Mostrando postagens com marcador Cabo Montana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cabo Montana. Mostrar todas as postagens

A ferida que ainda doi

Julho de 2013: Três jovens dirigem-se a um pequeno comércio de materiais de consumo em escritório situado no Benedito Bentes. Um deles adentra ao imóvel e vai em direção ao balcão onde o proprietário – José Maria – está atendendo. Questiona o jovem ao balconista sobre crédito para celular. Quando este vira-se de costas, a arma sacada pelo suposto cliente grita seus projéteis e, após dias no silêncio de um leito do HGE cala-se por definitiva a voz do Sargento R/R Santos.

O crime da Avenida Bela Vista – passados quase dois meses do seu cometimento – parece ter ficado apenas na memória dos parentes e amigos do Militar Reformado, pois aparentemente sequer entrou nas estatísticas da SEDS. A pratica constante da maquiagem dos números não respeita a memória sequer de seus membros. As investigações também seguem a mesma esteira de ação onde possivelmente o resultado a ser apontado seja o mesmo atribuído a maioria dos mais de 2000 homicídios que inundam de sangue o solo do estado.

 Segundo os levantamentos preliminares constantes à versão oficial é que Santos fora executado a mando de traficantes, pelo fato de ser policial militar. Divulgado pela secretaria a órgãos de imprensa a versão de que o suposto executor teria sozinho adentrado o comércio do miliciano e deflagrado os tiros e fugido sem deixar pistas.

O BEF teve acesso a documentos que desmentem esta versão. A verdade é que os executores do Sargento Santos foram capturados pela Polícia, mais especificamente pela FNSP – que participa da fracassada execução do plano Brasil Mais Seguro – e mesmo tendo confessado a prática do odioso crime contra um membro da segurança pública, foram liberados pela polícia:


São eles “ALDO”, acusado de ter sido o autor dos disparos:


“Bicudo”, seu comparsa:


“Maxswell”, outro que auxiliou na empreitada assassina:


Como pode membros da segurança de forma discricionária liberarem confessos réus da execução covarde de um militar estadual em atitude clara de prevaricação e desídia? Quais providências tomará o secretário de insegurança com relação a tal violação da norma?

Nos do BEF cumprimos a nossa missão de não permitir que nada seja jogado para debaixo do tapete e sugerimos que os companheiros fiquem atentos para as fuças destes marginais.

Estamos sós. É preciso depor este comando omisso antes que não exista mais militares, vitimados pela bandidagem.

E visando evitar que eventos como estes tornem a acontecer, mais do que nunca...

...precisamos eleger um Deputado Estadual para defender nossos interesses!

Guardas exigem saída de secretário. E nós?

Guardas municipais da capital de nosso estado insurgiram-se nesta manha e protestaram, com direito a caminhada pelas principais ruas do centro da cidade. O cerne do protesto era basicamente a saída do secretário Cel Edmilson Cavalcante da cadeira de segurança do município.

Considerado por muitos experts em segurança pública como uma das “bolas foras” do governo de Maceió, a nomeação do Coronel Reformado fora uma contrapartida do prefeito PSDeBista Rui Palmeira ao seu partido, e uma indicação pessoal do Secretário Estadual Dário César.

Independente do legado (positivo ou negativo) que tenha deixado na corporação, e ainda alheio ao desenrolar de suas ações na segurança pública municipal, o que resta claro é que a reprodução do modelo proposto – ou a ausência deste – pelo modus operandi do secretario Dário parece ser uma unanimidade nociva tanto por parte da sociedade quanto por aqueles que realmente fazem a máquina do serviço estatal funcionar.

Reflexo disso é o número expressivo de servidores sobre a sua subordinação direta que pedem a sua saída, por imediato.

Para nós Militares Estaduais fica a lição amarga, ainda que tardia, de que sem a nossa movimentação e sem um movimento capaz de expurgar estes maus gestores de nossa caserna.

Até quando continuaremos de braços cruzados ante ao caos instalado atualmente em nosso estado?

Precisamos protestar e pedir a saída imediata destes malfeitores, e acima de tudo...

...precisamos eleger um deputado estadual para representar nossos interesses!

Falta de Credibilidade ou Conformismo da Tropa?

Algumas pessoas acreditam que nós, os integrantes do Briosa em Foco, sejamos ligados a este ou a aquele grupo de oposição, seja ao comando, seja aos atuais presidentes de associações. Na verdade, nós somos oposição a tudo que está errado no nosso meio, seja no âmbito da PMAL, seja no âmbito das associações. A gente só cobra o que pode ser melhorado.

Isso explica o motivo de sempre “atacarmos” as Associações Militares, nas pessoas dos seus perpétuos presidentes (suas ações e omissões). Os quais, para nós, não têm mais nada o que acrescentar, pois já tiveram a sua vez e nada fizeram. Prova disso a descredibilidade os mesmos enfrentam perante a Tropa. Outra prova, foi o inexpressivo número de participantes civis e militares que se reuniram na tarde de ontem, dia 30, na Praça Marechal Deodoro, em frente ao Tribunal de Justiça de Alagoas, com o apagado Cabo Simas, para fazer um “ato contra a violência e pela valorização profissional”.

E para não dizerem que a ação orquestrada pelo Cabo Simas – presidente da ASPRA – foi tão apagada assim, ele chamou a imprensa (como sempre faz) e (re)apontou diversas reivindicações da categoria, dentre as quais podemos citar a do realinhamento da tabela de subsídios e a mudança na estrutura da Segurança Pública, ou seja, disse “miolo de pote” (nada).

Como a tropa conhece muito o Cabo Wagner Simas, bem dizer apenas o pessoal da reserva técnica se fez presente – iludidos pela promessa de empenho na convocação dos mesmos.

Que fique claro que nós, o Briosa em Foco, somos sim favoráveis à convocação do pessoal da reserva técnica. A convocação dos mesmos é muito para a Corporação e principalmente para a sociedade. O que nós estamos criticando é o fato de que o Simas está utilizando esse pessoal, seus sentimentos, suas expectativas, para promover-se em cima disso, conforme vem fazendo desde o concurso de 2006.

E já que foi falado algo sobre as associações militares, no início da matéria, quero aproveitar o momento e convidar aos pré-candidatos à presidência da Associação de Cabos e Soldados (ACS) a enviarem para este blog as suas propostas, em forma de texto (pode ser com foto ou vídeo), para que os associados possam conhecê-los um pouco mais. Esperamos os seus contatos o mais rápido possível, pois pretendemos divulgar as propostas no início do mês de setembro.

Sendo assim, concluo com essa mensagem:

Precisamos eleger um novo Presidente para ACS para representar os nossos interesses!

Um pouco do próprio veneno

CONSEG tenta arrumar uma ocupação para os oficiais-médicos: “retalhar defunto no IML”.

Recentemente, o Presidente do Conselho Estadual de Segurança teve uma “excelente ideia”, e foi a seguinte: “já que os médicos da Polícia Militar nada fazem além de ficarem homologando atestado de ‘araque’ na Junta Médica, por que não colocá-los para fazer necropsia no IML?”

Aliás, desculpa o equívoco, na verdade, essa ideia deve ter sido levada por algum Coronel “combatente”, de dentro ou de fora do CONSEG, e, como sempre, adotada pelo magistrado-presidente, sem questionar o total descabimento da jumentice.

Sim, pode e deve ter sido um coronel o genial autor dessa “pérola” da idiotice, porque essa é a espécie mais autofágica que existe no serviço público: um coronel se encaixa, em muitos casos, com a descrição da traíra, qual seja, “animal que devora seres da própria espécie para sobreviver”, com uma pequena adaptação: “coronel, servidor que devora seres da própria espécie, mas, também, por puro prazer.”

E se a vítima estiver abaixo do clero do alto comando, melhor ainda.

Então deve ter sido assim: para babar o Presidente do CONSEG, algum oficial-coronel “invejoso” deve ter sugerido ao magistrado Maurício Breda que mandasse os médicos da PMAL cortar defunto no IML.

Claro que isso é uma aberração, uma tentativa de minimizar os estragos gerados pela incompetência absoluta do Governador “papa mé” e do secretário caquético, Dário César. E como o CONSEG finge que manda e o comando finge que obedece, é claro que isso não vai acontecer.

Mas fica uma lição: o CONSEG aprendeu facilmente que é melhor arranjar “saídas” absurdas – fingindo mostrar serviço –, como estas, do que cobrar o governo vergonha na cara e maior seriedade com o aparato da segurança pública.

Mas bem que seria engraçado ver a Dra. Eliane, ou o “Josef Mengele” da PMAL, o anestesista-Capitão Aldir, dar plantão no IML com um bisturi (aliás, com uma faca – no IML não tem bisturi) na mão esperando a chegada dos “presuntos”. Rapidinho eles se uniram para acionar o CRM, que saiu em defesa dos médicos-oficiais e disse na imprensa que não era “função” deles retalhar defunto.

Concordamos com o CRM.

Mas, se a Junta Médica resolveu atender a todas as exigências do CONSEG (e a gente não sabe dizer o por quê), inclusive quando o Conselho passa por cima da ciência medicinal e questiona os atestados médicos, o Dr. Maurício  Breda – tal qual seu irmão, que quando da passagem pela presidência do CONSEG criou “fórmulas” que levaram nada a lugar nenhum – achou que podia qualquer coisa pelo fato de os médicos da PMAL serem tão submissos, que são até covardes.

Minha vó já dizia o ditado popular: quem muito de abaixa mostra os fundilhos.

O engraçado é quando o CONSEG ameaça rasgar o diploma dos oficiais de jaleco e desprezar suas carreiras acadêmicas, eles calam, quando deveriam colocar o Conselho de Segurança no seu devido lugar, exigindo o respeito dos conselheiros para com a classe médica. Se ninguém sabe nada de medicina no CONSEG não se meta a dar pitaco em profissão tão científica quanto é a de médico.

Mas não, foram aceitando, aceitando, até porque as intromissões do CONSEG só visam prejudicar praças, e aí, quem vai se meter para defender samango? É melhor ficar recebendo o soldo gordo de oficial, sem fazer muita coisa, e deixar o presidente do Conselho espernear à vontade. Acontece que de tanto aceitarem, quase acabam como retalhadores de defuntos.

Pois é, doutores-oficiais, pelo menos agora vocês constaram uma grande verdade: além de não servir para nada, o CONSEG não é de confiança e não considera ninguém, muito menos quem não procura o seu lugar e não tem consciência dos direitos inerentes à profissão de médico. Agora vocês provaram um pouco do próprio veneno.

E, caro doutor-magistrado-presidente, fica aí uma lição: “Determinação Judicial não se discute; ou se recorre ou se cumpre!” Atestado de Médico, idem.

Mas tem uma pequena e importante diferença: Atestado Médico se cumpre e não se recorre. O máximo a fazer é pedir a opinião de outro profissional da mesmíssima especialidade, cuja ética não lhe permitirá querer aparecer e desdenhar do parecer original, salvo, se padecer eivado de equívocos, como, aliás, ocorre com a maioria dos pareceres do Conselho.

Outra grande distinção: enquanto o CONSEG não tem pudor de emitir pareceres amadores sobre assuntos que ignora, o médico atesta do alto de seu conhecimento científico, ou seja, profissionalmente.

Os membros do Conselho devem aprender definitivamente uma coisa: o CONSEG não consegue mais esconder de ninguém a sua vassala posição diante do Governo do Estado, servindo mais de apagador de incêndio governista e menos de órgão capaz de exigir do governador transparência e atitudes corretas no trato com a Segurança da população. Só falta agora dar a ideia de realizar as necropsias dentro do hospital da PM.

Conclusão: o homem pode ficar cego por algum tempo, mas sempre chega a hora de enxergar a verdade. Fazer papel de bobo no reinado da safadeza, da desfaçatez e da incompetência do Governo Teotônio, e ainda ver um monte de coisa errada na Segurança Pública sem ter força para mudar, ou para exigir a mudança, não é papel de um Conselho de Segurança independente e forte. Fingir não enxergar os erros dessa administração desastrosa é mais grave ainda.

Mas afinal, qual é o verdadeiro motivo de toda essa cegueira e submissão do CONSEG? É algo a se pensar. E muito.

Eis mais uma razão para defendermos seguinte tese:

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

VIPs: Vagabundos Impostos ao Povo

Muitos de nós, ao menos a maioria dos membros do BEF, teve o privilégio de assistir o filme “VIPs: Histórias Reais de um Mentiroso”. Longa metragem baseado no livro de Mariana Caltabiano, cuja reprodução às telas incumbiu a Wagner Moura a tarefa de incorporar Marcelo da Rocha, um trapaceiro e vigarista que tinha (desde a adolescência) dificuldades em assumir a sua própria personalidade.

Marcelo, o Picareta, chegou até a conseguir vender duas motos Harley-Davidson pertencentes ao Exército Brasileiro, quando de sua passagem pelo serviço militar obrigatório. Aprontou tantas estripulias que, dentre de seus golpes, conseguiu ludibriar pessoas da alta sociedade, como o colunista Amauri Jr, o acionista da GOL linhas aéreas Henrique Constantino, e diversos atores como Carolina Dieckman e Marcos Frota, para exemplificar o nível da figura.

Preso em Bangu, no Rio de Janeiro, liderou uma das maiores rebeliões carcerárias daquele estabelecimento prisional, fazendo-se passar por líder de uma facção criminosa (PCC).  Tudo na base a malandragem, assumindo personificações falsas de personalidades influentes. E convencia!

Nessa “brincadeirinha” de enganar as pessoas, Marcelo Rocha comeu, bebeu e se envolveu com pessoas da alta sociedade. Tudo isso sem gastar nenhum centavo e aproveitando-se da peculiaridade do homem médio influente: bajular aqueles que lhe parecem importantes – independente de que estes tenham ou não referências anteriores.


Agora, de volta a nossa realidade, tendo como parâmetro o narrado anteriormente, vemos a tropa Alagoana (a nossa tropa) ser duramente sugada e vilipendiada por uma dupla de picaretas que transcende a malícia de Marcelo Rocha: Os irmãos Dário e Dimas.

Faz pouco mais de 4 anos que o caldo entornou entre a Tropa e o Comando. Especialmente quando da propagada oxigenação aos setores de mando da tropa. Coincidentemente, há dois anos a caserna transformou-se em um barril de pólvora temperado de dissabores e insatisfações, concernentes a inépcia para tratar de assuntos internos e administrativos comuns de ambos, além da crescente desvalorização interna corporis.

Atrelada a isto, tivemos uma movimentação popular derivada à discórdia salarial agravada pelo Governo Teotônio Vilela. É unânime entre todos os círculos de Praças e ao Oficialato subalterno e intermediário: o que ganhamos é uma miséria.

Entretanto, a realidade é diversa quando mencionamos os altos cargos – e nisso inclua-se a Polícia Militar de Alagoas –, onde os que diretamente gerenciam os serviços locupletam-se de altíssimos salários, com o mínimo de prestação de serviço a comunidade.

Citando apenas os “irmãos Cavalcante”, temos que o primeiro (Dário César) aufere somente em salários o equivalente à mais de R$ 30.000,00 (trinta mil) reais por mês, valor superior ao recebido até mesmo pelo Governador do Estado (cerca de R$ 17.000,00 reais), o que fere a própria Constituição Alagoana. Tudo pago por debaixo dos panos, fruto de um irregular acúmulo da aposentadoria como coronel “fechado”, associado ao salário comissionado, devidamente maquiado no Portal da Transparência Ruth Cardoso. Isso, fora as diárias...

Já nosso Comandante Geral, o esperto Dimas, aufere bem menos: cerca de R$ 16.000,00 reais ao mês, fora as diárias (com as quais ele tem o costume gostar fora da finalidade a que se destinam, a exemplo do que fez, quando da sua ida ao Rio Grande do Sul).

Ao que se vê, o Estado de Alagoas gasta com estes dois pesos mortos o equivalente a quase R$ 50.000,00 reais todos os meses. Considerando-se que o salário médio de um soldado com 0 ano é o correspondente bruto a R$ 2.244,00 reais, poderíamos disponibilizar para a sociedade o quantitativo aproximado de 25 soldados todos os meses; o que implicaria em um incremento motorizado de 8 viaturas compostas por 3 homens – e ainda sobraria um para supervisionar os demais.

Mas os problemas também são outros. A tropa encontra-se há vários anos em uma escala insuportável, trabalhando em seu limite. O resultado é que o efetivo próximo a 20% (cerca de 1.400 policiais) encontram-se dispensados por estafa (ou outros problemas associados), ou com restrições a atividade fim.

Alheios às reinvindicações de melhores condições de serviço e de flexibilização da carga horária necessárias – ou ao menos à sua normatização, pelo que disciplina a Constituição Federal – os super-remunerados, Comandante Geral e Secretário de Defesa Social, estão ali para servirem de instrumento de controle da Tropa, impedindo que a sua crescente insatisfação chegue ao Palácio de Vidro.

Seus tentáculos já se esgueiram ao CONSEG, onde ao invés de servir como Conselho Deliberativo em busca de melhorias para a questão problemática da segurança, servem a interesses menores do governo, onde até mesmo a proposta visando a dificultar a aquisição de licenças médicas – cujo caráter originário é a incapacidade física para o serviço – é amplamente discutida. Enfim: querem legislar sobre o estado de saúde do PM, proibindo-o de adoecer.

Com seus salários faraônicos e locupletando-se de picaretagens, os irmãos Cavalcante vão seguindo manchando suas páginas na História da nossa PM, com seu trabalho reduzido – escalas de 6 horas diárias de segunda a sexta – e deleitando-se em noites de sono diariamente, são o antagonismo da tropa, que do soldado ao major concorrem as escalas ordinárias deteriorando seus corpos nas noites violentas do Estado.

Os irmãos Cavalcante comem, bebem, dormem e envolvem-se com figuras da alta sociedade, com espeque na malandragem e transpassando a estas a falcatruas do seu mister, aplicam seus golpes perante as demais autoridades, certos de que a impunidade para incompetência lhes será amplamente recompensada ao final de cada mês.

Os finais de semana para nós são tortuosos, pois deixamos a nossa família em casa, adentramos às perigosas e superfaturadas viaturas locadas e saímos às ruas para fazer a nossa greve branca, a nossa vista grossa de cada dia. Doutro bordo, nossos comandantes fazem basicamente o mesmo: enganam a população comparecendo ao seu serviço diário de “seis horinhas” e aos finais de semana, seguem para pilotar as suas lanchas (?!) pelos balneários mais badalados de Alagoas.

Seguindo a esteira do descomprometimento, ante a explosão da violência – anteriormente restrita ao final de semana, mas que agora já avança assustadoramente para os dias ordinários – o senhor secretário continua em Brasília, envolvendo-se em questões avessas à nossa situação atual, demonstrando com isso estar cada dia menos interessado num resultado prático que vise a frenar nossos funestos índices de mortandade violentos e cada dia mais perdido na administração da pasta.

Tudo na base da “Ousadia e Alegria”!

Não podemos continuar a acender velas por nossos mortos e por isso precisamos
eleger um deputado estadual para representar os nossos interesses!

O poder sem nenhum pudor

Afinal, após uma semana muito corrida, agora posso curtir minhas merecidas férias. Mas que a semana pegou fogo, isso pegou! E disso podemos tirar uma série de aprendizados e compartilha-los com a nossa querida tropa.

Não nos atingiu com surpresa o brado – em alto e bom som – emanado por uma das mais antigas e respeitadas Desembargadoras Estaduais. Falem bem ou falem mal, a Dra Elisabeth Carvalho do Nascimento (embora polêmica) representa uma das imaculadas figuras públicas alagoanas, que não deixa que a sujeira do poder largue nódoas em sua carreira.

A nosso ver, ao lado do Promotor Dr. Alfredo Gaspar (leitor assíduo das nossas postagens), são duas rochas intangíveis quando o assunto é moralidade. Diversas vezes presenciamos a ambos posicionarem-se do lado da legalidade (ainda que esta viesse a contrariar os interesses pessoais de um ou outro).

Sabemos que a Desembargadora também é nossa leitora e admiradora. Por diversas vezes acompanhamos – por detrás da porta, é claro – os comentários vindos dos gabinetes de juízes e desembargadores acerca do conteúdo do nosso blog. Existe entre estes uma unanimidade: embora acobertados pelo manto escuro do anonimato, somos eficazes e necessários conquanto revelamos relações e atos espúrios praticados pelo Comando Geral sempre em consonância com o que determina a Secretaria de Insegurança (Defesa Social, para os menos jocosos).

O desabafo em tom de crítica expôs e colocou em rota de colisão dois poderes que estranhamente funcionavam no nosso estado em harmonia. Executivo e Judiciário, pela sistemática de freios e contrapesos deveriam viver em embate eterno para o bem comum. Como dissemos anteriormente, não nos causou estranheza o repúdio de Elisabeth ao ineficiente e galhofeiro Dário César. Somos até mais enfáticos: O mal que Dário César está plantando com sua inapetência para a gestão contaminou a estrutura da segurança pública de Alagoas a tal ponto que será necessário cerca de dez anos (e uma boa dose de boa vontade política) por parte do próximo secretário para que as coisas retornem ao normal.

Em verdade a desembargadora sabe que os altos índices de criminalidade tem o dedo de Dário. Foi vexatória e vil a divulgação da solução do crime (será?) praticado contra a jovem Barbara Cristina, atribuída a uma criminosa já presa, mediante a confissão (reedição do pau-de-arara?) de um viciado em drogas, cujo esforço hercúleo mental precisa ser feito para ligar uma relação entre o sumiço da moça e a participação desta num esquema de prostituição e trafico de drogas onde até mesmo o PCC fora enredado. Tudo isso dois dias depois de uma das maiores autoridades alagoanas o chamar de “incompetente” e pedir, com todas as letras a sua cabeça ao governador.

Nem o melhor autor novelístico faria melhor (ou pior?) do que a patética atitude do ignóbil secretário.  Mais além: foi criminosa a atitude do gestor, que cometeu o descalabro de comunicar falsamente a existência de um crime – ou vários – que sabe não existir.

A resposta veio à altura pela família da jovem desaparecida: “ninguém come capim naquela família para crer nas mentiras de Dário César”.


É vergonhoso perceber que nem o secretário, cujo âmago é desprovido de nenhum amor próprio, e nem tampouco o Governador (viciado em uma “cachacinha”) demonstram estarem “nem ai” para os brados de toda uma sociedade e que agora ecoam dentro da Justiça Maior de Alagoas.

Pergunto eu: haverá condições de governabilidade daqui em diante? Quem viver, verá.

O Governador, por sua feita disse em alto e bom som que Dário só sairia do comando quando ele saísse. Que ótima ideia! Porque não saem os dois? Perfeito!

O ambiente não poderia estar mais nefasto para Dário (mais sujo do que pau de galinheiro) quando, sabe-se lá se como, entra em cena um personagem da própria Justiça Estadual para enterrar de vez o que que já não existia de moralidade (ou da falta dela) dentro da SEDS: O Juiz Carlos Remigio.

O Juiz, aposentado compulsoriamente por conduta inapropriada decorrente do próprio álcool, quando agrediu violentamente sua parceira, bebeu demais e, violando a Lei Seca, movimentou seu veiculo e colidiu justamente com uma viatura da Força Nacional – Facção Policial anômala em nosso Estado, cujo modo de trabalho consiste em desconsiderar Policiais locais em nome da moralidade e do cumprimento da lei –, deixando estes mesmos policiais militares “incorruptíveis” e insuscetíveis de pedidos externos, deixado de proceder como manda a lei (prevaricação?) a pedido de quem? De Dário César!

Pasmem, senhores: Dário César intercedeu, mais uma vez, para que não fosse cumprida a lei, ou seja: a Prisão em Flagrante do Juiz e o seu encaminhamento à Central de Polícia para que fosse lavrado o ato e – como é o caso – estipulada pelo delegado a fiança. Providenciou inclusive a sua retirada do local, para que a imprensa não registrasse o fato. Tudo às claras, num perfeito exemplo de maracutaia e provincianismo digno de republiquetas. E o que é pior: com a conivência da secretária Regina Mico Mikki e o do colega de copo Governador Teotônio Vilela Filho. Uma vergonha!

E por falar em cachaça, descobrimos que “a amizade” que une o Governador e o Secretário vai muito mais além do que se imagina, ou do favor em livrar a cara do filho da autoridade, tempos atrás (clique aqui): eles gostam de dividir uma “lourinha”, nos happy hours Brasil afora.

Aqui vai o apelo o apelo do BEF: Governador, ao invés de tomar cachaça com o secretário tome vergonha na cara e faça o que deve ser feito; demita este incompetente.

Deixamos até uma sugestão: Que tal a figura do Promotor Alfredo Gaspar para começar a colocar nos eixos a segurança pública deste Estado? Só depende do senhor, Governador.

E por essa sucessão de escândalos e vergonhosos gestores que acreditamos que...

...precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!


OBS: Estamos atravessando dificuldades técnicas para a atualização do Blog e consequente liberação dos comentários. Ao que parece estamos sendo vítimas de ataques em nossos servidores no exterior. Nosso corpo técnico está empenhado em mudar o servidor de mensagens (responsável pelos comentários) para um local mais distante do alcance dos nossos inimigos. Por isto, nos próximos dias experimentaremos uma demora na liberação dos comentários.

Ah, já ia esquecendo: chegou ao nosso conhecimento as manobras praticadas pela Tenente Noêmi (aquela mesma) buscando localizar a nossa identidade. Inclusive chegou ao nosso conhecimento também o meio usado por esta. Soubemos até da criação de uma comunidade na rede social “Facebook” destinado para este fim (e que só conseguiu a “adesão” de 6 pessoas). Por este motivo, não estranhem se liberarmos, ainda este mês, a postagem “Os oficiais ridículos envergonham a corporação 3”, como prometido. Temos muito material inclusive. Sabemos até que a Tenente excluiu o seu perfil e criou outro, na tentativa de se “limpar”.

Nós não a difamamos, Tenente, posto que difamar seria imputar-lhe falsamente algo pejorativo a sua honra. Não fizemos isso. Apenas narramos o acontecido. Vê se fazemos isso com quem se dá ao respeito?

Não a caluniamos, porque não inventamos falso crime a seu respeito – tente acusar-nos de tal fato, que para isso nos prevaleceremos da “exceção da verdade”. Não a injuriamos porque não a ofendemos. Na verdade, Tenente Noêmi, fica aqui um conselho nosso para você, com relação a seus problemas particulares:


Faça um tratamento psicológico, Tenente. Você está precisando. Seu mal ainda possui cura!

RP - RouboPatrulha

Em meados de 2000 eu estava servindo no Batalhão de Guardas (BPGd), quando o então Capitão Gilmar Batinga conseguiu nos transferir para um Batalhão que até então sequer existia no Organograma da PMAL. O recém-criado Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp) era, na época, a menina dos olhos do Gilmar e a arma com que o qual pretendia-se fazer frente à criminalidade da época.

Eu era então já um experiente soldado, mas apenas um soldado já cansado com quase 12 anos de farda. Como nossos companheiros que de lá tomaram a “banguela” – soldados, cabos, sargentos e até subtenentes –, não queríamos ir de jeito nenhum. Porém o discurso era envolvente e o exemplo do referido capitão, arrastava.

O Capitão Batinga havia chegado do Distrito Federal, de onde trouxe a ideia que permeava o que ele mesmo consagrava como a “Doutrina de Radiopatrulhamento”. O leitor atento e com mais de 10 anos de polícia deve saber que, antes disso, não havia em nossa caserna um padrão a ser seguido dentro da corporação. Todos estes conceitos de “superioridade de força”, “ação vigorosa”, “triangulo imaginário”, “abordagem na posição sul” e demais ideologias foram disseminadas pelos percussores da época. Nós, policiais, cansados e com a estima em frangalhos, trazidos dos piores batalhões da capital e alguns do interior, estávamos entregues como peso morto para composição de efetivo da neófita unidade; tínhamos o rótulo de que para nada servíamos, e de onde partíssemos não faríamos falta. Éramos, por assim dizer, os indesejados.

Aquele Gilmar, que anos depois tornou-se o capitão sepultado pelo coronel (clique aqui), esforçou-se muito para realizar o que ele chamou de “banho de pipoca” em nossa estima. Recebíamos um dos melhores fardamentos da polícia, tínhamos revólveres muito bons, os melhores que estavam na carga da DAL, recebíamos capas de coletes, houve época em que a OPM recebeu quase 40 viaturas modelo Fiat Marea, e íamos para a rua com uma espécie de vibração estranha para a cansada tropa daquele tempo não tão distante. O salário não era bom (o meu bruto, por exemplo, era menos que R$ 900,00 reais), e havia o que chamávamos de “batinguru” no Batalhão, isto é: prisões aplicadas diretamente pelo Capitão Gilmar, mas que não passavam de um ou dois dias, quando a gravidade ensejava, inclusive, mais dias pelo regulamento. Resolvíamo-nos internamente, como deve ser a tônica de uma OPM independente.

Chegamos a ir às ruas com 20 unidades motorizadas (sempre com 4 policiais) e o patrulhamento, embora seguisse os velhos cartões programa, permitia uma mobilidade que resultava num maior número de apreensões de armas e drogas pela quantidade de abordagens que eram realizadas. Existia até uma saudável disputa entre as guarnições para ver quem apreendia mais armas, sendo que os mais abastados chegavam até a fazer apostas em torno disso. As condições sempre foram as melhores. A unidade foi das pioneiras quando da chegada de pistolas .40 (modelo pt-100), equipamento de proteção balística e as primeiras Blazers através do convênio federal.

O mérito, é bem verdade, é do Batinga – só que do capitão, não o coronel –, que antes de agregar as gemadas ao ombro mostrou que era possível a transformação de uma unidade em modelo a ser seguido pelas demais (em quesitos estruturais, frise-se).

Alguns anos se passaram, as promoções vieram, e a mesma degradação moral que corrompeu o major, o tenente-coronel e o Coronel Batinga, também, de forma idêntica, ruiu um dos melhores batalhões da Polícia Militar Alagoana. Talvez tenha sido o poder, quem sabe a inserção de ideologias centralizadoras praticadas pela nova ordem... Quem sabe? O que se pode ver, às claras, é o fato de que hoje há um batalhão (de área) na Rua Princesa Isabel, alcunhado pela sigla BPRp mas que nem de longe representa o legado de uma década passada.

Nem mesmo o esforço do atual Comando, representado pelo Tenente-coronel  Jairisson (um homem de respeito, polido e correto em suas atitudes e posicionamentos) está sendo capaz de reverter o quadro atual de falência moral que abateu-se sobre aquela casa.

É bem verdade de que o desvio de caráter dos componentes que lá estão não é algo novo. Somado a corrupção que permeia as demais polícias temos uma esteira perfeita e um campo fértil para a proliferação da criminalidade. Eu mesmo, quando recém promovido a cabo, fui testemunha ocular de vários peculatos que envergonham, embora pequenos quanto ao volume desviado pelos “Irmãos Cavalcante”, Dimas e Dário, e sua gangue engravatada, que suga até o que não pode mais do erário, com a conivência e concupiscência dos poderes públicos.

Certa manhã, há alguns anos (talvez tenha sido há uns cinco anos, pelo menos) fomos deslocados para prestar um apoio ao Oficial de Operações – o, à época, Aspirante Rodrigues – numa operação capitaneada pela P2 do CPC no vergel do lago. Até ai nada de anormal, a não ser a entrada na residência do suposto ponto de tráfico pela vanguarda, derrubando-a. Tudo isso sem mandado judicial ou o que o valha.

Apesar de tudo, antes fosse essa a única irregularidade.

Ao adentrar à casa do traficante, o objetivo maior, que era a busca de substância entorpecente, fora substituída pela pilhagem praticada por membros da RP Comando; que deveriam, em tese, ser da extremada confiança do oficialato; que preocuparam-se em furtar, subtrair daquela residência, tudo de valor comercial que encontrassem: correntes de prata, objetos de ouro, maquinário eletrônico, pecúnia. Nem a perfumaria da prateleira escapou! Parecíamos (digo isto, porque embora não participasse do horror, estava incluído na tal operação) piratas, bandidos cuja única diferença no local era a farda que “ostentávamos”.

O aspirante, coitado, sequer percebeu o que estava acontecendo embaixo de seu nariz!

Ao final, fora encontrada certa quantidade de droga e um valor em dinheiro equivalente a R$ 3.000,00 reais. Foram levados para a DRN, cujo delegado a época era o Dr. Rodrigo Rubiale, onde foi lavrado o auto de flagrante delito por tráfico e o material lá fora apreendido.

Depois desta cena, não tive mais estômago para permanecer naquele lugar. Desenrolei com um peixe e fui-me embora de volta para o BPGd donde posso garantir que, apesar de ser uma unidade prisional, existiam menos ladrões do que aqueles que lá permeavam a ocorrência. Poucos meses depois, fora chamado para depor sobre a ocorrência em juízo, quando descobri que apenas R$ 600,00 reais do total apreendido fora apresentado à autoridade policial judiciária. Senti nojo e vergonha de fazer parte de uma tropa de salteadores baratos.

Muita coisa aconteceu desde aquele dia, mas nunca me esqueci desta cena. Acho que jamais irei esquecer, como também não esquecerei outras histórias que vi, vivi, ou tomei conhecimento.

Nos dias atuais, o sangue novo injetado na tropa com a incorporação da turma de 2010, com o intuito de eliminar até mesmo os antigos vícios, ao que parece, provocou o efeito contrário: intensificou a prática delituosa de furtos em ocorrências e agregou um novo modelo a ser seguido, principalmente em abordagens a pessoas da classe social mais humilde, e que se enquadrem no trinômio dos “três pês” (pobres, pretos e putas), de que se tomam tudo o que puderem – e as constantes denúncias na Comissão de Direitos Humanos da OAB, e as constantes aberturas de procedimento apuratório publicadas em BGO, são uma confirmação disso.

Essa prática, seguido aos constantes espancamentos, tem se tornado costumeira por uma fração daquele batalhão em específico: a ROCAM. Não raro as denúncias que aportam à Corregedoria Geral quase que diariamente. Não há comunidade pobre na qual inexista alguém que já não foi agredido, furtado, destratado pela “ROCAM” a “broca de diamante” (quem conhece sabe o porquê).

Vemos, com todo o exposto, que de Brioso Batalhão de Radiopatrulha tornou-se um ninho profícuo de malfeitores que enlameiam o nome da nossa corporação como um todo, fazendo com que certa parcela da sociedade já comece a referir-se à unidade com a pecha pejorativa de “RouboPatrulha”, muito embora a maioria dos seus integrantes sejam pessoas de bem.

Precisamos expurgar de nossa tropa todas estas maçãs podres que nos envergonham e mais que isso:

Precisamos eleger um Deputado Estadual para representar os nossos interesses!

Os oficiais ridículos acabam com a corporação 2

Noêmi Soares, a polêmica tenente cujas ações interna corporis tem lhe trazido dor de cabeça tremenda vem criando problemas maiores dia após dia. Tudo por conta do imenso inferno astral que vem enfrentando desde o ultimo mês de maio, quando a publicação da portaria nº 021-Sind-CG/Correg., de 19.03.13, onde o Comandante Geral designou o Major Adalberto Santos Romeiro, para apurar – através de Sindicância – as agressões verbais e constantes ameaças (sic), por meio de mensagens telefônicas e blog, contra a Cadete CFO III Mariana César Gois, e seu filho, que se encontra bastante temerosa em virtude da frequência dessas mensagens, cujos conteúdos se alternaram entre pornografias, ofensas e pedidos de desculpas.

O Comando concluiu que as denúncias da Cadete (ouvida por termo de declarações) revestiam-se de uma seriedade tamanha que mereciam a devida apuração. E nisso não há o que se caluniar, injuriar, ou difamar; é a verdade nua e crua, sem floreios e insinuações. É o relato de uma mãe – Mariana – cujo conteúdo transpassa mera provocação sem sentido: “São ameaças de morte, cujo pedido de socorro de uma militar subalterna e em formação, com experiência militar (Mariana fora Soldado Bombeiro antes do ingresso ao CFOPM) que não poderia jamais ficar sobre a sombra da impunidade”.

Mais que isso, a tenente Noêmi é acusada de transgressões graves, como ofensa a inferior com atos, gestos ou palavras (art. 32, XL, do RDPMAL) e ofender, provocar ou desafiar inferior (inciso subsequente). Para nós, ficou barato. A ameaça de uma colega de farda por outra dentro da nossa caserna ou, ainda, quando fora do horário de serviço deve ser punida com rigor, pela característica militar a nós impingida, a de agentes púbicos pagos com dinheiro (público) para defesa da sociedade. Nesse ponto, somos categóricos: num paralelo de extremos, parece a nós, no mínimo, um sério desvio de conduta até mesmo a um crime militar severíssimo, ensejador até mesmo de expulsão dada a incompatibilidade deste com o ordenamento castrense.

Temos por benevolente a postura do redator da Portaria, pois esqueceu-se – quem sabe até deliberadamente para não pesar a mão em demasia quanto a apuração – de incluir o inciso XLV, do art. 32, do Regulamento Disciplinar, que prevê a promoção de escândalo comprometendo o bom nome da corporação, o que vem sendo a tônica do histórico militar desta moça. E esta não é a primeira vez que a tenente responde a procedimento semelhante. Por enquanto ela vem se segurando na Polícia Militar.

E para se segurar na caserna, a figura escandalosa da problemática tenente precisa, deliberada e desesperadamente, criar álibis. Subterfúgios que a façam – crê esta – alcançar o objetivo de livrar-se de mais essa acusação séria. Por esta razão ela tem dito a colegas que “as mensagens enviadas via SMS à cadete partiram de um celular que não era de sua propriedade”. Ora, modifique a estratégia e diga que, embora tenham partido de seus números (pois sabe que deles não poderá se eximir, pelo registro em seu CPF e cópias de históricos de ligações já requeridos pelo sindicante), estes foram enviados por uma terceira pessoa, a qual classifica como “um namorado ciumento”.

Seja como for, de uma prova a tenente não tem o poder de olvidar: os comentários ofensivos, feitos através de postagens aqui mesmo no BEF. E para isso – estratégia defensiva, repetimos sempre – ela elegeu a ameaça novamente como expediente para conseguir o que quer.

A verdade é que a militar teme a perda do cargo, teme também o escárnio de uma prisão. Por isso o foco no site, cuja eleição como inimigo está trazendo para si mais malefícios do que poderia esta suportar. Imagine exatamente o que não se deve fazer quando se quer melhorar a sua imagem diante de um procedimento interno na corporação?

É exatamente o que a integrante do PELOPES do 7º BPM esta fazendo. Nas últimas 48 horas, por conta de suas campanhas em diversas mídias sociais, conseguiu aumentar em 200% o número de visitantes do Blog (nunca antes chegamos ao pico de 54 pessoas online simultaneamente). Se o que ela queria era que sua imagem não fosse exposta para todos, seus escândalos e propagandas estão trazendo para si uma mídia terrivelmente negativa.

Gerenciar uma vida de escândalos dá muito trabalho. Construir uma carreira sólida, mais ainda. Há cerca de dois anos, repetiu as mesmas ameaças proferidas a cadete direcionadas a uma Cabo da Força Nacional, lotada na RP. Fez campanas na porta de sua residência e o caso foi parar na Corregedoria, onde o Subcorregedor da época, o Coronel Osman Vilela, chamou as duas e abafou o caso. Agora, ela repete o mesmo expediente. Mas dessa vez, certamente, a punição será inevitável.

O que tratamos aqui, não configura-se e nem se refere a difamações (exposição de fatos pejorativos), calúnias (imputações criminosas falsas) ou injúrias (agressões descabidas). Tratamos aqui da acepção da verdade, de interesse da tropa. Valemo-nos do anonimato para expor, de forma jornalística e até mesmo humorada, a iniquidade que existe dentro da nossa carcomida instituição, escondida entre muros, fomentando a degradação moral desta, que não poderíamos fazer dada a nossa condição de militar e as terríveis implicações que isso ressonaria. Mas não somos imorais e nem desonrados, ao contrário: prestamos um serviço de relevância, por certo.

Noêmi Soares, em nome de sua pretensa imagem, não tem o direito de ameaçar uma colega de farda. Não pode se dedicar ao escuso submundo da enganação para eximir-se de ser punida, praticando o expediente da ameaça nas horas vagas, vitimizando-se.

A oferta de recompensa pela identificação os mantenedores deste blog merece uma resposta à altura, e é o que faremos: àqueles que tiverem material demonstrativo dos problemas causados pela oficial em questão, podem nos mandar através de nosso contato. Não pagamos nada pela oferta, mas garantimos que publicaremos, com toda certeza.

A aberração que é a prática de transgressão, quem sabe um crime por parte daquela que deveria primar pelo cumprimento das leis não pode ser comumente tolerada. A oferta de numerário (cujo valor não sabemos como a tenente vai pagar, vez que anda a pé por conta do banco ter tomado seu carro por conta de dívidas de financiamento em plena 3ª CIA, à vista de todos) que teve a pachorra de protagonizar a oficiala pela identificação dos autores do Blog, que não é o responsável pelas suas mazelas, já denota uma falência moral tremenda, cujo o desprazer é mister denunciar.

Tenente Noêmi, ou Mema, para os mais íntimos: aquele que promete e não cumpre suas promessas é indigno de credibilidade. Embora sejamos anônimos, por proteção, avisamos-lhe sobre o fato de você ainda possuir uma imagem. Estamos publicando o prometido. Temos muito mais material. Temos, inclusive, o depoimento de um militar sobre aquele episódio envolvendo o Soldado Abenildo, o “palma de ouro”, o “mão de seda” (que embora tivesse seu vídeo divulgado num site gay, estava, segundo o informe, masturbando-se para “uma mulher” – mas fique tranquila quanto a isso, pois ele morre na cruz, sem dizer “quem” era, mas a 3ª Cia, em peso, sabe). Mesmo reduzida a migalhas, acreditamos que você ainda tenha um resquício de imagem a zelar.

Então, façamos um trato: para não termos o desprazer de cumprirmos a nossa promessa de publicar “Os oficiais ridículos acabam com a corporação” 3, 4, 5... Até chegarmos ao 180 (sendo um por cada mês que você ainda tenha a tirar de serviço até o computo dos seus 25 anos), faça um favor a você mesma: vá para moita, querida. Para nós não custa nada cumprir as nossas promessas.

Afinal, somos homens e mulheres de palavra!

Guarnição da bef

Destaque nos últimos 30 dias

 
Meu Profile: Área Restrita - Somente PESSOAL AUTORIZADO pode ver