Se a montanha não vem a Maomé...

Hoje, num maldito serviço extra, tive o desprazer de ouvir de um colega o que ele pensava a meu respeito (duvido que ele fosse tão espontâneo se soubesse quem realmente sou). Mas para não entregar a minha posição, como havia outros militares participando da conversa, fiz de conta que não ouvi o que estava sendo dito sobre mim, isto é, sobre o meu “avatar”, até mesmo porque eu fui muito bem defendida, obrigada.
Eis que, de repente, chega um oficial que, também chateado com a sua escala de serviço e tentando nos consolar sobre aquele serviço extra não remunerado, soltou a seguinte pérola: “A Polícia Militar de Alagoas nunca mais foi a mesma depois que Dário César voltou ao serviço ativo. E ficou ainda pior depois que ele foi Comandante Geral”. É claro que eu me fiz de distraída e me mantive calada diante de tais afirmações, ouvindo com muita atenção tudo o que estava sendo dito.
E o oficial não foi o único a tecer comentários sobre o momento que estamos vivenciando na caserna. Os demais militares também deram cada um a sua visão dos fatos, cada um concordando e confirmando o que o outro dizia. Isso porque, há um sentimento quase que unânime no seio do PMAL de que a Instituição tem vivido maus momentos por conta da atual “panelinha”.
Há muito tempo a Polícia Militar tem desencadeado uma greve branca, cujos resultados se revelam nos índices de violência, o que tem causado aflição à população, conforme tem sido revelado pela imprensa nacional, bem como a internacional.
“O grupo que se encontra no poder [a atual cúpula, diga-se] bagunçou a Corporação de tal maneira que a coisa nunca mais foi a mesma dentro e fora dos quartéis” – disse um graduado que participava da conversa.
“A Polícia Militar foi atingida de morte naquilo que ela tem de mais sagrado enquanto instituição, que é a hierarquia e a disciplina. Hoje um oficial é mais antigo, mas amanhã ele pode ser o subordinado, porque vai levar capote de alguém que faz parte da ‘panelinha’. Fora isso, tem a ‘caça aos peixes’. E pelo jeito, se nenhum governo de oposição ganhar as eleições ano que vem, isso ainda vai durar muito tempo” – refletiu o oficial.
Diante de tais palavras, juro que senti vontade de dizer: “Sinceramente, apesar de toda perseguição dos ‘dinossauros’, a gente era mais feliz com eles que com a suposta ‘democracia’ da turma do Dadá e Cia.”
Ainda bem que eu me mantive calada, porque foi justamente o que um colega indagou ao oficial o que fez com ele soltasse algumas notícias dos bastidores da SEDS, sobre as quais passo a comentar a partir de agora.
O Coronel Gilmar Batinga, que vai para a reserva (amém), agora quer ser Secretário de Segurança Pública. E acredita que seja o grande nome dentro da Corporação para substituir o Coronel Dário César. Contudo, fora da Briosa, o nome de maior expressão é o do Dr. Alfredo Gaspar de Mendonça (o “Gasparzinho”, das novas pretensões do Batinga). O Dr. Alfredo, por sinal, conta com grande simpatia dentro do Gabinete Civil.
Pelo visto, Gilmar Batinga não aprendeu a ficar de boca fechada. Ele, que antes ousou comentar para alguns repórteres, bem como a algumas pessoas de sua confiança, que iria ser Comandante Geral (através de “amizade” politica), agora está fornecendo informações – apontando as falhas do Plano Brasil Mais Seguro – para repórteres de outros Estados.
Disso se conclui que, se antes o Batinga quis aparecer mais que o Secretário Dário César e o Comandante Geral, dando entrevistas – muitas vezes sem informar às instâncias superiores – nos casos de repercussão, e deu no que deu, agora ele está provado o próprio veneno. Pois o Secretário Dário César, através de seus leais seguidores, está espalhando que os números de CVLI só não desceram tanto por pura incompetência do Coronel Gilmar Batinga.
E tem mais: “uma bomba está para surgir, mas vai depender do ‘comportamento’ do Gilmar” – revelou o oficial.
Ao que parece, estão na iminência de fazer com ele o mesmo que fizeram ao Coronel Bugarin. Se brincar, ainda vão denunciar o Batinga em relação aos esquemas do CPC. Pode ser que role alguma operação em parceria com o MJ/SENASP/SEDS e o Batinga seja preso por algum crime de improbidade administrativa...
Por falar em “prisão”, para o CPC, inicialmente, foi ventilado o nome do Coronel Luna. Mas houve um porém. Se o Luna saísse do Sistema Penitenciário, aquele antro poderia voltar a se desorganizar totalmente. E como Dário César não pode colocar qualquer um no Sistema, pois tem de ser alguém de sua extrema confiança, para manter as “enroladas” cometidas escondidas, outro nome precisou ser escolhido.
Mas nesse caso tinha um outro porém. A maioria dos “coronéis” da panelinha não tinha o perfil para comandar o policiamento da capital (CPC) – o mal das promoções por escolha e merecimento é que hoje na PMAL só tem oficiais de birô em sua maioria. Sendo assim, a escolha deveria recair sobre algum oficial da panelinha e que não ousasse querer o Comando da PM e que também não quisesse brilhar mais do que o “Rei Sol”, Dário, o César – que por sua vez, segundo o que se comenta a boca miúda na SEDS, será o próximo Comandante da Força Nacional.
E já que cada um tem o seu padrinho político, nós também precisamos do nosso:
Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

12 comentários :

Observador disse...

Se vocês estavam querendo colocar uma pulga atrás da orelha do Gilmar ou do Cel Dário, saibam que conseguiram. Falei com um a favor ainda há pouco, sobre o teor dessa matéria, e ele me disse que um está culpando o outro pelos resultados pífios do Brasil mais seguro. E como o Batinga está realmente atribuindo a culpa, que de fato é dele, ao Cel Dário, é por isso que o Batinga está sendo frito.
Quanto a divulgação das furadas do CPC, eu não contaria tanto com isso, pois o Batinga não comia sozinho. Entenderam? Mas quanto ao lance da improbidade, isso é outra história. Eu aposto muito mais nisso que nas furadas.

Anônimo disse...

Anonimo
Vão procurar um lavado de roupa para fazer alguma coisa me deixem o coronel Gilmar em paz. Qual foi o mal que ele fez a vocês? Isso é pessoal? Por que vocês não procuram ele para resolver o problema pessoalmente. Eu tenho certeza que ele está aberto ao diálogo. O que não pode é continuar do jeito que está, isto é, ele sendo atacado sem nem mesmo saber qual foi o mal que causei a vocês.

Anônimo disse...

DIZEM QUE A BELEZA ABRE PORTAS.... KKKKK
QUEM REFRESCA... DE PATO É LAGOA !!!! KKKKK

BOTARAM SEM CUSPE NO BATINGA E DEPOIS PUXARAM ATRAVESSADO PARA SAIR RASGANDO. E O BIXIM FICOU TÃO ATORDOADO QUE QUANDO FOI DAR UMA DE "TERCEIRA PESSOA" SE ATRAPALHOU TODO E MISTUROU TERCEIRA PESSOA COM PRIMEIRA, AO PONTO ATÉ DE ME DEIXAR COM PENINHA DELE.

TOMA, MALDITO. QUEM REFRESCA... É LAGOA. ESSE COMENTÁRIO É MINHA VINGANÇA POR AQUELES QUATRO DIAS QUE TU ME DESSE LÁ NO BPRp, MESMO SABENDO QUE EU ERA INOCENTE.

Anônimo disse...

Regina vai levar Dadá para Brasília...
Hum, tô sabendo...
Desejo boa sorte ao belo casal
:)

Sócio da ASSOMAL disse...

Gastaria de compartilhar com os amigos a seguinte informação, que foi publicada pela brilhante repórter Dulce Melo, no periódico Correio de Alagoas (clique aqui)

Comandante da Força Nacional: “mentira, a frota não está quebrada”

Capitão Gondin também desmente a denúncia de empréstimo de R$ 10 mil, feito por ele, no BB para conserto


O Correio de Alagoas recebeu uma denúncia dando conta de que da frota da Força Nacional (FN) apenas seis viaturas estariam em condição de circular. As demais estariam quebradas e estacionadas no pátio da Academia de Polícia Militar, no Trapiche da Barra, onde os policiais visitantes estão acomodados. Numa outra situação, o comandante da tropa, capitão Gondin, teria necessitado fazer empréstimo junto ao Banco do Brasil para consertá-las. Por telefone, o comandante da FN desmentiu as duas informações.

De acordo com o capitão Gondin, ao todo são 21 viaturas distribuídas – sendo 18 na capital e seis em Arapiraca – e apenas seis estariam ‘baixadas’ (quebradas na linguagem militar), informação inversa à denúncia. Ele se mostrou indignado com o questionamento e garantiu não ter cabimento. Pela informação recebida, após tentar recursos para recuperar os veículos oficiais, sem êxito, o oficial teria procurado a agência bancária.

“O governo estadual não tem gasto nenhum com a manutenção dos nossos veículos, logo, não poderia ter pedido nada para consertar viaturas. Não estamos aqui para dividir o pouco que o estado tem; todos os gastos feitos por nós são disponibilizados diretamente pelo Ministério da Justiça, via Senasp”, declara Gondin.

A respeito das viaturas paradas no pátio da Academia, o capitão apresentou uma justificativa: “não vou colocar as viaturas para circular em horário onde não detectamos muita violência. O período de mais ações criminosas é de uma da tarde a uma da manhã e aí todo mundo vai para a rua. Esse é o horário de mais crimes. Por isso que as viaturas ficam na academia”, ressalta.

Ao Correio de Alagoas foi informado que estaria ocorrendo com os carros da FN uma ‘operação canibal’ onde peças são retiradas de uns para sanar o problema de outros. Sobre o empréstimo de R$ 10 mil feito por ele no BB, o capitão se mostrou ainda mais revoltado.

“Empréstimo para consertar as viaturas? O último empréstimo que fiz tinha dezoito anos e foi para pagar um carro. As pessoas criam coisas com irresponsabilidade”, afirma o comandante da FN.


Fonte: Correio de Alagoas

Diante do exposto, e fazendo uma junção das informações contidas no texto e na matéria da Duca, cada um que tire as suas próprias conclusões.

Anônimo disse...

MJ DIVULGA PESQUISAS EM SEGURANÇA PÚBLICA

PORTAL DO MJ - 19/02/2013 - 16:06h

Ministério da Justiça divulga grandes pesquisas em segurança pública

O Ministério da Justiça apresenta, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), uma série de pesquisas na área de segurança pública em todo o país. O objetivo dos estudos é auxiliar a política pública de segurança no desenho de diagnósticos para distribuição dos recursos aos estados e municípios.

Esse mapa da segurança pública, além de demandar das três esferas de governo uma maior participação comunitária e capacitação dos profissionais que atuam na ponta, a gestão compartilhada da segurança pública exige diagnósticos confiáveis. O compartilhamento e a compilação de dados criminais podem subsidiar ações de redução da violência tanto em âmbito nacional quanto local, auxiliando na formulação e avaliação de políticas públicas para a área. Torna-se impossível gerir políticas públicas sem a consolidação de dados corretos sobre os problemas reais a serem enfrentados. Atualmente, cada unidade da federação utiliza conceitos, critérios e metodologias diferentes para quantificar e analisar a criminalidade, o que impossibilita a consolidação de números nacionais com maior precisão.

Em 2012, o Brasil alcançou um marco histórico para a segurança pública: a aprovação da lei 12.681, de autoria do Governo Federal, que institui o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas (Sinesp). Trata-se de um sistema integrado pela União, estados e Distrito Federal para reunir dados essenciais para um melhor planejamento e avaliação das políticas públicas desenvolvidas, além de possibilitar maior transparência pelo fácil acesso às informações via Internet e, por conseqüência, proporcionar maior controle social.

Para garantir a alimentação de dados no Sinesp, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) já começou a tomar medidas voltadas à modernização e melhoria da gestão das instituições de segurança pública dos estados, por meio da aquisição de sistema informatizado e customização de sistemas de registros de atendimentos, ocorrências e procedimentos policiais. Até o início de 2014, o Fundo Nacional de Segurança Pública irá garantir a compra de equipamentos e o desenvolvimento de sistemas de informação de estados brasileiros que já mantêm atualizadas suas estatísticas.

Todos os dados do Sinesp e das pesquisas realizadas pela Senasp serão cruzadas, visando um maior aproveitamento desses dados. Segundo a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, a coleta de informação sobre o funcionamento das instituições policiais é fundamental para subsidiar a elaboração, implementação e avaliação de políticas públicas. “Com dados mais precisos, baseados na produção de conhecimento científico, poderemos avaliar as práticas com base na realidade”, afirmou, ao ressaltar o diálogo e parceria com os estados, com vistas ao envio periódico das informações, consideradas fundamentais para o trabalho da secretaria.

Continua...

Anônimo disse...

Continuação:

São quatro lançamentos principais no evento de hoje:

A pesquisa Perfil das Instituições de Segurança Pública procurou retratar a situação das Polícias Militares, Polícias Civis e Corpos de Bombeiros Militares em 2011, em relação à estrutura, recursos humanos e materiais, orçamento, ações de prevenção e atividades de capacitação e valorização profissional.

Observou-se no Perfil, por exemplo, uma realidade bastante diferenciada no país em relação à quantidade de delegacias existentes. Nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e no Distrito Federal verificou-se a menor quantidade de delegacias em relação à população estadual. No outro extremo, 10 estados dispõem de 1 delegacia para até 20 mil habitantes.

Mulheres - Regina Miki considera ainda que é quase inexistente o debate para a construção de políticas específicas para mulheres atuantes em segurança pública, por esse motivo, a Senasp traçou um perfil detalhado sobre a atuação dessas profissionais, de seus respectivos papéis e das representações no universo das instituições de segurança pública. “O papel feminino, suas estratégias e resistências são construídas em contraste com o contexto cultural das instituições de segurança pública, predominantemente masculino e associado à violência”, revelou.

A pesquisa sobre as Mulheres na Segurança Pública investiga as relações entre a participação das profissionais mulheres na segurança pública e a transição para uma cultura de maior mediação de conflitos e pela filosofia de segurança cidadã.

A pesquisa Diagnóstico da Perícia Forense no Brasil analisa dados referentes às unidades de perícia de todos os entes federados. O objetivo foi identificar as formas de organização, estruturas e funcionamento de serviços periciais forenses estaduais do país, no sentido de subsidiar decisões de gestão e alocação de recursos para diminuir essa diferença na prestação de seus serviços.

O projeto Pensando a Segurança Pública é uma coleção de 15 pesquisas no campo da Segurança Pública e da Justiça Criminal, divididas por temas: registro de homicídios, direitos humanos e análise e diagnóstico das políticas públicas.

O lançamento da Coleção tem a finalidade de compartilhar os resultados para promover o debate sobre um modelo de segurança pública eficiente e pautado pelo respeito aos direitos humanos.

Segue abaixo as pesquisas em Segurança Pública

Diagnóstico Perícia Criminal
Mulheres na seguranca
Pensando a Segurança
Pesquisa Perfil
Profissiografia

ERRATA:

Pesquisa Perfil das Instituições de Segurança Pública
Página 79:

Onde se lê: Tabela 38 – Quantidade de policiais militares mortos ou feridos em serviço, por Unidade da Federação, 2011.

Leia-se: Tabela 38 - Quantidade de policiais militares mortos e feridos, em serviço e fora de serviço, por Unidade da Federação, 2011.

O estado de São Paulo informou novos números para a quantidade de presos em delegacias do Estado. Segue tabela com correção a ser substituída pela da página 100. Segundo o estado de São Paulo, a pergunta não foi compreendida pela área técnica, que respondeu de forma equivocada.

Anônimo disse...

IML registra 13 homicídios em Alagoas nessa Sexta-Feira da Paixão Somente na região metropolitana de Maceió, 8 pessoas foram mortas em menos de 14 horas

Em uma Sexta-Feira da Paixão (29) violenta, 13 pessoas foram assassinadas em Alagoas, segundo relatório divulgado pela Perícia Oficial do Estado. Somente na região metropolitana de Maceió, oito pessoas foram mortas em um intervalo de menos de 14 horas. Outras quatro tentativas de homicídio foram registradas no mesmo dia.

Na capital, foram registrados seis assassinatos. Já em São Miguel dos Campos, duas pessoas foram mortas. Os outros casos aconteceram nos municípios de Marechal Deodoro, Boca da Mata, Pilar, Junqueiro e Taquarana.

Entre as vítimas está Selma Roberta da Silva, de 34 anos, que foi morta a facadas na Cidade Universitária, localizada na parte alta de Maceió. Quem acionou a polícia para informar sobre o assassinato foi a própria acusada. Maria Betania Soares, de 40 anos, abordou uma viatura da PM para relatar que havia atingido Selma com uma facada no peito.

Já no município de Junqueiro, uma criança de oito meses foi morta ao ser jogada no chão pelo próprio pai, segundo a Polícia Militar. O pequeno Valério Meneses da Silva chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu pouco após dar entrada na Unidade de Emergência do Agreste.

As outras pessoas assassinadas nesta sexta-feira foram: Antônio Siriano de Barros, de 39 anos; Edson Ferreira Caetano, 24; Jamerson Moraes Silva, 22; Luiz Eduardo Da Silva, 35; Ednilson Xavier; José Roberio Santos da Silva, 32; Thiago Rocha da Silva, 25; José Fábio da Silva, 26; Célio dos Santos Souza, 20; Jailson Santos Costa, 27; e um homem identificado apenas como Nivaldo.

Já as tentativas de homicídio registradas na região metropolitana de Maceió foram contra: José Ernandes Leite Carvalho, de 30 anos; Adriano Marcolino Lins, 24; Claudemir dos Santos; e uma mulher identificada apenas como Margarida.

Fonte: Gazetaweb

Edivaldo Júnior disse...

O que você faria com R$ 1 bi? E governo, o que fez?

Não sei você o que faria com R$ 1 bi. Eu certamente não estaria trabalhando hoje se tivesse pelo menos 1% dessa grana.

Mas e o governo do estado, o que faria com R$ 1 bi? E se esse dinheiro todo fosse apenas para investimentos na área social? Já imaginou quantos benefícios?

O Estado, como registrei aqui essa semana, está contraindo um novo empréstimo com o BNDES, de R$ 612 milhões. A primeira parcela já foi depositada. Outro empréstimo de US$ 250 mi (mais de R$ 500 mi), já autorizado pela Assembleia, está em negociação com o BID.

Somou? Dá R$ 1,1 bi? Mas não é dessa grana, do dinheiro que ainda será gasto, que estou falando. A pergunta é o que o governo fez? Lembra?

Vamos relembrar: no dia 3 de janeiro de 2010 (não por coincidência ano eleitoral) o governo anunciou “Alagoas tem R$ 1 bilhão em investimentos na área social”.

Veja o que diz a matéria da Agência Alagoas: “Teremos, a partir de 1º de janeiro, R$ 1 bilhão em caixa para investimento. São recursos que Alagoas nunca viu e que são fruto da credibilidade que o Estado conquistou com o ajuste fiscal e a reestruturação do Estado. Terminamos o ano muito gratificados por este trabalho e com muita disposição para que em 2010 possamos levar adiante todo esse canteiro de obras em que Alagoas está se transformando”, assinalou o governador Teotonio Vilela.

O governador explicou a origem dos recursos: Empréstimos junto ao BNDES no valor de R$ 249,6 milhões e Banco Mundial de R$ 342 milhões, recursos do Fecoep, na ordem de R$ 111 milhões, do PAC, do Projeto Geração Saber (em parceria com o Ministério da Educação e as Nações Unidas de R$ 214 milhões).

E também o destino, ou seja, como os recursos seriam aplicados: “Além da capitalização do Fundo Previdenciário, os recursos disponíveis vão possibilitar a realização de obras importantes: toda a duplicação da AL-101 Sul (Maceió — Barra de São Miguel); a duplicação da AL-101 Norte (Maceió — Barra de Santo Antonio), a rodovia ribeirinha do Baixo São Francisco (Penedo a Piranhas), e mais: reforma de todas as delegacias de Maceió, construção de escolas, quadras poliesportivas e continuidade das obras do Canal do Sertão — que já tem 75 quilômetros prontos”.

Os recursos do BNDES (Programa Emergencial de Financiamento) só poderiam ser utilizados para despesas de capital (planejamento e a execução de obras e a compra de equipamentos). Já o empréstimo do Banco Mundial, iria beneficiar 1,5 milhão de pessoas de baixa renda. “Este programa do Banco Mundial é um ponto de inflexão para o Estado. Ele permitirá os primeiros passos para criar um ambiente de redução da pobreza e para alcançar nosso pleno potencial de crescimento”, confirmou Teotonio Vilela.

Fiz questão de verificar, pessoalmente, o andamento das obras e serviços anunciados no pacote de R$ 1 bilhão.

A duplicação da AL 101 Sul foi concluída, embora para isso o governo tenha esperado a liberação de recursos federais e tenha “tomado” empréstimo ao Detran.

Afora isso não consegui encontrar a rodovia ribeirinha, não vi a duplicação da Alagoas 101 norte (nem um metro pronto até agora), nenhuma escola nova (isso para não falar da lambança que foi a reforma das escolas no ano passado), nem quadras poliesportivas.

O Canal do sertão continua sendo construído – mas com verbas do PAC.

E as delegacias? Fui em algumas e falei com um policial, contei que estava procurando encontrar uma delegacia reformada: “eu desafio o governador a mostrar uma reforma de delegacia que ele fez aqui em Maceió ou no interior”.

É isso. Até porque ficou difícil checar a outra informação, a de que 1,5 milhão de alagoanos pobres seriam beneficiados com projetos de inclusão social.

Essa é eu fico devendo. Mas você pode ajudar: se tiver conhecimento de como esse dinheiro mudou para melhor a vida dos alagoanos mande um email ou comentário que eu publico.

R$ 1 bi: você viu? Eu, não.

JESB disse...

JÁ DIZIA UM CEL, AINDA NA ATIVA: QUE O DIABO ENSINA A FAZER, MAS NÃO ENSINA A ESCONDER. MAS ÀS ESCRITURAS SAGRADAS DIZ QUE: NÃO HÁ NADA OCULTO QUE NÃO VENHA TORNAR-SE PÚBLICO; NEM ENCOBERTO QUE NÃO VENHAM DESCOBRI-SE. QUEM APRONTOU, QUE AGUARDE!

Anônimo disse...

cinco presidentes* foram se alistar
queriam a reeleição só para mamar

a tropa cansada disse "cheguem pra lá"
queremos gente nova pra nos representar

*SoAres, Simais, Teobaldo, Alberto, FraCoso

Anônimo disse...

Mais uma vez eu parabenizo a todos os que fazem o BEF, mas eu não posso deixar de alertá-los para o cuidado com o txto.
"Ao que parece, estão na eminência de fazer com ele o mesmo que fizeram ao Coronel Bugarin."

Não é EMINÊNCIA é IMINÊNCIA, ou seja proximidade.

Obs.: não será necessário publicar meu comentário, basta corrigir o texto.

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