Os covardes vestem branco

Depois de muito barulho, os médicos da PM e do Corpo de Bombeiros resolveram colocar o rabo entre as pernas e obedecer ao Conselho Estadual de Segurança – CONSEG. O presidente do Conselho, o magistrado Maurício Breda, forçou os oficiais QOS a trabalharem no IML depois de ameaçá-los com prisão.

Prisão?

Espera aí, vamos ver isso com mais cuidado. O magistrado só pode prender alguém quando investido de competência jurisdicional e estritamente dentro do processo penal, salvo nos casos de prisão por falta de prestação de alimentos.

Maurício Breda – enquanto Presidente do Conselho – não tem competência nem legitimidade para prender alguém, muito menos quando “alguém” se nega a cumprir ordens absurdas. A única forma de punir os médicos seria através do manual de bruxaria jurídica apelidado de RDPMAL.

Quer dizer que os oficiais médicos se borraram e se acovardaram para não responder a um procedimento administrativo? Pelo que vimos: “SIM”.

A coisa é pior do que se pensava...

Os erros do Conselho e do Governo, praticados sem repulsa pela sociedade, vão causar situações muito graves ainda. O governo da enrolação – via CONSEG – transformou mais uma mentira contada mil vezes em uma “verdade”. Ou seja, o governo não construiu (nem vai construir) o novo IML, não comprou os equipamentos “modernos”, não contratou a quantidade adequada de médicos legistas e não atendeu a reivindicação dos médicos que já prestam serviços como legistas. Não resolveu nenhum dos problemas do setor de medicina legal, nem vai resolver.

Foi aí que entrou o CONSEG!

Pegaria mal para o governador – já tão desgastado com a classe médica – determinar ele próprio que os oficiais médicos fossem trabalhar no IML. Habilidoso, apelou para o Centro Estratégico da Incompetência, mais conhecido como SEDS.

Então, ao estilo, Dário César resolveu mover as engrenagens sob suas ordens. Para tanto, bastou o secretário plantar na “cabeça de dinossauro” de algum dos “conselheiros” a ideia funesta que atinge de morte a autoestima e o orgulho dos médicos militares.

Depois disso, foi só mandar entrar em cena o (ex) imparcial Maurício Breda, o juiz-presidente. Ameaçador com seu olhar (meio neurótico), ele não teve banda: manda quem pode obedece quem tem juízo, ou, nesse caso, obedece quem é covarde.

Imagine um médico, Oficial da PM/CBM, concursado, que ganha dinheiro de vários hospitais, que não tem obrigação nenhuma de trabalhar no IML, porque isso se chama desvio de função, ter medo de dizer “não” a essa ordem absurda do CONSEG.

O Presidente do Sindicato dos Médicos baixou a lenha. O Presidente do CRM também criticou a medida. Mas os oficiais médicos, sem nenhuma vergonha ou resistência, correram a obedecer a ordem hipócrita.

Se eles atendessem de verdade no Hospital da PM, e tivesse lá uma ocupação e algum compromisso com a tropa, até poderiam se negar a ir para o IML sob a alegação de prejuízo aos pacientes militares. Mas, como eles não fazem mais nada no CMH, pois até os plantões acabaram, não têm nenhuma desculpa para dar.

Porém, embora os médicos militares não sejam merecedores, nós temos uma orientação e um ponto de partida para o CRM e o Sindicato enfrentarem o problema.

PRIMEIRAMENTE, deve ser feita uma denúncia formal à Corregedoria do Tribunal de Justiça de Alagoas sobre a situação irregular do presidente do CONSEG. Como já dissemos aqui inúmeras vezes, o Dr. Maurício Breda, enquanto magistrado ativo, não pode, em hipótese nenhuma, exercer qualquer outra função, pública ou não, salvo se for de professor. Isso está na Constituição e nas leis da magistratura.

Depois do TJ, o Sindicato e o CRM devem acionar o Conselho Federal de Medicina para denunciar a questão ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de preferência em audiência com o presidente do STF, Min. Joaquim Barbosa. Só assim, Maurício Breda vai cair na real. E, para o bem da sociedade, vai voltar a assumir plenamente suas funções de juiz de direito, e só.

Pois é, o governo tapa-buraco, quando não consegue se esquivar de um problema, corre a arrumar um bode expiatório para pôr a culpa, e ilude os mal informados com remendos como este que fez no IML.

Desta vez, a vítima do governador do atraso, patrão do CONSEG, foi o corpo de oficiais médicos, em parte por conta da covardia nata desses homens e mulheres de jaleco estrelado. E amanhã, quem será a “próxima vítima”?

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

O PM PADRÃO

Em recente publicação contida no BGO nº 139 de 26 de julho de 2013, o Comando da Polícia Militar publicou uma Portaria cuja finalidade é “reconhecimento ao esmero do profissional militar no desempenho das atividades operacional e administrativa da Corporação”. Vejamos:

Portaria n° 045/2013 – GCG/ASS

DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DO DIPLOMA PM PADRÃO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS

O COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE ALAGOAS, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 75, incisos I e V, da Lei n. 6.399, de 15 de agosto de 2003, c/c art. 105, da Lei nº 5.346, de 26 de maio de 1992 e, considerando a necessidade de criar mecanismos que permitam valorizar o policial militar, aumentando a autoestima e premiando o esmero e dedicação do profissional na execução de sua missão diária, quer operacional ou administrativa.

RESOLVE:

Art. 1º. Criar o Diploma “Policial Militar Padrão”, mensal e anual, em reconhecimento ao esmero do profissional militar no desempenho das atividades operacional e administrativa da Corporação.

Art. 2º. Definir que o Diploma nominado no art. 1º desta Portaria, destinado a policial militar, oficial ou praça, será concedido:

I – mensalmente, na formatura geral da PMAL; e

II – anualmente, na solenidade alusiva ao aniversário da PMAL.

Art. 3º. Instituir na PMAL em órgãos de direção e assessoramento superior, apoio administrativo e execução, até o nível de subunidade independente, um Conselho de Mérito incumbido de:

I – deliberar sobre os nomes selecionados pelo próprio Conselho ou indicados por comandante, diretor ou chefe de fração da OPM, de policiais militares que no efetivo exercício de atividade operacional ou administrativa no âmbito da PMAL satisfaçam aos seguintes requisitos:

a) tenham se destacado entre os demais policiais militares em virtude da prática de ato operacional ou administrativo considerado relevante;

b) tenham contribuído, notadamente, para engrandecer a imagem da PMAL perante o público interno e externo;

c) não estejam à disposição de órgão estranho à Polícia Militar, adidos, agregados, frequentando cursos ou estágios, ou ainda, afastados de suas atividades em virtude de gozo de férias, dispensa ou licença de qualquer natureza;

d) não tenham sido punidos em decorrência de transgressão disciplinar de intensidade grave, em período inferior aos doze meses anteriores à propositura de seu nome; e

e) em sendo praças, estejam classificados, no mínimo, no comportamento BOM.

II – propor ao Comandante Geral da PMAL, mensalmente, até o vigésimo dia, o nome do policial militar que concorrerá ao prêmio de “Policial Militar Padrão”; e

III – confeccionar relatório de proposição do nome escolhido.

§ 1º. O Conselho de Mérito de que trata o caput deste artigo terá a seguinte composição:

I – Presidente, que será o comandante, diretor ou chefe de OPM;

II – Vice-Presidente, que será o subcomandante, subdiretor ou subchefe da OPM; e

III – Conselho deliberativo, que será formado por três oficiais, sendo o mais moderno responsável pelos trabalhos de secretaria.

§ 2º. Nos órgãos de que trata o caput deste artigo cujo efetivo seja inferior a trinta policiais militares, incluindo oficiais e praças, ficará a cargo do comando, diretor ou chefe imediatamente superior, a composição do Conselho de Mérito.

Art. 4º. Estabelecer que o relatório de que trata o inciso III do art. 3º desta Portaria consistirá num documento simples, no formato de ofício, onde deverá constar além dos dados relacionados aos policiais militares escolhidos, as razões pelas quais levaram o conselho de mérito a escolher o nome pretendido, devendo fundamentar os critérios adotados e o feito de destaque desempenhado pelo profissional.

§ 1º. Poderão ser anexados ao documento informações complementares, tais como impressos em periódicos, sites de notícias, informativos, gravação em CD de áudio ou vídeo de reportagem afeta ao ato destacado cometido pelo policial militar, bem como memorandos, ofícios ou quaisquer outros documentos que por ventura corroborem o ato do policial militar.

§ 2º. O relatório com o nome escolhido pelo Conselho de Mérito da OPM deverá ser enviado à Assessoria do Comando Geral da PMAL, que fará o devido encaminhamento ao Alto Comando da Corporação, a fim de ser deliberado na ocasião da reunião mensal.

§ 3º. A ficha disciplinar do policial militar indicado deverá ser anexada ao relatório.

Art. 5º. Determinar que o mérito para a indicação dos policiais militares, a fim de que haja um parâmetro de concessão da honraria, deverá obedecer ao contido no quadro infra:

§ 1º. A escala de pontuação estabelecida no quadro acima compreende: (veja a foto logo a baixo)


I – 5 pontos, equivalente a excepcional;

II – 4 pontos, equivalente a ótimo;

III – 3 pontos, equivalente a bom;

IV – 2 pontos, equivalente a regular;

V – 1 ponto, equivalente a aceitável; e

VI – 0 ponto, equivalente a não observado.

§ 2º. Em caso de igualdade de pontuação atribuída a dois ou mais policiais militares será utilizado como critério de desempate entre estes a maior pontuação obtida nos fatores de competência isolada e sucessivamente considerados, observada a ordem em que aparecem no quadro a que se refere o caput deste artigo, até que ocorra o pretendido desempate.

§ 3º. Permanecendo a igualdade a que se refere o § 2º deste artigo, dar-se-á o desempate em razão do grau hierárquico do policial militar e, em havendo igualdade quanto ao grau hierárquico dos avaliados, observar-se-á a ordem de antiguidade na forma estabelecida no art. 13 da Lei nº 5.346, de 26 de maio de 1992.

Art. 6º. Estabelecer que ao Alto Comando, por ocasião da reunião mensal, incumbirá escolher para fins de concessão do Diploma “Policial Militar Padrão”:

I – mensalmente um policial militar dentre os que no mês antecedente tenham sido indicados pelos Conselhos de Mérito dos diversos órgãos da Polícia Militar; e

II – anualmente, no mês de janeiro, um policial militar dentre aqueles que no ano antecedente tenham sido escolhidos na forma do inciso I deste artigo.

§ 1º. Quando da escolha do policial militar para os fins previstos nos incisos I e II deste artigo, o Alto Comando da PMAL, além dos relacionados no art. 5º, desta Portaria, observará:

I – atuação operacional ou administrativa que tenham repercussão positiva, demonstrando coragem, determinação e sabedoria; e

II – inovações na PMAL nos casos de natureza administrativa.

§ 2º. Caberá à 5ª Seção do Estado Maior Geral:

I – confeccionar portaria a ser assinada pelo Comandante Geral, com vistas a concessão do Diploma “Policial Militar Padrão”, publicando-a oportunamente em Boletim Geral Ostensivo da PMAL;

II – confeccionar matéria referente ao fato, a fim de ser publicada no web site da PMAL, constando os motivos pelos quais os policiais militares foram agraciados; e

III – adotar providências necessárias à materialização do prêmio, que consistirá na entrega de:

a) um diploma impresso em papel especial, assinado pelo Comandante-Geral;

b) uma placa comemorativa;

c) uma pasta com fotocópia do Boletim Geral de indicação do laureado; e

d) possíveis manifestações escritas da imprensa.

Art. 7º. Definir que a premiação do “Policial Militar Padrão da PMAL”, não acarretará em prejuízo para a concessão de medalhas e condecorações já previstas em legislação própria vigente, a qual ocorrerá normalmente e de forma autônoma à presente propositura.

Art. 8º. Determinar que sejam mantidas e estimuladas providências normais para reconhecimento público de boas ações praticadas por policiais militares no exercício da função, independente de premiação ou não.

Art. 9º. Permitir que os policiais militares indicados, agraciados ou não, quando outro for o ato destacado que possa motivar a proposição de seu nome, concorram normalmente à premiação nos meses subsequentes.

Art. 10. Estabelecer que esta portaria entre em vigor na data de sua publicação.

Resta esperar que os critérios sejam realmente técnicos, e não meramente políticos ou para satisfazer certos interesses, conforme temos visto nos últimos tempos.

Ainda assim, defendemos a tese:

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Casa de Torturas

Se fôssemos enumerar os diversos fatos corriqueiros na corporação (Polícia Militar do Estado de Alagoas), um assunto não poderia deixar de ser citado: ASSÉDIO MORAL COM TORTURA FÍSICA E TORTURA PSICOLÓGICA! Fato mais que corriqueiro dentro da PMAL. Também pudera: o que podemos esperar de uma instituição cujo Quartel do Comando Geral fica sediando em um antigo presídio onde era praticada toda adversidade de sorte?
Quem pensa que os tempos de tortura acabaram no Brasil está tremendamente enganado. Os métodos apenas foram aprimorados e estão latentes dentro da Polícia Militar de Alagoas.
Dito isto, vejamos o que a Lei n° 9.455, de 07 de abril de 1997 constitui como crimed e tornura:
“Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental; Submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.”
Nesse sentido, são causas de aumento da pena as consequências em relação ao cargo, função ou emprego público. O crime é inafiançável e não passível de graça ou anistia, devendo a pena ser cumprida em regime fechado, salvo a hipótese do artigo 1º, § 2º, desta lei, que impõe uma pena inferior àquele que se omite em face da tortura de terceiro.
Trocoando por miúdos, podemos assim exemplificar: quando um oficial, sabendo que seu subordinado sofre de algum tipo de doença que possui algum tipo de restrição física, e mesmo assim impõe que ele se apresente para cumprir aquele serviço, que no momento é insalubre para sua saúde, está se impondo o SOFRIMENTO FÍSICO, e quando existe IMPOSIÇÃO AO SOFRIMENTO FÍSICO É CARACTERIZADO A TORTURA FÍSICA.
Quando um oficial humilha seu subordinado, perseguindo-o, dando-lhe gritos ou falando em tom de ironias, constrando o subordinado publicamente, dizendo-lhe palavras do tipo “se não aguenta, peça baixa”, está praticando tortura psicológica.
Esse tipo de perseguição, conforme reconhece a medicina, causa problemas ou transtornos psicológicos ou psiquiátricos, os quais, sendo comprovados por algum médico psiquiatra ou psicólogo (sim, psicólogos), restará COMPROVADO A PRÁTICA DE TORTURA PSICOLÓGICA.
Mas, será que somente os exemplos citados acima é que caracterizam a tortura psicológica? É obvio que não! Se o militar vive sendo transferido imotivadamente (“banguela”), sem nenhum motivo plausível, ou sob a justificataiova de “necessidade do serviço” (art. 17, do Decreto nº 33.376, de 09 de março de 1989), ou se você é colocado sempre em SERVIÇO DE GUARDA (punitivo), ou de extra (nos finais de semana ou em jogos) isto também se caracteriza TORTURA PSICOLÓGICA.
Tortura Psicológica é um tipo de agressão que visa primeiramente afetar o indivíduo psicologicamente, ficando a violêncioa física em segundo plano. É uma violência que ocorre sempre em uma relação desigual de poder, em que o agente exerce autoridade sobre a vítima, sujeitando-a a aplicação de maus tratos mentais e psicológicos de forma continuada e intencional.
A forma como é feita a tortura psicológica não provoca dor física em nenhum momento, mas a humilhação, o estresse e a amgústia causada pode deixar cicatrizes psicológicas permanentes. Pessoas que sofrem a tortura psicológica muitas vezes precisam de tratamento para poder superar o trauma. Caso não seja tratado de forma adequada, pode levar ao suicídio ou afastamento da sociedade.
Tanto a TORTURA FÍSICA quanto a TORTURA PSICOLÓGICA devem ser denunciadas ao Ministério Público do Estado de Alagoas, para que este tipo de práticas – nocivas e imorais – não se perdurem em pleno ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO. Lembre(m)-se sempre que no artigo 5°, da Carta Magna, está todo o regramento jurídico dos Direitos Humanos; e que vocês, militares, também estão incluídos na Carta Magna.
Portanto, se por um lado os militares têm deveres e obrigações, por outro existe os seus direitos. E quanto a isso, vocês não podem ficar omissos. Dizem que o anonimato é a arma dos covardes, nós preferimos acreditar que as denúncias (qualquer que seja a forma) sejam a melhor arma contra a opressão. Por isso, denunciem!
Os casos comprovados de tortura física ou psicológica, nas organizações militares, geram indenizações por Dano Moral e Existencial em torno de R$ 50 mil a um milhão de reais (dependendo da comprovação do dano e sequelas). Pesquisem o tema nos Tribunais de Justiça dos Estados, onde existem dezenas de jurisprudencias, sendo que a melhor confirmação disso que agora falo está no STJ e no STF.
Em resumo, podemos até concluir reconhecendo que estes valores são substanciais, em relação ao dano provocado, pois não pagam o sofrimento da vítima e os danos à sua saúde, mas, com certeza, dá uma boa sensação de alívio. No mais, melhor que ter o sofrimento decorrenta da tortura reconhecido e compensado finaceiramente, é ver que, aos olhos do direito penal, os autores da tortura também podem ser devidamente punidos.
Eis mais uma razão para que eu reafirme:
Vocês precisam eleger um Deputado Estadual para representar os seus interesses!

A farra dos Oficiais Superiores

Enquanto os coronéis “dinossauros” não ressurgem, vamos falar sobre alguns coronéis “espertos”. É o seguinte: alguns coronéis “descobriram” que, além de seu salário de coronel e tudo mais que eles auferem de vantagem quando da passagem por certos setores ou comandos, eles também poderiam auferir uma bela vantagem quando da sua ida para a inatividade.

Isso, graças à artimanha de ficarem “incapacitados definitivamente para todo e qualquer trabalho”, após terem 30 anos de serviço, fazendo jus ao auxilio invalidez e também a indenização da Lei nº 6.035, percebendo – com isso – uma indenização que atualizada, hoje está em 70 mil reais (os vinte mil, segundo a Lei, é atualizado pelo IGPM até a data de pagamento).

BOLETIM GERAL OSTENSIVO Nº 134 DE 19 DE JULHO DE 2013

Art. 1º Fica reformado, por incapacidade definitiva para todo e qualquer trabalho, o Tenente Coronel QOC PM RUTEMBERG ALMEIDA E SILVA, da Reserva Remunerada, matrícula nº 4667-1, rematriculado com o nº 76.233, com proventos integrais, calculados sobre seu posto atual, para a faixa de tempo de serviço de 30 (trinta) anos, de acordo com os artigos 53, 55, V e 56, V, todos da Lei Estadual nº 5.346, de 26 de maio de 1992, observando-se o sistema remuneratório sob a forma de subsídio.

Art. 1º Fica reformado, por incapacidade definitiva para todo e qualquer trabalho, o Coronel PM PAULO ROBERTO PEDROSA BARRETO, da Reserva Remunerada, matrícula nº 72.800-4, com proventos integrais, calculados sobre seu posto atual, para a faixa de tempo de serviço de 30 (trinta) anos, de acordo com os artigos 53, 55, V e 56, V, todos da Lei Estadual nº 5.346, de 26 de maio de 1992, observando-se o sistema remuneratório sob a forma de subsídio.

Art. 1º Fica reformado, por incapacidade definitiva para o serviço da PM/AL, o Coronel QOS PM ANSELMO LIMA BASTOS, da Reserva Remunerada, matrícula nº 8033-0, rematriculado com o nº 56.656, com proventos integrais, calculados sobre seu posto atual, para a faixa de tempo de serviço de 30 (trinta) anos, de acordo com os artigos 53, 55, V e 56, V, todos da Lei Estadual nº 5.346, de 26 de maio de 1992, observando-se o sistema remuneratório sob a forma de subsídio.

Enquanto isso, os praças que realmente estão doentes, tem, pela Junta Medica o pedido indeferido, e estão sendo reformados com vencimentos proporcionais, sem nenhum amparo legal para tanto.

Ainda em relação à farra dos oficiais superiores, sabe-se 80% dos coronéis da reserva recebem auxilio invalidez. Acredito que seria interessante o Conselho Estadual de Segurança, que dá tanta importância a atestado médico falsificado, investigar como é que tantos oficiais superiores ficaram inválidos com 30 anos de serviço.

Os dados destas informações, bem como de outras tantas semenhantes estão no Departamento Financeiro (DF). Se alguma autoridade de plantão tiver interesse pelo assunto é só consultar.

Eis mais uma razão para que eu reafirme:

Vocês precisam eleger um Deputado Estadual para representar os seus interesses!

Defesa Social Alagoana: uma verdadeira bagunça!

De vez em quando alguém nos escreve perguntando o que a gente ganha mantendo esse blog, o Briosa em Foco. Se fôssemos enumerar as razões que nos leva a continuarmos a fazer tudo isso, daria passar os trinta anos de policia apenas falando sobre elas. Contudo, se é que podemos sintetizar, podemos “apenas” dizer que a falta de estrutura para que possamos desempenhar o nosso mister já é um bom motivo.

No entanto, mesmo sabendo das nossas dificuldades e tendo a força necessária para mudar essa realidade, o Conselho Estadual de Segurança Pública (CONSEG), discute sobre tudo menos sobreo que realmente importa.

Prova disso é que há duas semanas ocorreu uma acalorada discussão no CONSEG, quando de uma de suas seções ordinárias (e bota “ordinária” nisso), quando o Conselheiro Evilásio Feitosa classificou a Secretaria de Estado da Defesa Social (SEDS) como uma “bagunça” ao fazer menção ao baixo efetivo policial.

Ao que parece, alguém teve coragem para se insurgir com o que está acontecendo. Infelizmente, o Dr. Melro, a pessoa a quem depositávamos um voto de confiança foi tragado pelo sistema. Isso porque, pouco tempo depois de termos divulgado na matéria “Exmo Senhor Doutor, ‘Pela Ordem, dê exemplo!’” (clique aqui)” que o Presidente do Conselho, o Dr. Maurício Brêda, deveria dar exemplo, e que para tanto o Dr. Melro deveria fazer a devida representação nos órgãos competentes, pouco tempo depois fora “convidado” a fazer parte do CONSEG e prontamente aceitou.

Resultado: perdemos um referencial, perdemos alguém que poderia colocar o Dr. Maurício no seu devido lugar, o qual não é desempenhando uma função estranha à magistratura.

Contudo, quando tudo parecia perdido, eis que se insurge o Conselheiro Evilásio Feitosa afirmando que a Defesa Social “é uma verdadeira bagunça”, tanto no tocante à “má administração por parte de seus gestores quanto ao quadro caótico da segurança pública”. E quando todos olharam-no perplexos com aquelas afirmações, o conselheiro afirmou:

“Se não tivesse prestes a terminar meu mandato de dois anos, eu renunciaria à função, pois vivemos um caos na segurança. É preciso que tomemos alguma atitude urgente porque presencio – através das falas dos senhores – uma bagunça generalizada na Defesa Social”.

Apesar de ter dito algo que apraz aos nossos ouvidos, isso não nos faz esquecer que durante o tempo em que está como Conselheiro de Segurança Pública o senhor Evilásio Feitosa não fez nada de significativo durante a sua gestão.

Enquanto isso, “investindo” os R$ 210 milhões da segurança pública, Dário César agora está posando de “atista”. Ora, como assim? É que com tantos investimentos que a Segurança Pública faz em publicidade (clique aqui), agora Dário é garoto propaganda das suas exitosas e profícuas ações.

“Enquanto estiver à frente da Secretaria da Defesa Social, vou procurar fazer o melhor para a área da segurança pública”, afirmou o secretário Dário Cesar, durante reunião com Oficiais da Polícia Militar no mês passado. Também pudera: com mais de R$ 200 milhões para administrar, era de se esperar que ele dissesse o quê?


Eis mais uma razão para continuarmos com as nossas atividades, e para cremos que

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

CHPM da PMAL denunciado por falta de atendimento

Leitor denuncia Centro Hospitalar da Polícia Militar por falta de atendimento. Queremos ver o Comandante Geral inventar algum pontinho com o intuito de tentar provar o contrário. Confira:

...mais uma razão para continuarmos acreditando que

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Viaturas que não servem à sociedade

Às 02:30 da madrugada as guarnições são alertadas pelo Oficial de Operações pelo rádio: “Lembrem-se do horário”. Imediatamente os Comandantes de Guarnições – em locais distintos, diga-se – respondem com o tradicional “copiado”. E assim, todos eles, um após outro, vão olhando os seus relógios, aguardando a hora da missão, e quando é chegada a hora alertam ao Oficial: “Em deslocamento para o QTH”.

Tudo isso, que faz parte da rotina policial, estaria revestido do manto da legalidade se não fosse um detalhe: as Guarnições em questão são do 11º BPM, situado em Penedo, que faz fronteira com o vizinho Estado de Sergipe, e a missão (que se repete de segunda a sexta) é buscar o Comandante da Unidade, o Cel. Hermelindo (clique aqui), que mora em Maceió.

As despesas que o 11º BPM tem com Vtr são enormes. Para “buscar” o “Hermefeio”, por exemplo, é utilizado uma Palio nova que – como dito no início – sai da cidade de Penedo às 03:00 da manhã em direção ao Bairro do Benedito Bentes, em Maceió, retornando no mesmo dia, percorrendo, dessa forma, aproximadamente 800 quilômetros.

Se formos calcular o gasto de tais viagens, veremos que por dia isso gira em torno de 90 litros de combustível. Então, se levarmos em consideração que o valor médio do litro de gasolina custa R$ 3,00, e se multiplicarmos esse valor pelo que é gasto diariamente durante 20 dias (90x3,00=270.00x20 dias), tendo por pressuposto que o Comandante da Unidade não trabalha aos sábados e domingos, chegaremos à seguinte cifra: R$ 5.400,00, gastos por mês com o deslocamento do Comandante da OPM – apenas do seu QTH para a Base, frise-se.

E quando a gente pensa que isso por si só já é um absurdo, outras duas Vtrs, desta feita uma Paraty e um Gol, também partem do 11º, para Maceió, só que para buscarem os “agraciados” Major Gervásio (o homem que não devolve os empréstimos), um Capitão e dois Tenentes. No caso do Gol, em específico, além dessa missão, ele também é utilizado para pegar os Oficiais em casa quando os mesmos estão de serviço-extra.

Em fim, além do valor gasto com o combustível das viaturas, pode-se dizer, também, que são utilizados 03 choferes de luxo, sem contar que a viatura que vai para Arapiraca fica no 3º BPM (sexta, sábado e domingo) sendo “violentada” no seu conteúdo líquido), além do que, nos dias que tem reunião no QCG uma Vtr é deslocada para levar o Cel. Hermelindo de sua residência até o QCG, e depois retorna a Penedo.

Diante do exposto, tendo por pressuposto o fato de que os relatos dessa postagem não constituem fatos isolados, pois acontecem em todas as Unidades Policiais da PMAL, deixamos no ar seguinte pergunta: “Se o Governador do Estado quer reduzir as despesas da Corporação, cortando a alimentação, não pagando uniformes para os cabos e soldados e outras coisas... Por que ele não coloca os Oficiais para irem para os seus locais de trabalho com os seus próprios meios?”

Eis mais uma razão para acreditarmos que

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Regivânio Batista (outra estatística...)

Aconteceu novamente: outro policial militar, desta vez um reformado, foi assassinado na tarde de ontem, quinta-feira dia 1º, em Piaçabuçú, no povoado Pontal do Peba.

De acordo com as primeiras informações, o policial Regivânio Batista, de 40 anos, estava voltando para sua residência quando foi baleado por dois homens que estavam em uma motocicleta. Ele caiu, mas se levantou e tentou fugir, porém foi alcançado pelos assassinos, que dispararam mais seis vezes contra a cabeça e o tórax do policial.

Sabemos que expor a imagem do colega choca, revolta, mas o que está acontecendo conosco, é muito mais revoltante ainda e algo precisa ser feito quanto a isso. Precisamos mostrar à sociedade marginal o verdadeiro poder que a Polícia Militar tem, precisamos – independente do que seja feito pelas autoridades – dar uma resposta a esta afronta.

(...)

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Guarnição da bef

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