos gente também.o art.5 é mais antigo do que uma emenda do período da ditadura usada pra colocar cabresto em mané.a verdade é dura,nossos comandantes tem formação militar,mas não são gestores eficientes pra lidar com uma tropa nova que conhece seus direitos e mesmo os que não conhecem,tem advogados,graças a DEUS.

Anônimo disse...

um delegado chorão versos um coronel carrega maleta (maleta do collo)quem ganharar essa puxação de saco.
QUE DEUS TENHA PIEDADE DOS POLICIAIS E MISERICORDIA DO POVO ALAGOANO.
ASS. UM ALAGOANO SOFRIDO

Briosa em Foco disse...

Cumprindo Lei, distritais passarão a funcionar apenas três dias por semana, diz Adepol

Delegados farão cumprir Lei que determina carga horária da categoria


por Assessoria - Adepol

Após anos de espera sem conseguir que se faça respeitar a Lei nº 6.441, de 31 de dezembro de 2003, seja pela via administrativa ou judicial, os delegados de polícia de Alagoas resolveram adotar uma posição mais objetiva: a partir desta sexta-feira, eles vão cumprir a carga horária de 40 horas semanais e se tiverem que tirar plantão, na Central de Polícia e ou nas sedes das regionais, cumprirão a folga definida pela referida Lei, ou seja, 12 horas por 36 horas e 24 horas por 72 horas.

A Adepol-AL (Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas) revelou que a decisão foi tomada pela categoria em assembleia realizada em sua sede, foi comunicada à direção da Polícia Civil.

O presidente da associação, Antônio Carlos de Azevedo Lessa, explica que, apesar de cumprirem carga horária bem superior ao que determina a legislação, os delegados de polícia não têm qualquer recompensa remuneratória. Várias solicitações foram feitas à direção da instituição e a categoria buscou, também, sem sucesso, uma solução pelas vias judiciais. "Os delegados cansaram de esperar e, agora, vão apenas cumprir a Lei", afirma ele, ressaltando que a reivindicação dos delegados recebeu, inclusive parecer favorável do próprio Conselho Superior da Polícia Civil (Consupoc).

A decisão dos delegados terá reflexo direto no atendimento à população, pois caso não haja uma solução, as delegacias distritais passarão a funcionar apenas três dias por semana. "A população precisa estar ciente de que o governo – que não quer cumprir a Lei - será o responsável pelo prejuízos que lhe serão causados", disse o presidente da Adepol-AL.

O último pagamento relativo às horas-extras se referiu ao mês de novembro de 2008, e isso aconteceu às vésperas das eleições do ano passado. O débito do Estado com os delegados, segundo Antônio Carlos Lessa, é grande e "não dá mais para esperar".

"Além de trabalharem 40 horas semanais, os delegados ainda são submetidos a plantões, de 24 horas. A situação no interior é ainda mais grave, pois além da falta de policiais e escrivães têm que fazer a custódia dos presos, inviabilizando dessa forma o trabalho da polícia judiciária"
, salientou.

A Adepol, mais uma vez, vai propor a abertura de um inquérito civil público, denunciando o descaso do governo com a segurança pública. A Polícia Civil alagoana, segundo ele, hoje enfrenta sérias dificuldades pela falta de estrutura da instituição, tanto material como de pessoal.

"A realização de concurso público deve acontecer em caráter de urgência", disse, lembrando que o pedido para que isto aconteça foi encaminhado ao governo desde o ano de 2008. "Em virtude da carência de pessoal, as delegacias alagoanas, sem a devida estrutura, estão abarrotadas de inquéritos sem a devida conclusão".

Ele lembrou que, recentemente, um delegado de polícia da capital chegou a ser responsabilizado judicialmente por causa do atraso na conclusão da peça investigatória. "Isso não pode acontecer, pois os delegados estão trabalhando acima do limite legal e humano, e não pode se responsabilizar pela inércia do governo. Ou se faz concurso público ou a situação vai piorar ainda mais", completou.

"As carências no quadro de pessoal, como as precárias condições de trabalho oferecidas a delegados é policiais civis são visíveis", afirma Antônio Carlos Lessa, acrescentando que atualmente existe uma carência de 76 delegados e mais de 1.000 agentes e escrivães.

Anônimo disse...

Amigos do BEF, vamos fazer uma campanha para que os nossos companheiros demonstrem TODA A INSATISFAÇÃO E DESMOTIVAÇÃO com essa cúpula da SEDS! Vamos fazer uma campanha para que todos os militares desfilem andando! Temos que aproveitar este momento, toda a ocasião é importante para que a população civil veja o nosso desorgulho criado por eles! Por favor!

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