Associações Omissas e Oficiais Mercenários

Quando será que finalmente "alguém" vai acordar e resolver fazer alguma coisa pelos nossos anseios em Alagoas? Será que estes pseudo-líderes não sabem que somente os movimentos Polícia Legal (MPL) e o Tolerância Zero irão dobrar esse governo, SEDS e comando? Temos de parar de nos contentarmos com essas migalhas pagas de forma parcelada, a cada aniversário das datas-bases.
Quando o governador disse, no semestre passado, que ia dar 7,91% em duas vezes a tropa ficou revoltada, e bastou uma simples rejeição por parte dos nossos representantes em conjunto com os demais servidores e tudo se modificou; então imagine se partirmos para uma negociação tendo por pano de fundo um MPL e o Tolerância Zero (ou o Segurança com Segurança, como bem fizeram os militares da PMRN).
Queremos melhores condições de serviço, dignidade e aumento salarial, e temos de ter propostas para que o governo possa atender aos nossos anseios. Nos Estados vizinhos os nossos colegas militares conquistaram o direito de venderem as suas Licenças Especiais (onde cada policial, se assim desejar, ganha do Estado 3 subsídios brutos para vender os 3 meses que passariam em casa, o que é certamente uma boa ajuda financeira; uma boa ideia, não?). Tem Estado vizinho ao nosso que paga a GRAE (que é uma gratificação por serviço extraordinário paga pelos serviços extras); não esquecendo que também existe a gratificação por arma apreendida, bem como bons plano de saúde, a exemplo do IPES, que atende nos melhores hospitais do Estado. Fora isso, ainda tem seguro de vida pago pela corporação em menos de um mês do sinistro, onde se o militar for morto ou ferido em serviço ganha uma boa indenização para que a família tente se reestruturar depois da morte ou invalidez do seu chefe. E Alagoas? ganhamos o que? Fumo!
Tenho conversado com alguns jovens oficias do Bope e da RP, e muitos deles dizem que ainda tem motivação de trabalhar porque "querem mostrar serviço", e assim conseguir uma possível "gratificação", ou seja, querem é ser chamados para a FN para ganharem algo em torno de R$ 100.000,00 em um ano. Portanto, quanto mais anos prestando serviço pela FN...
Então, como eles próprios relataram, nunca iriam aderir a qualquer paralização ou movimento reivindicatório, pois almejam uma vaguinha na FN, por indicação do comando, claro. Sem contar a chance de fazer cursos que pontuam para futuras promoções por merecimento. E cada promoção corresponde a uma diferença de mais de mil reais, não esquecendo a possibilidade de classificação, o que são outros "mil e quinhentos". Sendo assim, não querem comprometer as suas futuras promoções.
Em Sergipe, o governador não cumpriu as promessas e o pessoal, como forma de protesto, já iniciou o Tolerância Zero novamente.
No Rio Grande do Norte, os militares representados por suas associações, chegaram a um acordo com o governo do Estado, e conseguiram aprovar uma nova tabela salarial, em forma de subsídio. Um grande avanço para quem tinha um dos piores soldos do país, até mesmo porque o aumento do soldado foi de 20%. Quase o triplo do que foi dado em Alagoas.
No Maranhão, representados por 17 associações (todas unidas em prol de objetivos comuns, algo que oito associações em Alagoa não consegue fazer), os militares reivindicaram a reposição das perdas salariais, assim como uma jornada de trabalho de 44 horas, adicional e hora extra, através de um ato que culminou com um grande protesto em frente à Assembleia Legislativa daquele Estado. Lá, o movimento foi denominado "Operação Padrão", e dentre outras coisas solicitava a eleição do Comandante Geral da PM/BM através de uma lista tríplice.
Certa feita o TC Fernando Príncipe, da PMRJ, disse: "nós somos os indesejáveis, chefiados pelos incompetentes, fazendo o indispensável para os ingratos". Essa frase, que ganhou força e repercutiu bastante, ainda mais vinda de quem veio, ou seja, um comandante do BOPE, ecoa até os presentes dias e inspira muitas coisas.
Nesse sentido, parafraseando com as palavras do TC Príncipe, eu digo: "nós somos um bando de covardes, chefiados por ditadores, carentes de lideranças ou qualquer outro tipo de representação, sujeitos a toda inversão de sorte..." Até quando?

11 comentários :

Anônimo disse...

SABIAS PALAVRAS, COMANDANTE MONTEIRO. O SENHOR É O EXEMPLO DE OFICIAL QUE DEVERIA EXISTIR NA REALIDADE. INFELIZMENTE IREMOS CONTINUAR ÓRFÃOS POR MUITO TEMPO !!!

Anônimo disse...

São todos comprados e vendidos...

Anônimo disse...

O problema é que os militares alagoanos são fracos, acomodados e inertes e se contentam com qualquer esmola que o governador ditador oferece. Um estado que só tem comercio ou emprego público é assim, um burro manda e todos os outros burros obedecem sem relinchar.

Anônimo disse...

Olá a todos. Após ler a matéria, me inspirei a deixar aqui um comentário. Sou um PM que passou por uma experiência deletéria dentro da corporação que me propus a servir. Há algum tempo participei de uma seleção para um determinado curso, onde consegui alcançar a 1ª colocação, porém, apesar de demonstrar de todas as formas que preenchia os requisitos necessários para a participação no citado curso fui preterido para a vaga. Ou seja, foram três meses de preparação com treinamento físico e estudo intensivo, passando madrugadas em claro, tudo em vão. Eu tinha uma confiança inabalável na justiça, confiança esta que foi quebrada. Tive que me conformar. Porém, a mente nos prega peças. Desde então venho tomando remédio controlado devido ao desenvolvimento de TOC ( Transtorno Obsessivo Compulsivo) e mania de perseguição. Cheguei a redigir um requerimento para deixar a corporação, fato que me foi desencorajado por um psiquiatra e um psicólogo ( este vem me acompanhando desde então). Me foi sugerido por meus médicos que entrasse de LTS, ao menos por 30 ou 60 dias, mas não aceitei por vergonha e por ainda ter em mente que devo dar exemplo àqueles que trabalham comigo. Não queria passar a idéia de que estava desequilibrado. Consegui manter as aparências, apesar da tristeza patente em meu semblante. Não me esforço mais para fazer além da minha obrigação, que procuro cumprir em consideração a sociedade alagoana a qual sirvo. Aquele policial que iria mudar o mundo, morreu. Ao lembrar do ocorrido ainda sinto uma certa revolta, mas estou psicologicamente melhor e invariavelmente resignado. Então decidi voltar a trabalhar me esforçando mais ainda para que a lei fosse cumprida. Claro que perdi aquele fulgor de quem sonhava em ver os policiais serem considerados Heróis assim como os irmãos do CBMAL são. Hoje acredito que tomei o caminho certo: Em vez de me encolher num canto e ficar choramingando, fui buscar minha auto-estima perdida.
Atualmente estudo para sair da PMAL, espero ir para um local onde meus ideais sejam respeitados. Quero sair como um vitorioso, deixando um legado de honestidade e abnegação em prol da sociedade alagoana.
A mensagem que gostaria de deixar é que apesar de todas as reclamações acerca das pessoas que fazem a polícia militar, rogo aos companheiros de farda que não esqueçam do seu juramento e não deixem a sociedade a quem devemos proteger tornar-se vítima de um conflito interno. Vamos mostrar que somos merecedores do apoio dela, pois a sociedade é nossa razão de ser. Tenho certeza que os bons profissionais são maioria na PMAL e esses, tal como Atlas, carregam a Corporação sobre os ombros. Agradeço ao BEF pelo espaço franqueado.

Anônimo disse...

Alagoas terra de macho, kkkkkkkkkk... Isso é só em filme sertanejo como "lisbela e o prisioneiro" ou "o auto da compadecida"... Aqui só tem covardes (medo, não, pois medo todos temos), não conseguimos nem lutar por nossos próprios salários pra dar dignidade salarial a nossa família.

Jenésio, o Pecador disse...

Desassociação Já!

Cabo Montana disse...

Jenésio, homem do "pecatum peccatorum",

Seu desejo será atendido. aguarde as nosas próximas postagens!

Abracos do Cabo Veio.

Anônimo disse...

Mais uma vez, parábéns ao BEF.
Excelente texto.

Sócio da ASSOMAL disse...

Líderes militares levam reivindicações para reunião na Segesp

Com o intuito de cobrar o cumprimento total do acordo firmado em junho deste ano e reivindicar outros pontos importantes para a categoria, lideranças militares da Assomal, ACS, Assorpobom, Aspra, Arpmal e Assmal se reuniram nesta quarta-feira (09) na Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp) com Ricarda Calheiros e Rafaela Novaes, respectivamente secretária adjunta e assessora especial e o subcomandante da Polícia Militar, coronel PM Dimas, para entregar o documento que objetiva melhores condições de trabalho para os policiais e bombeiros militares do Estado de Alagoas.

Dentre os itens que foram colocados em pauta, estão: a correção do quinquênio que está previsto em dispositivo legal e não está sendo aplicado corretamente para os militares desde 2006; a lei de promoção que modifica os critérios e o acesso à hierarquia militar; o cumprimento da Lei 6.824/2007 que permite a implantação nos subsídios dos militares com o percentual de 7% e que o Governo até agora não cumpriu; plano de cargos e carreiras, além de uma fixação da carga horária de trabalho em lei ou portaria, como forma de fixar um limite de horas trabalhadas por semana, em 36 horas/semanais, devendo considerar que o serviço da polícia e do bombeiro é altamente estressante, periculoso e insalubre.

Segundo o presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), major PM Wellington Fragoso, desde o término do movimento de reivindicação dos militares, ficaram pendentes diversos assuntos das mesas específicas, como é o caso da correção do quinquênio. “Gostaríamos de estabelecer por meio de um decreto esta correção para os militares e nossa finalidade é deixar ‘amarrado’ seu efeito em abril de 2012, conforme foi acertado com o secretário Alexandre Lages, como também viabilizar a aplicabilidade dos 7% de subsídios diluídos mês a mês”, afirmou Fragoso.

Com relação às punições durante a mobilização, o major PM Wellington Fragoso questionou o coronel PM Dimas, dizendo que foi colocada no acordo com o Governo a retirada dos procedimentos que foram abertos, mas até agora não foram encerrados. “Pedimos que os procedimentos abertos contra os militares na época do movimento fossem encerrados, porém isto não ocorreu até agora”.

De acordo com o subcomandante, coronel PM Dimas, que desta feita representou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel PM Luciano, não existe uma relação dos militares que participaram do movimento no comando, ou de quem estava com licença médica na época e de quem faltou, por isso que alguns procedimentos foram abertos. “A Polícia Militar não recebeu nenhum documento oficial solicitando a retirada das punições para os militares que participaram do movimento reivindicatório”, contou Dimas.

O major PM Wellington Fragoso informou ao subcomandante que o documento foi repassado ao secretário Alexandre Lages desde o término da mobilização, no mês de junho e que o mesmo afirmou ter repassado a documentação ao comando.

Parte 01

Sócio da ASSOMAL disse...

PARTE 02

A assessora especial, Rafaela Novaes disse que até sexta-feira (11) entrará em contato com um dos líderes militares para agendar uma reunião extraordinária que terá o intuito de garantir do cumprimento da correção do quinquênio até abril de 2012 e a implantação do subsídio de 7%, conforme documento que será elaborado.

“Não podemos elaborar o documento neste momento, mas iremos passar ao secretário Alexandre Lages. Na próxima reunião que ocorrerá com a presença do secretário, já traremos um documento oficializando a questão do quinquênio”, ressaltou Ricarda Calheiros, secretária adjunta da Segesp.

Para o vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados (ACS) de Alagoas, cabo BM Rogers Tenório, o descompromisso com as entidades de classe, considerando o fato de que a reunião já estava agendada e saiu até em Diário Oficial, ficou evidente com a ausência do secretário Alexandre Lages. “Entretanto, não podemos considerar a reunião como perdida, pois pudemos apresentar nossa reivindicação às representantes do secretário. Não devemos desacreditar. Esperamos que nossas solicitações cheguem as mãos dele, como também queremos que na próxima reunião ele apareça”, avaliou Tenório.

Na oportunidade, o cabo BM Rogers Tenório cobrou do subcomandante a resposta a respeito do requerimento enviado ao comando para tratar de assuntos referentes à ACS/AL.

Na próxima quarta-feira (16), às 15h, os líderes militares irão se reunir no subcomando com o coronel PM Dimas.

Deisy Nascimento

Ascom - Assomal

Anônimo disse...

Se a mensalidade escolar é "legal", conforme o Cel Dimas disse na imprensa, quando chegou até a afirmar que "existe um decreto governamental que legaliza a cobrança", então o que justifica a seguinte publicação contida no BGO nº 215?

Vejam a publicação:

NP Nº 144/2011 – SEC/5º BPM - SOBRESTAMENTO DE PDO: O TC QOC PM Cmt do 5º BPM no uso de suas atribuições legais, em atenção ao Ofício s/nº/2011-PDO da lavra do Cap QOC PM HEATHCLIFF DAMASCENO GAMA, que fora designado para proceder PDO de Portaria nº 090/11-PDOSec/5º BPM, de 27 de outubro de 2011, sobresta o referido Processo Disciplinar Ordinário devido ao fato de encontrar-se aguardando resposta à solicitação nº 02/11-5º BPM, encaminhada ao Comando do CFAP, referente à legalidade da Taxa Escolar.

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