BEF e ABMAL: rumo ao Tolerância Zero

Olá, saudações militares. Sou o Cb BM "X" e ao ler as postagens que tratam da inércia das associações e da iniciativa de implantar o procedimento intitulado "Tolerância Zero" tanto na PMAL como CBMAL por este blog, gostaria de elencar alguns considerandos e possíveis esclarecimentos:
– Considerando que as associações militares nunca desempenharam seus papeis de representatividade efetivamente;
– Considerando que os atuais representantes não tem o preparo suficiente para desempenhar esta função representativa;
– Considerando que ao avaliar este quadro negativo das associações e a sede de reverter esta situação um grupo de bombeiros fazia parte de uma destas, mas que os vícios lá impregnados eram intransponíveis;
– Considerando que os atuais representantes utilizam a mesma estratégia que os políticos profissionais utilizam para se manterem no poder (constituindo seus currais eleitorais à base do assistencialismo) impedindo uma renovação nas entidades;
– Considerando a cultura da morosidade das associações existentes extremamente difícil de quebrar;
– Considerando que historicamente os bombeiros militares sempre foram estereotipados como ausentes nas manifestações da categoria...
Diante desse cenário muito prejudicial para a representatividade da tropa, alguns bombeiros militares, cansados desse quadro negativo, inseridos no processo das associações, mas utilizados apenas como massa de manobra, resolveram proclamar independência e ter voz ativa nas futuras reivindicações salariais e condições de serviço. Para isso foi criada a ferramenta capaz de efetivar essa liberdade de opinião: a ASSOCIAÇÃO DOS BOMBEIROS MILITARES DE ALAGOAS. Sob a liderança de um praça (SGT BM Ramalho – presidente) esta associação tem como objetivo exercer de fato seu papel de representatividade plena a favor de seus associados.
Com base nessa nova filosofia, estamos querendo reforçar o ideal dos que fazem este blog e implementar em nossa corporação o espírito de engajamento na luta por nossos direitos. Para isso, nos apresentamos como voluntários para intermediar o processo de Tolerância Zero em nossa corporação através, dos subsídios que este blog foi reunir com os militaes de Sergipe [e mais recentemente com os militares do Rio Grande do Norte]. Desde já estarei em QAP para dirimir possíveis dúvidas, bem como aguardando as devidas orientações, seja através do nosso e-mail de contato, ou por qualquer outro dispositivo de comunicação que os senhorres possam utilizar.

5 comentários :

Anônimo disse...

Outros Estados, a exemplo de Sergipe e Rio Grande do Norte, tem nos revelado que com as mobilizações as coisas acontecem. Precisamos nos mobilizar para que os nossos direitos sejam respeitados. Caso contrário, estaremos entre os militares mais mal pagos do país. Veja com atenção a seguinte matéria:

PMs e BMs do Maranhão decidiram entrar em greve

Durante assembléia realizada na noite desta quinta-feira (27) os Policiais Militares do Maranhão e Corpo de Bombeiros decidiram entrar em greve a partir do dia 08 de novembro caso não sejam chamados pelo Governo do Estado para uma negociação.

De acordo com os policiais, os mesmos trabalham com colete à prova de balas e munições vencidas; viaturas sem equipamentos adequados e necessários para exercer a profissão além da falta de cursos de direção para condução de viaturas em alta velocidade durante uma ação. O governo tem até o dia 8 de novembro para apresentar uma proposta aos militares, caso contrário será iniciado o aquartelamento dos oficiais.

Os policiais estão em negociação com o secretário de segurança do Maranhão, Aloísio Mendes, há mais de um ano, mas não obtiveram resposta. Agora, caso não haja reação do governo, as viaturas não deixaram os quartéis e as viaturas também não deverão circular.

Nota de Esclarecimento da ASSEPMMA PM/BM

A Associação dos Servidores Públicos Militares do Maranhão, entidade representativa dos direitos e interesses dos servidores militares deste Estado, vem a público informar a sociedade em geral, que, em assembléia realizada no dia 28/11/2011, na sede da FETIEMA, que contou com a presença de mais de mil militares integrantes da Policia militar e do Bombeiro Militar do Estado do Maranhão, foi decidido em maioria absoluta pela paralisação das atividades das instituições em pauta, a partir do dia 08/11/2011.

Tendo em vista a falta de sensibilidade por parte do governo do Estado em atender reivindicações legítimas desta classe, dentre elas, reposição de perdas salariais, melhores condições de trabalho, reestruturação do plano de carreira, dentre outras, mesmo após 06 (seis) meses de intensas negociações intermediadas por parlamentares estaduais integrantes da comissão de segurança pública da Assembléia Legislativa, fora constatado a contemplação das reivindicações pleiteadas por diversos setores da segurança, permanecendo à parte as instituições supracitadas.

Na consciência da importância da presença destas instituições para a garantia da segurança e ordem pública, expressamos de antemão o nosso mais profundo pesar pela decisão que impelidos pela incoerência das autoridades administrativas do governo do Estado, fomos obrigados a tomar com o propósito de fazermo-nos ouvir, já que pelos meios pacíficos de negociação fomos reiteradamente ignorados.

Contamos com a compreensão de todos e desejamos que tal situação seja solucionada com maior brevidade possível, para que a ordem e a paz da qual constitucionalmente temos o dever de zelar volte a estar presentes nas vidas de cada cidadão deste Estado.

Reivindicações da classe

As reivindicações dos militares são reposição de perdas salariais dos últimos anos, regulamentação da carga horária de serviço nos termos previstos na constituição federal do Brasil de 1988, implantação de adicional noturno, também previsto na constituição, fim da aplicação do regulamento disciplinar do exército para policiais bombeiros e militares do Maranhão, garantia de promoção de policiais e bombeiros por tempo de serviço previsto em lei, anistia e o fim de represália a policiais e bombeiros envolvidos no movimento.

Portal do Nordeste

Um Cidadão Alagoano disse...

Srs editores da Briosa em Foco: todos esses fatos que estão expostos por vocês não nenhuma novidade, mas parece que estão deixado as autoridades públicas boquiabertas com a divulgação que está página apresenta. Eu faço parte do judiciário, e a autoridade para quem trabalho sempre me pergunta: "qual a bomba que saiu hoje naquele blog (qual é mesmo nome?)". O detalhe nisso tudo, é que eu trabalho numa área onde tem muitos militares, que prestam serviços para as autoridades, as quais são pagos com os impostos do sofrido povo alagoano, e eles tem toda mordomia, mas ainda assim agem tão errados quanto as pessoas que são denunciadas por vocês. Isso, a meu ver, é hipocrisia. Pena que não tenha "alguma coisa" em foco onde exerço as minhas atividades. Aí eu queria ver o bicho pegar. Aliás, deveriam haver muitos "alguma coisa" em foco, nos mesmo moldes que os senhores fazem as matérias. Acho que só assim para vermos alguma coisa mudar, pois estamos cansados de ver essas pessoas se dando bem às nossas custas. Até então ninguém se levantou para dizer que vai investigar as suas denúncias, nem mesmo um parlamentar, pois são todos sujos, tão quanto ou até mesmo mais, que as mazelas aqui apresentadas. Precisamos continuar a denunciar estes abusos, e acreditar que um dia algo será feito. Nós já estamos cansados de tanta injustiças... E falta pouco para uma eclosão do sistema. Eu creio nisso.

Anônimo disse...

É uma merda ser PM, aqui neste estado de merda onde se faz passeata evangelica, passeata gay, passeatas pela maconha e ninguém, cito, a própria tropa, faz nada contra a opressão desse comando, o desrespeito, e toda inversão de sorte, etc. I have no ilusion with this state.

Anônimo disse...

Os militares desta corporação não compartilham mais com a morosidade...vamos em frente em busca de nossos direitos!!!

Anônimo disse...

CADA MINUTO
08/11/2011 05:36

Fim do BPTran e do BPRV? Uma polêmica na Polícia Militar

Embriaguez ao volante agora é crime. O número de acidentes no trânsito em Alagoas é alarmante. Em 2010 foram registradas 781 mortes por acidente no Estado. Mesmo diante destes fatos, uma polêmica envolve dois batalhões responsáveis diretamente pelas fiscalizações em Maceió e nas rodovias estaduais. O Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) e o Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv) serão extintos.

Para se ter uma idéia da importância do BPTran nas ruas da capital, apresentamos os dados que constam em seus relatórios. Em 2009, os policiais militares da referida unidade militar de janeiro até outubro registraram 8.701 Autos de Infração, recolheram 495 veículos e 649 Carteiras Nacional de Habilitação (CNH) e notificaram 98 condutores.

Em 2010, no mesmo período, os policiais apresentaram 8.902 Autos de Infração, recolheram 2.168 veículos, mais 736 Carteiras de Habilitação (CNH) e notificaram 142 condutores. Além disso, foram lavradas 127 prisões e feitas apreensões de 22 armas de fogo. Isso comprova que houve atuação e de que no trânsito é indispensável a presença de agentes de segurança. No entanto, entre os policiais uma polêmica foi gerada. Está quase acertada a extinção dos dois batalhões com a perspectiva de que sejam transformados em Companhia.

Talvez a notícia tenha desmotivado os policiais fiscalizadores dos imprudentes no trânsito. Os números das ações em 2011 revelam. Até agosto foram somente 2.104 Autos de Infração, 507 veículos recolhidos, além de 160 CNH e 52 condutores notificados.

No ano passado, havia no BPTran seis guarnições (24 policiais), fora os boxes da Colina dos Eucaliptos e de Guaxuma. Este último agora de responsabilidade do Batalhão de Polícia de Eventos (BPE), que é um batalhão de área como todos os outros. Agora, apenas três guarnições – redução pela metade - compunham o batalhão, antes das recentes transferências.

Algumas ações geram, no mínimo, dúvidas. A possibilidade de extinguir o BPTran urge ao tempo em que o Governo do Estado entrega para a unidade seis novas motocicletas de 250 cilindradas.

O curioso é que, paralelamente, o Boletim Geral Ostensivo (BGO), nº 204, datado de 01.11.1, na sua página 21, publicou a transferência de 13 pm’s do BPTran e mais 14 do BPRv para o interior. Com a distribuição de mais 12 policiais do BPTran no início de novembro, praticamente o batalhão ficou sem efetivo. A informação repassada pela fonte ao Cadaminuto é de que apenas três viaturas que eram dos boxes, cada com três policiais, permanecem nas ruas de Maceió.

O Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv) praticamente foi esfacelado. Suas unidades são de responsabilidade agora dos batalhões de cada região. Por exemplo, o posto do BPRv em Arapiraca fica sob o comando do 3º Batalhão, o de São Luiz do Quitunde submisso ao 6º Batalhão e assim sucessivamente.

A informação é de que o Comando-Geral da PM tem como projeto a criação de uma Companhia de Trânsito, porém os militares questionam o efetivo. Para eles, criar uma companhia para todo estado requer um número expressivo de policiais, o que se torna impossível.

“Para criar uma companhia, vão ter de tirar policiais dos batalhões. É descobrir um santo para cobrir outro. Acho que não deveriam acabar com batalhões que mostraram tantos resultados num estado onde todos os dias temos acidentes de trânsito, transgressões”, declara um cabo.

Explicação do Comando

O subcomandante da briosa, coronel Dimas Cavalcante, diz não haver motivos para desespero. No entendimento do Comando-Geral as mudanças, de acordo com o que relata, foram feitas pensando em maior praticidade.

Sobre as transferências dos policiais, o coronel disse que o propósito do Comando é reforçar os batalhões de área por conta da violência. “Fizemos o remanejamento dos policiais com a intenção de ajudar no trabalho dos batalhões que terão mais homens nas ruas para proteger a sociedade”, declara coronel Dimas.

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