A tropa por inimiga

Eram ainda 20 horas de ontem quando, buscando compreender o que leva pessoas como o secretário de (in)segurança pública, Dário o César, e seu estagiário, Luciano Silva, mesmo que em menor mediocridade, a lidarem com seus subordinados desta maneira, foi que cheguei a conclusão obvia, porém complexa – sob o ponto de vista acadêmico – de que ambos observam a sua tropa através do olhar da despersonalização do inimigo.
A crítica simples é a de que o tratamento dispensado a seus funcionários emana de dois fatores essenciais da conduta dos pseudogestores: em prima face, a de que a fata de preparo acadêmico, que pode ser aferido com uma breve análise curricular de qualquer dos dois (e agravada com relação ao mandatário chefe, pois além de não possuir solidez curricular tem dificuldade de concatenar pensamentos e formular frases simples) aliada a razão da existência de, para eles, não-pessoas dentro de sua tropa.
Esta segunda premissa é justificada através de que estes indivíduos, que deveriam ser cuidados como uma joia, ainda são submetidos a um processo na qual já estariam insertos em um sistema punitivo, e, como inimigos, devem ser manejados como meros instrumentos de coação.
Para JAKOBS (2006, p. 36) esses tais inimigos – a tropa que Dário e Luciano enxergam – não podem ser tratados como cidadãos, nem muito menos como pessoa, uma vez que "um indivíduo ao qual não é permitido entrar num estado de cidadania não pode participar dos benefícios do conceito de pessoa".
E, diletos leitores, esta dualidade entre cidadão e inimigo é quem gera a instabilidade que hoje observa-se na caserna, pois a existência desta tais não-pessoas colide diretamente com a tradição de reconhecimento das garantias e direitos subjetivos como forma de limitar a atuação punitiva estatal.  Esta limitação não carece de normas previstas para que seja eficaz, ela advém da própria condição humana do Policial Militar.
Mas, na ideologia tosca e rasa de Dário, o mestre de picadeiro da SEDS, e de Luciano, o auto imolador castrense, existe a premente necessidade de uma restrição de liberdades de segunda geração e a justificativa de um Direito Administrativo Militar Estadual voltado para o "inimigo", de forma autônoma e diferenciada, com objetivo de combatê-los e sufocá-los em seus direitos e em forma residual, um tratamento diferenciado para os cidadãos (não comuns, pois os militares estaduais não se enquadraram ao conceito de cidadania de ambos).
Entretanto, o conceito de pessoa é normativo, isto significa dizer que é impossível estruturar uma norma desprezando a realidade fenomênica do ser humano. Desta forma, qualquer Estado Democrático de Direito deve assumir como requisitos da pessoa todas as características essenciais do Homem, e mais além, deverá respeitá-las e fazer seu reconhecimento aos indivíduos, sejam elas morais, ideológicas, religiosas ou o que o valha.
Dário e Luciano trafegam por um perigoso e ilegal caminho, no qual violam diariamente princípios basilares da nossa democracia e essencialmente o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, status constitucional que em seu seio representa o corpus normativo do conceito jurídico de pessoa. São foras da lei, são criminosos. São, ao meu ver, BANDIDOS. São a caracterização formal da chamada "Banda Podre das Polícias". São a personificação da má formação policial aliada à "picaretice" funcional. São ignóbeis e perseguidores, e, o pior: INCOMPETENTES.
A ideia que lhes passa pela cabeça é a diversa ao que é para o cidadão comum, ao qual é possível aplicar-lhe uma pena, de forma que sua personalidade não seja ocultada e desconsiderada, pois ainda assim ele seria tratado como pessoa, em resumo: um cidadão com direitos e garantias fundamentais preservados e observados. Mas para eles a tropa é um inimigo, e tal qual merece a imposição de sanções administrativas e criminais que não possuem a finalidade de manutenção da identidade de social, uma vez que a punição a ser imposta é tão somente uma lição de poder e uma demonstração de força, visando a coação de "perigos" para o comando. Esta pena não significa nada, senão atentar contra "o indivíduo perigoso para seus propósitos".
Neste sentido, propomos uma cisão nessas práticas escabrosas, com o afastamento sumário de ambos de suas funções e uma urgente INETRVENÇÂO FEDERAL no ESTADO, pois a segurança pública é dirigida por indivíduos que atentam para a democracia e contra o Estado Democrático de Direito, transformando os membros da força policial em inimigos aos quais eles devam combater, em detrimento dos verdadeiros inimigos, quer seja a criminalidade.
E após isso, submetam-se tanto Dário quanto Luciano a um tratamento psiquiátrico sério, pois até mesmo a esquizofrenia mais severa possui tratamento médico.

9 comentários :

Anônimo disse...

É o que digo sempre: como poderemos ter um Secretário de Defesa Social competente se colocaram lá um capacho de Fernando Collor, que saiu de Alagoas ainda Aspirante para carregar a maleta 007 do "Diabo Algoano" e retornou já Major, sem ter nenhuma prática de verdadeiro policiamento. Além disso, nosso insigne (ficante) Comandante-Geral participou de uma pós-graduação em Políticas e Gestão em Segurança Pública e não entregou a monografia, ficando sem o diploma. Por que será? Eu digo: porque ele não compreendeu nada do que foi ensinado; porque ele não tem nada para dizer acerca da segurança pública; porque ele não entende o que significa segurança pública. Esses dois incompetentes só estão no poder porque são subservientes a políticos de má fé e só têm moral sobre a tropa por conta de suas patentes e do RDPMAL. Nas próximas eleições não farei como nas duas últimas, que votei em TEO. Ao contrário, excluirei da minha lista todo e qualquer político relacionado com ele e ainda farei campanha contra.

Anônimo disse...

Nao estou entendendo nada, vamps serclaro..

Anônimo disse...

TEMOS OUTRO TBM QUE SE ENQUADRA NESSE PERFIL O TEN CEL THULIO, FALSO COMO UMA NOTA DE TRêS REAIS , E QUE TEM A APROVAÇÃO ZERO DA TROPA DO BOPE COM O SEU LINGUAJA POLITICO , É TANTO IGUAL OU PIOR DO QUE ESSAS DUAS FIGURAS SEBOSAS .........., UM LOBO EM PELE DE CORDEIRO

Anônimo disse...

Nós militares, vivemos constantemente com nossos direitos humanos violados... Isso aqui é uma ditadura. Não existe mais amor à causa briosiana e todos nós só pensamos em uma coisa: passar em outro concurso para sair rapidamente daqui.

Anônimo disse...

resume isso ai, apesar que sei que esses dois nao presta pra nada.

ALAGOANO COM ORGULHO! BRIOSIANO! disse...

Saudo-os com um feliz festejos natalino.
Hoje vou comentar sobre a transferência ou melhor desativação do presídio militar e relocaçào dos militares, porque ainda são, para um modulo no presídio.
O juíz de execuções penais em entrevista falou que não há motivo pra pânico, pois estão em local seguro. Ou sua exelência é um completo idióta, em acreditar nisso, ou um total desconhecedor da realidade dos presidios do nosso estado.
Companheiros os famíliares desses militares estão em pânico com o que pode acontecer com eles, não cabe a nós jugalos pelo o que os levou a estarem lá, mas para os que tiram serviço nas ruas, por qualquer motivo nos podemos estar por lá tambem, já vi muitos presos e depois soltos e não tinham a menor culpa.
Somos mau pagos e pessoas a margem da sociedade, parece que o policial vem de outro mundo, e por isso não faz parte da sociedade organizada. Temos que mostrar que não é bem assim, álias não é nada assim, lutemos por nossos companheiros e estaremos lutando por nossos direitos.

Que DEUS nos guie!

Anônimo disse...

Que este Natal façam uma reflexão das maldades e invejas destiladas as pessoas que sequer conhecem e acima d tudo são homens e pai d familia!E como graças a Deus o mal não impera que no ano que vem tudo que desejarem ao seres humanos da Corporação venham em dobro e extensivo aos familiares e amigos se tiverem!

Anônimo disse...

Feliz natal ao "POVO DE DEUS" (como diria o Genésio!), e aos medíocres, safados, corruptos, perseguidores só desejo que se explodam! Aauhsushaus....

Anônimo disse...

Esse dario quando dar entrevista, meu deus parece um louco falando, é tão burro que doi,já o lulu, é forte por fora e uma donzela por dentro junte as duas personalidade e vai dá nisso, aumento de homicidios,kkkkkkkkkkkkkkkk

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