A situação de terrorismo tende a piorar

Por assessoria SindPol
O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) ressalta que o Governo do Estado não entendeu a necessidade urgente no investimento no pessoal e nas condições de trabalho. A Secretaria de Defesa Social propõe medidas paliativas e ineficientes para a segurança pública como a contratação de 800 policiais militares da reserva, a centralização dos trabalhos das polícias (Central de Polícia), entre outras, que só fazem enfraquecer mais o setor.
O Sindpol vem desde 2009 denunciando o alto índice de violência que toma proporções alarmantes. As ondas de assaltos, arrastões, sequestros relâmpagos, incêndios a ônibus e assassinatos mostram apenas o que é estar no Estado mais violento do Brasil. Em 2011, foram assassinadas 2.226 pessoas, o que significa uma taxa de homicídios de 71,3 para cada 100 mil habitantes.
Enquanto isso, às delegacias de polícia estão sucateadas. O 3º Distrito Policial da Capital está fechado há um ano. As delegacias no interior abandonadas, enquanto o crime organizado se instala, promovendo a violência.
Os policiais civis continuam desmotivados, acuados e com medo da criminalidade, que avança de forma organizada, estruturada e bastante armada. Não há uma política pública efetiva de controle da violência. Há carência de efetivo, de equipamentos e de armamentos.
O Sindpol recentemente questionou o porquê da transferência do presidiário Levi Batista da Penha, o Baby do Complexo do Alemão, para pagar pena em regime semiaberto, que não existe, em Alagoas. Levy é ligado ao traficante Fernando Beira Mar e à facção Comando Vermelho.
O governo de Alagoas não investe na segurança pública, ao contrário do Estado de Sergipe que possui a Polícia mais eficiente do Brasil. O percentual de identificação e prisão dos infratores é de quase 70%, enquanto em Alagoas não ultrapassa a 5%. Um policial sergipano ganha, em média, R$ 6 mil. Enquanto o policial civil de Alagoas recebe apenas 30% da remuneração do Estado vizinho.
O clima de terror da sociedade alagoana não nasceu por acaso, e não pode ser apontado apenas o tráfico de drogas. O sociólogo e autor do estudo Mapa da Violência, Júlio Jacobo, já informou que a escalada do crime no Estado não tem uma única causa, e tem ligação direta com o enfraquecimento do sistema de segurança pública estatal, a migração de facções criminosas e a estreita ligação entre poder público e o crime.

7 comentários :

Anônimo disse...

A (in)Segurança Pública de um Estado (des)Ogarnizado

(Retirado do site melhornoticia.com.br Blog Eduardo Lucena)

Bem, tive a obrigação de dar uma pausa na continuação da postagem anterior, (Como combater o crime em Alagoas), em razão da grave constatação, desta vez por parte da ONU, da Epidemia de homicídios que acomete nosso Estado. Sem querer filosofar muito, estou republicando nosso primeiro post, atualizando os números da ONU e mostrando que a situação é ainda pior que o anunciado, corrigindo o índice de homicídios de 63 para 73 e lembrando que os “Boeings” continuam caindo aqui; terminaremos o ano, infelizmente, com cerca de 2.350 homicídios. Vejamos:

“A conhecida frase do economista norte-americano Jeffrey David Sachs “estado desorganizado, crime organizado” nos leva a uma reflexão do papel do estado e da polícia. A polícia é apenas um instrumento das políticas públicas de combate à violência e à criminalidade e não pode carregar o ônus de ser a responsável pelo controle criminal e social. Em Alagoas, infelizmente, este entendimento não pode ser alcançado pelos gestores da área de segurança pública.

Com isso, somos hoje o Estado com o maior índice de violência do Brasil em razão do alto número de homicídios e violência cotidiana não identificados e não analisados, sugerindo um estudo apurado de, no mínimo, cinco anos para se fazer uma análise criminal qualitativa, ou seja, uma radiografia social para ambientação e um entendimento adequado do que seja o crime e a violência em Alagoas.

Nos últimos quatro anos, no Estado de Alagoas, com cerca de 3.050.000 habitantes, aconteceram quase 9.000 homicídios! Segundo a Organização Mundial da Saúde O.M.S, para cada grupo de 100.000 Habitantes, até 10 Homicídios é um dado aceitável, para o período de um ano, valendo saber que acima disto já é considerado como Epidemia. No Brasil, a média atual é de 23 Homicídios para Grupo de 100.000 Habitantes.

Trazendo este cálculo para Alagoas, tivemos no ano de 2010 um total de 2.226 homicídios, o que nos dá uma taxa de 73 homicídios para grupo de 100.000 habitantes! Quando partimos para analisar os bairros de Maceió, no ano de 2010, encontramos localidades com taxas anuais beirando os 300 homicídios para grupo de 100.000 habitantes! De per si, temos já ai uma visão assustadora do que seja a violência cotidiana pois, de forma direta, Alagoas se encontra numa desenfreada rota vermelha, onde as ações de Segurança Pública têm se mostrado inócuas e ineficientes, baseadas principalmente em antigas e ultrapassadas estratégias importadas, mudando apenas de embalagem, mediante os conseqüentes governos e dirigentes que se sucedem.

(continua...)

Anônimo disse...

(Continuação)

...Segundo Loïc Wacquant, em seu ensaio no livro "Punir os Pobres: a nova gestão da miséria nos Estados Unidos", os gerentes se sucedem, mas as ações continuam as mesmas, senão vejamos;
“... Assim, as autoridades responsáveis pela ordem pública dos diferentes governos que se sucedem num determinado país ou em diferentes países, em um dado momento, combinam, todos eles, com o mesmo ritmo entrecortado e com apenas umas poucas variações menores, as mesmas figuras obrigatórias com os mesmos parceiros: fazer patrulha numa estação de metrô ou num trem de subúrbio, exaltando as medidas anti-crime; visitar, em cortejo, o posto de polícia de um bairro mal afamado; deixar-se posar numa foto coletiva de vitória após uma batida de drogas anormalmente grande; fazer algumas advertências viris aos malfeitores para que, de agora em diante, eles "se comportem bem"; e lançar os faróis da atenção pública sobre os transgressores reincidentes, os mendigos agressivos, os refugiados errantes, os imigrantes que aguardam ser expulsos, as prostitutas de calçada e outros detritos sociais que se acumulam nas ruas das metrópoles fin-de-siècle, para a indignação dos cidadãos "respeitáveis".

Por toda a parte, ecoam as mesmas loas à devoção e à competência das forças da ordem, o mesmo lamento em relação à escandalosa complacência dos juízes, a mesma afirmação apressada em prol dos invioláveis "direitos das vítimas do crime", os mesmos anúncios tonitruantes prometendo ora "fazer baixar a delinqüência em 10% ao ano" (promessa que nenhum político arrisca lançar em relação ao número de desempregados), ora restaurar o controle do Estado sobre as "zonas do não-direito", ou ainda aumentar significativamente a capacidade das prisões, ao custo de bilhões de euros...”

Parece familiar? Sim, as ações se repetem mesmo; é muito mais fácil se investir em panacéias criadas com o intuito, puro e simples, de alardear supostos “atos estóicos”, como se o Governo estivesse realmente imbuído em reduzir os altos números de homicídios e crimes de demais montas, quando na verdade a preocupação é, tão somente, “parecer ser” em detrimento do “ser”.

Então, enquanto o (des)governo finge que se preocupa, nós, pobres mortais, fingimos que acreditamos, o sistema de defesa social finge que está tudo sobre controle e os criminosos, bem, os criminosos não estão nem ai para este circo e continuam aterrorizando os palhaços: Nós (aqueles pobres mortais).”

Eduardo Lucena
Consultor em Segurança

Anônimo disse...

Mas o Téo, o Dário e o Luciano dizem que não admitiram mais isso e que tudo está sob controle, então vamos cantar a musiquinha da próxima campanha do Téo para senador: é Téo, é Dário, é Lú...kkkkkkkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

Barenco pede exoneração para assumir procuradoria em Minas

Delegado deixa cargo após aprovação, por concurso público, para o Ministério Público de Contas de Minas Gerais; José Edson é o substituto

O delegado Marcílio Barenco pediu exoneração, no início da noite desta terça-feira (20), do cargo de delegado-geral da Polícia Civil, em função de ter sido nomeado pelo governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, para o cargo efetivo de procurador do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado – cargo vitalício.

Barenco esteve com o governador Teotonio Vilela Filho, a quem apresentou o pedido de exoneração de sua função de delegado-geral da Polícia Civil. Em uma reunião entre o governador, o secretário da Defesa Social, Dário Cesar, e o secretário-chefe da Casa Civil, Álvaro Machado, foi decidido pelo nome do delegado José Edson Freitas Junior – atual secretário-adjunto da Defesa Social, para substituir o delegado Barenco. O nome do novo adjunto da SDS ainda não foi definido.

O governador Teotonio Vilela lamentou a saída do delegado Barenco. “Trata-se de um profissional íntegro, que honrou o cargo e a confiança nele depositada, e deixou a marca de um trabalho coerente com os princípios do nosso governo: a austeridade, a defesa do interesse público, a atuação isenta, o firme combate à criminalidade e a reestruturação da Polícia Civil, focada na inabalável defesa da sociedade alagoana”.

No pedido de demissão, Marcílio Barenco assinalou: “Reafirmamos a confiança em Vossa Excelência e no Governo de Alagoas, em especial, perante o compromisso com as causas da segurança pública do povo alagoano”.

Anônimo disse...

Barenco pediu pra sair?
Certo ele!

Com certeza ele usou a celebre frase: Pra quem fica um chá de ....! rsrsrsrs

Anônimo disse...

POr tudo isso que Alagoas esta passando votem no TÈO novamente para Senador é NÔNÔ para Governador.

Anônimo disse...

Téo, Lulu e Dario césar três dez desmoralizados

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