As coisas não são exatamente como eles querem

Dentre as poucas lembranças do meu curso de formação, as que se destacam dizem respeito às amizades que fiz. Apesar de não mais me lembrar das matérias que foram ministradas na minha formação, me lembro profundamente dos momentos de perseguição e dos castigos desnecessários, que não contribuíram em nada na minha qualificação profissional. Mas como eu disse, o que se destaca são as amizades.
Final de semana, dia de sol, levantei-me cedo, fui ao local do serviço extra cumprir com as minhas obrigações. Eu até que poderia "ter dado um jeito de não comparecer", haja vista que não recebo por isso, mas, como não sou macetosa, fui. Foi muito bom encontrar velhos amigos do meu curso de formação, amigos que eu não tive a oportunidade de reencontrar no CFCP, mesmo porque o CFCP estava divido em turmas.
Em meio a tantos amigos, eis que também encontrei alguns "cabra de peia", as típicas pessoas que a gente não faz questão de encontrar, mas que sendo inevitável – é bom estar perto delas para obter algumas notícias, pois normalmente estas pessoas são linguarudas e de uma forma ou de outra sempre nos deixa com uma boa gama de informações. E assim, "moscando" entre os "cabras de peia", que só sabiam lamentar a vida e fazer previsões infundadas sobre a nossa situação profissional, em dado momento colhi a fofoca o assunto que virou a razão dessa postagem. Um assunto que revela os assédios que nós, mulheres, a todo instante sofremos, principalmente no curso de formação e posteriormente quando passamos a pronto.
O assunto que "mosquei", se transformado numa história, é mais ou menos assim:
"A recruta, recém-formada, trabalhava em uma unidade de área da capital, em um local onde passam várias pessoas, vários oficiais, por exemplo. E muitos dos recrutas que trabalhavam naquele local, principalmente os mais novatos, tremiam de medo quando avistavam algum destes oficiais, ainda mais 'se tivessem muitas estrelas douradas no obro'. Certo oficial, que rotineiramente passava por aquele local, sempre observava a postura dos recrutas, ainda mais a dos novatos. Este certo oficial normalmente não parava para conversar, a situação era apenas a seguinte: ele passava, recebia a continência que lhe é devida e respondia acompanhando com o olhar, bem como com um sorriso com a boca fechada, mas sem parar; porém, a sua passagem pelas recrutas era a passos lentos. E todos sabiam que aqueles olhares, que normalmente eram dirigidos para 'as meninas' (as recrutas), diziam mais que simplesmente uma retribuição de continência, ou o fortalecimento da camaradagem militar. Aqueles olhares, incomodavam. Por essa razão, muitas recrutas passaram a 'correr' quando viam o 'lá vem aquele oficial'. Na verdade, tratava-se de um oficial superior. Certa ocasião, uma dessas recrutas foi procurada por um graduado, que às vezes passava com este oficial onde ela trabalhava. A 'missão' do graduado era dizer que 'o oficial havia gostado da postura da recruta, razão pela qual estava dando seu celular para que ela entrasse em contato com ele (o oficial), isso porque a auoridade queria que a recruta fosse trabalhar com ele em sua assessoria. Para infelicidade desse 'assessor', a recruta ficou assustada com toda aquela situação e ligou para o seu cônjuge, um graduado antigo que, ao saber lhe houveram entregue um número de telefone para a sua esposa, resolveu ir tirar satisfação com o 'oficial'. Este encontro não se consumou, e a recruta achou por bem sair do local onde estava trabalhando, sem lograr êxito, a princípio. Por coincidência, o graduado 'chumbeta' acabou indo trabalhar na mesma unidade em que o graduado marido da recruta servia, e para azar militar, numa roda de conversa entre os militares de serviço, falou justamente na presença do graduado 'esposo' (sem saber quem ele era) que 'o oficial tinha gostado de uma recruta que era esposa de um graduado, e que ele (o oficial) jogaria as estrelas fora se não conseguisse tirar a recruta do marido', o que quase acabou resultando em um tiroteio dentro da unidade. Passaram-se os dias, e o 'oficial' ficou 'cercando' a recruta por um tempo, chegando ao ponto de ter procurado o comandante do policiamento (onde a recruta trabalhava), para ver se este conseguia influenciar a mesma a ir para a sua 'assessoria', razão pela qual ela acabou tendo de pedir repetidas vezes na sua unidade para sair do local onde desempenhava as suas funções. E desde então a história tem se repetido com outras 'meninas' que trabalham naquele mesmo local – não com todas, é claro, mas com umas duas. Obs: em respeito à personagem da nossa história, e para que a mesma não fique mais exposta ainda, dessa vez não revelaremos o nome do crápula.
Moral da história: tem oficiais que se apoiam na patente para conseguir o que quer. Mas acontece que hoje em dia os tempos são outros, e eles já não conseguem as coisas como antes conseguiam. Eles até podem fazer as suas investidas, mas as coisas não são exatamente como eles esperam que sejam, como demonstrado no vídeo acima.

10 comentários :

Anônimo disse...

Eu rezo todos os dias pedindo a Deus que uma coisa dessas não aconteça comigo ou com um dos irmão que tenho na PM. Pois se um cabra safado desses viesse tirar onda, ele poderia ter estrelas até no.....que eu passava-lhe a espingarda meio-dia em ponto.

Anônimo disse...

Tem que dar nome aos indecentes!!! Por que, OFICIAL é aquela que estudou e passou no VESTIBULAR e não é apadrinhado do Governo e de família influente, que conseguiu uma vaguinha para os parentes na PMAL!!! Em síntese, me diga com exceção das turmas de 1995, quando se começou a entrada no Oficialato através do UFAL, quais destes comandantes que simplesmente fizeram faculdades particulares. kkkk. Pois, é só pagar que passa!!! Vamos fazer o provão entre os Oficiais!!! 90% não sabem confeccionar um texto simples. Nosso comandante é um períto em DISCORDÂNCIA VERBAL. Não sabe usar o "S". kkk.

Anônimo disse...

toma, oficiais safados kkkkkkk

Anônimo disse...

Vamos fazer uma listinha de oficiais que nunca tiraram um serviço Motorizado e nunca desceram uma grota:
1) Ten Teles - TJ;
2) Ten Henrique - APMSAM;
3) Ten Andreia Ataíde - CCSV;
4) Ten Daniel - CFAP;
5) Cap Marcelo - 5ªSeção;
99999) ... (São muito oficiais subternos, sem comentar no Major Marlon - Esse não sabe usar uma pistola)!!

Anônimo disse...

Concordo com o texto, mas com algumas resalvas. Primeiro que o assédio sexual não é exclucivo da PM, pois em qualquer empresa ocorre isso, até em casa (PatrãoxDoméstica), ele também não é exclusivo do universo masculino, pois conheço casos que a Policial Militar Feminina já usou de sua posição superior (Oficial e Praças) para obter favores sexuais. Então nunca é bom generalizar concordo que ocorra com mais frequência nos escalões superiores "gemadas", mas rambém não posso deixar de relatar que muitas recrutas buscam esses favores para macetear.Ou seja da mesma forma que existam Superiores(Homens, Mulheres, Oficiais e Praças) que usam do seu "poder hierarquico" para abusar e assediar, também existem aqueles que cuscam as facilidades do "poder"

Anônimo disse...

Poxa, BEF, diz pelo menos o nome desse cabra safado, ou a unidade neh?

Anônimo disse...

Aqui na Rp tem umas recrutazinhas casadas que estão caindo na lábia de oficiais e levando tromba... E não é a do elefante, não, viu?

ex-sócioda acs disse...

Na manhã desta quarta-feira (30) o carro da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Alagoas (ACSPMBMAL) que vinha de uma audiência na 2ª Vara Cível do Fórum de São Miguel dos Campos e era dirigida pelo Luilton Belarmino que estava acompanhado da advogada da entidade, Elisbárbara Mendonça que na ocasião representava um sócio em uma audiência, foi abordado e apreendido pelo tenente PM Dantas quando retornavam à Maceió.

Diante da apreensão pelo fato do veículo estar irregular com IPVA atrasado, o presidente cabo PM José Soares e o vice-presidente cabo BM Rogers Tenório foram ao local e conversaram com o tenente PM Dantas. A ACS/AL esclarece que tal problema se deu por falta de regularização do veículo na gestão anterior. No entanto, a diretoria atual já está solucionando todas as pendências do carro advindas da outra gestão. “Queremos cumprir com nosso dever, para continuar servindo de forma digna aos nossos sócios”, explicou o cabo BM Rogers Tenório.

Na oportunidade, o cabo PM José Soares parabenizou a postura e profissionalismo do tenente na abordagem que mostrou ética em sua profissão. “Ele agiu corretamente. Agora só gostaríamos de saber se nos próximos serviços que este tenente for retirar, se ele vai lembrar que existe na corporação não só da Polícia Militar, como do Corpo de Bombeiros, viaturas irregulares em serviço e que ele mostre ainda mais o seu potencial e evite que essas VTRs possam ir às ruas com faróis queimados, vidros trincados, pneus carecas, freios irregulares, e condutores muitas das vezes sem habilitação e curso apropriados para assumir carros de emergências. E agora tenente, as viaturas que você e sua guarnição entrar, estarão legalizadas? Continue mostrando o profissional que você foi conosco”, finalizou Soares.

Anônimo disse...

Só dá quem quer, não existe esse negócio que foi coagida, ou forçada.Façam que nem uma Policial Feminina do 5º BPM, alguns anos atrás que foi assediada pelo seu Comandante (Hoje na reserva, vulgo barrão ou jacaré) e denunciou o caso. Repito só dá quem quer. E não é só pra Oficial não viu.

Anônimo disse...

Apesar de um comentário acima sobre o BPRP, discordo plenamente pelo fato da ignorância de quem o fez. Fala serio se tem um batalhao q as fens sabem o seu lugar concerteza é lá. Realmente ninguem pode estar num dia bom e tratar alguem bem que o povo miseravel logo confunde as coisas. Homens são todos iguais = parem de olhar as mulheres dos outros e tomem conta das suas, pq concerteza estão levando cOOOOOrno. mOOOOn!

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