NOTA DE SOLIDARIEDADE

“Diante das ocorrências atuais na Segurança Pública, os coronéis da Polícia Militar do Estado de Alagoas, abaixo assinados, maioria absoluta na corporação, vêm a público externar SOLIDARIEDADE A TODAS AS FAMÍLIAS DAS VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA EM NOSSO ESTADO:
Cel. PM Ivon Berto
Cel. PM Luiz Bugarin
Cel. PM Mário da Hora
Cel. PM Paulo Sérgio
Cel. PM João Marinho
Cel. PM Paulo Amorim
Cel. PM Manoel Veríssimo
Cel. PM Ricardo Santana
Cel. PM Luis Carlos
Cel. PM Ricardo Tenório
Maceió, 31 de maio de 2012

Sds Barros e Aécyo: duas vítimas do sistema

Caros senhores responsáveis pelo BEF, gostaria de expor pra vocês e pra Alagoas o que está acontecendo no BPE, uma unidade onde abusos estão sendo cometidos contra PMs dentro da própria unidade...
Há acerca de 14 dias, após o Soldado Barros Júnior ter exposto ao Comandante do Batalhão que não tinha a menor condição permanecer na guarnição, pois seu comandante, o Sargento Freire estava constantemente embriagado no comando da mesma (coisa rotineira por sinal), apos isso o Sargento não sofreu punição alguma, apenas foi remanejado para trabalhar no dia na Guardiã Comando e ser aferido pelo Oficial de Dia se tinha condições ou não de serviço (se riscassem um fosforo e viatura explodiria), mas mesmo assim foi dito que o referido Sargento estaria “apto”.
Até então tudo estaria calmo até chegar o próximo dia de serviço dos envolvidos nessa situação. Ao iniciar o dia de serviço seguinte ao acontecido, colocaram o Soldado Barros Júnior novamente na guarnição junto com Sargento Freire, coisa inimaginável em uma instituição coerente, e isso gerou uma confusão enorme; o Soldado Barros foi pedir à Oficial de Operações de Dia, que também é a P1 da Unidade, a Capitã Luciana, a permuta, só que – coitado – ele ainda não conhecia como era desequilibrada a capitã.
Ao expressar as suas razões para a mesma, de forma tranquila e branda, perguntando se ela poderia trocar ele de guarnição, pois tinha acontecido uma situação que contraindicava a permanência dela na mesma, fato este acontecido ainda no serviço anterior, razão pela qual ele gostaria de evitar acontecer de novo... Subitamente a Capitã de pronto exigiu que o Soldado ele desse um motivo para tal troca, embora ela, como P1, já estivesse a par de tudo.
Então o Soldado respondeu que gostaria de evitar comentários sobre a situação, pois aquela situação já estava tomando uma proporção muito grande e que o mesmo queria encerrar a situação por ali. Diante disso, a Capitã disse que não iria trocar o Soldado de guarnição. Porém, como ala demonstrava estar irritada com alguma coisa, sem maiores explicações, chamou o Soldado e o Sargento e resolveu tirar o Soldado da guarnição (OBS: essa guarnição é denominada na unidade como UNIVERSITARIA; além do mais, todos sabem que essa guarnição está pronta para o serviço às 06:00 da manhã e sai às 18:00 da noite, de acordo com escala de serviço fixada em mural).
Após dizer ao Soldado que ele não estava mais de serviço na referida guarnição, o mesmo foi colocando no Posto Policial de Guaxuma, um local que todos os militares do BPE é um tipo de castigo, haja visa que ficar ali naquele posto, por se tratar de lugar insalubre com fossa estourada maior fedentina sem ventiladores ou ar condicionado, jogado às baratas, rodeado de sujeira e sem apoio de ninguém, sem viatura e exposto a tudo sem proteção é a vingança dos Oficiais da Unidade.
Já bem transtornada com a ousadia de um Soldado ter se dirigido a ela para reivindicar os seus direitos “de forma desrespeitosa”, como ela fez questão de afirmar para os seus pares (só em uma mente perturbada o desrespeito aconteceu), ela informou ao Soldado para onde o mesmo iria e logo em seguida se dirigiu com o mesmo para o referido Posto Policial. Ao chegar lá, fez a Operação Paraíso das Aguas juntamente com a Guarnição “Universitária”. Após a operação, o Soldado transferido, em presença da dupla do Posto de Guaxuma, se dirigiu a capitã e perguntou para a mesma se quando fosse 18:00 horas ela poderia enviar uma viatura para levar o Soldado ao Batalhão, para o término do serviço, pois ele precisaria desarmar, bem como ir para a faculdade na qual teria uma prova naquela noite.
De pronto, a Capitã indignada com a petulância do pedido do Soldado disse que o mesmo iria ficar ali no posto até as 19:00 horas, e nesse instante o Soldado disse à Capitã que ele fazia parte da escala da “universitária”, que entrara de serviço uma hora antes das demais guarnições, no caso, às 06:00 e que por isso deveria sair às 18:00. Para que ele foi dizer isso? A Capitã ficou mais transtornada ainda e disse que “ela era a P1”, “que era ela quem fazia a escala”, e “que quem mandava ali era ela e que cabia ele obedecer”, ou seja, “que o Soldado somente sairia às 19:00 horas”.
Reduzido à sua insignificância, diante de uma louca no poder, o Soldado acatou a ordem absurda e disse “sim, senhora Capitã”. Agora vem a pior parte. A Capitã entrou indignada em sua viatura, esbravejando coisas sobre “como esses soldados são mal formados hoje em dia”, “como são indisciplinados”, “folgados” e outros termos pejorativos, os quais ela sabe usar como ninguém para exemplificar um Soldado.
Ao chegar no Batalhão, bastante enfurecida, a mesma adentrou a sala do Major Klingermário, Comandante do Batalhão, e expôs o ocorrido, mas, claro, “da sua forma”. Resultado: algum saiu da sala do Comandante com um certo ar de sorriso e dizendo que “aquele Soldado estava preso”, “que agora ele iria ver o que era bom”. Convocou a sua guarnição, disse-lhes que a “missão” era “trazer o Soldado Barros Júnior preso pro Batalhão”, sendo que alguns instantes depois disse que “ele ia ficar preso sem prejuízo do serviço”.
Pessoal, o Soldado Barros Júnior ficou preso sem motivo algum, e todos que estavam no Posto de Guaxuma no dia foram testemunhas das arbitrariedades cometida pela Capitã Luciana. Isso não pode ficar assim.
Mas a história não acaba por ai. No mesmo dia, já à noite, o Soldado Barros ao ser encaminhado ao COPOM constituiu um Advogado em sua defesa, sendo que acompanhando do Advogado foi o também o Soldado Aécyo, porém, este na condição apenas de acompanhante do causídico (que por sinal é seu irmão). No momento em que a Capitã Luciana ia ser ouvida ela viu na sala o Soldado Aécyo acompanhando a defesa e, de pronto, fez um escândalo, esbravejando que a mesma não iria ser ouvida na frente de um Soldado, que ela era uma Capitã e que tinha prerrogativas; na mesma hora o Soldado Aécyo disse: “mas Capitã, nós somos todos da mesma classe dos policiais militares...” “Nunca”, disse ela, “eu sou uma Oficial, sou uma Capitã e você um Soldado”, nós não somos da mesma classe”. Diante disso, a major que ouviria as partes ordenou ao Soldado Aécyo que se retirasse da sala, e o Soldado Aécyo pediu para a Major explicar por que o mesmo teria que sair do recinto. A mesma, sem responder à pergunta do Soldado, apenas repetiu “se retire da sala Soldado”; o Soldado fez uma pergunta: “por que ele tinha que sair?” A Major mais uma vez disse: “se retire, Soldado”. E mais uma vez ele fez a mesma pergunta. Então a major deu voz de prisão para o Soldado Aécyo, sob a alegação de  que o mesmo estaria cometendo crime militar. Logo em seguida foi chamando o BOPE para conduzir o mesmo. Antes da chegada do BOPE, nesta sala no COPOM onde todos se encontrava, o Soldado Aécyo foi ameaçado por um outro Capitão que, entre outras coisas, com o dedo em riste disse “para que o Aécyo agora tomasse cuidado na sua vida depois daquilo”.
Resultado: o Soldado Barros Júnior já cumpriu a sua pena na base do BPE e o Soldado Aécyo ainda se encontra cumprindo pena no mesmo Batalhão, que, diga-se de passagem, é insalubre, não tem as mínimas condições de higiene, e a alimentação acomodada em locais que não seriam aprovados por nenhuma vigilância sanitária.

O quadro atual da segurança pública alagoana

O assassinato do médico José Alfredo em um dos bairros nobres da capital é a pura demonstração da incompetência estatal em gerir a pasta da segurança pública. Segurança falida e desestimulada graças à política do Sr. Teotônio Vilela Filho, que ao colocar seguidamente pessoas à frente a SDS, que não tinham nenhum desejo de realmente combater a criminalidade, transformaram todo o aparato policial em simples espectadores deste terrível quadro da decadência da sociedade alagoana.
Semanalmente dezenas de alagoanos são mortos, vítimas da violência galopante, que não consegue ser domada pela gestão amadora e irresponsável do Sr. Dário César. Este cidadão prefere os holofotes e as benesses que o poder pode lhe angariar, sendo que suas ideias simplesmente são inócuas para o combate à criminalidade.
O médico foi assassinado em um dos bairros nobres da capital, bairro este que teve implantado, com muito estardalhaço, a Ronda Cidadã, que teoricamente deveria dar mais seguranças aos quadrantes por ela atendidos. Mas, mesmo com essas rondas, os crimes continuam acontecendo. Isso não é a demonstração da incompetência? Não seria má gestão? Eu penso que sim!
Desde de que o Governo Teotônio Vilela começou, Alagoas vem batendo recordes de violência, tornando-se destaque negativo nacionalmente, sendo que esse período negro coincide com a assunção do Dário César e de sua gangue, que tomaram de assalto a SDS/AL. Esse grupo que hoje gerencia a Defesa Social já demonstrou reiteradas vezes que não tem condições de estar à frente de tão importante pasta.
Graças às políticas de perseguições orquestradas por Dário, hoje as nossas polícias (militar e civil) se encontram em uma Greve Branca, sem previsão de retorno às suas atividades laborais. Muitos policiais estão desestimulados, principalmente com o descaso do governo para com os agentes de segurança. Na PM, o quadro se apresenta muito pior, pois o atual comando não tem legitimidade e nem moral perante a tropa, e para compensar a falta de liderança, o Comandante Geral persegue a todos que não fazem parte de seu grupo, tornando o ambiente dentro da corporação um verdadeiro regime nazista.
Ainda falando do desestimulo, os últimos atos do governo como a falta de negociação salarial e a recusa em promover os PMs que já atendem os requisitos para ascensão profissional aumentaram ainda mais o sentimento de revolta dentro da caserna. A verdade, nua e crua, é que a tropa já cruzou os braços, pois massacrada por uma política salarial canalha, uma escala de serviço absurda e massacrante, e ainda por cima sendo assediada moralmente por um comando sem o brilho da liderança, o quadro futuro que ora se desenha é o pior possível.
A tendência que hoje se apresenta para os alagoanos é até mesmo pior que as das maiores zonas de conflito de guerra. A violência irá aumentar, disso não tenham dúvidas, mais alagoanos serão assassinados, assaltados e violentados nas suas garantias constitucionais, pois não demorará para que o efetivo policial ainda seja menor ao que hoje é ofertado para fazer a segurança pública. Centenas de PMs hoje estão com licença médica (algo em torno de 700 policiais), e muitos outros estão pegando atestados médico devido a doenças psicológicas, alegando perseguições do comando, e ao chegarem aos dezoito meses de agregação, passam automaticamente para a reforma com os proventos integrais (seja pelo reconhecimento da relação de causa e efeito, pois aos entrarem na PM eram perfeitamente capazes e saudáveis mentalmente; seja por conta do mandamento constitucional aprovado recentemente). Isso é uma dura verdade que a sociedade não sabe, pois graças à teimosia do governador em manter no cargo Dário César e Luciano, teremos cerca de 10% do efetivo se reformando em poucos meses. Belíssima gestão dos recursos, não acham?
Sem contar a reserva por tempo de serviço, onde todos os meses dezenas e até centenas de PMs vão para casa após cumprirem seus 30 anos dentro da instituição, e que não são repostos, pois não se fez concurso para a segurança no governo Teotônio Vilela. Sabem aquela máxima que diz NÃO EXISTE NADA RUIM, QUE NÃO POSSA SER PIORADO? Pois é, esse é o quadro futuro da segurança pública dos alagoanos.

Causas da violência: eles não enxergam o obvio

No final da tarde desse sábado (26), no corredor Vera Arruda, na Jatiúca, Maceió, o médico otorrinolaringologista José Alfredo Vasco Tenório, de 67 anos, foi assassinado.
Vejamos o que a família e o governo disseram a respeito do episódio:
André Palmeira, empresário, filho do médico morto:
“Quem matou o meu pai não foi apenas um bandido, foi também o governo do Estado, a Secretaria de Defesa Social, a Polícia Militar, foram todos os políticos que andam dizendo que a segurança pública vai bem, mas que, na verdade, andam com carros blindados e cheios de segurança armados até os dentes. Estamos todos revoltados e queremos que o Estado combata a criminalidade.”
“Teotônio Vilela, muito ‘obrigado’ por matar o meu pai. Você mesmo é o maior assassino que o Estado de Alagoas pode ter. Toda semana você mata um pai de família. Como pode governador, você tirar o PM Box do Stella Maris? Como pode o senhor não se preocupar com a segurança do seu povo?”
“Nós oferecemos a motocicleta, o combustível e a alimentação para os policiais. O Estado teria apenas que deslocar alguns PM’s para lá [Stela Maris]. Sabe qual foi a resposta que obtive? ‘Não’. A polícia disse que faltava efetivo. De repente, se aquele posto estivesse funcionando, meu pai ainda estaria vivo.”
“Só quem não veio aqui foram as autoridades do meu Estado. Certamente se fosse eu quem tivesse matado um bandido, esse pessoal da área de Direitos Humanos e representantes do Governo já teriam mandado me prender. Mas, como foi um cidadão de bem e, aqui em Alagoas, a regra é a impunidade para os bandidos de verdade, os assassinos do meu pai estão por aí, livres.”
“O pior é que a vida dele custou menos de R$ 100,00. A bicicleta roubada não valia nem isso, era antiga e da época em que eu tinha apenas 15 anos. Meu pai nunca a deu para ninguém e resolveu ficar usando-a para fazer suas atividades físicas.”
Agora vejamos o que o Governador do Estado de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, disse:
“Não haverá nenhuma mudança no comando. O que haverá será uma mudança de postura. Não fujo da minha responsabilidade. Estou indo a Brasília para conversar pessoalmente com a presidenta Dilma, para conseguir mais ajuda para o nosso Estado. Nós já contamos com a ajuda do Governo Federal, mas irei tentar ampliar a parceria.”
“Quero fazer em Alagoas o que foi feito no Rio de Janeiro. Os cidadãos alagoanos são iguais aos dos outros Estados e merecem a mesma atenção. O que não pode é o Estado ficar refém da violência.”
“Quero tranquilizar os alagoanos e dizer que todas as medidas serão tomadas. Hoje a tarde [27.05] haverá uma reunião, antes da minha partida para Brasília, para amarrarmos todos os pontos e poder cobrar mais da presidenta Dilma.”
O que o governo não diz para a sociedade, e nem ninguém do Alto Escalão da PM tem a coragem de assumir, é que as “doutrinas de policiamento” adotadas pelo Comando da Briosa ao longo dos últimos anos tem feito com que muitos policiais, outrora motivados, abandonem a carreira militar (pedindo demissão ou desligamento, partindo – a maioria das vezes – para empregos públicos cuja remuneração é muito menor que a recebida na PMAL) ou, então, desempenhem as suas atividades de forma desmotivada, o que contribui, e muito, para os altos índices de criminalidade.
Nesse sentido, para que a sociedade tenha uma noção de como é “motivante” a carreira policial na PMAL, ainda mais nestes últimos tempos, apresento-lhes uma singela lista de policiais militares licenciados a pedido somente ao longo dos últimos dez anos:
Alunos de soldado licenciados (a pedido):
CFP-SD ARTHUR GONÇALVES CHAVES NETTO – ARTHUR
CFP-SD KARLA THATIANNA LOLA DA SILVA – KARLA
CFP-SD LINDOVAL GOMES DE SOUZA SILVA – LINDOVAL GOMES
CFP-SD JEFFERSON WAGNER DE LIMA SOUZA – JEFFERSON
CFP-SD JOÃO EMANUEL BARROS LESSA NETO – JOÃO
CFP-SD FABIO ROBERTO DOS SANTOS OLIVEIRA – FABIO
CFP-SD JOSÉ IVANILDO DOS SANTOS – JOSE
CFP-SD JÂNIO RODRIGUES DE LIMA – JÂNIO
CFP-SD NILTON GUIA SILVA JUNIOR – NILTON
CFP-SD THIAGO NELSON DUARTE DOS SANTOS – THIAGO
CFP-SD PAULO CESAR CARPEGEANNE BRITO DE VASCONCELOS – PAULO
CFP-SD ELIANE DOS SANTOS VIEIRA – ELIANE
CFP-SD ROBERTO NASCIMENTO DA GAMA – ROBERTO
CFP-SD CHEYLA GOMES TENÓRIO RODRIGUES DANTAS – CHEYLA GOMES
CFP-SD DIOGO DE OLIVEIRA SILVA – OLIVEIRA
CFP-SD WALTER ANDRE COUTINHO REGO – WALTER
CFP-SD DJATAN LUCIO DOS SANTOS OLIVEIRA – DJATAN
CFP-SD JOSINALDO DE JESUS SILVA – JOSINALDO
CFP-SD JOSE JOSIEL DA SILVA – JOSE
CFP-SD NICOLANGELO NERO – NICOLANGELO
CFP-SD LARISSA VITAL MININ DE LINS – LARISSA
CFP-SD TATIANA CELESTINO DE MORAIS – TATIANA
CFP-SD ANDRÉ AZEVEDO DE CARVALHO – ANDRÉ
CFP-SD PAULO JOSÉ TORRES MENINO – PAULO JOSÉ
CFP-SD WILSON LINS DE ARÁUJO NETO – WILSON
CFP-SD JANDIR GERTULINO DOS SANTOS – JANDIR
CFP-SD MARIANA BATISTA DOMINGOS – MARIANA
CFP-SD ROSÂNGELA LESSA DA SILVA – ROSANGELA
CFP-SD MARCOS SÉRGIO DE LIMA SANTOS – MARCOS
CFP-SD CLAUDIA REGINA NASCIMENTO DE LIMA – CLAUDIA
CFP-SD RAFAEL BRUNO LIMA – RAFAEL
CFP-SD JOSÉ ELENILDO SILVA LAURINDO – LAURINDO
CFP-SD EDSON DE MENEZES CERQUEIRA – EDSON
CFP-SD EDUARDO ÍTALO CARVALHO FONTES – EDUARDO
CFP-SD KLEBER CALHEIROS DE VASCONCELOS - DE VASCONCELOS
CFP-SD MARIVALDO CALUMBY ESTEVAM JUNIOR – MARIVALDO
CFP-SD JANGO DA SILVA LIMA – JANGO
CFP-SD FREDERICO LIMA DE MENEZES – FREDERICO
CFP-SD CRISTOVER CANDIDO LEITE MACHADO – CRISTOVER
CFP-SD AMILTON DA SILVA CAVALCANTE – AMILTON
CFP-SD MARCIO SAMPAIO LIMA – MARCIO
CFP-SD EVILANIA GOMES RODRIGUES – EVILANIA
Total: 42 soldados pediram baixa já no CFP (OBS: o CFP começou no ano de 2006).
Soldados já formados:
SD 3043.84 ALOISIO SANTANA FERREIRA – SANTANA
SD 7035.91 EDSON TELES DE ATAIDE – TELES
SD 6565.91 JORGE ADRIANO FERREIRA ALVES – ADRIANO
SD 8859.94 CELIO ROBERTO NASCIMENTO DE ARAUJO – CELIO
SD 9120.98 ODECILDO WANDERLEI ROCHA JUNIOR – ODECILDO
SD 9793.06 JONATAS MARCELINO GOMES - J. MARCELINO
SD 9871.06 LUIZ GUSTAVO DA SILVA BEZERRA - L. GUSTAVO
SD 9790.06 JOSÉ MURILO DE LIMA FERREIRA – MURILO
SD 10211.06 FAGNER MESSIAS VIEIRA DOS SANTOS – VIEIRA
SD 10453.06 RAPHAEL RODRIGUES FERNANTES DE OLIVEIRA – R. OLIVEIRA
SD 10679.06 ALEXANDRE CORREIA VIANA – CORREIA
SD 10688.06 LIZANDRO JOSÉ BRAGA DA SLVA RÊGO – LIZANDRO
SD 10510.06 TYAGO ROBSON FERREIRA DOS SANTOS – TYAGO
SD 10425.06 VITOR COUTO VIEIRA – VITOR
SD 9837.06 SYLAS SANTOS LOPES – SYLAS
SD 10163.06 VICTOR EMANOEL SALGUEIRO MARQUES – SALGUEIRO
SD 10600-06 LUÍS ALVES DE MELO SOBRINHO – SOBRINHO
SD 9859.06 MÁRCIO RODRIGO FERREIRA GOMES DE LIMA – RODRIGO LIMA
SD 10614.06 CLAUDIVAN DOS SANTOS SILVA – CLAUDIVAN
SD 9960.06 LUIS GONZAGA DA SILVA NETO – LUIS GONZAGA
SD 9812.06 VALTER HENRIQUE DO CARMO SILVA – DO CARMO
SD 10147.06 ALLAN ALBERT LIMA BALBINO – ALBERT
SD 9922.06 THIAGO MARINHO E SILVA - M. SILVA
SD 10157.06 ALBERTO CESARIO SIQUEIRA GUEIROS – CESARIO
SD 9840.06 MANUELA QUEIROZ MELO – MANUELA
SD 10587.06 BRUNO FELIPE HOULY ALMEIDA DE OLIVEIRA – BRUNO HOULY
SD 9993.06 FABIANO REIS DA CUNHA PINTO – REIS
SD 10193.06 JACKSLÂNIA BRUNA DA SILVA BARBOSA – BRUNA
SD 10693.06 JOSE BRUNO SILVA DE SANTANA – J. BRUNO
SD 10714.06 MARCIO ANTONIO FERREIRA – MARCIO
SD 10295.06 THIAGO JACINTO DA SILVA – SILVA
SD 10121.06 EDUARDO BRUNO DA SILVA CALAÇA – CALAÇA
SD 10167.06 DAVID MARCO OLIVEIRA DOS SANTOS – MARCO
SD 9971.06 FLAVIO VASCONCELOS PAIS – PAIS
SD 10169.06 JOSE FRANCISCO VIEIRA – J. FRANCISCO
SD 10009.06 CARLOS LEONARDO BARRETO DE AMORIM – BARRETO
SD 11223.10 ABRAAO TENORIO DE MELO BARROS – ABRAAO
SD 10959.10 JOSE LAERTHE SILVA ALVES OLIVEIRA – JOSE
SD 11010.10 LADJANE CASSIA LINS CAMPOS – LADJANE
SD 9671.02 LEONARDO DE LIMA SILVA – LEONARDO
SD 9228.02 ANISIO CAVALCANTE JUNIOR – ANISIO
SD 9356.02 SAULO TIAGO HOLANDA CAVALCANTE DE MORAIS – SAULO
SD 9397.02 ANDREA ROCHA DA SILVA – ANDREA
SD 9372.02 LUCYANO ANDRE CHAVES CORREIA – CHAVES
SD 9361.02 WASHINGTON NASCIMENTO DE SIQUEIRA – WASHINGTON
SD 9239.02 OZEANY GOUVEIA CASUSA – OZEANY
SD 9656.02 ALDO RIBEIRO DA SILVA – ALDO
SD 9253.02 EDMILSON VICENTE DE SA JUNIOR – EDMILSON
SD 9555.02 DAVID NASSER SOUZA OLIVEIRA DE ARAUJO – NASSER
SD 9501.02 WELLINGTON LOPES DE MIRANDA – WELLINGTON LOPES
SD 9435.02 SONIA DE SOUZA MENDONCA – SONIA
SD 9353.02 JEFFERSON BATISTA DE FARIAS – JEFFERSON
SD 9659.02 LUIS HENRIQUE DA COSTA SILVA – COSTA
SD 9263.02 MARCOS FERREIRA SILVEIRA – SILVEIRA
SD 9554.02 ANA TELMA DO NASCIMENTO BRANDAO – TELMA
SD 9740.02 ANTONIO MARCOS DA SILVA – MARCOS
SD 9585.02 CLAUDIO DE ARAUJO OLIVEIRA – CLAUDIO
SD 9696.02 ALYNE GAMA BARBOSA FERRO – ALYNE GAMA
SD 9694.02 MAXWELL DA SILVA SANTOS – MAXWELL
SD 9470.02 IRAILDA FERREIA DA SILVA – IRAILDA
SD 9633.02 JEAN JUNIO MENDES DA SILVA – JUNIO
SD 9443.02 SEVERINO JAIRO FRANCISCO – JAIRO
SD 9728.02 ALENILDO GOMES DOS SANTOS – ALENILDO
SD 9741.02 JOSE JADIMAS SILVA DE BRITO – JADIMAS
SD 9537.02 ABIDENIO MONTEIRO DOS SANTOS – MONTEIRO
SD 9649.02 TEOGENES FLAVIO BISPO DA SILVA – TEOGENES
SD 9645.02 JOSE SALATIEL COSTA BEZERRA – SALATIEL
SD 9669.02 ISAIAS SILVA SANTOS – ISAIAS
SD 9667.02 SERGIO NICACIO LIRA – NICACIO
SD 9323.02 MARCELO DE ASSIS DANTAS DA SILVA – ASSIS
SD 9684.02 FLAVIO LUIZ DE SOUZA ALVES – F. SOUZA
SD 9716.02 THIAGO RODRIGUES B NASCIMENTO – B. NASCIMENTO
SD 19388.02 EUTON ALVES CAVALCANTE JUNIOR – ALVES
SD 9429.02 FABIO WILLIAM BEZERRA DE SOUZA – WILLIAM
SD 9529.02 ROBERTO LIMA DA SILVA BARROS – BARROS
SD 9643.02 RICARDO DANIEL BARROS LARANJEIRA – DANIEL
SD 9552.02 ALDAIRES NUNES ALEXANDRE – ALDAIRES
SD 9425.02 JORGE SOUZA ALVES – SOUZA
SD 9267.02 ELOY RODRIGUES LIMA NETO – ELOY
SD 9629.02 ERASMO PEREIRA DA SILVA – ERASMO
SD 9766.02 SILVANO DE OLIVEIRA COSTA – S. OLIVEIRA
SD 9778.02 ADELSON RODRIGUES DE CARVALHO – RODRIGUES
SD 9784.02 CLAUDIO FERNANDES CORREIA DOS SANTOS – CLAUDIO
Total: 83 soldados pediram baixa (OBS: vejam quantos soldados, por turma, pediram baixa).
Cabos:
Nenhum.
3º Sargento:
3º SGT 9209.99 JOSE RENALDO ARAUJO BARROS – BARROS
2º Sargento, 1º Sargento e Subtenente:
Nenhum.
CFO 1º ano:
CFO I PAULO FERNANDO RAMOS DOS SANTOS – PAULO
CFO I YGOR FERNANDES DE ANDRADE – YGOR
CFO 2º ano:
CFO II LUIZ PESSOA DE MELO SOUZA – PESSOA
CFO II AILTON DE FREITAS OLIVEIRA – FREITAS
(OBS: Atualmente o Cadete PESSOA é – novamente – aluno do CFO II)
CFO 3º ano:
CFO III CHYARA TEREZA PAIVA BARBOSA – CHYARA
(OBS: Atualmente a CHYARA é aspirante no CBMAL)
Aspirante:
Nenhum.
2º Tenente:
2º TEN IONE BRANDAO VAZ – IONE
2º TEN PAULO SANTINO CORREIA JUNIOR – SANTINO
2º TEN JOSE EDUARDO ROCHA PEREIRA MAGALHAES BITTENCOURT – BITTENCOURT
1º Tenente:
1º TEN DELMER CHAGAS FEBRONIO ALVES – DELMER
Capitão, Major, Tenente-Coronel e Coronel:
Nenhum (por enquanto).
Pelo exposto, senhores, a julgar pelo que está acontecendo na PMAL, em especial com os policiais que compõem a sua base, em seus respectivos quadros, e por decorrência com a sociedade, onde um médico foi assassinado por conta de uma bicicleta de valor irrisório, essa conjuntura de situações não aconteceria com tanta intensidade se o comandante fosse outro, pois a falta de efetivo é, e muito, decorrente das ações orquestradas pelo comando. Este mesmo comando que, quando não “inspira” que os policiais saiam da corporação, faz com que cada vez mais os mesmos continuem trabalhando desmotivados ou com desdém (isso, quando trabalham) e decepcionados com a carreira militar – algo que merece um estudo de caso e a adoção de medidas urgentes (tanto técnicas quanto políticas).

Edson, O ValANTÃO

Alguns meses atrás, pudemos ter acesso a um vídeo com cenas, no mínimo, vergonhosas para qualquer membro das corporações militares estaduais que tenha resquícios de ética e de profissionalismo em suas condutas.
O tal vídeo mostra o 1º Tenente Paiva, Oficial da Polícia Militar de Goiás, realizando uma abordagem a um bar no entorno da capital daquele Estado. A busca pessoal no estabelecimento transcorreu – no início – normalmente.
Até ai (e até a metade do vídeo, aproximadamente) nada de mais. Entretanto, entre os frequentadores do bar estava um Soldado daquela Corporação, companheiro de farda do Tenente Paiva, que se identificou a este e daí foi o começo do festival de irregularidades.
Foi chamado de “lixo”, humilhado, e até apanhou na cara várias vezes do supracitado oficial. Para que não pesem dúvidas sobre o que nós dizemos, segue na íntegra o vídeo com todo o enredo:

Não sei dos senhores leitores, mas a este Cabo, as cenas são de causar embrulho. Mas os senhores não se enganem, na nossa corporação também temos o nosso “Paiva”.
Apresentamos, aos que não conhecem ainda, o Capitão QOC PM Mat. 81810 EDSON ANTÃO DO NASCIMENTO JÚNIOR, ou, para os mais íntimos, “o Anta”.
Vamos aos fatos:
O Soldado Lindomar, em 2009, concluinte do CFCP-A, havia sido promovido à graduação de Cabo após mais de 20 anos de serviço na Corporação. Por conta disso, fez em sua casa, no Bairro do Jacintinho, uma pequena festinha para amigos e familiares. Neste dia a GUARDIÃ COMANDO, na qual encontrava-se o Capitão Antão, foi chamada para atender uma ocorrência de um suposto “som alto” no local.
Constatando que era o aparelho de som doméstico da casa do então Soldado Lindomar, o aludido Capitão, usando de sua prerrogativa de Oficial, abusou de sua autoridade compelindo de forma grosseira – a princípio – a comemoração tão merecida do novel Cabo, que estava acompanhado de esposa e filhos.
Antes tivesse ficado tudo por aí, mas a coisa piorou e muito. A discussão acalorou-se e o Capitão Antão, aproveitando-se do momento e da presença de recrutas na ocorrência, determinou o uso da força contra o Cabo Lindomar e seus familiares, o que culminou com um espetáculo de selvageria tão grande que por resultado restaram espancados o Cabo e seu filho menor de 16 anos. O primeiro fraturando os dois braços; quanto que o menor, fraturando um braço, “apenas”.
Em resumo: o Capitão, desrespeitando a ética, o pundonor e o decoro da classe, bem como desprezando a hierarquia e a disciplina“meteu o cacete”, “baixou o pau sem pena” em um subordinado que não ofertou resistência a este.
Tivemos acesso às fotos, laudos de exame de corpo de delito de ambos, assim como ao depoimento de todas as pessoas envolvidas. Evitaremos a divulgação por tratar-se de menor de idade, a época dos fatos, e para não expor a imagem familiar do Cabo Lindomar – um bom militar, atualmente lotado no 4º BPM.
Isto, por si só, já seria suficiente para a instauração de um conselho de justificação – já que por muito menos os Capitães Rocha Lima, Benjamim e Eugênio tiveram abertos contra si estes conselhos demissórios – mas o que fez o comando? Instaurou IPM acerca destes fatos gravíssimos “apenas para constar”.
Agora vem o pior. Vejamos o resultado do tal “Procedimento Investigatório”:
1. SOLUÇÃO DE INQUÉRITO POLICIAL MILITAR
PORTARIA Nº 063- IPM - CG/Correg., de 15 de dezembro de 2011
ENCARREGADO: Ten Cel QOC PM, Mat. n° 76.213, JOSÉ BISPO DOS SANTOS FILHO
ESCRIVÃO: 1° Ten QOC PM, Mat. nº 86.922, GUSTAVO HENRIQUE PEREIRA BARROS
INDICIADOS: - Maj QOC PM, Mat. nº 7.752, HERMES CORDEIRO DE MELO
Cb PM, Mat. nº 77.808, LINDOMAR CAETANO DA SILVA
OFENDIDA: Administração Pública Militar Estadual
MOTIVO: Apurar autoria e materialidade de crime militar
Em razão do que ficou apurado, este Comando RESOLVE:
1. Discordar do Relatório do Encarregado do IPM, o qual concluiu pelo indiciamento dos membros das guarnições envolvidas, entretanto restou evidente nos autos que os policiais militares de serviço usaram da força necessária para conter o Cb LINDOMARCAETANO, o qual, inicialmente, desobedeceu ordem legal da guarnição de serviço para baixar o som em sua residência, além de desrespeitar, posteriormente, o superior hierárquico que atendera à ocorrência;
2. Instaurar processo administrativo disciplinar em desfavor do Maj QOC PM, Mat. nº 7.752, HERMES CORDEIRO DE MELO, por não haver autuado ou determinado a autuação em flagrante delito do Cb PM, Mat. nº 77.808, LINDOMAR CAETANO DA SILVA, pois, estando na condição de Coordenador Operacional ao COPOM, deixou de praticar ato que lhe era devido, trabalhando mal intencionalmente, conduta que corresponde ao que estabelece o inciso LVIII, do artigo 32, do RDPMAL;
3. Indiciar o Cb PM, Mat. nº 77.808, LINDOMAR CAETANO DA SILVA, por desobedecer ordem legal da guarnição de serviço, além de desrespeitar o superior hierárquico, condutas previstas, respectivamente, nos artigos 301 e 160, do Código Penal Militar;
4. Deixar de indiciar os policiais militares, Cap QOC PM, Mat. nº 81.810, EDSON ANTÃO DO NASCIMENTO JÚNIOR, Cb PM, Mat. nº 80.979, VALDIR LUIZ DOS SANTOS, Sd PM, Mat. nº 113.480, LENILDO SILVA SANTOS, Sd PM, Mat. nº 113.120, THIAGO DA SILVA VIEIRA, Sd PM, Mat. nº 114.361, ROBERTO JACKSON MOURA RODRIGUES, Sd PM, Mat. nº 114.585, VALDIR SOARES DA SILVA, Sd PM, Mat. nº 113.227, MÁRCIO HENRIQUE FIALHO DA SILVA e Sd PM, Mat. nº 114.348, ELENILSON DE ARAÚJO VIEIRA, pois não se observa nos autos qualquer excesso por eles praticados durante a ocorrência;
5. Determinar à Corregedoria que remeta os autos do IPM ao Núcleo de Inquéritos Policiais da Capital, reservando cópias para acervo e controle do órgão;
6. Publicar esta Solução em BGO.
Quartel em Maceió/AL, 04 de maio de 2012.
LUCIANO ANTÔNIO DA SILVA – Cel QOC PM
Comandante Geral da PMAL
Em resumo: o Capitão Antão espancou um subordinado (Código Penal Militar, Art. 175. Praticar violência contra inferior:  Pena - detenção, de três meses a um ano. Parágrafo único. Se da violência resulta lesão corporal ou morte é também aplicada a pena do crime contra a pessoa, atendendo-se, quando fôr o caso, ao disposto no art. 159, cc Código Penal Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: § 1º Se resulta: I - Incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias; Pena - reclusão, de um a cinco anos.) e seu filho menor, de forma desnecessária e em final a vítima – o Cabo – e o oficial de serviço ao CIODS são indiciados em crime militar.
Nossa instituição ultrapassou os limites do que se entende moralmente falida, cabendo a nós uma enérgica tomada de atitude, ou todos nós seremos os próximos “Lindomares”, ou seja, as próximas vítimas da Máfia Rosa.
Quanto ao covarde Capitão Antão, esperamos que no procedimento abaixo aberto pelo Comando, que dessa vez ele leve a devida reprimenda, o que achamos muito pouco em termos do que fez no caso do companheiro de farda.


Eu acho é “tomi”

Semana passada (a “sua excelência, e não minha) o Governador Teotônio Vilela vetou um projeto de lei, de sua própria autoria, que previa a promoção de mais de 300 policiais militares. Com a decisão os Praças irão ficar “marcando passo” e não terão promoção em agosto. Aliás, os Praças somente serão promovidos em “agosto” “deles”.
Desculpem o que vou dizer, mas bem feito. Agora é tarde. Não adianta reclamar. Vocês (presidentes de associações, e de igual modo quem os elegeram) são os responsáveis por todo este descaso que temos vivenciado por parte do governo. E, se serve de consolo para amenizar-lhes o fardo da culpa, a tropa toda – com a sua passividade – também faz por merecer.
Nós estamos aqui há muito tempo alertando que este governo não honra compromissos, bem como temos falado constantemente sobre a nossa carência de representação classista, assim como das precárias condições de serviço. Todo mundo sabe dos nossos problemas, e quase todos tem conhecimento das denúncias que temos feito aqui. As nossas associações tem a obrigação funcional de intermediar os nossos anseios, oficializar os canais competentes quanto ao que queremos e fazer as devidas cobranças. E o que foi feito quanto a isso? Respondo: nada! Muita gente chiou, reclamou, mas agir que é bom mesmo, não!
E agora, diante do prejuízo, os “líderes” das associações irão tentar reunir-se, nesta quinta-feira, dia 24, às 15 horas, na Assembleia Legislativa, com a finalidade de pedir que os deputados interfiram na decisão do governador.
E para quem acha que isso é um absurdo, conforme disse a nossa querida Soldado Pfem Ana em outra postagem: “nada é tão ruim que não possa ficar pior”. Ora, como assim? Respondo: graças aos atuais presidentes de associações, em uma rodada de obscuras negociações salariais, eles “barganharam” os nossos quinquênios. Com isso, perdemos os quinquênios, os quais nos dariam 30% de reajuste ao longo da carreira. Acredito que ainda este mês, infelizmente, confirmemos isso.
Para finalizar, faço minhas as palavras do Sargento Teobaldo quando disse: “é preciso [urgentemente que a tropa] acorde para essa realidade”; ou seja, a realidade de que o governo não nos respeita, o comando nos trata mal, os nossos presidentes de associações nos traem e fingem nos representar (quando na verdade todos eles querem apenas locupletar-se) e nós, a tropa, assistimos e vivenciamos a tudo isso passivamente. Moral da história: cada um tem o representante que merece (e eu acho é “tomi”)!


Guarnição da bef

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