Falta de Credibilidade ou Conformismo da Tropa?

Algumas pessoas acreditam que nós, os integrantes do Briosa em Foco, sejamos ligados a este ou a aquele grupo de oposição, seja ao comando, seja aos atuais presidentes de associações. Na verdade, nós somos oposição a tudo que está errado no nosso meio, seja no âmbito da PMAL, seja no âmbito das associações. A gente só cobra o que pode ser melhorado.

Isso explica o motivo de sempre “atacarmos” as Associações Militares, nas pessoas dos seus perpétuos presidentes (suas ações e omissões). Os quais, para nós, não têm mais nada o que acrescentar, pois já tiveram a sua vez e nada fizeram. Prova disso a descredibilidade os mesmos enfrentam perante a Tropa. Outra prova, foi o inexpressivo número de participantes civis e militares que se reuniram na tarde de ontem, dia 30, na Praça Marechal Deodoro, em frente ao Tribunal de Justiça de Alagoas, com o apagado Cabo Simas, para fazer um “ato contra a violência e pela valorização profissional”.

E para não dizerem que a ação orquestrada pelo Cabo Simas – presidente da ASPRA – foi tão apagada assim, ele chamou a imprensa (como sempre faz) e (re)apontou diversas reivindicações da categoria, dentre as quais podemos citar a do realinhamento da tabela de subsídios e a mudança na estrutura da Segurança Pública, ou seja, disse “miolo de pote” (nada).

Como a tropa conhece muito o Cabo Wagner Simas, bem dizer apenas o pessoal da reserva técnica se fez presente – iludidos pela promessa de empenho na convocação dos mesmos.

Que fique claro que nós, o Briosa em Foco, somos sim favoráveis à convocação do pessoal da reserva técnica. A convocação dos mesmos é muito para a Corporação e principalmente para a sociedade. O que nós estamos criticando é o fato de que o Simas está utilizando esse pessoal, seus sentimentos, suas expectativas, para promover-se em cima disso, conforme vem fazendo desde o concurso de 2006.

E já que foi falado algo sobre as associações militares, no início da matéria, quero aproveitar o momento e convidar aos pré-candidatos à presidência da Associação de Cabos e Soldados (ACS) a enviarem para este blog as suas propostas, em forma de texto (pode ser com foto ou vídeo), para que os associados possam conhecê-los um pouco mais. Esperamos os seus contatos o mais rápido possível, pois pretendemos divulgar as propostas no início do mês de setembro.

Sendo assim, concluo com essa mensagem:

Precisamos eleger um novo Presidente para ACS para representar os nossos interesses!

“REDUÇÃO” DAS DESPESAS?

Enquanto algumas autoridades torram o dinheiro público, o governador do caos inventa historinha de trancoso, e apela aos servidores para “economizar”...

Em mais uma tirada marqueteira do pessimamente assessorado governador de Alagoas – o regurgitável Teotônio Vilela Filho – homem mais assemelhado a uma touceira de cupim a destruir e se alimentar do dinheiro público, foi anunciado, pela própria boca infernal do larápio, que o governo (?) de Alagoas iria “reduzir as despesas” com a máquina administrativa.

Para isso, como sempre cinicamente faz, informou o despersonalizado governante uma ”parceria” com os próprios servidores, devendo estes, a bem da coisa pública, serem multiplicadores da ideia de se economizar o quanto for possível dentro das várias secretarias e setores públicos. Soa como piada para os esclarecidos e como dúvida para os nem tanto.

Primeiramente, porque economizar é uma questão de cultura e boa educação, coisa nunca ensinada nas péssimas escolas públicas “administradas” irresponsavelmente pela equipe de malfazejos da quadrilha tucana do governo.

Segundo, porque é o próprio governo o maior esfarrapador dos recursos públicos, por isso até parece anedota de péssimo gosto a proposta indecente e politiqueira de querer reduzir os custos sem mencionar qualquer corte nas mordomias e nos gastos equivocados desse governo perneta e mal cheiroso – atolado na lama da corrupção.

Apenas para citar pequenos exemplos, dentre tantos, o governo não anunciou em suas “austeras” medidas o cancelamento dos contratos de locação de veículos, um verdadeiro “ladrão” por onde escorrem milhões de reais do “Estado Pobre”; é possível reduzir a quantidade de veículos oficiais administrativos destinados a carregar os gordos ratos do governo.

Não se ouviu falar, também, da desmedida quantidade de cargos comissionados, rateados entre os amigos, parentes e aderentes dos políticos de Alagoas.

Nem sequer o governador chumbeta dos usineiros falou em estancar os vazamentos nos canos da CASAL, estourados em várias ruas da capital e de cidades interioranas, grande desperdício de recursos hídricos e financeiros do erário. Mas, o Pinóquio tucano não se esqueceu de dizer aos servidores para fechar as torneiras após lavar as mãos. Durma com uma safadeza dessas!

Mas, voltando aos veículos administrativos, estava eu indo à praia num belo dia de sábado quando me deparei com uma novíssima “Ducato”, um belo e enorme veículo utilitário, que chamou a minha atenção pela identificação das plotagens na lataria: “Polícia Militar – CPAI – III”, numeração 41-0110 e placas OHD – 4601.

Pensei: “puxa, que oficial abnegado este coronel CMT do CPAI-III, trabalhando em um dia de sábado...”. Mas, logo, logo a ficha caiu, porque não havia ninguém no veículo além do motorista.

Ora, vamos pensar um pouco. Primeiramente, para que o comando da PM locou um veículo tão grande e tão caro para o CPAI – III? Por que não locou um Gol basicão, dez vezes mais em conta do que a Ducato?

Não tive dúvidas: aquele carro oficial estava ali – em pleno sábado, fora do expediente, para servir a interesses particulares do CMT do desnecessário CPA, criado pelo comando para abrir vagas de coronel. São três CPAs ao todo. Três vagas para promover cardeais.

Outra certeza: aquele veículo grande foi locado a peso de ouro para uma só serventia: transportar com conforto e espaço os oficiais do CPAI – III de casa para o “trabalho”, do “trabalho” para casa.

Aliás, veja só que belo exemplo de cuidado com o dinheiro público: os CPAs (Comandos de Policiamento de Área) foram criados e sediados no interior. Depois disso, o CPI (Comando de Policiamento do Interior) acabou.  Não teve mais serventia porque o coronel do CPI dava uma ordem ao Batalhão do interior, que recebia outra ordem do coronel Comandante do CPA. A coisa foi se complicando pelo choque de atribuições e o CPI foi “largado” ao esquecimento. Mas com um detalhe: a vaga de coronel Comandante do CPI continuou bonitinha, sendo “ocupada” por um coronel de forma simbólica, apenas para efeito de promoção ao último posto.

Por tudo isso sempre dissemos aqui: a última preocupação de um coronel é a segurança pública, que eles fingem fazer à custa de sobrecarga nas escalas dos praças da PM. Todos os cardeais querem mesmo é muita sombra e água fresca, de preferência água mineral Indaiá de copinho.

Pois bem. Toda essa história idiota de economia anunciada pelo governador, somada à Ducato do CPAI-III fora do expediente, me levou a fazer um pequeno cálculo, com o fito de ajudar o governador a cortar despesas de verdade e não somente no discurso tosco.

A PM tem como “tradição” o vício de levar oficiais superiores nos carros “administrativos” da corporação, sejam comandantes de unidades operacionais ou não operacionais. Acontece que essa conta acaba ficando muito cara para o Estado “pobre” de Alagoas.

Vamos às raias da matemática.

A PM possui:

11 batalhões operacionais (com pelos menos duas viaturas cada para transportar o comandante e subcomandante, vamos arredondar para 20 viaturas administrativas) 08 unidades “especiais” (BOPE, BPTRAN, RPMON, BPESC, Batalhão de Eventos, BPGD, BPRv, BPA)  05 companhias independentes, 03 CPAs, 02 unidades escolas (APM: 02 viaturas e CFAP, também com 02 vtrs), 07 assessorias militares, a corregedoria (tem 03 viaturas administrativas), seis seções do EMG (1ª a 6ª), 01 setor de engenharia, 01 comissão de licitação, 01 companhia de comando e serviço, 05 diretorias (DAL, DP, DF, DS, DE, média de 10 vtrs), 01 Garagem, o subcomando (03 viaturas administrativas: a do subcomandante e de mais dois oficiais superiores), o Comando Geral (com cerca de 04 viaturas administrativas), e a SEDS, com uma penca de 11 viaturas “taxi”. Tem mais coisa, porque tem subunidade com carros locados. Se esqueci de alguma unidade, por favor, me ajudem nos comentários.

20 + 08 + 05 + 03 + 02 + 02 + 07 + 03 +  01 +  01 +  01 +  10 +  01 +  03 +  04 + 11

Total: 82 (oitenta e duas viaturas)

OS CUSTOS

Cada viatura dessas consome uma média de 40 litros de gasolina por semana, ou seja, lá se vão 2.400 litros de combustível. São 9.600 litros de gasosa por mês.

Se o Estado, no barato, comprar gasolina a R$ 3 reais o litro, são torrados R$ 7.200,00 semanais, o que totaliza R$ 28.800,00 do seu dinheiro de impostos torrados para dar conforto e segurança a um grupo de sanguessugas fardado despreocupado com a segurança do cidadão; só pensam em poder interno e status social e político, barganhando com o cargo de “Oficial da PM”, e fazendo da corporação um grande e lucrativo balcão de negócio.

Além disso, há o claro desperdício de recursos humanos, pois são quase 100 militares servindo de chofer para os oficiais, muitas vezes os levando a eventos particulares. Falta colocar nessa continha aí as despesas com peças de reposição, acessórios, óleo de motor e locação de muitos desses veículos. Não nos esqueçamos de incluir, também, o Corpo de Bombeiros, que tem mais oficial superior do que terreiro de chegança, e todos usam viaturas à vontade, ao bel prazer das estrelas gemadas.

Aí, como se não soubesse dessas gastanças oficiais, vem o cínico governador mandar os servidores apagar as luzes e desligar as torneiras. Não é o servidor que deve desligar essa sangria criminosa, é você, governador da MENTIRA.

Quanto ao Ministério Público, e aí sem inclua o Dr. Ricardo Melro (clique aqui), a quem acreditávamos que fosse diferente, cabe à iniciativa de desativar a sua Assessoria Militar, e devolver os militares para atuar na segurança do povo, para dar o exemplo.

Cabe também ao MP aproveitar as “luzes” acesas por esses dados e começar a enxergar o desperdício dos recursos com mordomias, não só nas corporações militares, mas em todas as secretarias desse governo de compadres e corruptos. E quanto ao povo, é bom prestar atenção em cada palavra desse governador de araque; o infeliz nunca desceu do palanque eleitoral.

Ainda quanto ao povo, resta voltar a ocupar as ruas com o “Fora Téo”.

Quanto ao CONSEG, este órgão que se diz moralizador (“Pela Ordem!”), o mínimo que poderia fazer é: olhar as fotos e abre aos olhos, já que até agora não justificou a sua existência.

Eis mais uma razão para acreditarmos que

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Articulações (Eu Acredito!)

Na postagem “Reforço no Efetivo”, publicada em 08 de julho (clique aqui), eu bem que avisei: o Coronel Gilmar Batinga está “articulando”. O que eu não revelei, é que essa “articulação” era o seu retorno para o serviço ativo da PMAL, conforme consta no Diário Oficial do Estado, de ontem, dia 25 de julho (clique aqui). Vejam:

Com isso, caros amigos, e pelo que já é de nosso conhecimento, podemos esperar um período de grande tormento para a Tropa e a Corporação como um todo, porque, por trás dessa articulação do Batinga, existe uma outra articulação, muito mais abrangente (Entenderam? Se não entenderam clique aqui).

E já que o “segredo” para o sucesso, isto é, para o atingimento dos objetivos é “articular”, vamos seguir o exemplo, vamos nos articular e eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Nós mentimos, vamos dizer a verdade!

Fique feliz, povo alagoano! Comemorem, membros da Segurança Pública! O índice de assassinatos está 20% menor! Alagoas não só conseguiu “barrar” o número de homicídios como também conseguiu reduzir a violência. E tudo isso graças à “competência” dos nossos gestores e ao mais de R$ 200 milhões federais investidos no Plano Brasil Mais Seguro ao longo dos últimos 12 meses.

O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, está tão entusiasmado com essa “vitória”, e comemorando essa “conquista” com tanta euforia, que até poderia ser comparado com um torcedor do Atlético Mineiro – Campeão da Taça Libertadores da América.

“Nós tivemos um resultado extraordinário em Alagoas. Não só barrou a espiral do crescimento da violência, como caiu. No Estado como um todo, mês a mês, oscila, numa queda de 10% a 15%, e na capital, Maceió – que junto com Arapiraca, era a cidade mais violenta de Alagoas –, caíram 20% os homicídios, portanto, uma situação que nos deixa feliz” – disse o ministro.

Com tamanha “eficiência”, já podemos afirmar que os nossos superiores estão cumprindo com o seu dever; aliás, diante de tais dados estatísticos, devemos reconhecer que somos “administrados” por “exitosos” e “profícuos” gestores. É hora de deixarmos o orgulho de lado e passarmos também reconhecer que a atual cúpula da Segurança Pública está fazendo um “ótimo” trabalho, investindo devidamente nas bases, em estrutura logística e operacional, em condições de serviço, motivando a tropa, e, mais que isso, bem representando os nossos interesses junto ao Governo do Estado.

Por isso, diante das afirmações do nosso “nobre” Secretário de Defesa Social, Dário Cesar Cavalcante, quando anunciou que o governo tem um Plano de Reestruturação da Segurança Pública no qual vai investir mais R$ 210 milhões, acreditamos que teremos – nós próximos 12 meses – outro resultado extraordinário (quem viver verá).

– Até parece!

ONDE VAMOS PARAR?

Em meio a tanta violência em nosso Estado, era de se esperar, de certa forma, que nós também figurássemos como vítimas da criminalidade. O problema é que a gente só se dá conta dessas coisas quando alguém do nosso meio é a vítima.

Relembremos os casos, somente deste ano, em que fomos vitimados:

O primeiro caso apresenta como vítima o Sargento do Corpo de Bombeiros Elenilton Tenório de Melo, de 40 anos, encontrado morto, em janeiro, em um canavial que fica no conjunto Village Campestre. O corpo dele foi encontrado por policiais militares em rondas pela região do canavial. O militar foi morto a tiros. O graduado servia ao CBMAL desde 1994, e pertencia ao quadro especialista músico, exercendo a função de corneteiro do Quartel do Comando Geral daquela coirmã (clique aqui).

Já o Sargento Manoel Alves Ferreira Júnior, que era lotado no 2º BPM, foi morto em fevereiro após ficar internado alguns dias quando foi baleado dentro de um bar, durante uma discussão com um suposto colega de farda. Ele foi atingido por quatro tiros na região do abdome e perna. O caso aconteceu em Santana do Mundaú. O acusado dos disparos foi o sargento da reserva remunerada da Polícia Militar de Alagoas, Diogenes Batista de Lima (clique aqui).

Em 16 de março, o Cabo da PM Carlos Pereira de Barros, de 50 anos, foi assassinado e, de acordo com a investigação, pai e filho teriam assassinado o militar. O crime aconteceu numa praça do complexo Benedito Bentes, em Maceió. O militar assassinado era lotado no Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp), mas estava à disposição do CPC, onde atuava como motorista (clique aqui).

No dia 5 de junho, o Cabo PM José Wellington da Silva foi executado, durante viagem que fazia numa van de transporte alternativo, que fazia a linha Maceió – Arapiraca. Os acusados seriam um homem e uma mulher que anunciaram o assalto quando o veículo passava numa estrada vicinal na Barra de São Miguel (clique aqui).

Depois disso a vítima foi o Soldado PM Phelipe Jorge dos Santos Siqueira, que foi baleado nas duas mãos durante um assalto na madrugada do dia 06.07, no bairro do Feitosa, em Maceió-AL. Segundo o informações dos policiais que atenderam a ocorrência, o soldado estava nas imediações das Lojas Americanas (antigo “Carnes e Verdes”), que fica em frente ao Shopping Miramar, quando três indivíduos em um Gol, de cor preta e placa não identificada, armados, aproximaram-se e anunciaram o assalto, levando logo em seguida os pertences do militar. Porém, ao perceberem que estavam assaltando um PM, os meliantes teriam tentado tirar a vida do mesmo, atirando duas vezes contra ele, acertando as suas duas mãos (clique aqui).

Já o Sargento Borges foi atingido quando voltava para casa após o trabalho em um micro-ônibus de transporte alternativo que fazia a linha Maceió – Massagueira. Outro passageiro ficou ferido com um tiro na coxa. Testemunhas disseram que ele reagiu e atirou contra uma mulher que auxiliava os bandidos. O tiro pegou de raspão na cabeça dela. Um dos bandidos revidou atirando também contra a cabeça do PM. Logo em seguida, ele fugiu juntamente com um dos comparsas (clique aqui).

No dia 18 de julho mais um policial militar foi ferido após reagir a um assalto em Maceió. Dessa vez, o crime ocorreu no bairro do Clima Bom. O Sargento José Nildo da Silva estava na porta de casa, após um dia de trabalho, quando foi abordado por dois homens. Ele reagiu e foi baleado nas duas pernas pelos bandidos. Segundo o relato da vítima, durante o socorro, “ao perceber que ia ser assalto, sacou sua pistola, mas os acusados se adiantaram e começaram a atirar contra o ele”, que precisou correr para não ser atingido, mas um dos cinco tiros deflagrados o atingiu na coxa esquerda. Após o caso, o sargento foi encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE), no Trapiche.

No dia seguinte, ou seja, dia 19, à tarde, mais um assalto a uma van de transporte complementar poderia terminar em tragédia, no município de Matriz do Camaragibe, litoral norte. Isso porque, um dos assaltantes, Fábio Santos Silva, atirou contra um Sargento da Polícia Militar que estava no veículo, mas que não foi atingido. O meliante foi rendido pelo graduado, com a ajuda dos outros passageiros, mas o seu comparsa, identificado apenas como “Moisés”, conseguiu fugir por um canavial. Na ocasião foram apreendidos dois revólveres calibre 38 que estavam com a dupla.

No dia 21 de julho, faleceu, no HGE, o Sargento Santos. Ele sofreu um atentado na última sexta-feira, dia 19, sendo atingido por disparos de arma de fogo. Os disparos atingiram a nuca e o ombro. O sargento ainda chegou a ser socorrido e passou por uma cirurgia, mas não resistiu durante recuperação após cirurgia.

Diante do exposto, pergunta-se: Onde vamos parar conta criminalidade? O que fazer quando nós, as forças de segurança do Estado passamos a ser vítimas disso que dizer ser “simplesmente” CVLI?

Senhores, enquanto não temos repostas para estas indagações, uma convicção é certa:

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Por que devemos ser ordeiros enquanto eles roubam?

Aprendemos desde cedo a temer o governo e, por consequência, a não nos interessar pelo ativismo social – melhor adubo para o solo democrático.

Na minha geração, nos ensinavam na escola que exigir direitos nas ruas era coisa de baderneiro, e que o resultado seria apanhar da polícia ou parar na cadeia. Os homens eram “educados” para trabalhar feito burro de carga, sem protestar, e criar a família. Nós, mulheres, para arranjar um bom casamento e ficar o mais longe possível de política. Não aprendemos, até por conta de não nos terem ensinado, a assumir a atitude de cidadãos e exigir nossos direitos, doesse a quem doesse.

Em síntese, o Estado Brasileiro foi (e continua sendo) usado pelos políticos corruptos e pelos poderosos insensíveis como instrumento para apequenar o povo, seja através de uma educação de faz-de-conta nas escolas públicas e privadas, seja condenando a grande massa de trabalhadores a viver de salário mínimo, seja mediante o uso da força descomunal do Poder Público, exasperado pela brutalidade da força policial (utilizada como escudo das mansões e dos palácios da elite ambiciosa).

Ficamos calados, em nome da “ordem social” (a “deles”, claro), enquanto os tubarões devoram sem dó o dinheiro público e condenam o povo mais humilde a uma vida de privações e de falta de oportunidades iguais para todos.

Por ironia do destino, muitos jovens que nascem com a veia revolucionária pulsando no coração acabam, por falta de perspectivas, ingressando na carreira policial. Pior ainda: na Polícia Militar, instituição ainda encharcada de um mal cheiroso e desnecessário militarismo.

Na PM do atraso, a voz que já era abafada, se cala de vez. Não se engane: a força policial da qual somos “soldados leais” tem sido a grande arma nas mãos dos governantes contra as legítimas e necessárias mudanças sociais, vindas da base do povo. E quanto mais nós combatemos as lutas populares, pior para os policiais.

O governo conseguiu incutir nas cabeças dos policiais militares que eles NÃO são integrantes da sociedade, e, mesmo oprimidos, devem “cumprir seu dever” à risca (como hoje cedo, quando da reintegração de posse de um terreno na parte alta de Maceió – clique aqui), porque seriam um organismo “apartado” do convívio social.

Enquanto os BOPES da vida arremessam bombas de efeito moral contra manifestantes, granadas de gás lacrimogêneo, sprays de pimenta e balas de borracha, menos os governadores reconhecem nossos valores. E mais os quartéis nos oprimem.

Até agora não ouvi levantar-se uma única voz para dizer ao público que os policiais militares estão se matando de trabalhar durante as manifestações que têm varrido as cidades brasileiras.

Exaustos, sem direito a folga, correndo riscos enormes o tempo todo, são os burros de carga desse maldito sistema opressor.

Soldados exaustos defendem com seus escudos e suas vidas esse sistema político falido, escorado na corrupção, nas negociatas e no assalto aos cofres públicos. E quando a população levanta-se em prol de algo, um objetivo qualquer, tem que ser combatida a qualquer custo.

Apesar dos pesares, os policiais estão sempre na fita do governo, defendendo gente como Teotônio Vilela Filho, Geraldo Alckmin (SP), o arrogante Sérgio Cabral (RJ), o prefeitinho fabricado pela dupla Lula/Dilma Fernando Haddad, e tantas outras “autoridades”, que o povo elege para depois ser esquecido e jogado em quinto plano. A polícia defende os maus poderosos. E com que vigor a polícia os defende!

Será que tudo isso vale a pena, miliciano?

“Servir e proteger!”

Proteger a quem mesmo?

Quando é que a polícia vai estar ao lado do povo, seu verdadeiro lugar?

Quando é que o povo vai ver na polícia PROTEÇÃO e não REPRESSÃO?

É certo: as polícias dos Estados brasileiros não estão conseguindo proteger a população da violência urbana, dos bandidos, dos assaltos, dos roubos. Não há efetivo, não há recursos para investimentos, e outras desculpas recorrentes dos governos estaduais.

Mas, toda vez que as pessoas começam a se levantar contra essa “ordem” social de fachada, os policiais parecem cair de árvores. Rapidinho aparece armamento, viaturas, o BOPE é equipado às pressas, os oficiais comandantes aparecem dando entrevistas com olheiras de preocupação. E alguns militares – alienados – ainda chamam os manifestantes, mesmo pacíficos, de “baderneiros”.

Para proteger os políticos, vemos, por um passe de mágica maligna, diga-se, aparecer, de repente, tudo o que falta no dia-a-dia das polícias. Qualquer ameaça ao Poder levanta um exército de policiais dispostos a dar a vida para proteger charlatões da política, evitando os atos públicos, muitas vezes legítimos e não violentos.

Aí a gente vê uma carrada de oficiais superiores (os mesmos que não estão nem aí para os problemas de segurança pública) limparem as teias de aranha das fardas e correrem a lamber as botas do governador, posando de abnegados “comandantes”, exigindo da tropa todo o seu suor e sangue para afastar “esse povo incômodo”.

“BASTA!”

O povo acordou e foi para as ruas, e quer mudanças. E já conseguiram provocar uma reunião em Brasília, com a Presidente Dilma e uma penca de governadores e prefeitos descompromissados com o povo; incompetentes.

O recado da Presidente foi claro, nas entrelinhas: “VOCÊS, SEUS INCOMPETENES, SÃO OS RESPONSÁEIS DIRETOS PELA FALTA DE QUALIDADE E AUSÊNCIA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS NOS ESTADOS. PRINCIPALMENTE VOCÊ, SEU TEOTÔNIO, QUE NÃO CONSEGUE IMPLANTAR UM PLANO DE SEGURANÇA MESMO COM A UNIÃO DERRAMANDO UMA MONTANHA DE DINHEIRO EM ALAGOAS, SEU CAFAJESTE.”

É isso mesmo, ele estava lá, posando de bonzinho; justo o pior entre os piores: Teotônio Vilela Filho, Governador do Estado de Alagoas, o cara que encarna a mais sacana e escancarada expressão do desprezo absoluto com a coisa pública e desconhecimento das engrenagens sociais de base.

O cão de guarda das elites alagoanas, que fareja marketing pessoal como um abutre fareja carniça; um lacaio apossado da caneta do Poder Executivo, criador e multiplicador das desigualdades sociais, da monocultura da cana-de-açúcar, da falta de educação, do sucateamento da saúde pública e da “zorra” que é a infraestrutura. Por excelência, o maestro mor da corrupção e da farra com o erário.

O governador é um homem rico, não liga pra pobre. Nunca frequentou escola pública, nunca pegou um ônibus, nunca comeu uma boia fria nem morou em favela. Nunca se viu sem dinheiro para comprar a alimentação ou o remédio do filho doente, e sempre teve lazer do bom e do melhor para a família e para ele próprio. Está no poder faz três décadas, e fala dos problemas de Alagoas como se nada tivesse a ver com isso.

Teotônio é um arremedo de homem, frio e calculista como uma cobra cascavel. A morte e o sofrimento alheios não causam nele qualquer reação, sentimento ou comoção. O sangue dele é frio como de um réptil. Mas, ao contrário do réptil, aquecido ao sol, o governador se aquece com generosas doses de cachaça e com o calor das mãos dos bajuladores a “puxar” nele todos sabem o “que”.

Por tudo isso, Teotônio Vilela é o dedo (indireto) que puxa os gatilhos das armas de fogo responsáveis pela morte precoce de milhares de jovens dessa Província loteada aos poderosos.

É esse tipo de homem que os policiais militares são forçados a defender. Ele faz da polícia o canal por onde o governo oprime o povo com seu poder bélico, econômico, político e jurídico.

É inconteste que os militares alagoanos estão de parabéns pelo jeito hábil de conduzir os conflitos. Mas, se você for chamado ao conflito, lembre-se: nossa guerra não é contra o povo, mas contra políticos da laia desse governador, porque são eles que se negam a ampliar nossos direitos, e dão todo apoio a oficiais que oprimem a tropa, pela via do cabresto RDMAL.

Não esqueça, também, que seus filhos estão torcendo pelos jovens manifestantes. Lembre-se ainda que o movimento já deu resultados positivos, como: Redução de tarifas, evitou o aumento das tarifas em Alagoas, começou o “FORA TÉO”, provocou uma reunião de cúpula em Brasília, onde surgiu o “pacto” pela melhoria dos serviços públicos e promessa de se votar no Congresso a reforma política, e fulminou a PEC 37 (PEC do PT).

Principalmente, esse movimento mostrou que a “galera do Facebook” conseguiu a “acordar o gigante”. E duas frases, a nosso ver, são as mais emblemáticas dessas manifestações:

1. “O POVO BRASILEIRO ALTEROU SEU STATUS DE ‘DEITATADO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO’ PARA ‘VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA’”; e

2. “DESCULPE O TRANSTORNO, ESTAMOS MUDANDO O PAÍS”.

Se a “galera do Facebook” conseguiu, imagine o que nós, unidos, também podemos conseguir...

Imagine:

“OS POLICIAIS MILITARES ALTERARAM SEU STATUS DE ‘SOMOS SOLDADOS LEAIS’, PARA ‘SOMOS LEAIS, MAS SEM ABRIR MÃO DE LUTAR POR NOSSOS DIREITOS”, ou

DESCULPE O TRANSTORNO, ESTAMOS MUDANDO A POLÍCIA”.

E aí, miliciano (a), vai encarar, ou vai vestir a farda e defender o Téo?
Aproveitem, e vejam o vídeo que está bombando na internet: “Não, eu não vou à copa do mundo”.

Eis mais razões para entendermos que:

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Estelionato

Assim que tomou conhecimento da matéria “PMAL FURTA ELETROBRÁS”, a cúpula da Segurança Pública tratou de se mobilizar e convocou os representantes da empresa de energia para uma “reunião” e logo em seguida foram feitas as inspeções no prédio do QCG. Após isso, a ASCOM da PM soltou a seguinte publicação:

Eletrobrás realiza vistoria no Quartel Geral da PM

Técnicos especializados da Eletrobrás – Distribuição Alagoas realizaram na tarde desta quarta-feira (17) uma vistoria em todos os padrões de ligação e nos medidores de energia elétrica do Quartel Geral da PM, localizado no bairro do Centro.

De acordo com o laudo emitido ao final da vistoria, ficou constatado que os padrões estão em acordo com as normas estabelecidas, não apresentando qualquer irregularidade. De acordo com o gerente do Departamento de Medição e Fiscalização da Eletrobrás, engenheiro eletricista Givanildo Duarte, todos os medidores encontram-se ativos e realizando o registro da energia consumida de maneira correta. “Observamos todos os padrões de ligação e os medidores de energia elétrica do Quartel Geral e pudemos constatar que tudo está em acordo com as normas e a fiação encontra-se devidamente isolada, não representando qualquer perigo à vida”, informou.

O engenheiro explicou ainda que, na lateral do quartel, não há rede de baixa tensão 380/220 Volts, há apenas rede trifásica de média tensão 13.800 Volts. “Torna-se impossível haver qualquer situação de furto de energia neste caso”, acrescentou.

Confira, à direita, o laudo emitido pela equipe de técnicos especializados da empresa.

Parceria

O engenheiro eletricista Givanildo Duarte ressaltou ainda a parceria existente entre a Polícia Militar e a Eletrobrás. Segundo ele, nos últimos 16 meses, durante as operações em conjunto, foram presas mais pessoas do que na última década, em decorrência do furto de energia.

“Rotineiramente, contamos com a participação da Polícia Militar nas operações de fiscalização, que foram intensificadas, o que vem trazendo resultados positivos no combate a crimes desta natureza”, frisou.

Sabíamos que o Comando da Polícia Militar jamais assumiria que existem “gatos” no Quartel Comando Geral ou em qualquer outra Unidade da Corporação, mas não imaginamos que a cúpula fosse capaz de usar a própria Eletrobrás para – através de uma inspeção forjada – falar uma mentira tão descarada e desonesta. Esperamos que ninguém acredite nessa retórica enganosa, forjada pela cúpula da Segurança Pública do Estado de Alagoas. Isso porque no laudo emitido o tal engenheiro afirma que a corrente elétrica onde os “gatos” estão localizados é de 380, sendo que a Briosa afirma em seu texto, apud engenheiro, que a corrente é de 13800 (nota “dez” para a PMAL que colocou a verdade no meio da enganação).

Pois bem. A maioria das unidades da nossa PMAL, como cediço, tem “gatos” em suas instalações, alguns deles até motivos de apuração em Sindicância, a exemplo dos “gatos” da PM2 do Farol. No entanto, o empenho da Corporação em apresentar ao público uma resposta (enganosa) fundamentada em laudo pericial é algo digno de reconhecimento, afinal, “dizem” que somos um blog sem credibilidade e que quase ninguém perde tempo vendo o que postamos...

Mas se por conta de uma postagem o Comando viu-se obrigado a dar uma resposta ao que afirmamos, tal qual agiu o presidentes da ACS, o Cabo Soares, via imprensa (clique aqui), depois que dissemos na postagem do dia 14.07.2013 que “as associações militares não tem feito nada por nós”, então, a nosso ver, algumas das pessoas que podem fazer algo pela tropa estão lendo o que postamos, e isso é mais um motivo para darmos continuidade às nossas atividades.

Sendo assim, repetimos o corro:

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

PMAL FURTA ELETROBRÁS

Na noite do dia 05 de julho, uma sexta-feira, a Polícia Militar de Alagoas, numa ação coordenada pela Secretaria de Estado da Defesa Social, realizou uma grande operação na área do 1º batalhão, que compreende os bairros localizados na orla marítima e lagunar da capital alagoana.

A ação consistiu em diversos pontos de bloqueio com o objetivo de abordar carros, motocicletas e coletivos. Nesse sentido, o Detran forneceu o apoio, enviando a equipe responsável pela blitz da “Lei Seca”.

Concomitante aos pontos de bloqueio, policiais militares do 1º Batalhão, com o apoio operacional do Batalhão de Trânsito (BPTran) e do Batalhão de Radiopatrulha (BPRp), empreenderam ações de saturação de área com ênfase em abordagens a bares, boates e estabelecimentos comerciais, tendo o apoio de equipes da SMCCU; SMTT; Conselho Tutelar e Eletrobrás. A cobertura do perímetro de segurança ficou por conta da Força Nacional.

Como se pode ver, foi uma operação que envolveu um grande aparato policial e diversos órgãos públicos. E a presença da Eletrobrás Distribuição Alagoas, na operação, teve por objetivo combater o furto de energia elétrica no Estado de Alagoas. Essa foi a razão de a empresa ter ampliado o número de equipes, passando a ter 80 técnicos focados na região metropolitana, e outras 72 duplas nos municípios do interior do Estado – todos estes profissionais devidamente qualificados para atuar nas inspeções e ações de recuperação de perdas da Eletrobrás junto aos diversos grupos de clientes, principalmente os de grande porte, concentrados nas classes comerciais e industriais.

Ressalte-se que, no ano passado (2012), a empresa fechou com 27% de perdas globais, redução de 3% – considerada a maior da história. Traduzindo em números, a Eletrobrás deixou de perder cerca de R$ 25 milhões de sua receita, antes não faturada. Ainda assim, a perda anual da empresa permanece em mais de R$ 100 milhões, o que justifica a necessidade de intensificação dos seus investimentos. E para este ano os desafios são ainda maiores. A meta é atingir 22,58%, com a redução de 4,42%.

Nesse liame, para que a Eletrobrás possa realizar as inspeções em residências e pontos comerciais, como bares, restaurantes, pizzarias, pousadas e mercadinhos ela conta com o apoio da Briosa Polícia Militar, como no caso da operação acima citada.

Contudo, o que fazer quando a “amiga” Polícia Militar também furta a Eletrobrás?

Pressupondo que o Comandante Geral da Polícia Militar não vá ser conivente ou condescendente com esta denúncia, e que irá tomar as providências necessárias para a elucidação da prática criminosa, que está ocorrendo escancaradamente no entrono do QCG, presumimos que o mesmo deverá cortar na própria carne e responsabilizar as pessoas envolvidas na prática criminosa – independente da função ou do posto que ocupa. Isso porque, o nosso Código Repressivo equipara a energia elétrica (ou qualquer outra energia que possua valor econômico) a coisa móvel.

Art. 155. Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel:
Pena. Reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
§ 1º (...)
§ 2º (...)
§ 3º Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico.

É bem verdade que o nosso Código Civil de 2002, em seu art. 83, inciso I, considera coisa móvel para efeitos legais as “energias que tenham valor econômico”, esvaziando assim a importância que detinha no passado o § 3º do art. 155 do Código Penal de 1940. O anteprojeto do Código Penal de 1999, no seu art. 184, § 1º, alargou a equiparação da coisa móvel incluindo no tipo o “gás e a água fornecidos por empresa pública ou privada”.

Diante do exposto, e de tudo mais que consta nos autos, esperamos que o CONSEG, na pessoa do seu presidente, o Dr. Maurício Brêda, bem como o Corpo de Bombeiros Militar e o Assistente da Diretoria Comercial da Eletrobrás, o Sr. Almir Pereira, tomem, também, as devidas providências – isso porque, além de crime previsto no Código Penal Brasileiro, o furto de energia pode causar graves acidentes, como choques elétricos e incêndios, além de comprometer a rede elétrica e a segurança da população.

Eis mais uma razão para que eu defensa a tese:

Vocês precisam eleger um Deputado Estadual para representar os seus interesses!

Guarnição da bef

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