Números de uma "parceria"

Caros amigos briosianos, hoje à tarde eu recebi uma notícia que me deixou estarrecido. A notícia em questão dava conta que a segurança no Centro de Maceió será reforçada por 70 policiais a partir de novembro, sendo que as autoridades responsáveis por este "grande" feito apresentou este número de policiais como se isso fosse algo digno de parabéns.
E o que mais me deixou estarrecido em meio a isso tudo (fora a questão do QSJ "soliciatado", conforme revelarei adiante) foi que da reunião entre os lojistas do Centro e o CPC, que aconteceu no QCG, na tarde desta quinta-feira (13), esse assunto – assim como os detalhes da operação – até que foi bem discutido, mas, ao que parece, as reclamações de anos anteriores dando conta da insignificância do efetivo policial disponibilizado foi algo que ficou esquecido.
Ora, como é que pode: durante anos os lojistas reclamaram do efetivo disponibilizado e agora nem chiaram! O que aconteceu?
Qualquer que tenham sidos os argumentos apresentados, ou não, o Comando do Policiamento da Capital (CPC), estabeleceu que pelo menos mais 40 policiais serão destacados, aumentando para 70 o efetivo militar por turno na região do comércio.
Para Silvânia Ferreira, vice-presidente da Aliança Comercial dos Retalhistas, a expectativa dos comerciantes é que o reforço no policiamento resulte no sucesso de anos anteriores, quando a presença dos militares inibiu a ocorrência de roubos e furtos na área. "A parceria acontece há seis anos. E por causa dela quase não registramos a ocorrência de roubos durante as compras de fim de ano", garantiu.
Conforme foi divulgado na imprensa, a Aliança Comercial vai custear duas bases fixas para a Polícia Militar, como nos anos anteriores. "Geralmente escolhemos os pontos de grande aglomeração para a instalação dessas bases", adiantou Silvânia.
Mas segundo o Comandante Geral, a criação de apenas uma companhia está orçada no valor de R$ 600 mil, falta agora, segundo o comandante, "os demais atores viabilizarem a parte financeira, porque a PM não tem orçamento para as obras de adaptação do prédio". Não sabemos quais foram os indicadores utilizados pelo comando para estabelecer que o projeto da criação de uma base para acomodar uma companhia no Centro (cujo efetivo empregado mal vai passar pelo local) fique em torno de R$ 600 mil. Seja como for, em meio à crescente onda de criminalidade, o mais sensato é que o efetivo policial fosse aumentado e não diminuído.
Vejamos um vídeo de maio de 2008, período em que as ocorrências não são tão grandes, porém 102 policiais fizeram o reforço no policiamento da população, que mesmo com tamanho efetivo não se sentiu segura:
video

13 comentários :

Anônimo disse...

A reunião discutiria também o plano de segurança para o Centro durante as compras de fim de ano, mas o Comandante Geral da PM, coronel Luciano Silva, remarcou esta discussão para o dia 26 de outubro, às 14h, em uma reunião envolvendo apenas o Comando de Policiamento da Capital e a diretoria da Aliança Comercial.

Será que é para o Batinga dar uma furada maior? Será?

Anônimo disse...

E VOCÊ AINDA TEM DÚVIDAS DISSO, PARÊA?

Anônimo disse...

FURAO DA BOBA LOLOOOOOOOO

Anônimo disse...

Luciano com a carinha de bobinho dele furando o centro? eita que eles sao tao ou mais l*** que os cardeais.

LUCIANO L***

Anônimo disse...

eja so esse comandante tao cheio de moral nao passa de um ladraozinho safado furaozinho dos mais rale.

Anônimo disse...

Pelo jeito mais uma vez vão colocar os PMS de hora extra sem ganhar horas-extras. Já não basta o serviço perigoso sem receber PERICULOSIDADE e virar a noite trabalhando sem receber o ADICIONAL NOTURNO. Vamos lá associações, lutem por esses nossos direito, eu não tenho culpa se vcs não vão ter esses direitos se os conquistarmos.

Anônimo disse...

E vão tirar esses PMs de onde? vão desproteger qual localidade de Maceió para proteger o centro? É a política do lençol curto: cobre-se a cabeça e descobre-se os pés. Ele acha que o pracinha veio vai trabalhar com ânimo, kkkkkkkkkkk...Vai é ter muito BOICOTE, pois os PMs cansaram de ser bestas.

Anônimo disse...

Eu já estou até vendo a partilha desses 600 mil entre os furões: "mil meu, comi o teu; mil meu, comi o teu..."

Anônimo disse...

Sabe onde o CPC vai buscar esse reforço? Na RP!
Até ontem (13/10/2011) a unidade estava com OITO VTR's baixadas... isso já se arrasta há mais de 60 dias. Enquanto isso, as praças daquele Batalhão são submetidas ao PO a pé.
Muitas vezes longe do batalhão e sabem como os soldados tem se deslocado?
Na ida sempre dão um jeitinho de conseguir vtr para distribuir o pessoal.
Mas a volta para o batalhão (após o serviço) é ônibus coletivo para não ter que fazer hora extra (pois a PM não paga) enquanto se espera uma solução para o embróglio.

Anônimo disse...

Operação “rosa púrpura cuidado”! Tem gente da PM/2, do tigre, da PM/2 do CVC e das delegacias, visitando as Lan House para descobrir quem está postando no BEF. Gente, usem a cabeça, peçam a alguém, que não saiba o que está fazendo, postar os comentários para você...

Anônimo disse...

Huuuuuuuuuuuuuuuuuuuuum, a lulu esta com raiva, au au, que é isssssooooooooooooooo lulu.... chora no ombrinho do dadá chora

Sócio da ASSOMAL disse...

Empresas de Segurança Particular estariam boicotando a PEC 300

Um dos maiores portais de notícias do país, o R7, fez uma matéria extensa sobre as resistências à aprovação da Proposta de Emenda Constitucional de número 300, a PEC 300, que cria o piso salarial nacional para as polícias e bombeiros brasileiros. A reportagem deixa claro quais são as instâncias governamentais que estão boicotando a PEC, alegando desde falta de recursos até a "quebra do pacto federativo", falácias que tentam camuflar a falta de prioridade para a segurança pública no país. Segundo o R7, além do Governo Federal, os governos estaduais de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais e Pernambuco estão na vanguarda da contrariedade à valorização dos profissionais de segurança pública.

Na matéria, um outro "inimigo" da PEC 300 é apontado, o lobby das empresas de segurança particular, que não teriam o serviç o de segurança prestado por policiais "a preço de banana" caso o salário das polícias fossem aumentados. Ouve-se dizer que, em alguns estados, policiais chegam a cobrar menos de R$ 40,00 por um turno de vigilância particular – valor que beira a miséria, tendo em vista que até mesmo o armamento utilizado pertence ao próprio policial.

PARA MAIORES INFORMAÇÕES, CLIQUE AQUI.

Uma Policial disse...

Conforme já proclamavam os romanos: "non omne quod licet honestum est", ou seja, "nem tudo que é legal é honesto". Sendo assim, como aceitar algo que seja ilegal (pois não há previsão legal para tanto) e desonesto (pois "ofertar" um reforço de 40 policiais na segurança pública "solicitando" como contrapartida 600 mil)? Essa situação deveria ser melhor analisada pelos órgãos competentes, bem como deveria ter uma atenção especial da imprensa.

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