Retrato Social

Em nossa última postagem do ano, gostaríamos de publicamente expor a todos os nossos desejos para o ano que começa dentro de poucas horas. Um ano, que gostaríamos (assim como as demais pessoas) que fosse melhor que este que se finda, com menos violência, com mais pessoas (da segurança pública, em especial) qualificadas e compromissadas com o bem estar social trabalhando em prol da sociedade. Em resumo, gostaríamos que fosse um ano melhor em todos os sentidos, razão pela qual sentiríamos orgulho em chegar aqui e falar o oposto de tudo o que dissemos antes, mas temos a certeza que não será assim.
Alagoas continuará repleta de injustiças, dor, sofrimento e a criminalidade permanecerá como estamos acostumados a ver nos últimos anos: em crescimento e cada vez mais aterrorizando a sociedade.
Apesar de tudo, e para desespero de muitos, a Briosa em Foco irá cumprir o seu dever de informar os problemas internos da Polícia Militar de Alagoas, assim como o que lhe diga respeito e, principalmente, as pessoas que por suas condutas se desviarem do seu mister policial militar e macularem a imagem da corporação.
Nesse sentido, como foi dito na postagem anterior, muitas vezes iremos errar na forma com cobrar, como reivindicar alguma coisa, ou alertar para algo”, mas o importante é que não nos furtemos na nossa obrigação, que é levar a informação e, por conseguinte, fazer as cobranças que se fizerem necessárias. A exemplo da cobrança por providências com o que aconteceu ontem, dia 30.12.2012, quando dois irmãos foram espancados por sete rapazes, sob as lentes das câmeras de vigilância da SEDS (que custaram mais de R$ 100 mil, cada – clique aqui). Vejamos o que uma das vítimas disse a respeito:
“Gostaria de deixar minha queixa para o Governo do Estado de Alagoas e Prefeitura de Maceió, pois hoje dia 30/12/2012 eu e meu irmão fomos agredidos de forma gratuita e covarde em via publica (Av. Álvaro Otacílio) por ‘filhinhos de papai’ que destroem nossa capital. Na cidade onde a impunidade domina, esses elementos nos agrediram em grupo de 7 pessoas contra 2 de forma covarde e sem motivos por pura e simples ‘sensação’, e claro com a certeza que a impunidade reina e corrompe nossa polícia e órgãos públicos, se acham no direito de agredir e humilhar a quem que quer seja por estarem em maior número e contarem com o apoio de pais influentes no meio político e social.
O que causa mais revolta e que após a consumação da agressão nós solicitamos o apoio da policia que demorou 1 hora e nem apareceu no local, depois de diversas ligações, e mesmo tendo uma delegacia nas proximidades e uma viatura a menos de 1 km do local que foi avistada quando fomos a Central de Policia para dar queixa do ocorrido, a policia se omitiu completamente do caso. Creio que por que falamos que os agressores estavam em um Hilux preta, então acho que dão tratamentos diferente em decorrência do carro do infrator não é mesmo?
Assim, após diversas ligações que nos informaram que deveríamos ir a central de policia abrir o Boletim de Ocorrência, para que dai quarta feira possamos fazer o corpo de delito e solicitar as imagens e as gravações e que dependeremos da boa vontade da Policia para que as mesmas sejam liberadas e haja justiça em nosso caso.
Todo o local onde houve a agressão hoje é monitorado por câmeras de segurança da SMTT e da Prefeitura, além das câmeras particulares do Hotel Brisa Tower, Mc Donald’s e do Posto Ipiranga o que possibilita a identificação dos elementos de forma rápida e precisa. Dependendo apenas da boa vontade dos que conduzem o caso.
O que mais indigna é o descaso da policia e imagino eu se fosse algo mais grave como uma perfuração profunda hoje nem eu nem meu irmão estaríamos vivos para contar essa história, creio que teríamos morrido sem o mínimo socorro ou dignidade.
Espero que espalhem essa mensagem para que nossa cidade não seja dominada por oligarquias e minorias que usam e abusam de sua influência para seu bel prazer. Afinal se deixamos passar um crime desse então estaremos nos corrompendo, eu tenho conhecimento, entretanto os pobres e sem teto que são e foram mortos por esses mesmo seres desprezíveis! Espero que isso sirva de lição e aviso a todos que nossa cidade não se renderá aos interesses de poucos e sim aos interesses do povo!”
O autor do texto é o assessor empresarial Cristóvão da Silva Rodrigues, 22 anos. Ele recorreu às redes sociais para relatar as agressões e exigir investigação da polícia.
“Eu e meu irmão tínhamos saído do QG e estávamos indo para o ponto de ônibus quando esses rapazes passaram xingando a gente. Depois deram volta na caminhonete, seguiram e desceram do carro”, lembrou.
O espancamento aconteceu na orla, onde muita gente circulava, mas ninguém impediu as agressões.
“Eles tinham no máximo 25 anos. Bateram de forma gratuita. Não havia nada que justificasse a agressão. Foi muito rápido, muita gente presenciou”, disse Cristóvão.
Após a surra, os irmãos ligaram várias vezes para a Polícia Militar, mas ninguém atendia as ligações e somente depois de muita insistência informaram que deveriam procurar a Central de Polícia, no Prado.
“Fizemos o Boletim de Ocorrência, mas o exame de corpo de delito e a denúncia somente poderão ser feitas na quarta-feira”, revelou Cristóvão, com certo ar de descontentamento.
Ainda de acordo com Cristóvão, os jovens não aparentavam estar bêbados. Quatro deles teriam agredido o seu irmão, enquanto os outros três o surravam com murros e pontapés, o que provocou marcas pelo corpo e deixaram os olhos roxos.
“Se fosse um caso ainda mais sério, a gente poderia ter morrido, porque a ajuda da polícia não chegou. Eu fiquei machucado, mas meu irmão muito mais, já que apanhou de quatro”, relatou.
Bem, diante de mais de dois mil assassinatos e de outros crimes mais graves ocorridos este ano aqui em Alagoas, o amigo leitor deve estar se perguntando por que é que estamos dando ênfase a esta agressão. A resposta é simples: nenhum crime deve(ria) passar em pune, independente da gravidade e de quem seja(m) a(s) vítima(s). Se dermos a devida atenção a todo qualquer crime, por menor que seja, tal qual preceitua a “teoria das janelas quebradas”, outros crimes mais graves terão a mesma atenção que os pequenos delitos.
“Em 1982, o cientista político James Q. Wilson e o psicólogo criminologista George Kelling, ambos americanos, publicaram na revista Atlantic Monthly um estudo em que, pela primeira vez, se estabelecia uma relação de causalidade entre desordem e criminalidade. Naquele estudo, cujo título era The Police and Neiborghood Safety (A Polícia e a Segurança da Comunidade), os autores usaram a imagem de janelas quebradas para explicar como a desordem e a criminalidade poderiam, aos poucos, infiltrar-se numa comunidade, causando a sua decadência e a consequente queda da qualidade de vida.
Kelling e Wilson sustentavam que se uma janela de uma fábrica ou de um escritório fosse quebrada e não fosse imediatamente consertada, as pessoas que por ali passassem concluiriam que ninguém se importava com isso e que, naquela localidade, não havia autoridade responsável pela manutenção da ordem. Em pouco tempo, algumas pessoas começariam a atirar pedras para quebrar as demais janelas ainda intactas. Logo, todas as janelas estariam quebradas. Agora, as pessoas que por ali passassem concluiriam que ninguém seria responsável por aquele prédio e tampouco pela rua em que se localizava o prédio. Iniciava-se, assim, a decadência da própria rua e daquela comunidade. A esta altura, apenas os desocupados, imprudentes, ou pessoas com tendências criminosas, sentir-se-iam à vontade para ter algum negócio ou mesmo morar na rua cuja decadência já era evidente. O passo seguinte seria o abandono daquela localidade pelas pessoas de bem, deixando o bairro à mercê dos desordeiros. Pequenas desordens levariam a grandes desordens e, mais tarde, ao crime”.
Por fim, resta fazer uma singela observação. A Polícia Militar, para a virada do ano, segundo o Comandante de Policiamento da Capital (CPC), Coronel Gilmar Batinga, terá em Maceió 653 policiais (457 militares a pé, e outros 142 divididos em 42 viaturas e 18 montados em cavalos), tudo isso para prover a segurança de mais de cem mil pessoas que participarão dos festejos da virada do ano; contudo, apesar de tamanho aparato pessoal e logístico, não foi capaz de dar assistência a dois cidadãos que foram espancados.
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Feliz Natal

Depois de um ano intenso, onde impiedosa e merecidamente largamos diversas lapadas na Cúpula da SEDS, no Comando da PMAL, no CONSEG e em alguns outros, vamos dar uma trégua, aliás, vamos entrar de recesso por uns dias. Afinal, precisamos fazer algumas reflexões. E o final de ano é o momento ideal para isso.
Esperamos voltar com as nossas atividades o mais breve possível, entusiasmados com o novo ano que se aproxima e com os novos membros. Talvez até busquemos um outro sentido para as nossas reivindicações, haja vista que estamos inspirados e revigorados, mas no todo continuaremos os mesmos (e cada vez mais intensos).
Sabemos que muitas vezes nós erramos na forma com cobrar, como reivindicar alguma coisa, ou alertar para algo, mas, como diz a mensagem abstraída da Palavra Sagrada em Deuteronômio 4:30, “o que não vai pelo amor, vai pela dor”.
É bem verdade que poderíamos trilhador por outras formas de reivindicações, até mesmo porque existem diversas maneiras para se fazer isso. Contudo, a nosso ver, não seria o melhor, pois “pela dor”, essa é a forma como algumas pessoas aprendem alguma coisa.
Apesar de tudo, hoje (período natalino) vamos perdoar a Cúpula da SEDS, o Comando da PMAL, o CONSEG e alguns outros que atacamos. E a razão é bem simples: O Natal enseja amor, perdão, confraternização (apesar deles não assumirem para si o ônus do fracasso). Mas se para alguns isso não possível, então que ao menos não sejam remoídas as mágoas. É claro que nada disso se aplica aos marginais, claro, que são a exceção a tudo o que foi dito. Não somos membros do judiciário para conceder indulto a bandido. Para estes, estaremos sim com o “espírito natalino”, porém como o Papai Noel da foto ao lado.
Por fim, vamos desejar a todos um Feliz Natal e um Ano Novo realmente profícuo e exitoso. Estes são os votos dos idealizadores e dos membros da Briosa em Foco, caracterizados nos seus personagens explícitos: “Major Monteiro”, “Tenente Stive”, “Cabo Montana”, “Soldado Ana” e “Doutor Júlio”.

Uns choram, outros vendem lenços

Nem a morte brutal da Policial Civil Maria Amélia, soterrada pela explosão violenta que lançou detritos a uma distância de quase 400 metros, na sede do DEIC, parece ter se revestido de razões suficientes para que o Governador do Estado exonerasse o patético Secretário de Segurança atual – principal responsável por essa onda malévola que se abate sobre a Segurança Pública do Estado, que mais se assemelha às bíblicas pragas egípcias ou, salvo melhor juízo, ao capitulo apocalíptico liderado pelos cavaleiros do épico livro sacrossanto.
A situação transcende todos os limites tolerados do absurdo e quaisquer explicações que lhe sejam feitas não cabem no contexto. É ilógico, desproposital e fora de contexto.
Melhor seria que ficassem todos calados, embora não fizesse nenhuma diferença, pois todos evidentemente já se mantiveram surdos até então.
O pior, parece, é entender que apenas o Senador Fernando Collor é quem possui a visão lúcida e apartidária, de compreender que a leniência do governo, diretamente ligada à mantença de um incompetente no cargo, cujos prejuízos catastróficos agora se manifestam na nossa própria carne, ante a perda de membros da corporação, por má gestão consistente à incapacidade de agregar e de, sequer, gerir o que quer que seja.
Mas, quando o cenário de trevas parece já ter enegrecido o bastante, eis que surge algo de pior. Lá estavam em festa, no mesmo dia e horário do enterro da Policial Civil Amélia Dantas, entre sorrisos e afagos para a imprensa, o Governador, o néscio secretário e a iludida Representante Federal, Regina Miki, entregando o reprovado Helicóptero – adornado por uma fita de presente – para a sociedade, como se nada houvesse acontecido. Um “Presente de Natal” para todos os membros da SEDS.
Como bem frisamos, “no mesmo horário”, Realizava-se o enterro simples da pobre servidora morta em serviço.
O governo decretou hoje Luto Oficial no Estado de Alagoas, por três dias, pela morte de Ledo Ivo, na Espanha. Onde será velado e cremado. E quanto a Policial Maria Amélia Dantas? Morreu em vão, ou porque “era imprudente”, como frisou em um comentário o TC do Valle.
Precisamos efetivamente de mais respeito para com a segurança do Estado. Precisamos demais respeito com as famílias enlutadas.
Governador e, principalmente, Secretário Dário César: os senhores são uma vergonha para nossa corporação. Honrem as calcas que vestem!
Enquanto isso, em seu twitter, o Secretário informa a providência que tomará neste final de semana:
Isso, logo após a visita a seu novo investimento imobiliário, previsto para ocupar logo após a sua saída do cargo:
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

José Lima Silva (outra estatística...)

Natal, época de trocar presentes, fazer confraternizações... Época em que a maioria de nós se esforça para encontrar presentes dos quais os amigos e a família gostarão. Para muitos de nós este será um belo, um Feliz Natal, mas para a família de um “Silva” uma estrela não á de brilhar.
Há exatos 30 dias o policial militar, da reserva, José Lima Silva, 55 anos, foi assassinado porque continuava ajudando a polícia a investigar os casos de tráfico de droga em Coruripe. Na ocasião, após voltar de sua caminhada matinal, o cabo foi morto com vários tiros dentro de casa, na frente da sua esposa, no povoado Pontal de Coruripe, no município de Coruripe.
Um mês após o episódio, quase todos esqueceram o ocorrido. O Comandante da PMAL não toca no assunto, a “P2 do Gilmar” não caiu em campo, a Farsa Nacional não sabe nem do que estamos falando, a Polícia Civil continuará desempenhando o seu papel, mas a família do militar assassinado – que ainda não está com a pensão regulamentada por conta da burocracia – continuará com ele na lembrança.
Certamente o Cabo Lima não fará nenhuma falta para a PMAL, haja vista que já estava aposentado e não iria desfalcar as famigeradas escala de serviço do dia a dia (em especial as do período festivo, com ênfase para as escalas de fim de ano). Porém, no seio da sua família e nas confraternizações em que ele se faria presente, sua falta será sentida.
Há muito tempo estamos alertando para dois fatores cruciais em nosso Estado: de um lado, a vulnerabilidade a que estamos expostos; de outro, a ousadia dos bandidos. Todos nós sabemos que as facções criminosas do sudeste do país estão com bases em Alagoas. A Polícia Civil sabe que o elemento que assassinou o Cabo Lima (um tal de “Pataca”) tem laço com uma dessas facções. Por sinal, a ousadia desses elementos é tamanha que eles até já deram ordem para que fossem assassinados outros dois policiais.
Por falar em ousadia, vejam só essa matéria:
PMs pedem clemência a criminosos para não morrer
Na madrugada deste sábado (22.12), três policiais militares ficaram feridos durante uma troca de tiros com 12 bandidos, no município de Cachoeira, a 130 km de Salvador. Baleados, os policiais tiveram de pedir aos criminosos que não os matassem.
Segundo informações da delegacia, os três PMs faziam uma ronda noturna por volta das 2h quando foram fechados por um veículo com homens armados. Em seguida, outros dois veículos com criminosos cercaram os policiais. Houve uma intensa troca de tiros.
Em menor número e com armas de menor poder de fogo do que os criminosos, os policiais ficaram no centro do tiroteio. A viatura ficou destruída. Os três acabaram sendo baleados: um no braço, outro na virilha e um terceiro foi atingido de raspão na cabeça.
Feridos, os policiais se renderam enquanto os bandidos ameaçavam matá-los. Ainda de acordo com a Polícia Civil, os bandidos deixaram os PMs no local e fugiram levando as armas dos policiais, três pistolas e uma metralhadora, os coletes à prova de balas, além da munição. Os policiais pediram socorro a um veículo que passava no local do atentado e foram levados para um hospital no município de São Félix. Eles foram transferidos para o Hospital Emec em Feira de Santana. O estado de saúde de uma das vítimas é considerado mais grave.
Fonte: Bocão News via Aspra/Bahia (clique aqui)
Senhores, o Governo do Estado e os gestores das polícias têm de repensar a Segurança Pública. Não dá para continuarmos sendo desafiados ou assassinados por estes elementos. A força e a lei estão do nosso lado. Só nos resta sabermos como vamos utilizar isso. Não se admite mais fazer Segurança Pública apenas orquestrando as ações de dentro de uma sala fria, longe do calor dos acontecimentos.
Quase todos os projetos apresentados ao longo dos últimos anos se mostraram ineficazes para combater a criminalidade. E para acabar de completar, a Diretoria de Apoio Logístico – DAL, está com 300 mil munições calibre .40, que deveriam ter sido usadas no treinamento da tropa (ao longo deste ano), se perdendo, isto é, com o prazo de validade expirando agora em dezembro, porque as munições não foram destinadas para o treinamento da tropa. Inobstante a isso, “enlataram” a Radiopatrulha.
Explico: quando o, à época, Capitão Gilmar Batinga fez os Cursos de Radiopatrulhamento, uma das filosofias que ele aprendeu e esqueceu dava conta que esse tipo de atuação policial (radiopatrulhamento) devesse ser desenvolvido por viaturas mais possantes que as convencionais, e que as mesmas deveriam ser compostas com quatro membros (dsitribuídos alternadamente), e que as mesmas não deveriam ter área fixa, devendo ter liberdade de ação dentro da área das Unidades onde fosse dado a cobertura. Hoje, pouco mais de 10 anos da implantação do Batalhão de Radiopatrulha e do policiamento a que esta Unidade se destina, o que se vê é o seguinte retrocesso: as viaturas da RP, mesmo modelo que o das Unidades de área, com apenas três policiais, tendo de cumprir cartão programa dentro dos limites do quadrante. Um verdadeiro absurdo! Não bastasse a fragilidade das nossas fronteiras e a precariedades dos nossos equipamentos, ainda estamos sendo colocados em nítida desvantagem numérica e de atuação a bel prazer da nojenta cúpula.
A continuar do jeito que está, logo mais estaremos comunicando aqui a morte de outro policial (quem sabe até outro “Silva”), outras investidas das facções criminosas do sudeste, a incompetência dos nossos comandantes, o crescimento do número de assassinados, a nossa permanência entre os piores níveis de criminalidade. E tudo isso graças à “profícua” e “exitosa” gestão de Dário César, Luciano Silva, Dimas Cavalcante, Mário da Hora, Gilmar Batinga da Silva, dentre outros.
Eis mais uma razão para entendermos que:
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Nós avisamos... E continuaremos a avisar!

É fato conhecido que combatemos com veemência a situação calamitosa proporcionada a nossas polícias pelos temerários gestores, com suas politicas de arraso e desestrutura das corporações civil e militar.
Denunciamos – com o risco do nosso próprio pescoço, mais das vezes – diversas circunstâncias que expõem a situações perigosas os membros briosianos, a exemplo da facilidade de adentrar em vários Quarteis do Estado, desde o “endeusado” BOPE à eficiente Radiopatrulha.
Mas estas não são as únicas Unidades Policiais Militares com problemas em sua segurança, pois inclui-se nesta temerosa constatação até mesmo a sede do Comando Geral, cuja estrutura, embora “reformada” apresenta buracos nas suas janelas que proporcionam o acesso de qualquer artefato ou pessoa; cite-se como exemplo dessa afirmação as janelas que ficam na esquina da Rua Gabino Besouro com a Zadir Índio, cujas janelas da Diretoria de Finanças e da Diretoria de Pessoal ficam escancaradamente abertas, à mercê do lançamento de um objeto qualquer inflamável, que venha destruir todos os dados financeiros e de pessoal de toda Policia Militar de Alagoas, como já ocorrera com a sede registral de documentos da PMAL (antiga P2) na Rua Guido Duarte.
Sobre esta última unidade, é de se destacar que o fato inerente foi conhecido pelos alagoanos como “a noite dos coquetéis”, onde dois artefatos incendiários foram arremessados com facilidade para dentro do QCG, proporcionando um incêndio de pequenas proporções (clique aqui).
Tal situação de perigo já fora informada a atual cúpula, que faz ouvidos de mercador a respeito disso, por maldade ou pura falta de competência.
A explosão da sede do DEIC vem novamente a expor as vísceras da Segurança Pública de Alagoas, bem como a alertar para a existência de artefatos similares em praticamente todas as Unidades da PM caeté, tudo “à Bangu”, sem a menor responsabilidade com relação a segurança dos milicianos que trabalham nos quarteis, onde existem paióis de armamentos.
Acreditamos que tenha havido algo mais além do que simples mau acondicionamento de material explosivo naquela diretoria especializada. E mais além: sabemos que o Secretário Dário César mentiu quando informou à imprensa da inexistência de material bélico controlado nas dependências do DEIC. Verifiquem, amigos, pelas fotos abaixo, que gentilmente foram cedidas ao BEF por um colaborador, que por razões obvias prefere o anonimato:
Diante do exposto, perguntamos: O que dirá o Governador do Estado e o Secretário de Segurança se algo similar ocorrer em nossas Unidades Militares? Onde foram parar as armas do paiol da DEIC?
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Maria Amélia Dantas (outra estatística...)

A explosão na sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) mostra, mais uma vez, o atestado de incompetência do Governador Teotônio Vilela à frente do Estado de Alagoas, bem como da sua equipe “de confiança” na Cúpula da Segurança Pública (SEDS e PMAL).
“Esse atual governo é totalmente incapacitado. Eles falharam mais uma vez. Instalar um paiol como este numa região habitada é uma atitude no mínimo irresponsável. O nosso querido Estado está entregue nas mãos dos bandidos e esse governador assiste tudo isso de forma inerte.”
(Fernando Collor, Senador por Alagoas)
Depois da morte de mais de 2.000 pessoas ao logo deste ano, agora também temos de lamentar a morte de Maria Amélia Lins Costa Dantas, uma Agente da Polícia Civil.
Os membros do Briosa em Foco – BEF, em nome de seus idealizadores, colunistas e colaboradores, lamenta profundamente o ocorrido (uma tragédia já anunciada), e compartilha da dor e angústia de familiares e amigos das vítimas, em especial da policial Amélia Dantas, a quem externamos os pêsames.
Assessoria Briosa em Foco

Vida de gado

Boi bandido “foge” da polícia
Pasmem, senhores, para um fato que aconteceu lá na 2ª Cia/Ind, de Novo Lino. Um boi com cerca de 13 arrobas da raça nelore, que foi doado por um Fazendeiro de uma cidade vizinha (que não quis se identificar), para confraternização de fim de ano da Família Miliciana pertencente àquela Cia, simplesmente “sumiu”. Isso mesmo “SUMIU”!
Segundo comentários, o boi “bandido”, como assim ficou conhecido, em alusão ao boi da novela América (famoso por derrubar todos os peões que o montaram), teria fugido.
O interessante é que o fato só veio à tona sete dias após o seu desaparecimento e que junto ao animal se encontravam dezenas de outros animais, sendo que apenas o boi da 2ª CIA/IND de Novo Lino desapareceu, para desgosto de todos.
Rifa-se um Playstation
E quando a gente pensa que já viu de tudo nessa PM(AL), eis que mais uma vez acabei me surpreendo. O motivo: acabei de saber que os membros da Guarnição da RP, envolvidos naquela fatídica ocorrência no Trapiche da Barra – onde, diga-se de passagem, a imprensa não noticiou que foi pego naquela mesma abordagem com aqueles maloqueiros duas armas de fogo e uma considerável quantidade de crack –, estão rifando um Playstation para poderem pagar os honorários do advogado.
Amigos, isso é de ficar, no mínimo, envergonhado como policial. O Batalhão de Radiopatrulha, que tanto faz pela sociedade, está com o seu efetivo jogado à própria sorte. É nessas horas que a gente se dá conta que nossa briosa instituição poderia ter uma Assessoria Jurídica, para que os policiais não tenham que passar por uma situação dessas.
Diante do exposto, pergunto: “Onde estão as associações nessas horas? Cadê os seus presidentes e os demais representantes da Tropa?”
Todo policial que trabalha na rua, independente de ser operacional ou não, está passivo de passar por uma situação que possa dar um imbé, fazendo com que surja a necessidade de contar com os serviços de um advogado. E é nessas que a gente se dá conta do quão é importante termos uma associação atuante e um setor jurídico forte.
São coisas como estas que fazem com que a cada dia o policial perca o ímpeto por sua labuta. Confesso que ando triste com muitas coisas em nossa corporação. Aquela história do boi, no inicio da matéria, parece uma coisa boba, mas não é. Foi praticado furto, de um bem de valor considerável, e porque ninguém denunciou ou porque o comando não vai abrir procedimento, vai ficar por isso mesmo. Uma guarnição agiu com um pouco mais rigor contra alguns marginais, e nada de bom do que foi feito na operação foi levado em consideração, e os nossos colegas estão sendo execrados pela opinião pública. Coisas assim fazem com o que eu me sinta, além de triste, envergonhado.
Todos nós sabemos que aquelas armas apreendidas na ocorrência do Trapiche da Barra iriam produzir mais violência para sociedade. Com certeza, iriam fazer mais um cadáver, mais um cidadão traumatizado por um assalto, mais um ônibus assaltado, mais um pai de família teria a vida ceifada...
Não se trata de tentar justificar a ação dos nossos colegas, mas é muito fácil para aqueles que nunca entram numa viatura, para rodar 12 horas atrás de marginais (que atuam hoje mais protegidos pela lei do que o próprio policial), poder abrir a boca e julgar. Senhores, somos policiais e não juízes, sejamos mais unidos deixemos o julgamento para Justiça. Todos têm direito a defesa, inclusive nós, que representamos o Estado.
Quanto a referida Guarnição da RP, espero que os guerreiros da ocorrência levantem a cabeça, e voltem a atuar como verdadeiros policiais. Por fim, solicito que quem puder, que ajude aos nossos parêas, da mesma forma como ajudaram ao Soldado C Cavalcante, outro policial da RP que foi expulso por conta de uma injustiça, simplesmente porque a sociedade precisava de respostas (clique aqui).
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Enquanto nosso Deputado Estadual não é eleito

Quando iniciamos a campanha Precisamos eleger um Deputado Estadual (...) muitos leitores manifestaram sua opinião em sentido contrário. Para boa parte dos militares com quem conversamos o Briosa em Foco não deveria encabeçar essa proposta de incutir no seio da tropa a necessidade de elegermos um Deputado Estadual para representar os nossos interesses.
Talvez os novos soldados ainda não tenha se ligado nessa situação, a de termos um Deputado Estadual representando os nossos interesses perante o Comando da PM, o governador, o parlamento estadual alagoano (a Assembleia Legislativa do Estado) e até mesmo nas questões do nosso dia a dia na vida castrense, mas os antigos sabem que todos nós, independente da antiguidade na corporação, temos essa necessidade, pois são os deputados quem aprovam as leis, bem como propõem a criação de outras, e é aí que reside os nossos interesses. Razão pela qual frequentemente somos obrigados a nos recorrermos a pessoas que somente nos ajudam “quando convém”, ou “quando querem”.
Ao longo dos últimos meses, nós, que fazemos o Briosa em Foco, discutimos – tanto internamente quanto externamente aqui nas postagens – sobre a falta de líderes na nossa corporação, bem como a revoltante fraqueza dos nossos representantes nas associações, que se auto proclamam “lideranças”. É claro que, mesmo não participando de nenhuma associação, algumas pessoas se apresentaram como autênticas lideranças, fazendo surgir focos de resistência e encorajamento em alguns setores da tropa. Mas sem o apoio das associações, as quais estavam suplantadas na vaidade dos seus presidentes, e sem a devida notoriedade aos seus atos, essas lideranças acabaram se tornando vítimas da perseguição. E, uma vez expostos e sem o devido apoio, logo foram “abafadas”.
É claro que entre lideres e presidentes classistas, algumas outras pessoas se insurgiram ante a tudo o que estava acontecendo, mesmo que timidamente.
Longe de querer tomar partido sobre quem deveria ser apresentado como o nosso grande líder, fato é que já estamos passando da hora de termos alguém efetivamente nos representando, seja defendendo os nossos interesses ou até mesmo propondo soluções para os inúmeros problemas que vivenciamos nos nossos ambientes de trabalho.
E depois de tanto batermos na tecla que Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!”, finalmente alguém entendeu que isso pode se concretizar e resolveu debater esse assunto em plena sessão na Casa de Tavares Bastos (a Assembleia Legislativa de Alagoas). E como sempre, atentos aos votos que podem surgir da família miliciana e os seus parentes no próximo pleito eleitoral, alguns deputados resolveram “sair na frente” e abraçar os nossos problemas.
O Deputado Judson Cabral, por exemplo, manifestou preocupação com o desrespeito aos direitos dos militares, prometendo investigar todas as denúncias que lhe chegarem ao conhecimento. O Deputado Ronaldo Medeiros, por sua vez, aproximou-se da tropa através de alguns presidentes de associações, prometendo levar a plenário os problemas internos (prisões abusivas, violação de direitos) e os projetos de lei que forem de interesse dos militares. O Deputado Jeferson Morais, cujo prestígio não anda em alta perante a Tropa, foi quem mais “se movimentou”. Ele criou e apresentou um anteprojeto de lei propondo o auxílio alimentação, o qual já foi encaminhado ao governo do Estado para apreciação, e na tarde hoje, dia 18.12, apresentou nova proposta. Desta vez, defendendo a gratificação para militares condutores de viaturas. Quanta eficiência em tão curto espaço de tempo. Vejamos:

Jeferson Morais defende gratificação para PMs condutores de viaturas
O Deputado Estadual Jeferson Morais, Democratas, apresentou na tarde de hoje indicação ao governo do Estado, para que os policiais militares, incluindo bombeiros, que são condutores de viaturas (incluindo motos e embarcações), recebam gratificação. Segundo o parlamentar, atualmente cerca de dois mil PMs trabalham como condutores sem que tenham qualquer gratificação, o que já chegou a gerar conflitos entre oficiais e subordinados, pois alguns militares foram praticamente forçados a conduzir viaturas. “Tenho certeza de que o governo atenderá o pleito, entendendo as dificuldades financeiras que assolam nosso Estado. É uma questão de reconhecimento ao trabalho dos policiais e bombeiros”, afirmou Jeferson Morais.
Na indicação encaminhada ao Palácio do Governo, o deputado propôs que a gratificação seja destinada do soldado ao sargento, pois são estes que atuam como condutores. Lembrou também que, quando um policial se envolve em acidente com uma viatura, além de responder a sindicância ainda paga pelos danos. “Precisamos estimular o policial, pois quando ele fez concurso não ficou explícito que seria condutor. Essa é uma atividade quase que paralela. Caso nossa indicação seja aceita pelo governo e receba as devidas emendas, novos policiais serão estimulados à conduzir viaturas e motos. Acho muito justo”, declarou.
A prática de diferenciar a função de condutor nas corporações militares já ocorre em vários Estados.
Senhores, em menos de dois anos teremos novas Eleições para Deputado Estadual. Estas pessoas, estes parlamentares que hoje estão “nos ajudando”, há quanto tempo estão em seus cargos? Por que não fizerem nada pela família miliciana há mais tempo? Amigos, não se iludam com essas migalhas que estão nos ofertando. Aceitemos tudo o que “eles” quiserem nos ofertar, mas na hora do voto, nas próximas eleições, vote(m) em um irmão de farda. De preferência, vote(m) em quem nunca participou de nenhum pleito eleitoral. Precisamos de um representante, a exemplo de outras Polícias Militares...

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

E Dom Álvaro reagiu, enfim!

Mas, terá Collor “faltado com a verdade”?
“Isso é culpa do chefe político do Estado, que é o governador. As pes­soas ficam a mercê desses assaltantes. As providências que estão sendo tomadas, não estão dando certo. Onde estão os resultados dos convênios, das armas, dos equipamen­tos, a sensação de segurança melhorou? Depois desse blá­bláblá de convênios algo me­lhorou? Ao contrário, piora”.
“As medidas que o governador vem tomando, há seis anos não têm trazido o resultado que todos nós esperamos”.
“Continuam morrendo pais, mães, crianças, jovens, adolescentes, vítimas dessa violência desenfreada que o governo do estado pela sua incapacidade, inapetência e incompetência não está tendo condições de enfrentar”.
“O governador não é de vir a público e enfrentar e resolver os problemas; colocar as pessoas certas nos lugares certos...”.
Declarações do senador Fernando Collor de Mello.
P. da vida com a “munhecada no espinhaço” que o senador Fernando Collor desferiu contra o apático e insensível Governador de Alagoas, e, mais amiúde, contra a combalida Secretaria de Defesa Social de Alagoas, o secretário do Gabinete Civil, Álvaro Machado, quebrou a redoma de gelo peculiar à sua figura, e mostrou os dentes.
Homem silencioso, de poucas palavras, burocrata frio e calculista, o dono da Casa Civil do governador não gostou nadinha dos ataques devastadores de Collor.
Saiu em defesa do governo, quando, em verdade, tencionava mesmo proteger o assustado Dário César, que não disse palavra contra o ex-presidente da República e seu ex-chefe. Vamos reproduzir alguns trechos da nota oficial do Gabinete Civil, não esquecendo que D. Álvaro, como bom aliado de Téo Vilela, já incorporou a famosa frase “uma mentira contada mil vezes, se torna uma verdade”.
Vamos destacar os “enganos” da nota de Álvaro Machado e em seguida comentá-los:
I – “Nem mesmo no lançamento do Plano Brasil Mais Seguro, que aconteceu em Alagoas, o senador Fernando Collor esteve presente. O senador fecha os olhos para as ações e resultados...”
Eis aí os “resultados” das “ações” do Governo Téo:
Mais de 2.000 assassinatos neste ano.
Ausência completa de polícia científica para apuração e indicação de autoria dos delitos.
Sistema carcerário... Sem comentários.
Aumento absurdo e incalculável do consumo e do uso de drogas ilícitas.
Policiais desmotivados, mal fardados e mal remunerados.
IML igual, ou pior, do que o de países pobres da África.
Bandidos atacando postos policiais e roubando armas.
Aumento de roubos a bancos, agências dos Correios, restaurantes e toda sorte de empresas.
II “O senador ignora, por exemplo, que o governo federal continua trabalhando em conjunto com o governo do Estado. Continuam conosco policiais da Força Nacional, técnicos do Ministério da Justiça, a secretária Regina Miki, que mensalmente vem a Alagoas avaliar as ações do Brasil Mais Seguro, as reuniões do GGI ocorrem regularmente e há uma interlocução permanente entre o governador Teotônio e o ministro José Eduardo Cardozo.”
Todo esse balaio de gato aí: Força Nacional, MJ, a “parceria” com o governo federal e a presença da surreal madame Miki não estão dando resultado nenhum, como bem disse o senador. Nós que estamos nas ruas, policiando dia e noite, sabemos: mudança zero, resultado pífio.
É sabido: o governo federal sempre despejou recursos nessa joça aqui. E muitos recursos voltam, e têm voltado, por falta de projetos dos “técnicos” da SEDS. Fomos informados disso por fonte segura; é decepcionante a total ausência de gente capacitada a fazer projetos de segurança.
III – “Seria importante o senador Collor participar da próxima reunião de avaliação do Brasil Mais Seguro, para ver, inclusive, que todos estão convictos de que a violência se combate com Justiça eficaz, com Ministério Público atuante, com polícia capacitada e não com métodos medievais de justiçamento.”
Ele falou polícia capacitada? Ora, secretário, a polícia capacitada que você deseja não é mesma que a PM forma no centro de treinamento. Vai dar uma olhadinha no Centro de Formação de Praças da PMAL quando começar a formação dos aprovados nesse novo concurso, senão, basta pesquisar os “métodos” de capacitação das PMs de todo o Brasil:
Durante a realização de um curso tático, em Natal, um policial militar denunciou arbitrariedades sofridas pelos alunos (...). Segundo o PM, o Oficial teria dado um tapa no rosto do soldado durante o treinamento, o que gerou uma discussão nas redes sociais sobre o fato.
Fonte: Glaucia Paiva (clique aqui)
Atos selvagens e humilhações continuam em cursos de formação da Polícia: No ano passado, quatro dos 25 participantes entre civis e militares – que participavam do 4º Curso de Tripulante Operacional Multimissão da Polícia Militar, na Lagoa de Manso, em Cuiabá, passaram mal. Um deles, Abinoão Soares de Oliveira, da PM de Alagoas, morreu a caminho do Pronto-Socorro de Cuiabá. Investigações, denúncias de maus tratos, tortura (...).
Fonte: 24 HorasNews (clique aqui)
“Justiça eficaz”: Estaria ele se referindo a mesma “Justiça” que julga ilegal a greve dos servidores antes mesmo dela ser deflagrada, como fez agora pouco com os médicos?
Ministério Público atuante? Nessa, Dom Álvaro se superou. É público e notório a incapacidade e falta de vontade do governo de Alagoas obedecer às resoluções ou recomendações do Ministério Público. Recentemente, o MP ameaçou promover ações civis públicas contra o governo. Uma delas pretende forçar Téo Vilela a dar início ao ano letivo de 2011 (parece anedota, porque estamos no final de 2012). Aí Téo Vilela, seguindo as orientações do Gabinete Civil, mete na secretaria de Educação o Dr. Adriano Soares, homem com trânsito livre no parquet. Além disso, o Executivo ordenou o aumento do duodécimo do Ministério Público. Dois coelhos com uma só cajadada.
Até onde a gente saiba, “MP atuante” independe da vontade ou opinião de membros do Poder Executivo. Os promotores têm a obrigação de atuar como fiscais da lei em defesa da sociedade.
IV –O governo estadual tem investido e trabalhado para equipar, estruturar e realizar ações nesta área desde que Teotônio Vilela assumiu o Estado em 2007.”
O governo investiu conforme o orçamento e a receita. Nada mais, nada menos. O problema não é só investimento D. Álvaro. O problema tem dois metros de altura e se chama Dário César. O Problema é essa corja de coronéis que disputam poder dentro da Polícia Militar, uma corporação que deveria ser civil e que não consegue avançar graças à cultura mesquinha do militarismo que protege essa cúpula preguiçosa e macetosa, preocupada em mendigar a simpatia dos poderosos de Alagoas.
V – “O projeto Brasil Mais Seguro só aconteceu em Alagoas porque o Estado estava preparado para implantá-lo. Chamamos 900 militares da reserva técnica do concurso de 2006.”
Ele disse preparado? Quem preparou o Estado para isso, se a falta de projetos deixa a União de mãos atadas sem ter onde aplicar os recursos.
É mentira, D. Álvaro.
Os 900 militares foram chamados porque houve pressão. O governo não queria mais policiais, e muitos concursados ingressaram por força de determinação judicial. Por sinal, como prova da veracidade da informação veja a inclusão forçada (assim como tantas outras) de um recruta de 2011:
BGO nº 065, de 06.04.2011
Polícia Militar
DIRETORIA DE PESSOAL
SEÇÃO DE RECRUTAMENTO E SELEÇÃO/DP-2
Portaria nº 282/2010-CG/DP/2 O Comandante Geral, no uso de suas atribuições legais, resolve convocar o candidato ao cargo de Soldado Combatente da Polícia Militar, abaixo relacionado, para comparecerem (sic) às 07 horas do dia 01 de abril de 2011, no Centro Médico Hospitalar da Polícia Militar, localizado na Praça da Independência, nº 67, Centro, Maceió-AL, cumprindo determinação judicial (...).
São centenas de candidatos ingressantes por ordem judicial. Dom Álvaro se superou, de novo.
VI – “Os números são alvissareiros e mostram que estamos no caminho certo, mas a mudança não pode ser do dia para a noite, na segurança pública, não há nenhuma ingerência política e, agora, em Alagoas, quem mata ou manda matar vai preso. Livre da ingerência política, a forma de atuar da segurança pública em Alagoas incomoda a quem não tem compromisso com a paz.”
Os números são alvissareiros? Ah, bom, entendi. Ele tá falando do número de homicídios, da quantidade de armas ilegais penetradas no Estado, das drogas...
“A mudança não pode ser do dia para a noite”. Concordamos, mas ele poderia dizer isso até no primeiro ano de governo. Agora não dá mais pra engrenar esse discurso safado.
Quer ver faz as contas aí. Um ano tem 365 dias. O Téo está no poder há 6 anos. 365 multiplicado por 6 dá exatamente 2.190 (dois mil, cento e noventa) dias. Rapaz, é um bocado de dias e noites, viu?
É muita cara de pau pra pouco óleo de peroba.
E ele disse outra heresia: “Não há nenhuma ingerência política na polícia” (?)
Dom Álvaro, nós não somos tão ingênuos assim. Não só existe ingerência política como existe ingerência do poder econômico. Quase todas as unidades da PM “recebem” dinheiro de empresários ilegalmente. O Gabinete Civil sabe disso. A ingerência política é que é danada mesmo. Já denunciamos aqui o fato de algumas unidades do interior serem sediadas em prédios de propriedade estranha ao Estado. Só pra dar uma dica, a 1ª CIA de São Miguel dos Campos funciona em prédio particular, de propriedade do Sr. Nivaldo Jatobá, político e rico empresário.
“Agora, em Alagoas, quem mata ou manda matar vai preso”.
Sobre essa afirmação fictícia do secretário, vamos aos fatos e notícias:
“Há uma resistência grande em abrir a caixa-preta da criminalidade no país. Tem estado, como Alagoas, que o índice de solução de homicídios não chega a 2% afirma Waiselfisz.”
Fonte: O Globo (08.05.2011)
Isso quer dizer, Dom Álvaro, que 98% das pessoas que matam em Alagoas não vão pra cadeia porque o seu governador não consegue colocar gente preparada para comandar a pasta de segurança nem recursos que assegurem ao IC apontar a autoria dos crimes.
Detalhe cruel: trata-se de 98% dos homicídios cometidos pelos rafamé, porque os poderosos, esses é que não vão mesmo pra cadeia.
Começamos a encerrar a postagem deixando claro: não somos partidários de Collor.
Mas, ó cruel pergunta que não quer calar:
POR QUE DIABOS O PRÓPRIO DÁRIO CÉSAR, QUE LEVOU NO ESPINHAÇO A “MUNHECADA” DE COLLOR, NÃO REAGIU CONTRA O EX-PATRÃO?
Afinal, o senador não atacou o Gabinete Civil, atacou principalmente a SEDS.
Nós já dissemos aqui, e repetimos: o cão não morde a mão de quem o alimenta, ou alimentou, porque o cheiro da mão poderosa não sai fácil do focinho.
***
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Guarnição da bef

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