Sargento Elenilton Tenório (outra estatística...)

Quando você vive em um local onde centenas de pessoas são assassinadas todos os anos, não se surpreende quando até mesmo os integrantes da segurança pública integram o número de assassinados. Afinal, ninguém está livre da violência. Fora a roubalheira dos nossos políticos, bem como dos ocupantes dos cargos de confiança, isso é o que mais devasta o Estado de Alagoas.
Hoje, uma das vítimas de toda essa violência, que parece não ter mais fim, foi o Sargento Elenilton Tenório de Melo, do Corpo de Bombeiros Militar, que foi encontrado morto em um canavial, com marcas de tiros típicas de execução. Segundo seus familiares, ele estava desaparecido desde quinta-feira, dia 10, até ser achado por uma equipe da PMAL, que fazia rondas na região do Bairro do Benedito Bentes, Maceió.
O corpo do Sargento Elenilton Tenório, que tinha 40 anos, foi encontrado na noite de ontem, sexta-feira, dia 11. O seu desaparecimento ocorreu no dia 10, e seus familiares entraram em contato com a corporação no dia seguinte, para fazer a denúncia. Horas depois, após a informação sobre a localização de um corpo, os parentes do sargento dirigiram-se ao local e fizeram a identificação.
Depois disso, uma guarnição do Corpo de Bombeiros esteve no local para verificar a situação e dar apoio aos familiares – que informaram que o sargento servia à Corporação Militar alagoana desde 1994, e pertencia ao quadro de músicos especialistas, exercendo a função de corneteiro do Quartel do Comando Geral do CBMAL.
Apesar de todos nós podermos ser a próxima vítima (disso que o Secretário Dário César rotula de CVLI), nós não aceitamos que coisas assim continuem a acontecer em nosso Estado. Razão pela qual tentamos, a nosso modo, chamar atenção tanto dos nossos comandantes como também da sociedade para o que está acontecendo, pois não dá mais para continuar assim.
Infelizmente, a vida do nosso companheiro não pôde ser salva. Infelizmente, a única coisa que pudemos fazer por ele e sua família foi permitir a dignidade de um sepultamento; algo que para grande parte da população alagoana nem isso é possível.
A todos os familiares e amigos do Sargento Elenilton Tenório de Melo, externamos os nossos pêsames. Rogamos a Deus que a justiça seja feita!

15 comentários :

A Lei do Retorno disse...

Vejam só que ironia do destino: o Major Hermes perseguiu quase todo o efetivo da unidade (o BPEsc) que comandou antes de ir para o 5º BPM, e a sua fama de péssimo comandante se alastrou perante toda a Tropa. No 5º, ele até pensou em aprontar das suas, mas a tropa de lá tem outra “filosofia” bem diferente do policiamento escolar. Resultado: a tropa, que ainda trabalhava na gestão do comandante anterior ao Hermes, anda fazendo corpo mole na gestão dele, e, para finalizar, o parente dele, esse sargento da matéria, foi assassinado justamente na área do batalhão em que o tio comanda (o 5º BPM)...

Capitão América disse...

Todos sabem que o sobrinho de um Delegado da PCAL, um tal "Júnior Mendes" é quem pinta barbarie na Santa Lúcia, roubando carros e assassinando pessoas com seu grupo de assasinos, e que um dos seus agregados é Luiz Carlos do supermercado que fica por trás do Colegio Santa Lúucia. Esse é grupo perigoso que tentou matar o delegado Barenco. Eles tem um asenal em baixo do balcao do caixa do supermercado. Atenção PCAL e Polícia Federal: tem armas de uso exclusivo e até M16, AK45 e .45

Anônimo disse...

Vamos criar coragem, ter espírito de união e ter também ombridade e vergonha na cara para podermos realizar UMA PARALISAÇÃO, UM AQUARTELAMENTO reivindicando o piso de R$ 3.000,00 para Soldado, com o devido escalonamento até coronel, pois 90% das policias teve aumento de 25% a 60% e a exemplo da Bahia, Sergipe e Ceará, tem salários mais dignos, mesmo os antigos que foram formados nas coxas e são medrosos tem que entender que são funcionários públicos EFETIVADOS e tem que APOIAR E INCENTIVAR O AQUARTELAMENTO e não ficar com medo e sempre criticando os 2002, 2006 e 2010 que querem reivindicar melhores condições de salário e de trabalho. Vamos nos unir antigos e recrutas e vamos lutar por uma verdadeira melhoria, pois esta nova tabela salarial da ACS É UMA VERGONHA e só demonstra o descaso das associaçõe

Oficial Superior - com valor de nada disse...

Governo Dilma é retrocesso na segurança pública, afirma escritor

Às vésperas de completar seus 60 anos, Luiz Eduardo Soares resolveu fazer um balanço do tema com o qual vem convivendo cotidianamente há muitas décadas, a segurança pública.

O antropólogo não ficou muito satisfeito. Contabilizou problemas sérios nas esferas municipal, estadual e federal, na atuação da esquerda e da direita, em governos como o de Fernando Henrique Cardoso, "inerte", e no de Dilma, "que representa um retrocesso na área".

Soares não é um crítico de gabinete. Já colocou mãos na massa, tanto no governo do Rio, seu estado natal, quanto no segundo governo Lula, quando foi, por menos de um ano, secretário nacional de Segurança Pública.

Também escritor, co-autor das obras que deram origem aos filmes "Tropa de Elite", ele trabalha atualmente num livro que procura sintetizar sua visão sobre a violência no país, e que deve ser lançado neste semestre pela Companhia das Letras.

Parte das ideias que ele apresentará no trabalho, seu nono livro, aparecem num artigo que ele escreveu para a revista "Interesse Nacional", que será lançada amanhã.

Soares questiona em especial a arquitetura institucional da segurança pública brasileira, que pouco avançou desde a promulgação da Constituição, que completa 25 anos em outubro.

Em entrevista à Folha, ele fala sobre esta inércia que faz do Brasil o "segundo país mais violento do mundo", comenta a retomada do aumento dos homicídios em São Paulo e faz um balanço de cinco anos das UPPs, as Unidades de Polícia Pacificadora, do Rio, onde "não há um só crime importante sem a participação da polícia".

FOLHA - Em um artigo recém-publicado, o sr. comenta que na Constituição "não ousamos tocar no cordão umbilical que liga as Polícias Militares ao Exército". Por que o sr. acredita que após 25 anos este ponto ainda não tenha sido revisto?

LUIZ EDUARDO SOARES - Esse é o grande enigma. Já escrevi muito a esse respeito, mas nunca me dei por satisfeito. Sempre me pergunto: como é possível que um país que se transforma todo o dia possa enfrentar um de seus maiores problemas, a insegurança pública, com instituições organizadas pelo passado. Claro, na transição era preciso aceitar as imposições dos militares. Mas se passaram 25 anos. Não há como justificarmos nossa inércia com temores de golpes militares.

Que forças políticas sustentam essa inércia?

Diria que os conservadores nunca se movimentaram por temerem que a situação se agravasse. Já as esquerdas não foram capazes de formular uma proposta para a segurança pública. De um lado, por preconceito que vem da tradição marxista, que vê polícia como instrumento de dominação de classe. Outros acham que não devemos gastar energia porque para reduzir a violência se deve investir só em educação.

E o governo?

Os governos estaduais se sentem constrangidos, como se estivessem sob ameaça das forças policiais. Os governadores acabam adotando discursos mais realistas do que o do rei. Já o governo federal acaba avaliando que mesmo necessárias, as reformas não seriam convenientes. Mais responsabilidade à União significa mais cobrança.

Quando o governo Dilma completou nove meses o sr. escreveu um artigo para a Folha classificando o início da gestão como decepcionante em termos de segurança pública. Que avaliação faz hoje?

O governo Dilma representa um passo atrás. Era possível cobrar o governo Lula pela timidez, que não lhe permitiu avançar para promover as reformas, por razões que também imobilizaram Fernando Henrique Cardoso. No segundo governo Lula, foram tomadas medidas significativas. Ainda que insuficiente, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania significou algo. Mas Dilma decepciona porque até os avanços foram desorganizados. É retrocesso sem avanço.

Continua...

Oficial Superior - com valor de nada disse...

Continuação:

O sr. fala em seu artigo sobre a necessidade de reformar o artigo 144 da Constituição. Que pontos teriam de ser mexidos?

O artigo 144 atribui pouca responsabilidade à União com relação à segurança pública. A União tem sob sua responsabilidade somente duas polícias, a Rodoviária e a Federal. Elas são importantes, mas longe de cobrir todo o espectro de desafios que a sociedade enfrenta.

E qual o papel do município?

Ele praticamente não existe, o que contradiz o processo histórico brasileiro recente. Depois da Constituição de 1988, municípios passaram a ter envolvimento crescente em áreas como saúde e educação. O artigo 144 diz que municípios só podem formar guardas municipais, cuja missão é cuidar das estátuas e prédios municipais. Mas as guardas municipais estão se proliferando pelo país, como no caso de São Paulo, onde há quase 10 mil guardas.

Isso não é inconstitucional?

É polêmico. Qualquer cidadão pode prender qualquer outro cidadão que esteja cometendo um crime, desde que isso seja feito em flagrante. Pode-se argumentar que os guardas municipais só prendem em flagrante, e que quando o fazem agem como cidadãos. Mas é claro que na prática muitos estão armados, usam distintivos e atuam como policiais.

De que modo a redistribuição das forças policiais e a intensificação do papel da União poderiam melhorar a segurança?

Para dar um exemplo, a União deveria supervisionar a educação e formação dos policiais. Hoje estes pontos são decididos de modo autônomo pelas instituições de cada Estado. Temos situações como a dos policiais contratados para as UPPs, no Rio, que estão sendo capacitados em três meses.

Três meses mesmo para quem nunca foi policial?

Sim. É inacreditável. Nas polícias temos um quadro babélico. Um Estado pode formar um policial em um ano. Outro, em dois meses. Já aconteceu no Rio de policiais serem formados em um mês. E não é só o tempo. Não há nenhuma padronização de currículo. Não defendo a imposição de um currículo único, mas um ciclo básico nacional seria razoável.

As UPPs estão prestes a completar cinco anos. Que balanço seria possível fazer delas?

É um projeto muito importante, mas não representa política pública porque não se universaliza. Isso não será alcançado sem reformas. Com as polícias do Rio será impossível. Apesar de terem milhares de profissionais honestos, as polícias do Rio têm outros milhares envolvidos em crimes. Não há um só crime importante no Rio sem a participação da polícia.

E qual a sua avaliação do quadro da segurança de São Paulo, que vive a retomada do crescimento dos homicídios?

Para agradar setores da opinião pública que pedem políticas duras e para evitar constrangimentos com as forças policiais, os governos acabaram tolerando a brutalidade policial. Como os números caíram, não por conta da brutalidade, os governos acabaram tolerando a violência. A valorização da Rota pelo secretário anterior endossava certa postura na qual a corrupção não é tolerada, mas a brutalidade sim.

A resolução que estabelece que PMs não podem prestar socorro às vítimas é uma mudança importante?

Sim. O novo secretário de São Paulo, que não conheço, me pareceu muito bem intencionado. Esta medida busca claramente conter as chacinas.

Continua...

Oficial Superior - com valor de nada disse...

Continuação:

ARTIGO PUBLICADO EM REVISTA

O artigo "Raízes do Imobilismo Político na Segurança Pública", de Luiz Eduardo Soares, está no número 20 da revista "Interesse Nacional", que chega amanhã às bancas.

Criada pelo embaixador Rubens Barbosa, a publicação trimestral de ensaios sobre política e economia tem, na edição comemorativa de cinco anos, textos sobre o mensalão, reforma tributária e uma avaliação econômica da Era Lula.

Entre os destaques, estão artigos de Jorge Arbache, assessor da presidência do BNDES, e do jurista Miguel Reale Júnior. (Folha de São Paulo).

Anônimo disse...

ESTÃO PEGANDO PESADO PARA NOS LOCALIZAREM... SE NÃO FOSSE O NOSSO COINTELPRO, ELES JÁ TERIAM LOGRADO ÊXITO HÁ MUITO TEMPO... POR HORA ESTAMOS SEM ACESSO A ALGUMAS CONTAS, MAS O SISTEMA DE GERENCIAMENTO DA PÁGINA CONTINUA PROTEGIDO - PORQUE NÃO PROVEM DE CONTAS DE E-MAIL.

Anônimo disse...

se quisesse pegar já teria pego, só não mexeu com alguém interessado. qualquer hacker vagabundo já teriam encontrado vocês. agora duvide!

Anônimo disse...

Quero saber é do realinhamento, de exigir salário digno para toda a tropa, PPMM vamos nos unir e promover neste CARNAVAL O AQUARTELAMENTO, esta é a melhor época do ano para EXIGIRMOS o tal sonhado REALINHAMENTO SALARIAL com o nosso devido reajuste e os 7% que este governo ladrão está nos devendo, somos bravos guerreiros e não cachorros vagabundos que batem o pé e corremos, somos pessoas dignas, de coragem, com ombridade e teos que impor nossos direitos, o governador recebeu aumento de 7% com reatroativo, de uma só vez, desde maio e nós tivemos 7% divididos em 3x que nunca foram pagos, estão nos fazendo de palhaços, de idiotas, de imbecis e seremos tudo isso se não reagirmos com o devido AQUARTELAMENTO. Sabemos que estas negociações irão se estender por vários meses, pois já são mais de seis anos de governo teo balela que só sabe negociar, negociar, protelar , protelar e na hora nos dá uma banana e fica tudo certo, vamos mostrar a força do GIGANTE ADORMECIDO, vamos mostrar que sabemos o que queremos e que vamos lutar até o fim para ter salários dignos para todos. ACORDEM PRAÇAS, A HORA DE LUTAR CHEGOU.

Anônimo disse...

o MAJOR HERMES , defensor dos " direitos humanos " é só capa, ele é um oficial perseguidor, rancoroso por ainda continuar sendo Major e todos seus colegas já serem coronel fechado, é um babaca desiludido, fraco, desmoralizado e desprestigiado por oficiais e praças, um ser insignficante.

montenegro disse...

Esse não é o momento para críticas,aos familiares,o ten cel cordeiro é um homem íntegro,um cidadão de bem.Infelizmente a vil~encia tomou conta de alagoas.è preciso que as autoridades acordem.Que Deus possa confortar os familiares do nosso querido elenilton.Um dia nos encontraremos no reino de Deus.

Anônimo disse...

Companheiros respeitem pelo menos a familia do Sgt. Elenilton,pois ele foi um bom Militar,vamos lembrar dele assim,antes de fazerem comentarios maldosos,seu tio não tem culpa,conheço o Major Hermes e sei de sua postura,nem Jesus agradou a todos.

Anônimo disse...

Não sou militar e respeito muito a categoria, porem, acho uma grande falta de respeito tratar desse assundo no momento de grande tristeza para a familia do Elenilton, é um de uma falta de senssibilidade e irresponsabilidade. por outro lado, pensar em aquartelamento no periodo de carnaval é um ato de subversão, seria estimular mais ainda a violencia para a população e seus familiares no modo geral.

pensem nisso.

vamos lutar disse...

O MAJ HERMES É UM HOMEM DE BEM PRECISEI DELE MIM AJUDOU COM AS PALAVRAS DE DEUS

Anônimo disse...

GENTE O MAJ HERMES É UMA PESSOA BOA ,DE CARATÉR INTÉGRO.SEI QUE JESUS NÃO AGRADOU A TODOS ,MAS VAMOS TER RESPEITO A DOR QUE ELE E SEUS FAMILIARES ESTÃO SENTINDO NESSA HORA.O BRIOSA É PRA REVINDICAR NOSSO DIREITOS ,E NÃO PRA ATINGIR A DIGNIDADE DE PRAÇAS NEM OFICIAL.EU SEMPRE TIVE O MAJ HERMES COMO HOMEM DE BEM.CB JCARLOS BPESC

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