Maceió: Capital do Medo

Após ganhar destaque negativo na mídia nacional com uma matéria do jornal Folha de São Paulo, Maceió voltou a ser mencionada como uma das capitais mais violentas do mundo. No site mexicano da rede americana de televisão CNN, uma reportagem veiculada nesta quarta-feira (27), elenca as dez cidades mais violentas do mundo. Maceió aparece na lista em sexto lugar.

Em um vídeo da rede de televisão que fala sobre a violência nas cidades latino-americanas, a cidade hondurenha de São Pedro encabeça a lista com 169.30 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes. Maceió registrou 85.88 crimes. Outra cidade brasileira que também foi mencionada na pesquisa é a capital paraibana João Pessoa. A cidade aparece em décimo lugar e registrou 71.59 homicídios para cada cem mil habitantes.

Os dados são do Consejo Ciudadano para La Seguridad Publica Y La Justiça do México. O apresentador chama a atenção para a grande quantidade de mortos nessas cidades.

Na reportagem a CNN fala sobre o alarmante número de assassinatos na cidade de São Pedro, onde três pessoas são assassinadas por dia.

Veja o vídeo:

Alagoas, o Estado mais violento do país

No último domingo (24), uma reportagem da Folha de São Paulo apontou Alagoas como o Estado mais violento do país.

Os pontos destacados pelo portal são a falta de efetivo de policiais, apuração dos crimes ocorridos, principalmente a estrutura do sistema penitenciário do estado, que não dispõe de presídios para abrigar presos no regime semiaberto.

A reportagem faz uma análise de todas as “falhas” existentes na Segurança Pública, o que acarretou para a capital do estado liderar o ranking de homicídios no país. A matéria faz parte de uma série de reportagem “Capitais do Medo”, sobre as capitais que lideram registram de violência letal no país.

Diante do exposto, damos os parabéns ao Governador Téo, ao Secretário Dário César, ao Coronel Dimas, ao Coronel Luciano, ao Coronel Gilmar Batinga, etc. 

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

18 comentários :

Nonô disse...

Parabéns, Dário César, graças à atual forma de contabilizar os homicídios hoje não estamos em 1º lugar.

Anônimo disse...

NONO, FDP, VC E TÉO DÊ O MEU AUMENTO, REDUZA MINHA ESCALA DE SERVIÇO, FI DA PESTE.

JESB disse...

REALMENTE, SE FOSSEM COMPUTADOS OS ACHADOS DE CADÁVERES (DESOVAS)E AQUELES QUE SAEM FERIDOS DOS LOCAIS DE CRIMES E MORREM NOS HOSPITAIS, PRINCIPALMENTE NO HGE, OS NÚMEROS SERIAM OUTROS, DAÍ A MIKI E A PRESIDENTA NÃO ELOGIARIAM ALAGOAS, MAS, É COMO ELES QUEREM, MASCARAM TODO TIPO DE CRIME. QUE UM DIA O SENHOR DO BRASIL SEJA O ETERNO, CRIADOR DOS CÉUS E DA TERRA E TUDO QUE NELA EXISTE, E NÃO TERRA DE PADROEIROS E MADROEIRAS (PORQUE EXISTE PADRE (PAI) E MADRE (MÃE), ATÉ NA RELIGIÃO MASCARAM.

A casa vai cair disse...

Autor: Justiça Pública
Vítima: P. M. de A.
Indiciado: Wagner Simas Filho

Encaminhado para Publicação
Relação: 0060/2011 Teor do ato: DECISÃO Versam estes autos sobre Inquérito Policial Militar, instaurado através da Portaria nº 018-IPM-CG/CORREG, de 28 de fevereiro de 2011, para apurar a possível prática de conduta delituosa por parte de integrantes da corporação, por terem veiculado através da internet, críticas a seus superiores hierárquicos, incidindo aparentemente num tipo penal militar. O encarregado do presente inquérito policial militar, solicitou os dados cadastrais (nome, endereço, CPF, RG, e-mail principal e alternativo, data de criação e demais dados cadastrais do responsável) dos endereços na internet as empresas Google e Universo on line, respectivamente, bem como IP das máquinas responsáveis pelas atualizações das postagens no site, sendo o pleito do encarregado ratificado pelo Parquet. A quebra do sigilo das informações cadastrais suso citadas é de fato a ultima ratio que possibilita o Estado de continuar com a persecução criminal a fim de identificar os agentes das condutas objeto desta ação, não sendo portanto uma quebra de sigilo de comunicação telemática. Assim tem sido norteada a jurisprudência pátria. Vejamos: INTERNET. QUEBRA DO SIGILO DE DADOS CADASTRAIS. MAUS TRATOS CONTRA ANIMAIS. LEI N. 9296, DE 1996. INAPLICABILIDADE. RECLAMAÇÃO. SIGILO DE DADOS. PLEITO MINISTERIAL DE REFORMA DA DECISÃO QUE INDEFERIU MEDIDA CAUTELAR DE QUEBRA DO SIGILO DE DADOS CADASTRAIS DE USUÁRIOS DE INTERNET, PARA APURAÇÃO DE CRIMES DE APOLOGIA DE MAUS TRATOS CONTRA ANIMAIS, VEICULADOS PELO SITE DE RELACIONAMENTO ORKUT. INAPLICABILIDADE, IN CASU, DA LEI Nº 9.296/96. MEDIDA RAZOÁVEL E INDISPENSÁVEL PARA IDENTIFICAR OS AUTORES DOS DELITOS E, POR CONSEGUINTE, VIABILIZAR A PERSECUÇÃO CRIMINAL. RECLAMAÇÃO A QUE SE DÁ PROVIMENTO.1. Sendo a quebra de sigilo de dados cadastrais de usuários de internet, no caso concreto, medida indispensável eis que se apresenta como a única via capaz de possibilitar a identificação dos autores das infrações penais investigadas, a fim de possibilitar a respectiva persecução criminal -, deve ser ela deferida, até porque o direito à intimidade dos usuários do site de relacionamento ORKUT deve ceder em função de um interesse maior, coletivo, qual seja, o de apuração de crimes de apologia de fatos delituosos - no caso, específico, de apologia de crime de maus-tratos contra animais -, até porque não se trata de quebra de sigilo de comunicação telemática, mas tão-somente de quebra de dados cadastrais, não havendo, por conseguinte, que se falar em aplicação da Lei nº 9.296/96. 2. Recurso provido. (TJRJ. RECLAMAÇÃO - 2007.077.000304. JULGADO EM 11/12/2007. SEGUNDA CAMARA CRIMINAL - Unanime. RELATOR: DESEMBARGADOR JOSE AUGUSTO DE ARAUJO NETO) Pelo exposto acolho o pleito do Parquet DETERMINANDO a quebra dos dados cadastrais solicitado nos presentes autos. Publique-se, Intime-se e cumpra-se. Maceió, 08 de setembro de 2011. José Cavalcanti Manso Neto Juiz de Direito - Auditor Militar Advogados(s): Manoel Leite dos Passos Neto (OAB 8017/AL)

Anônimo disse...

Só tem um jeito de acabar com a violencia em alagoas:chuver gasolina tres dias,nos horarios de expediente da Assemb. Legis.,Camara de ver.e no Palacio do gov.e um raio cair bem no centro desses tres poderes.

Começamos bem a sexta-feira santa disse...

Semana Santa começa com 11 mortes em Alagoas

Em um dos casos, menor de 11 anos é assassinado a tiros em São José da Laje; maioria das vítimas foi morta por arma de fogo

Os Institutos Médico-Legais (IMLs) de Maceió e Arapiraca registraram 11 mortes desde as 07h dessa quinta-feira (28) às 07h desta sexta (29). A maioria das vítimas foi assassinada por arma de fogo e o restante, arma branca e pedrada. Um dos casos vitimou um menor de 11 anos no município de São José da Laje.

As vítimas foram identificadas como José Ronaldo dos Santos Silva Filho, de 17 anos, Edilson Alves da Silva, 11, José Robson Ferreira da Silva Santos, 25, Everson Robério Santos da Costa, 26, Marcelo Batista, 23, Benone dos Santos Fonseca, 23, Cleria Lilian Vilas Boas, 36, Ailton de Souza Fernandes, 32, um jovem não identificado, 20, Eliene Nunes da Silva, 22, e outro jovem não identificado.

O relatório da Perícia Oficial também aponta os locais dos crimes. Em Maceió, os bairros alvos de criminosos foram Tabuleiro do Martins, Santo Amaro, Jacintinho, Benedito Bentes e Vergel do Lago. Já na grande Maceió e interior do Estado, a violência fez vítimas em São Luiz do Quitunde, São José da Laje, Pilar, União dos Palmares, Olho D`Água das Flores e Arapiraca.

Quanto a outros tipos de crime, a Perícia aponta para acidente de trânsito, queimadura, afogamento e achado de um feto na noite de ontem, na Rua Faustino da Silveira, em Bebedouro.

Joilson Gouveia* disse...

Cracolândias e Internações involuntárias: crasso erro estratégico ou desperdício do Erário?

Ressabido, constatado e mais que comprovado de que as DROGAS, em geral todos entorpecentes, psicotrópicos e alucinógenos lícitos ou ilícitos causam dependência química, sobretudo, o álcool, a cola, a maconha, LSD, Ectasy, cocaína, heroína dentre outras tantas, mormente a Nóia, o CRACK, o OXI são as causas do maior flagelo da HUMANIDADE, que tem sido o mais pernicioso, nefasto e maléfico vetor-mor ou o braço mais forte e mais célere e ostensivo da recrudescente violência, que se arraigou no nosso País há mais de três lustros e que está acabando com as famílias e toda Nação Brasileira. É fato!

O narcotráfico é, disparado e sem sombras de dúvidas, o mais rentável, lucrativo e milionário “mercado” e quem o alimenta são os viciados! A estes a lei os protege, são os usuários, os consumidores (Ver mais sobre o tema in http://gouveiacel.blogspot.com.br/2011/08/o-brasil-acaba-com-o-tal-de-eca-ou-ele.html) ou dependentes químicos, penalmente, INIMPUTÁVEIS; só se tenta punir aos “comerciantes”, punir aos chamados executores ou soldados ou mulas de traficantes. Eis a grande busílis ou GIGANTE ERRO ESTRATÉGICO DE SEU “COMBATE”!

Porém, cabe uma simples indagação: a) são esses contumazes zumbis do cotidiano diuturno, vespertino e noturno da “cracolândia”, que nem tem onde caírem mortos, quem alimenta esse “comércio”? Quem? Centenas de carrões importados ou nacionais passam, param, compram e saem de lá pros seus “apês” para os “bundas-lelês” e condomínios confortáveis, luxuosos e seguros, mas que já sentem a mão poderosa dos “comerciantes”, sorrateira, paulatina e tenazmente adentrando aos seus lares-doces-lares!

É uma “atividade comercial”, natural e notadamente livre, desenfreado há lustros, mormente nos últimos tempos haja vista o incondicional apoio dado, aos maiores narcotraficantes do mundo: as FARC; pelo PT e os três últimos governos do Brasil (bem como também os de Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia e a própria Colômbia) que o deveria evitar, combater ou repelir jamais se aliar à súcia matula de alimárias sem causas ideológicas.

O que mantém as FARC senão o narcotráfico, daí o lucrativo “comércio” ostensivo das DROGAS, mas será que aqueles zumbis mostrados pela mídia nas “cracolândias-urbanas” dessa vida, em coberturas televisivas, para “internação involuntária”- para não soar OBRIGATÓRIA, que seria politicamente incorreto como se algum dia o político fosse CORRETO - são o RENTÁVEL LUCRO deste “comércio”? Seriam esses zumbis seus principais “acionistas”?

Essa Internação Involuntária está coonestando uma preocupação social ou arremedo de recuperação da saúde dos mortos-vivos ou como eles (os socialistas de botequins ou esquerdistas róseos ou comunistas indóceis e avessos ao labor, todos ávidos pelas TETAS dos governos) gostam de rotular como EXCLUÍDOS SOCIAIS ou MISERÁVEIS VÍTIMAS DO ESTADO EXCLUDENTE ou da SOCIEDADE enquanto A DROGA CAMPEIA LIVRE, LEVE E SOLTA! OU NÃO?

Seriam esses “excluídos sociais”, essas “coitadas” vítimas do Estado, da Sociedade e dos Governos a grande busílis para que Governos Federal, Estaduais e municipais disponibilizem enormes, imensuráveis ou vultosas quantias do Erário, pelo BEM da saúde desses “doentes”, que não querem se curar? – Investe-se nos efeitos e nunca nas suas causas.

O que acham?

Anônimo disse...

Segundo relatos nos canto SDS Dário César será o próximo comandante da Força Nacional

Anônimo disse...

enquanto a casa não cai, vamos aqui, buscar meios de eleger o nosso deputado e amigo sgt brás, vamos nos conscientizar, antes que seja tarde, principalmente os praças... boa noite a todos, cb costa

Anônimo disse...

MJ DIVULGA PESQUISAS EM SEGURANÇA PÚBLICA

PORTAL DO MJ - 19/02/2013 - 16:06h

Ministério da Justiça divulga grandes pesquisas em segurança pública

O Ministério da Justiça apresenta, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), uma série de pesquisas na área de segurança pública em todo o país. O objetivo dos estudos é auxiliar a política pública de segurança no desenho de diagnósticos para distribuição dos recursos aos estados e municípios.

Esse mapa da segurança pública, além de demandar das três esferas de governo uma maior participação comunitária e capacitação dos profissionais que atuam na ponta, a gestão compartilhada da segurança pública exige diagnósticos confiáveis. O compartilhamento e a compilação de dados criminais podem subsidiar ações de redução da violência tanto em âmbito nacional quanto local, auxiliando na formulação e avaliação de políticas públicas para a área. Torna-se impossível gerir políticas públicas sem a consolidação de dados corretos sobre os problemas reais a serem enfrentados. Atualmente, cada unidade da federação utiliza conceitos, critérios e metodologias diferentes para quantificar e analisar a criminalidade, o que impossibilita a consolidação de números nacionais com maior precisão.

Em 2012, o Brasil alcançou um marco histórico para a segurança pública: a aprovação da lei 12.681, de autoria do Governo Federal, que institui o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas (Sinesp). Trata-se de um sistema integrado pela União, estados e Distrito Federal para reunir dados essenciais para um melhor planejamento e avaliação das políticas públicas desenvolvidas, além de possibilitar maior transparência pelo fácil acesso às informações via Internet e, por conseqüência, proporcionar maior controle social.

Para garantir a alimentação de dados no Sinesp, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) já começou a tomar medidas voltadas à modernização e melhoria da gestão das instituições de segurança pública dos estados, por meio da aquisição de sistema informatizado e customização de sistemas de registros de atendimentos, ocorrências e procedimentos policiais. Até o início de 2014, o Fundo Nacional de Segurança Pública irá garantir a compra de equipamentos e o desenvolvimento de sistemas de informação de estados brasileiros que já mantêm atualizadas suas estatísticas.

Todos os dados do Sinesp e das pesquisas realizadas pela Senasp serão cruzadas, visando um maior aproveitamento desses dados. Segundo a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, a coleta de informação sobre o funcionamento das instituições policiais é fundamental para subsidiar a elaboração, implementação e avaliação de políticas públicas. “Com dados mais precisos, baseados na produção de conhecimento científico, poderemos avaliar as práticas com base na realidade”, afirmou, ao ressaltar o diálogo e parceria com os estados, com vistas ao envio periódico das informações, consideradas fundamentais para o trabalho da secretaria.

Continua...

Anônimo disse...

Continuação:

São quatro lançamentos principais no evento de hoje:

A pesquisa Perfil das Instituições de Segurança Pública procurou retratar a situação das Polícias Militares, Polícias Civis e Corpos de Bombeiros Militares em 2011, em relação à estrutura, recursos humanos e materiais, orçamento, ações de prevenção e atividades de capacitação e valorização profissional.

Observou-se no Perfil, por exemplo, uma realidade bastante diferenciada no país em relação à quantidade de delegacias existentes. Nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e no Distrito Federal verificou-se a menor quantidade de delegacias em relação à população estadual. No outro extremo, 10 estados dispõem de 1 delegacia para até 20 mil habitantes.

Mulheres - Regina Miki considera ainda que é quase inexistente o debate para a construção de políticas específicas para mulheres atuantes em segurança pública, por esse motivo, a Senasp traçou um perfil detalhado sobre a atuação dessas profissionais, de seus respectivos papéis e das representações no universo das instituições de segurança pública. “O papel feminino, suas estratégias e resistências são construídas em contraste com o contexto cultural das instituições de segurança pública, predominantemente masculino e associado à violência”, revelou.

A pesquisa sobre as Mulheres na Segurança Pública investiga as relações entre a participação das profissionais mulheres na segurança pública e a transição para uma cultura de maior mediação de conflitos e pela filosofia de segurança cidadã.

A pesquisa Diagnóstico da Perícia Forense no Brasil analisa dados referentes às unidades de perícia de todos os entes federados. O objetivo foi identificar as formas de organização, estruturas e funcionamento de serviços periciais forenses estaduais do país, no sentido de subsidiar decisões de gestão e alocação de recursos para diminuir essa diferença na prestação de seus serviços.

O projeto Pensando a Segurança Pública é uma coleção de 15 pesquisas no campo da Segurança Pública e da Justiça Criminal, divididas por temas: registro de homicídios, direitos humanos e análise e diagnóstico das políticas públicas.

O lançamento da Coleção tem a finalidade de compartilhar os resultados para promover o debate sobre um modelo de segurança pública eficiente e pautado pelo respeito aos direitos humanos.

Segue abaixo as pesquisas em Segurança Pública

Diagnóstico Perícia Criminal
Mulheres na seguranca
Pensando a Segurança
Pesquisa Perfil
Profissiografia

ERRATA:

Pesquisa Perfil das Instituições de Segurança Pública
Página 79:

Onde se lê: Tabela 38 – Quantidade de policiais militares mortos ou feridos em serviço, por Unidade da Federação, 2011.

Leia-se: Tabela 38 - Quantidade de policiais militares mortos e feridos, em serviço e fora de serviço, por Unidade da Federação, 2011.

O estado de São Paulo informou novos números para a quantidade de presos em delegacias do Estado. Segue tabela com correção a ser substituída pela da página 100. Segundo o estado de São Paulo, a pergunta não foi compreendida pela área técnica, que respondeu de forma equivocada.

REYNALDO TUROLLO JR. (ENVIADO ESPECIAL A MACEIÓ) disse...

Capital mais violenta do país, Maceió (AL) tem 'áreas proibidas'

Maceió (AL) lidera com folga o ranking de homicídios nas capitais do país, num Estado com efetivo policial defasado, IML (Instituto Médico Legal) improvisado em galpão e falta de vagas em presídios.

Em Alagoas, somente no ano passado delegados passaram a ir às cenas do crime para colher dados. Antes, iam apenas os peritos, e o resultado está nas estatísticas: de 2005 a 2008, apenas 7,5% dos assassinatos foram apurados.

Essa sensação de impunidade é um reflexo da falta de estrutura. Hoje, presos que ganham direito ao regime semiaberto (trabalham fora e dormem na cadeia) vão direto para casa, pois não há presídios para esse sistema.

Diante disso, Maceió tem "áreas vetadas" para a circulação. A reportagem tentou ir ao Vergel do Lago, uma das mais perigosas, mas o taxista se recusou a dirigir até lá. "É uma área proibida", informou.

Nos últimos dez anos, a cidade assistiu a uma explosão no número de homicídios. No período, a taxa de homicídios em Maceió subiu 144%, enquanto o conjunto das capitais teve queda média de 18%.

De oitava capital mais violenta do país em 2000, Maceió passou ao topo do ranking dez anos depois. A taxa de homicídios é de 110,1 por 100 mil habitantes -quatro vezes a taxa nacional, de 27,4.

No período, os dois principais grupos políticos de Alagoas passaram pelo poder --os rivais Ronaldo Lessa (PDT), ex-governador, e Teotônio Vilela (PSDB), que cumpre seu segundo mandato.

Agora, Alagoas conta com ajuda federal. Num passado recente, armas apreendidas não eram monitoradas. Saíam das salas oficiais da perícia e realimentavam o ciclo do crime, afirma a secretária nacional de Segurança, Regina Miki.

"O foco do Estado não era combater homicídios. Nosso ambiente é propício para matar", resume Dário Cesar Cavalcante, secretário de Segurança Pública do Estado.
Coronel reformado da Polícia Militar, Cavalcante foi segurança do ex-presidente Fernando Collor.

ESTOPIM

A morte de um médico no ano passado durante um assalto foi o estopim para o pedido de ajuda federal.

Dois dias após o assassinato, em maio, uma multidão saiu às ruas pedindo paz em Alagoas. O Estado recorreu ao Ministério da Justiça.

Um mês depois foi lançado o Brasil Mais Seguro, com o objetivo de conter os homicídios.

Por enquanto, a parceria com o Planalto tem como face mais visível a ocupação de favelas pela Força Nacional, com 230 policiais para ajudar.

"Outras formas de ações sociais [para combater a violência], que só o Estado pode fazer, não estão acontecendo", diz a socióloga Ruth Vasconcelos, da Universidade Federal de Alagoas.

OUTRO LADO

Os homicídios em Maceió caíram 20,5% de 2011 para 2012, após 12 anos de crescimento, afirma a Secretaria Estadual da Defesa Social. Foram 753 casos no ano passado, ante 947 em 2011.

No período de vigência do programa federal Brasil Mais Seguro, diz a pasta, a queda das mortes violentas foi ainda maior --23% em comparação com período anterior.

Para ficar no lugar do reforço da Força Nacional, o Estado abriu concursos para contratar 1.040 policiais militares e 400 policiais civis.

"Está acordado que a Força Nacional permanece aqui enquanto estivermos com o pessoal dos concursos em formação", diz o secretário Dário Cesar Cavalcante. Segundo ele, o governo já constrói um presídio na região do agreste para 800 presos, ao custo de R$ 30 milhões.

Ainda não há data para a construção de uma unidade de regime semiaberto em AL.

Para monitorar as armas apreendidas, foram instaladas câmeras e fechaduras eletrônicas na sala da perícia.

O secretário Cavalcante afirma que o governo obteve R$ 130 milhões com o BNDES para investir em segurança em 2013 e 2014.

Fonte: Folha de São Paulo

REYNALDO TUROLLO JR. (ENVIADO ESPECIAL A MACEIÓ) disse...

'Foram matar outro, mas mataram meu filho', diz mãe de jovem morto em Maceió (AL)

Policiais da Força Nacional que estão em Maceió para tentar diminuir os altos índices de homicídio têm usado smartphones durante operações de ocupação de favelas e bairros críticos.

Equipados com o aplicativo WhatsApp, policiais enviam entre si fotos de suspeitos, mapas com localização de potenciais criminosos e até fotos de mandados de prisão e de busca e apreensão, expedidos na hora pela Justiça, para tentar agilizar as detenções.

O WhatsApp permite a troca de mensagens de texto e arquivos entre celulares de usuários cadastrados.

Segundo o capitão Edson Gondim, a ideia de usar o aplicativo surgiu durante as ocupações dos bairros críticos de Maceió, para desburocratizar o trabalho e torná-lo mais rápido.

Também com os smartphones, a Força Nacional começou a criar um arquivo de fotos de suspeitos de envolvimento com crimes. A Polícia Civil alagoana, segundo Gondim, não tinha um banco de fotos para facilitar, por exemplo, a identificação de criminosos pelas vítimas.

Cerca de 230 homens da Força Nacional, entre policiais militares, civis, bombeiros e peritos, estão em Alagoas desde junho de 2012 como parte do programa Brasil Mais Seguro, parceria entre governos federal e estadual para diminuir o número de mortes em Maceió e Arapiraca --segunda maior cidade do Estado.

RIXA

Subordinada à Secretaria Nacional de Segurança Pública, a Força Nacional é formada por policiais de vários Estados, que recebem, além dos salários regulares em seus Estados, diárias superiores a R$ 200.

O investimento total do governo federal em Alagoas é de R$ 25 milhões.

A presença da Força Nacional, contudo, provoca rixa com policiais locais. Todos desempenham as mesmas funções, afirmam, mas o trabalho da tropa federal é "mais valorizado", devido ao pagamento das diárias, dizem PMs ouvidos pela Folha em Maceió.

O salário inicial de um soldado da PM em Alagoas é de R$ 1.047,65.

Para o secretário da Defesa Social de Alagoas, Dário Cesar Cavalcante, é "natural a insatisfação do servidor público com o salário". Por isso, diz ele, o governo alagoano tem bonificado policiais que apreendem armas em operações contra o crime.

São pagos de R$ 250 a R$ 450 por arma apreendida, a depender do calibre. Cerca de 70 armas são apreendidas por mês, segundo relatórios da PM enviados ao Ministério Público.

Fonte: Folha de São Paulo

REYNALDO TUROLLO JR. (ENVIADO ESPECIAL A MACEIÓ) disse...

'Queria que a pistolagem voltasse', diz filho de morto em assalto em Maceió (AL)

Filho de um médico morto no ano passado durante assalto na orla de Maceió, o empresário André Tenório, 36, diz que se sentia mais seguro quando o Estado de Alagoas era famoso pelos crimes de pistolagem.

"Anos atrás, os crimes daqui eram políticos. Eu gostaria que voltasse aquilo, porque não atingiam a sociedade. Eram brigas de família por poder, e só atingiam aquelas pessoas", afirma.

Pai de Tenório, o otorrinolaringologista José Alfredo Vasco foi morto aos 66 anos por dois adolescentes que levaram sua bicicleta, segundo a polícia. Os acusados, à época com 16 e 17 anos, foram internados e cumprem medidas socioeducativas.

O médico morreu com um tiro nas costas a 400 metros de casa, no Corredor Vera Arruda, no início da praia da Jatiúca, área nobre da capital.

O caso ganhou repercussão após Tenório organizar pelas redes sociais uma marcha na orla de Maceió pedindo paz em Alagoas, dois dias após a morte do pai. Cerca de 10 mil pessoas participaram, segundo estimativa feita pela polícia na ocasião.

"Se eu tiver uma missão na vida, é brigar por segurança. Porque não é possível um cara ser assaltado nove vezes [em Maceió], ter um pai assassinado num assalto, e se calar. Não posso", diz Tenório.

Registrada em área nobre, a morte do médico pode ser considerada atípica na cidade, que costuma concentrar seus homicídios na periferia, segundo a Secretaria de Defesa Social.

Um mês após a morte, registrada como latrocínio (roubo seguido de morte), o Estado firmou parceria com o governo federal para a implantação do Brasil Mais Seguro, plano que visa diminuir homicídios em Maceió e Arapiraca --segunda maior cidade do Estado.

Segundo o governo, o número de homicídios na capital de Alagoas caiu 20,5% de 2011 para 2012, após 12 anos de crescimento.

CRÍTICAS

Hoje, o combate à criminalidade em Maceió é alvo de críticas de Tenório. Para o empresário, o Brasil Mais Seguro foi lançado como um "circo", quando deveria ter sido uma "marcha fúnebre".

"A última coisa que político faz é saneamento, porque não aparece, está enterrado. É a mesma coisa na segurança. Botaram dois helicópteros numa cidade onde um helicóptero voando já é atração", diz.

Tenório afirma temer que criminosos voltem a fazer vítimas após a saída dos cerca de 230 policiais da Força Nacional que estão temporariamente em Alagoas em razão da parceria federal.

O temor é compartilhado por moradores de Maceió consultados pela reportagem.

Tenório se queixa, ainda, de que o policiamento no Vera Arruda, onde seu pai foi morto, não aumentou.

O governo estadual rebate as críticas, afirmando que que vai contratar 1.040 policiais militares e 400 civis para as funções hoje desempenhadas por homens da Força Nacional, no âmbito do Brasil Mais Seguro.

Segundo a Defesa Social, para a região da orla, onde predominam crimes contra o patrimônio (furtos e roubos), foi criada uma central de monitoramento por câmeras, para inibir crimes desse tipo.

Fonte: Folha de São Paulo

REYNALDO TUROLLO JR. (ENVIADO ESPECIAL A MACEIÓ) disse...

Folhacóptero mostra mapa da violência no Brasil; veja

Nesta semana, o Folhacóptero sobrevoa o mapa da violência no Brasil. Os índices de homidícios, normalmente liderados pelas grandes metrópoles do Sudeste, nos últimos anos interioriaram-se e disseminaram-se para outras regiões, como o Nordeste.

Nele está a cidade mais violenta do país, Maceió (AL). Sua taxa de 110 homicídios para cada 100 mil habitantes faz da capital de Alagoas uma das cidades mais perigosas do mundo.

Para efeito de comparação, a taxa média nacional de homicídios em 2010 foi de 27,4 casos para cada 100 mil habitantes. Segundo a ONU, a média mundial é de 10,3 por 100 mil habitantes. Assista:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1251712-folhacoptero-mostra-mapa-da-violencia-no-brasil-veja.shtml

Fonte: Folha de São Paulo

GM SEMSC disse...

ALAGOAS PARAÍSO DAS ALMAS, DIGO, DAS ÁGUAS, DE LAVAR DIFUNTO.

Anônimo disse...

Passei na eletrobras e me livrei desta instituição que muitos teimam em dizer que não, mas é FALIDA. Não remunera bem os PM ( principalmente os que estão na rua: sd, cb e sgt), são tratados pior que bichos ( os cães do BOPE são mais bem tratados com comida boa e até descanso), deveria ter e não tem ADICIONAL NOTURNO, PERICULOSIDADE, HORAS-EXTRAS, PLANO DE SAÚDE, ETC...

Edivaldo Júnior disse...

O que você faria com R$ 1 bi? E governo, o que fez?

Não sei você o que faria com R$ 1 bi. Eu certamente não estaria trabalhando hoje se tivesse pelo menos 1% dessa grana.

Mas e o governo do estado, o que faria com R$ 1 bi? E se esse dinheiro todo fosse apenas para investimentos na área social? Já imaginou quantos benefícios?

O Estado, como registrei aqui essa semana, está contraindo um novo empréstimo com o BNDES, de R$ 612 milhões. A primeira parcela já foi depositada. Outro empréstimo de US$ 250 mi (mais de R$ 500 mi), já autorizado pela Assembleia, está em negociação com o BID.

Somou? Dá R$ 1,1 bi? Mas não é dessa grana, do dinheiro que ainda será gasto, que estou falando. A pergunta é o que o governo fez? Lembra?

Vamos relembrar: no dia 3 de janeiro de 2010 (não por coincidência ano eleitoral) o governo anunciou “Alagoas tem R$ 1 bilhão em investimentos na área social”.

Veja o que diz a matéria da Agência Alagoas: “Teremos, a partir de 1º de janeiro, R$ 1 bilhão em caixa para investimento. São recursos que Alagoas nunca viu e que são fruto da credibilidade que o Estado conquistou com o ajuste fiscal e a reestruturação do Estado. Terminamos o ano muito gratificados por este trabalho e com muita disposição para que em 2010 possamos levar adiante todo esse canteiro de obras em que Alagoas está se transformando”, assinalou o governador Teotonio Vilela.

O governador explicou a origem dos recursos: Empréstimos junto ao BNDES no valor de R$ 249,6 milhões e Banco Mundial de R$ 342 milhões, recursos do Fecoep, na ordem de R$ 111 milhões, do PAC, do Projeto Geração Saber (em parceria com o Ministério da Educação e as Nações Unidas de R$ 214 milhões).

E também o destino, ou seja, como os recursos seriam aplicados: “Além da capitalização do Fundo Previdenciário, os recursos disponíveis vão possibilitar a realização de obras importantes: toda a duplicação da AL-101 Sul (Maceió — Barra de São Miguel); a duplicação da AL-101 Norte (Maceió — Barra de Santo Antonio), a rodovia ribeirinha do Baixo São Francisco (Penedo a Piranhas), e mais: reforma de todas as delegacias de Maceió, construção de escolas, quadras poliesportivas e continuidade das obras do Canal do Sertão — que já tem 75 quilômetros prontos”.

Os recursos do BNDES (Programa Emergencial de Financiamento) só poderiam ser utilizados para despesas de capital (planejamento e a execução de obras e a compra de equipamentos). Já o empréstimo do Banco Mundial, iria beneficiar 1,5 milhão de pessoas de baixa renda. “Este programa do Banco Mundial é um ponto de inflexão para o Estado. Ele permitirá os primeiros passos para criar um ambiente de redução da pobreza e para alcançar nosso pleno potencial de crescimento”, confirmou Teotonio Vilela.

Fiz questão de verificar, pessoalmente, o andamento das obras e serviços anunciados no pacote de R$ 1 bilhão.

A duplicação da AL 101 Sul foi concluída, embora para isso o governo tenha esperado a liberação de recursos federais e tenha “tomado” empréstimo ao Detran.

Afora isso não consegui encontrar a rodovia ribeirinha, não vi a duplicação da Alagoas 101 norte (nem um metro pronto até agora), nenhuma escola nova (isso para não falar da lambança que foi a reforma das escolas no ano passado), nem quadras poliesportivas.

O Canal do sertão continua sendo construído – mas com verbas do PAC.

E as delegacias? Fui em algumas e falei com um policial, contei que estava procurando encontrar uma delegacia reformada: “eu desafio o governador a mostrar uma reforma de delegacia que ele fez aqui em Maceió ou no interior”.

É isso. Até porque ficou difícil checar a outra informação, a de que 1,5 milhão de alagoanos pobres seriam beneficiados com projetos de inclusão social.

Essa é eu fico devendo. Mas você pode ajudar: se tiver conhecimento de como esse dinheiro mudou para melhor a vida dos alagoanos mande um email ou comentário que eu publico.

R$ 1 bi: você viu? Eu, não.

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