Estresse e Qualidade de Vida na PMAL

Olá, Senhores editores do blog “Briosa em Foco”. Faço uso deste e-mail para colaborar com a formação de uma instituição mais justa, humana e consolidada.

Acabei de ler uma publicação no nosso Boletim Corporativo (BGO nº. 117 de 26/06/13) e fiquei surpreso e bastante admirado com o teor da publicação. Trata-se da NP nº. 026/2013-CAS, a qual segue na íntegra abaixo:

NP nº 026/2013 CAS – ELOGIO A OFICIALAS: O CHEFE DO CENTRO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CAS), visando reconhecer os méritos das Oficialas abaixo relacionadas, profissionais deste Centro, que idealizaram e executaram a pesquisa: “Estresse e Qualidade de Vida no Trabalho dos Policiais Militares de Alagoas”, realizada no período de novembro de 2011 a Dezembro de 2012, a qual, uma vez inscrita em concurso promovido por entidade internacional, foi escolhida como o melhor trabalho em Segurança Pública, na categoria, e recebeu o Prêmio “Plínio Brasil”, durante o 13º Congresso de Stress da ISMA (Internacional Stress Management Associaton), em junho de 2013, na cidade de Porto Alegre/RS, LOUVA essas Oficialas, pela iniciativa, empenho e dedicação, que externados de forma brilhante na conquista do prêmio, além de enaltecer o Centro de Assistência Social, também elevou, ainda mais, o honrado nome da Polícia Militar de Alagoas, atestando que são profissionais comprometidas e compromissadas com a função que exercem, e detentoras de elevado senso profissional, tornando-se, dessa forma, merecedoras do presente elogio individual:

Cap PM Mat. 111926, Larissa Paes de Omena Soares – Psicóloga;
1º Ten PM Mat. 111938, Amanda Leite Salomão – Psicóloga;
1º Ten PM Mat. 111943, Monique Emanuelle de Souza – Assistente Social;
1º Ten PM Mat. 111979, Flavia Kelly S. Mendes dos Santos – Assistente Social.

Antes que algum leitor imagine que estou me servindo do blog para criticar ou simplesmente ofender as pessoas acima citadas, dou meus sinceros parabéns às supracitadas oficialas e ressalto meus sinceros elogios, pois imagino que não se é a toa que se recebe um prêmio deste tipo.

Desde meu ingresso na PMAL estive trabalhando junto à tropa. Estive sempre trabalhando nos locais onde alguns policiais chamam de “depósito de seres humanos”. Mas não quero me fazer de vítima, pois sempre tive orgulho de estar aonde estou e se fosse depender da política nojenta e do mal e velho apadrinhado, que tanto interfere nas relações públicas no nosso Estado com certeza poderia estar em um lugar onde alguns julgam ser melhor. Ocorre que sinto bem aonde estou e tenho a certeza que estou servindo à sociedade e aos meus bons companheiros de farda e é por eles que estou fazendo uso deste contato.

Voltando ao tema em questão, não é preciso ter formação profissional na área da psicologia e assistencialismo social para poder identificar tão simples problemas, desvendar suas razões e propor soluções para cada caso. Só não entendo como pode ser tão difícil. Abaixo seguem algumas razões de tanto estresse e descontentamento para com aqueles que fazem verdadeiramente a Polícia Militar, ou seja, quem se encontra na atividade fim:

1ª – Escala de serviço: 12hx 24h - 12h x 48h (12h x 36): Para aquele que usa como instrumento de trabalho a própria vida, vê-se nas piores circunstâncias, nos piores locais, nos piores horários, onde ninguém mais poderia estar, em estrito contato com a violência – uma escala de serviço dessa se mostra cruel e desumana. É muito simples para o Conselho Estadual de Segurança igualar nossa atividade a de qualquer servidor celetista, no conforto de um escritório climatizado, sentado em uma cadeira, olhando para a tela de um computador.

2ª – Salário: Dizem por aí que salário não motivo ninguém a trabalhar, mas sou completamente contrário a essa alegação. Como que salário não ajuda ninguém a trabalhar melhor? Como fazer que um PM com um salário ridículo e defasado como o nosso faça com que tenha uma moradia decente, compatível com seu status, uma escola boa para os filhos, um plano de saúde etc.? Como é que um cidadão deste vai conseguir vir pro trabalho sem pensar nas condições que deixou sua família em casa?

3ª – Apoio Institucional: O referido apoio que comento aqui neste tópico não diz respeito a deixar de cumprir a Lei ou ser contrário a ela. Faz menção ao respeito que se deve ter a um profissional, a intervenção ilegítima e ilegal de um superior (“chave de estrela”), as punições arbitrárias, os procedimentos instaurados de maneira desarrazoada, o assédio moral (perseguições), aos grupinhos da instituição (“panelinhas”), que tanto desmotivam e servem de desprezo para os bons profissionais.

4ª – Assistência Médica, Social e Psicológica efetiva: Quanto à assistência médica, não preciso nem comentar! No que diz respeito a social e psicológica também não o posso, pois não conheço a sistemática deste serviço no PMAL, pois graças a Deus ainda não precisei dele. Mas será que nossos gestores já se param para pensar porque é que se adoece tanto na Polícia Militar. Foi necessário fazer um estudo pra se chegar a alguma resposta? Bom, a resposta mais tosca e conveniente da grande parte de nossos comandantes é que a maioria tá de “macete”. Mas não acredito que o seja. Não existe nem tempo para se cuidar da saúde na PMAL, imaginem em uma escala destas qual o comandante que vai ter moral para convocar a Unidade para se fazer presente nos dias de educação física?

5ª – Reconhecimento: Quem não gosta de ser reconhecido no trabalho? É certo que na PMAL muitos dos nossos colegas, exemplos de profissionais, só receberam apenas uma promoção, ou seja, era soldado e se aposentou como cabo. Muitos que estão querendo se aposentar estão pleiteando a tão sonhada promoção imediata para 3ª Sargento. Em nenhum órgão público se vê tão descaso com o servidor.

6ª – Falta de doutrina: Falta de Doutrina em tudo. Treinamento, procedimentos burocráticos, Disciplina, Fardamento, Abordagem, Tratamento profissional etc. Bom, termino por aqui e reitero meus sinceros elogios para as colegas.

Solicito e espero que vocês que fazem o “Briosa em Foco” mantenham em sigilo minha identidade, pois acredito que o que venho falar aqui não chegou a ofender diretamente alguém. Finalmente, tenho que concordar com os senhores:

Precisamos eleger um representante!

13 comentários :

Anônimo disse...

Chega de tanto sofre ,vocês presidentes de associações tire a BUNDA da cadeira e façam ,engendrem,gerem conflitos na cabeça desses coronéis pós é inexplicável essa questão de passar 30 anos de serviço e ir para reserva com uma só promoção (CABO) ,outro paradoxo é :’’PM responde a conselho de disciplina e é inocentado ,o comandante descorda de três 3 oficias, e pede a punição sem investigar absolutamente NADA’’ isso não existe e não tem presidente de associação que faça alguma coisa para mudar esses absurdos .

Anônimo disse...

A policia só mostra com esse elogio a essas senhoras que só dar valor a mentira, pois de onde elas tiraram essa conclusão pois nao tem nenhum local onde se tenha mais pessoas insatisfeitas e infelizes do que na pmal, mas elas são oficiais e nao devem trabalhar. Só assim chegariam a essa conclusão ou trabalham naquelas propagandas do governo que só existem para iludir o povo, vamos começar a se mobilizar p ter mudança nessa pmal, pq até quando vão ficar iludindo o povo e ninguém mostra a verdade, nos nao temos associação p brigar por nossos direitos, deveria alguma iniciativa

Anônimo disse...

EXECUTAR SERVIÇO NO CAS COM INTERFERÊNCIAS SUPERIORES, É MUITO DIFÍCIL, PIOR AINDA NO CMH.

Anônimo disse...

Esse é video que deveria ser divulgado a todos os companheiros que acham que a policia é isso que essas senhoras concluiram nessa pesquisa e não sei de onde elas tiraram isso.
http://www.youtube.com/watch?v=gqnB0F7jaAE

Anônimo disse...

excelente matéria, ma vai aí uma ótima noticia, soube que o sgt braz, se filiou a um partido politico, e se ele realmente se filiou, tenhamos a certeza, que ele será nosso candidato, e as coisas vão mudar... st l........

Anônimo disse...

(2002-Disse)Gostei dessa narrativa, muito boa. Parabéns pela coragem companheiro.

Anônimo disse...

(2002-Disse)Gostei dessa narrativa, muito boa. Parabéns pela coragem companheiro.

Anônimo disse...

Senhores do CONSEG, caso não tomem uma atitude no tocante às escalas da estressante da PMAL, não tem CAS que de jeito. Vai acontecer igual a charge acima.

Anônimo disse...

ACHO ENGRAÇADO OS PM´S RECLAMAM DE TUDO PRINCIPALMENTE DE SALÁRIO,MAS AO INVÉS DE FINGIREM QUE TRABALHAM VIVEM DANDO ATÉ A VIDA,PELA SOCIEDADE QUE DETESTAM POLICIA,E PELA PRÓPIA PMAL QUE SÓ FAZ APERTAR AS ESCALAS,NÃO PAGA HORA EXTRA,NEM DAR CONDIÇÕES DE TRABALHO PARA O POLICIAL,MAS ALGUNS DELES QUASE SEMPRE OS MESMOS APARECEM TODOS OS DIAS NOS PROGRAMAS DE TV DANDO ENTREVISTAS DE SUAS AÇÕES,ENTÃO SE SÃO TÃO DEDICADOS NÃO DEVERIAM RECLAMAR TANTO.

Anônimo disse...

Tua hora vai chegar MÉDICO MONSTRO Audir Marinho, o Soldado que voce está perseguindo no processo de ISO, que tem 04 ATESTADOS DE MÉDICOS PSIQUIATRAS (dois particulares, um do SUS e um do Dr.Abel - Psiquiatra Militar) descrevendo RELAÇÃO DE CAUSA E FEITO LABORAL DE ACORDO COM A PATOLOGIA APRESENTADA já comunicou o fato que VOCE DISSE QUE NÃO TINHA RELAÇÃO DE CAUSA E EFEITO e encaminhou os atestados ao MINISTÉRIO PUBLICO e em breve voce vai responder CRIMINALMENTE, como BANDIDO QUE VOCE É. HISTÓRICO : Um Soldado PM que está INVALIDO TOTAL E PERMANENTE PARA TODO E QUALQUER SERVIÇO e que 04 médicos psiquiatras declararam que ele sofreu ESTRESSE PÓS TRAUMÁTICO SOFRIDO NO EXERCÍCIO DE SUA ATIVIDADE LABORAL ENQUANTO POLICIAL MILITAR e por isso desenvolveu uma doença chamada de ESQUIZOFRENIA PARANOIDE e no processo de ISO O SR. AUDIR JOSEPH MENGELE MARINHO afirmou que NÃO TEM RELAÇÃO DE CAUSA E EFEITO LABORAL, contrariando O LAUDO DE 04 MÉDICOS PSIQUIATRAS E DE DOIS PSICÓLOGOS ( Um dos Laudos da psicologa da PM) ou seja este senhor misto de MÉDICO E MONSTRO se acha Dr. em todas as especialidades médicas, inclusive de PSIQUIATRA. (embora seja completamente incompetente na sua especialidade) o problema é que através destes atestados se COMPROVARAM ASSÉDDIO MORAL NA POLICIA MILITAR DE ALAGOAS, E ASSIM O MEDICO MONSTRO AUDIR não quer assinar a ISO COM CAUSA E EFEITO LABORAL, sendo desta forma um DEUS, pois é ONIPRESENTE E ONIPOTENTE, E SUA PALAVRA É ORDEM E LEI. Um médico que tem a função apenas de aplicar uma injeção (anestesia) e vive deixando as pessoas em estado vegetativo ou matando elas por choque anafilático não tem competencia nem para ser ESCRIVÃO DE ISO, quanto mais Rsponsável pela ISO. Mais tua hora vai chegar, este processo de ISO que estás com PERSEGUIÇÃO vai te quebrar e o Ministério Público vai agir e depois será realizado processo no CRM, para quebrar teu galho e também PEDIDO DE DANOS MORAIS pela tua PERSEGUIÇÃO E FALTA DE TRATAMENTO ADEQUADO com o Paciente. Eu mesmo sou testemunha ocular dos maus tratos que voce realizou com este paciente que foi tratado por voce de forma desumana e irei fazer questão de prestar meu testemunho no Ministério Público e diante de qualquer Juiz.

Anônimo disse...

PREMIOU-SE A MENTIRA, A FALSIDADE, O OCULTAÇÃO DE FATOS, FATOS ESTES QUE ESTÁ DIARIAMENTE APODRECENDO A POLICIA MILITAR DE ALAGOAS, QUE É UMA INSTITUIÇÃO EM QUE O AASÉDIO MORAL ESTÁ PRESENTE DIARIAMENTE EM TODAS OS BATALHÕES E COMPANHIAS. A HUMILHAÇÃO E PERSEGUIÇÃO, A FALTA DE RESPEITO A DIGNIDADE HUMANA, A CRUELDADE DE MUITOS OFICIAIS EM PUNIR PRAÇAS INOCENTES SIMPLESMENTE PARA DEMONSTRAR PODER E AUTORITARISMO É QUE É FATO DIÁRIO E CONSUMADO. O MUNDO COR DE ROSA DELINEADO DESTAS OFICIALAS REALMENTE É O MUNDO FANTASTICO DE BOB, OU DOS CONTOS DE FA DE CONTA ORQUE A REALIDADE É QUE OS PRAÇAS DA POLICIA MILITAR NÃO TEM NENHUMA QUALIDADE DE VIDA EM SEU AMBIENTE DE TRABALHO, PELO CONTRÁRIO, SOFRE ESTRESSE LABORAL, ASSÉDIO MORAL LABORAL DURANTE TODA SUA EXISTENCIA COMO TRABALHADOR NA POLICIA MILITAR DE ALAGOAS. ESTE PREMIO REALMENTE É UMA PIADA, É RIR DA NOOSA CARA E NOS CHAMAR DE OTÁRIOS E IMBECIS.

Anônimo disse...

Vamos estudar para entender as coisas. A pesquisa foi feita e leva-se em conta a opinião da maioria.

Anônimo disse...

DANO EXISTENCIAL QUEM TRABALHA A MAIS DO QUE O CONTRACHEQUE ORDENA TEM PLENO E TOTAL DIREITO

Empresas devem indenizar funcionários por excesso de trabalho



Em algumas empresas é comum que os empregados sejam obrigados a cumprir uma jornada diária de trabalho superior a legalmente permitida, que é de 8h diárias. As horas excedentes devem ser pagas como hora extra, e não poderão exceder às 10h de trabalho por dia.

Havendo a necessidade que o empregado, eventualmente elasteça sua jornada de trabalho para além das 8h diárias, é devido a ele o recebimento ao fim do mês, do valor da hora trabalhada acrescido de, no mínimo 50%.

Contudo, alguns empregadores exploram demasiadamente o trabalhador, exigindo-lhe que cumpra jornadas de trabalho sobre humanas, havendo casos em que já foi exigido do empregado o cumprimento de 15h de trabalho em um só dia.

O excesso de horas trabalhadas constitue uma agressão física e psicológica ao trabalhador, que podem desencadear doenças físicas e mentais como a depressão.

A jornada de trabalho excessiva também impede a liberdade de escolha do trabalhador e compromete a realização de outros projetos, não permitindo que tenha uma vida normal, ou melhor, que tenha vida fora do ambiente de trabalho, já que lhe sobram poucas horas no dia para dedicar-se a qualquer outra atividade.

Cansado e deprimido, o empregado que é obrigado a trabalhar em excesso, abdica de atividades que desejaria realizar, como por exemplo, estar próximo a seus familiares, acompanhar o crescimento e desenvolvimento dos filhos participando de sua educação, visitar um familiar que está doente, manter uma atividade física ou religiosa ou matricular-se em um curso, suprimindo-lhe uma parte da vida.

Diante desse contexto, a Justiça tem entendido que o prejuízo suportado pelo trabalhador caracteríza um dano existencial, que ocorre quando o indivíduo, por um motivo injusto causado por outra pessoa, não conseque por em prática os planos que tem para a sua vida, lhe causando imensa frustração pessoal.

Por este motivo, o empregador poderá ter que pagar ao empregado não só o valor correspondente às horas extras trabalhadas, mas também uma indenização pelo dano sofrido, geralmente estabelecido em valores bem expressivos, com o objetivo de ressarcir o empregado e educar o empregador para que não continue a exploração de outros funcionários.

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