Cabo José Williams: uma vítima do sistema

Dando continuidade às denúncias de abuso de autoridade praticadas pelo comando da PMAL, apresentamos mais um caso onde o miliar foi punido (com exclusão), recorreu ao Poder Judiciário, e teve a sua situação revertida. Desta feita, apresentaremos o e-mail que nos foi enviado.
Caros amigos do Briosa em Foco, venho tornar a público um caso que aconteceu em Arapiraca, nos mês de março de 2011, onde o Cabo da PM José William Pedro da Silva havia sido condenado há 11 anos e 5 meses de reclusão pela suposta acusação de “ter furtado as armas do fórum de Arapiraca”. Em decorrência dessa acusação, a PMAL abriu conselho de disciplina e chegou à conclusão que “o mesmo era culpado!”. Coincidência ou não, esse entendimento tem sido a “filosofia” dessa cúpula, pois é o que mais se vê. Contudo, no nosso caso, como é que a Corporação condena o seu integrante, estando o mesmo de férias?
Essa observação, ou seja, a escala de férias foi devidamente acostada aos autos do judicial.
Para quem não conhece, o referido cabo tem 20 de PM, estava no comportamento excepcional, algo que as praças só adquirem se tiverem, no mínimo, 8 sem punição na corporação. Apesar disso, diante de uma acusação injusta, o Comandante Geral (e o subcomandante também) publica em BGO que “o passado do mesmo era repugnante”.
Não sei a que passado a respectiva autoridade se refere, pois o cabo era réu primário, nunca teve nenhum problema com a justiça nem com a própria PMAL. É bom destacar que a Juíza da Vara Criminal, uma pessoa muito bem assessorada, diga-se, o condenou, mesmo sem averiguar as provas. A família, a única que se manteve fiel, entrou com um recurso no Tribunal de Justiça de Alagoas e a nossa “vítima do sistema” foi absolvida, razão pela qual o desembargador determinou sua reintegração na corporação.
Diante do exposto perguntamos: por que em alagoas primeiro se prende e depois se investiga?
Mais um PM que passou um ano preso, foi transferido para o Baldomero, sua esposa (a Senhora Lea Cunha) se tornou a líder das esposas dos militares que lá se encontravam e depois de tanta humilhação, principalmente por parte da PM, a justiça se fez. Esperamos que atitudes assim sirvam de exemplo e inspiração para os demais militares que se veem perseguidos e injustiçados.
(recebido por e-mail)
Para maiores esclarecimentos e provas dessas afirmações, consultem os seguintes Boletins: BGO nº 221, de 28 de novembro de 20111; BGO nº 226, de 05 de dezembro de 2011; e BGO nº 096, de 22 de maio de 2012. E, por fim, a decisão do TJAL (a qual reproduziremos na íntegra, para ajudar na defesa de outros):
Apelação Criminal n.º 2011.008044-2
Arapiraca/5ª Vara Criminal
Câmara Criminal
Relator: Des. Edivaldo Bandeira Rios
Apelante: José Willams Pedro da Silva
Advogado: Luciano Henrique Gonçalves Silva (6015/AL)
Apelado: Ministério Público
ACÓRDÃO Nº 3.0340/2012
PENAL. PROCESSO PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. CONCURSO DE CRIMES. COMÉRCIO ILEGAL DE ARMAS DE FOGO E PECULATO. CONDENAÇÃO AMPARADA EXCLUSIVAMENTE NA DELAÇÃO DE CORRÉU. IMPOSSIBILIDADE, RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. UNÂNIME.
1) Resta sedimentando nas cortes superiores de justiça que a delação não pode constituir fundamento exclusivo da condenação (Precedentes do STF e STJ).
2) Recurso conhecido e provido. Unânime.
Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação Criminal n.º 2011.008044-2 de Arapiraca/5ª Vara Criminal, interposta por José Willams Pedro da Silva, em que figura como recorrido o Ministério Público. ACORDAM os Desembargadores que integram a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas, à unanimidade de votos, em conhecer do recurso, para dar-lhe provimento. Participaram deste julgamento os Excelentíssimos Senhores Desembargadores constantes na certidão de julgamento.
Maceió/Al, 11 de abril de 2012.
Des. Edivaldo Bandeira Rios
Relator
Apelação Criminal n.º 2011.008044-2
Arapiraca/5ª Vara Criminal
Câmara Criminal
Relator: Des. Edivaldo Bandeira Rios
Apelante: José Willams Pedro da Silva
Advogado: Luciano Henrique Gonçalves Silva (6015/AL)
Apelado: Ministério Público
RELATÓRIO
Trata-se de recurso de Apelação Criminal (fls. 375/387), interposto por José Willams Pedro da Silva, em face da sentença de fls.336/350, proveniente do Juízo de Direito da 5ª Vara Criminal da Comarca de Arapiraca, que condenou o recorrente como incurso nas sanções do art.17 da Lei 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento – comercialização de armas de fogo) e 312, § 1º, do Código Penal (peculato-furto) c/c o art. 69 do mesmo codex, à pena de 11 (onze) anos e 3 (três) meses de reclusão e 420 (quatrocentos e vinte) dias-multa, estes no valor unitário de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente ao tempo do fato, a ser cumprida em regime inicialmente fechado, na forma do art. 33, § 2º, alínea "a", do Código Penal.
Condenou-o, ainda, à perda do cargo de Policial Militar do Estado de Alagoas, na forma do art. 92, I, alínea "a", do Código Penal, bem como ao pagamento das custas processuais.
O magistrado de piso entendeu incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, haja vista a pena aplicada ser superior a 4 (quatro) anos.
Manteve, ainda, a prisão preventiva do referido recorrente, por considerar que não houve modificação dos motivos que ensejaram o decreto de prisão preventiva.
Em suas razões, o apelante alega, em síntese, ausência de provas para a condenação, a atipicidade do crime de peculato (art. 312 do CP), pugnando, com isso, sua absolvição, bem como erro na aplicação da pena.
Contesta, ainda, a perda do cargo, sustentando não haver amparo legal para tanto.
Em contrarrazões (fls.389/393), o Ministério Público rechaçou os argumentos expostos pelo recorrente, contudo, reconheceu excesso na aplicação da pena no crime depeculato, devendo, por isso, ser  reformada a dosimetria da pena.
Instada a manifestar-se (fls. 399/400), a Procuradoria Geral de Justiça acatou o posicionamento do representante do parquet em 1º grau, considerando-o como integrante do parecer. Assim, opinou fosse dado provimento, em parte, ao presente recurso, apenas para reexaminar a dosimetria da pena aplicada, mantendo-se a condenação.
É o relatório, no essencial.
VOTO
Feito juízo de prelibação do presente recurso, verificam-se presentes seus requisitos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade.
Pleiteia o apelante a reforma da sentença vergastada, a fim de o absolver dos crimes que lhe foram imputados, ao argumento de ausência de provas para a condenação, de atipicidade no crime de peculato, bem como requer a restituição do cargo que lhe fora retirado.
Como pedido alternativo, pugna o redimensionamento da pena aplicada.
Passo à análise das questões suscitadas.
Da ausência de provas
Segundo o apelante, a sentença merece ser reformada por ausência de provas nos autos. Para tanto, aponta que a dita decisão foi amparada no depoimento de pessoa de má índole e em supostas coincidências, dentre estas, o veículo de propriedade do recorrente.
Assenta, também, que o documento no qual a magistrada de piso se amparou (escala de plantão dos policiais lotados no Fórum de Arapiraca de fl. 307) é inidôneo, haja vista encontrar-se o recorente em gozo de férias no mês de fevereiro de 2011, consoante BGO (Boletim Geral Ostensivo) acostado aos autos.
Inicialmente, cumpre transcrever os excertos (fundamentação) utilizados na sentença vergastada (fls. 339/346):
A materialidade restou provada pelo Auto de Apresentação e Apreensão de fl. 12.
A autoria, por sua vez, recai sobre os Denunciados Jadson Silva Costa e José Willams Pedro da Silva.
Com efeito, Jadson Silva Costa confessou que comercializava armas de fogo em Arapiraca/AL dentro da loja de calçados do seu genitor, consoante se extrai do termo de fls. 121/122 e interrogatório de fls. 287/289.
Afirmou, ainda, que negociou a compra das armas de fogo com José Cícero Pedro da Silva e José Willams Pedro da Silva, contando, em riqueza de detalhes, como  foi realizado o negócio ilícito, bem como procedeu ao reconhecimento deste último tanto na fase inquisitorial (fls. 121/121 e 202) como na judicial, na qual foi realizada a acareação entre os denunciados (fl. 293).
Imprescindível, assim, trazer à colação trechos dos seus interrogatórios:
(...)
Ressalte-se que os detalhes informados por Jadson Silva da Costa coincidem com tudo o que ocorreu naquele período. Vejamos:
1. Conforme se extrai da escala de plantão dos policiais lotados no Fórum local (fl. 307), o Réu José Willams encontrava-se de plantão no mesmo final de semana em que as armas de fogo foram negociadas, ou seja, entre os dias 18 e 21/02/2011.
E nem se argumente que havia outro José Willams entre os Policiais Militares lotados no Fórum, uma vez que José Willams Lopes de Lima responde como Cb. J. Lima e não Cb. Willams, este sim o Réu. Basta, para tanto, uma rápida leitura da mencionada escala colacionada à fl. 307 dos autos;
2. O automóvel que Jadson Silva da Costa descreve como sendo o usado em um dos dias da negociação coincide com o de propriedade de José Willams Pedro da Silva, qual seja, um Golf vermelho, confirmado pela testemunha Anderson Antônio Lima da Silva (fls. 283/284);
3. Jadson Silva da Costa reconheceu em três oportunidades, duas na fase inquisitorial (fls. 121/121 e 202) e uma durante a instrução (fl. 293) José Willams Pedro da Silva como sendo um dos negociantes das armas de fogo apreendidas.
Destaque-se que é perfeitamente cabível a condenação do agente com base na confissão de coautor, desde que esta seja idônea e harmônica com os demais elementos probatórios constante dos autos, o suficiente para conduzir ao convencimento do magistrado, como o foi na presente casuística, como já ressaltado pelo Ministério Público em sede de alegações finais.
(...)
Cumpre esclarecer que, em razão da delação de Jadson Silva da Costa, que conduziu à coautoria em relação a José Willams Pedro da Silva e indícios quanto a José Cícero Pedro da Silva, este ainda não encontrado, entendo que deve ser aplicada a causa de diminuição da pena prevista no art. 14 da Lei 9.807/1999.
Entretanto, tal benefício não pode ensejar à diminuição da pena em seu maior patamar, uma vez que não conduziu à identificação integral da coautoria, bem à recuperação de todas as armas subtraídas do Fórum de Arapiraca e à origem das demais armas que não tinham relação com processos criminais.
Assim, a referida causa de diminuição da pena deve ser aplicada em 1/3, considerando o grau de colaboração do Réu.
DO CRIME DE PECULATO (ART. 312, § 1º DO CÓDIGO PENAL)
A materialidade restou provada pelos Boletins de Ocorrência e consultas processuais ao SAJ colacionadas às fls. 29, dando conta que, das nova armas de fogo apreendidas, cinco são objetos de processos que tramitam perante a 5ª Vara Criminal e duas vinculadas a processos criminais que tramitam perante a 8ª Vara Criminal, ambas de Arapiraca.
Não há dúvida, também, quanto à autoria, que recai sobre José Willams Pedro da Silva.
Com efeito, do cotejo das provas produzidas durante as fases inquisitorial e judicial, estas últimas sob o crivo do contraditório, chego à indubitável conclusão de que José Willams Pedro da Silva subtraiu as armas de fogo apreendidas e que estavam sob a custódia das 5ª e 8ª Varas Criminais de Arapiraca, valendo-se de facilidade que lhe proporcionava a qualidade de Policial Militar lotado no Fórum de Arapiraca para realizar a segurança deste.
A conclusão é lógica: partindo-se das premissas de que o Acusado é Policial Militar que estava, à época dos fatos, lotado na segurança do Fórum de Arapiraca; que negociou as armas de fogo apreendidas com Jadson Silva da Costa e que estava de plantão no mesmo final de semana em que a venda foi iniciada e concretizada, tudo já exaustivamente explicitado anteriormente, chega-se à única conclusão de que José Willams Pedro da Silva subtraiu ou concorreu para a subtração das armas de fogo custodiadas pelas 5ª e 8ª Varas Criminais de Arapiraca, valendo-se da qualidade de Policial Militar lotado, repito, no Fórum local para a realizar a segurança deste.
Não se tratam de meros indícios, mas de provas e elementos robustos, livres de quaisquer dúvidas, que conduzem à autoria delitiva, devidamente fundamentadas por esta Magistrada, com respeito ao princípio do livre convencimento motivado.
(...)
Assim, deve José Willams Pedro da Silva ser condenado não só às penas do art. 17 da Lei 10.826/2003, em coautoria com Jadson Silva da Costa, como também às penas do art. 312, § 1º do Código Penal. (grifos nossos).
De uma análise perfunctória dos autos, constata-se que a condenação do recorrente amparou-se basicamente nas declarações ofertadas  pelo outro acusado do delito de tráfico ilícito de armas de fogo, Jadson Silva da Costa, acostadas às fls.121/122 e 287/289.
Como é cediço, a delação premiada consiste em ato do acusado que, admitindo a participação no delito, fornece às autoridades informações eficazes, capazes de contribuir para a resolução do crime.
Atente-se, ainda, restar sedimentado em nossas cortes superiores de justiça, a admissão da delação, desde que ela não constitua o fundamento exclusivo da condenação.
A respeito, confiram-se julgados do STF e do STJ, respectivamente:
EMENTA: HABEAS CORPUS. INTERROGATÓRIOS DOS CO-RÉUS, NOS QUAIS O PACIENTE TERIA SIDO DELATADO. ATOS REALIZADOS SEM PRESENÇA DO DEFENSOR DO PACIENTE. APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI N. 10.792/03: IMPOSSIBILIDADE. VÍCIOS NÃO RECONHECIDOS. CONDENAÇÃO AMPARADA EXCLUSIVAMENTE NA DELAÇÃO DOS CO-RÉUS: IMPOSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA.

(HC 94034, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 10/06/2008, DJe-167 DIVULG 04-09-2008 PUBLIC 05-09-2008 EMENT VOL-02331-01 PP-00208) (grifos nossos).
_____________________________________________________
HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. LEI Nº 6.368/76. SUFICIÊNCIA DAS PROVAS DE AUTORIA. REEXAME INVIÁVEL NA VIA ELEITA. DELAÇÃO DE CORRÉU CORROBORADO POR OUTROS ELEMENTOS. LEI Nº 11.343/06. IMPOSSIBILIDADE DE COMBINAÇÃO DE LEIS. NECESSIDADE DE VERIFICAÇÃO DA LEI MAIS FAVORÁVEL EM SUA INTEIREZA. ACÓRDÃO CONSONANTE COM ESSE ENTENDIMENTO. PENA-BASE. FIXAÇÃO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DE FORMA FUNDAMENTADA. GRANDE QUANTIDADE DE DROGAS. MAIS DE 5 TONELADAS DE MACONHA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. INVIABILIDADE. SANÇÃO DE 12 ANOS DE RECLUSÃO. ORDEM DENEGADA.
1. Inexiste constrangimento ilegal se as instâncias originárias, analisando detidamente as provas produzidas nos autos, concluíram que são suficientes para embasar a condenação por tráfico de drogas e por associação para o tráfico. Ressaltaram o farto conjunto probatório existente, que não se resume à delação do corréu, pois esta foi corroborada por diversos outros depoimentos colhidos na fase extrajudicial e em juízo. Assim, não cabe a esta Corte, na via estreita do habeas corpus, proceder ao reexame de tais provas.
(...)
(HC 150.736/MS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 17/03/2011, DJe 04/04/2011) (grifos nossos).
Pois bem, na espécie em apreço, apesar de o referido delator (Jadson) haver confessado sua participação na empreitada delituosa (comércio ilegal de armas de fogo), contando em detalhes toda a atividade criminosa e incriminando José Willams Pedro da Silva, os demais elementos contidos nos autos e destacados pela nobre juíza sentenciante não servem para embasar uma sentença condenatória.
Vale dizer, os termos da delação não são suficientes por si para eventual condenação. Para tal devem estar acompanhados de outros elementos que confirmem as declarações prestadas, o que não se constata nos autos, senão vejamos:
A nobre magistrada de piso, à fl. 343 afirmou que os detalhes informados por Jadson Silva da Costa coincidiriam com outros elementos acostados aos autos.
Para tanto, destacou três pontos, quais sejam, 1) a escala de plantão dos policiais lotados no Fórum de Arapiraca de fl. 307, a qual, segundo ela, comprovaria que o "réu José Willams encontrava-se de plantão no mesmo final de semana em que as armas de fogo foram negociadas, ou seja, entre os dias 18 e 21/02/2011"; 2) o automóvel descrito por Jadson Silva da Costa coincidir com o do recorrente; 3) o reconhecimento feito pelo próprio delator (Jadson) em três oportunidades, duas na fase inquisitorial (fls. 121/121 e 202) e uma durante a instrução (fl. 293).
Ocorre que, quanto à primeira (escala de plantão), o BGO (Boletim Geral Ostensivo) colacionado às fls. 297/298, atesta que o recorrente encontrava-se, no mês de fevereiro, no gozo de férias e, mesmo que não estivesse, a escala de plantão não seria prova suficiente para ensejar uma condenação de per si.
De outro giro, o segundo argumento utilizado pela sentenciante foi o de que (fl.342):
O automóvel que Jadson Silva da Costa descreve como sendo o usado em um dos dias da negociação coincide com o de propriedade de José Willams Pedro da Silva, qual seja, um Golf vermelho, confirmado pela testemunha Anderson Antônio Lima da Silva (fls. 283/284).
Quanto a este aspecto, cumpre transcrever alguns excertos do depoimento da referida testemunha:
O depoente conhece Willams há aproximadamente 6 anos, sabendo informar que o referido acusado possui um bom comportamento e, embora seja militar, nunca o viu portanto arma de fogo; O depoente era proprietário de um estabelecimento conhecido como bar do Caçarola e vendeu o bar para evitar confusão com a comunidade, fazendo uma festa para comemorar no dia 19/02, festa esta que contou com a presença de Willams, a convite do depoente; além de Willams compareceram a festa a esposa e o filho deste, que chegaram em um Golf vermelho.
(...)
Os últimos a saírem da festa foram Willams a esposa e o filho, ficando apenas o depoente e sua mãe.
(...)
Os réus Wilson e Jadson não estiveram no seu bar no dia da festa.
(...)
O depoente recorda-se do dia 19/02 porque devolveu uma bebidas que havia comprado, tendo o recibo da devolução, embora o bar tivesse funcionando ainda mais tempo, até o final do mês de fevereiro.
(...)
O dia 19/02 caiu num sábado;
(...)
O depoente nunca ouviu falar que Willams comercializava armas de fogo.
Consoante se extrai, em momento algum a referida testemunha aponta o recorrente como envolvido no comércio ilegal de armas de fogo. Ora, o fato de a testemunha informar que o recorrente possuía um Golf vermelho não implica dizer a participação deste na ação delituosa alegada pelo delator (Jadson), como afirmado pela magistrada a quo, na sentença combatida.
Por fim, no que tange ao terceiro argumento de que Jadson Silva da Costa reconheceu em três oportunidades José Willams Pedro da Silva, resta lembrar que tal reconhecimento foi feito pelo próprio delator (Jadson), não servindo, portanto, como meio de prova hábil a embasar uma condenação.
É de se ressaltar que possíveis coincidências não servem para amparar uma sentença condenatória, tampouco, uma delação desacompanhada de outros elementos probatórios, como ocorreu na situação dos autos.
Assim, entende este Relator, não ser possível uma condenação baseada apenas na confissão de coautor, uma vez que esta não se mostrou harmônica com os demais elementos probatórios constantes dos autos.
Ante o exposto, conheço do recurso, para, no mérito, dar-lhe provimento, reformando a sentença hostilizada, absolvendo o recorrente dos crimes que lhe foram imputados, ante a impossibilidade de condenação amparada exclusivamente na delação de corréu e, via de consequência, determinar a restituição do cargo ao recorrente, se por outro motivo não tiver sido afastado de suas funções, bem como a expedição de Alvará de Soltura em favor de José Willams Pedro da Silva, SE POR OUTRO MOTIVO NÃO DEVA PERMANECER ACAUTELADO.
É como voto.
Maceió/Al, 11 de abril de 2012.
Des. Edivaldo Bandeira Rios
Relator
Em resumo: este é mais um desacerto desse comando, que expulsou o PM antes do processo ter sido transitado e julgado, e que certamente vai pagar mais essa indenização por dano moral.


10 comentários :

Anônimo disse...

Tem algum oficial formado em direito para "julgar" PPMM?? Ah! Esquecí que a maioria são leigos.... Tá explicado então o motivo para tanta incompetência.
Só mudará quando tiver uma vara especializada para fiscalizar os excessos desses amadores

Anônimo disse...

Oficial formado em direito não sei; só sei q tem muitos oficiais Denilma, isso tem a fole...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

É foi uma luta e tanto,nunca vimos uma justiça tão rápida nesse caso em 4 meses ele já havia sido julgado e condenado,mais uma vitima do sistema sim!Justiça foi feita!

Anônimo disse...

Não tem não oficial formado em direito, só deve ter praça e principalment 2002 q são o máximo. Bando idiotas. Ah Se eh q não deu p perceber isso foi puro sarcasmo. kkkkk

Anônimo disse...

Tá aí a prova escrita de um oficial babão acima!!

Anônimo disse...

Não deixa d ser verdad, o q tem d advogado, ker dizer, o q tem d bacharel em direito q sequer passa na OAB e tem q fazer concurso p PMAL p não ficar passando fome por aí e vira soldado RECRUTA d polícia kkkkkkkkkkkkkk metido coca cola no deserto kkkkkkkkk

Anônimo disse...

Pior q essas pestes desse oficiais Denilma atrapalhamm tudo msmo. Eh foda.

Anônimo disse...

EU ACHO ÉCERTO TEM QUE EXPULSAR MESMO,POR QUE O CMT NÃO VEM COM ESSA PARA MIM?POIS EU NUNCA FIZ NADA ERRADO .ESSENEGOCIO QUE ESSES CABO E SANTO,ISSO É PRA BOI DORMIR.ELETEM CULPA NO CARTÓRIO E OS QUE RECLAMAM É POR QUE NÃO QUEREM NADA COM APM

Anônimo disse...

VCS DO BRIOSA EM FOCO SÓ DÁ VALOR A PMS BANDIDOS,POIS DEFENDEM OS QUE SÃO EXPULSOS OU PUNIDOS .SE ACONTECEU ISSO A ESSE CABO É POR QUE ELE TEM CULPA NO CARTÓRIO,NINGUÉM ACUSA OUTRO SEM ESTE TER ENVOLVIMENTO.TODOS OS QUE FORAM EXPULSOS SÃO POR NÃO QUERER NADA COM A PMAL.AGORA UM BANDO DE RECRUTA MACETOSO E MALOQUEIROS QUE NÃO QUEREM TRABALHAR VEM PRA PM PARA ESCULHAMBAR.TEM QUE PUNIR E SE EXPULSO MESMO.SOU PRAÇA SOU CABO E NUNCA FUI PUNIDO OU ACUSARA-ME DISTO ,POI ANDO CERTO,PRECISO DO MEU EMPREGO E TENHO 25 ANOS E QUALQUER CMT PMAL E OFICIAL ÉO MESMO ,POIS TRABALHO CERTO.AGORA OS QUE ANDAM ERRADOS QUEREM TER DIREITO,PEÇA BAIXA.

Anônimo disse...

se o cabo tem culpa, por qual motivo a justiça o absolveu?

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